20 ago 14
outros bla bla blas
Como foi o Encontrinho de Agosto
por Andrea

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Domingo foi dia de mais um super encontrinho crat lá no Espaço Ateliers! E desta vez além da desculpa para encontrar amigos talentosos e conhecer novos criativos tínhamos uma missão craft: arrecadar quadradinhos e produzir mantas quentinhas de crochê e tricô para serem doadas ao GREANDAAC de Jundiaí ainda neste Inverno.

Não ficamos surpresas com a grande adesão (yay!) de leitoras que além de enviarem um montão de quadradinhos coloridos também compareceram em peso do dia para crochetar junto. É a força do craft coletivo mostrando seu valor :D.

Para esta ação contamos com a parceria do Quadradinhos do Bem que mantém um projeto contínuo de produção de mantas para benefício de comunidades carentes, não só durante o Inverno mas no ano todo.

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Logo no comezinho os quadrados da vovó foram chegando em quantidades enormes e modelos mais variados. As nossas mesas ficaram assim, super coloridas. Muita gente que não pode comparecer no dia mas entregou seus quadrados prontos para que fossem montados.  Obrigada também a todos que doaram material!

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Foi nosso recorde de público! O dia estava lindo, apesar do friozinho o sol deu as caras e as horas voaram em meio a muita lã colorida.

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Muita gente aproveitou para crochetar os quadradinhos lá mesmo! Outra aproveitaram a ocasião para aprender a fazer quadradinhos da vovó com as crocheteiras mais experientes. Tão legal ver a produção brotando das mãos à medida que as horas passavam.

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Todos os níveis de conhecimentos e crochê eram bem vindos. Tinha tricoteiro crochetando, crocheteira arrematando…. tarefa é o que não faltou!

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Teve até crafter mirim colocando a mão na massa e se divertindo.

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Quadradinhos prontos, chegou a hora de compor as mantas e montar aquele quebra-cabeças criativo com muita textura.

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Para unir os quadrados cada um apostou em uma técnica diferente, desde a costura manual com agulha de tapeçaria…

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… até o crochê com bordas trabalhadas à escolha do freguês.

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A Coats apoiou nosso encontrinho oferecendo fios de Topp para todo mundo que apareceu por lá. Este fio grosso é muito bacana para fazer maxi golas e cachecóis. Fica a dica ;)

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Ao final do dia, missão cumprida. Os quadradinhos soltos se transformaram em mantas quentinhas! Teve manta de quadradinhos freestyle…

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… e mantas com super composições!

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Uma pequena amostra da produção dos Quadradinhos do Bem que vai ser entregue ao GRENDAAC! Foi uma tarde super produtiva e que vai ficar para a história dos nosso encontrinhos.

ATENÇÃO: Ainda temos muitos quadradinhos soltos que precisam ser arrematados e montados. Por isso estaremos organizando uma força tarefa no dia 31/08 ( Domingo) a partir das 14h com foco apenas na montagem de mantas com quadrados que já recebemos.

Se você tem noções de crochê básico e quiser colaborar apareça para colaborar!  Mais detalhes aqui.

Obrigada a todos que apareceram e ajudaram fazendo seus pontinhos! E em especial Simone e Leca do Ateliers pela hospitalidade de sempre e Cláudia do Quadradinhos do Bem que organizou toda a logística e fez uma grande produção.

Até o próximo ;).

 

18 ago 14
costurasuperziper tv
We Love Costura: Sacola fácil e rápida
por Andrea

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Hoje é dia de vídeo novo no superziper TV, yeah! E desta vez o tema é o favorito de muitos: costura à máquina. Preparamos um passo-a-passo em video mostrando como fazer uma sacola tipo ecobag super rápida. Projeto perfeito para newbies na arte da costura, simples mas com um segredinho para dar um ótimo acabamento interno.

Escolhe um tecido de estampa bem bacana e corre para a máquina. Para facilitar usamos alças tipo cordão de algodão já prontas que são vendidas por rolo ou metro em armarinhos.

Mas melhor que falar é assistir, clica no play!

Uma sacola bem bacana para ser feita como um presente e lembrança em eventos.

Espero que goste e se inspire para fazer uma igual ou inventar o seu próprio modelo. Se quiser uma versão um pouco mais elaborada de shopping bag temos esta aqui, maior e com bolso frontal.

13 ago 14
costura
Primeiras costurices: Porta-copos em tecido
por Andrea

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Hoje é dia de mais um projeto de Primeiras Costurices. Espero que estejam animadas com a série, assim como eu. Depois da Shopping Bag, que era um projeto com um pitada a mais de emoção, vamos partir uma costura fácil fácil. Daqueles projetos beeeem amigos, que se bobear pode ser a sua primeira costura a máquina ever – os porta-copos!  Mas por quê?

-  Você pode sempre partir do modelo de porta-copos básico e incrementá-lo conforme a sua habilidade.

-  Projeto super econômico, dá para usar qualquer sobrinha de tecido, fica lindo com retalhos.

- Projeto utilitário, afinal todo mundo precisa de um porta-copos fofo. Pode ser um presente bacana para um chá de cozinha, para aquela amiga que acabou de mudar ou um mimo para o seu lar doce lar. E você mesma faz, em pouco tempo e com o seu toque criativo, quer coisa melhor?

Então liga a máquina e vamos costurar juntas!

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Para começar, a minha parte favorita: a escolha os tecidos. E também a mais difícil, né? Porque ornar estampas não é fácil, vamos combinar. Parece fácil mas não é. E o descombinado pode ser legal também, fato. Eu estava louca para usar este linho estampado com motivos de cozinha. Ganhei um pedaço pequeno que ficou guardado por anos então chegou a hora de usá-lo :D. Combinei com linho de poá branco com fundo cinza escuro também de linho. Aprovado?

Eu sugiro usar tecido 100% algodão para este projeto. Pode ser um tricoline, uma chita ou até um linho, como no meu caso. Como você vai usar seus porta-copos para apoiar coisas quentes um tecido de fibra natural é sempre melhor pois não corre o risco de derreter por acidente.

Para cada porta-copos você vai precisar de três quadrados, sendo:

- 12X12 cm de tecido para a frente;

- 12X12 cm de tecido para o miolo (Vai evitar que o porta-copos fique molenga. Pode ser uma manta acrílica, de algodão ou até mesmo feltro);

- 12X12 cm de tecido para o verso.

O ideal é costurar de uma vez um jogo de 4 ou 6 porta copos. Corte tudo de uma vez antes de partir para a costura.

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Posicione os três quadrados, fazendo uma pilha como se fosse uma ‘sanduíche’, nesta ordem: miolo, frente e verso. A frente e o verso devem ficar com os lados direito com direito, conforme a foto acima.

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Alinhe bem as quatro margens dos três quadrados e alfinete para manter tudo no lugar e preparar o seu ‘sanduíche’ para a costura. Mas atenção, deixe umas abertura de aproximadamente 5 cm sem costurar! Será por esta abertura que a peça será virada para o lado direito.

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Usando um ponto tamanho 3, costure toda a borda do seu ‘sanduíche’, deixando uma margem de aproximadamente 0,5 cm.

Atenção, dica para fazer os cantos perfeitos! Quando estiver chegando no canto, desacelere e, se for preciso, gire a agulha manualmente para fazer o último ponto. Mantendo a agulha enfiada no tecido, levante o pé calcador e gire a peça em 90 graus. Baixe o pé calcador e continue a costurar  toda a margem da peça até chegar no segundo alfinete verde. Fazendo isso os seus quatro cantinhos ficarão com 90 graus perfeitos.
Ah e não esqueça de fazer o retrocesso no início e no final da costura.

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O porta-copos costurado e, ainda do lado avesso, deve ficar assim.

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Com uma tesoura, apare as quatro pontas do quadrado, evitando cortar muito rente às costuras. Isso reduz o volume nos cantos da peça, quando a mesma for virada.

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Vire a peça para o lado direito passando-a por dentro do buraco que ficou aberto. Com ajuda de um objeto pontiagudo (usei uma agulha de tricô mas poderia ser um lápis) acerte os cantinhos para que fiquem  com 90 graus, ou o mais próximo possível disso.

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Passe a ferro, marcando bem as costuras dos quatro lados e aproveite para acertar as margens do tecido do buraco de ficou aberto em uma das laterais. Com linha e agulha, feche o orifício dando alguns pontinhos invisíveis a mão, com linha de cor similar ao tecido.

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Chegou a hora do pesponto! Por que pespontar? Para deixar o seu porta-copos durinho e unir as camadas de tecido no interior da peça. Volte para a máquina e passe um pesponto de costura reta por toda a margem, a 0,5 cm da borda. Eu usei um walking foot de quilt para fazer isso mas poderia ser um pé multiuso normal. O pesponto pode ser uma chance para usar algum ponto decorativo, se sua máquina tiver.

Tenho uma dica para o arremate do pesponto. Ao invés de fazer o retrocesso tradicional no incio e no final do pesponto, diminua o tamanho do ponto para 0,5 e dê uns 4 pontinhos. Este pontinhos bem miúdos vão substituir os retrocessos e deixarão a peça com uma acabamento mais legal.

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É só isso, acredita? O porta copos fica assim do lado direito.

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E assim do avesso. Fácil, né?

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Agora que você já sabe fazer um porta-copos básico, o céu é o limite!

Brinque com estampas e aproveite os retalhinhos para criar combinações diferentes ou fazer desenhos com pespontos que imitam um quilt.

Eu em uma levada só  acabei fazendo quatro porta-copos, um diferente do outro mas todos com os mesmos tecidos, aproveitei cada pedacinho!

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Variações do mesmo tema. Aumentando o tamanho e colocando uma alcinha de tecido em um dos lados você transforma o seu porta-copos em pegador ou apoio de panelas. Muitas possibilidades.

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Gostou? Me diga o que está achando deste especial Primeiras Costurices e quais outras peças gostaria de aprender a costurar na máquina. E se fizer alguma peça que saiu aqui no blog já sabe, mande fotos para super_ziper@yahoo.com.br.

Pode ir deixando a bobina cheia de linha para os próximos projetos :D.

 

12 ago 14
craft tourinspiração
Peru: tradição em tingimento natural
por Claudia

Peru: tingimento

Acabei de voltar de uma curta viagem ao Peru, mais precisamente Cusco e arredores, e fiquei encantada de ter tido a oportunidade de ver os bastidores da produção artesanal. O povoado de Chinchero fica na região do Valle Sagrado. Em um dos passeios às ruínas incas, houve uma parada no pequeno Centro Têxtil Urpi, para conhecer um pouco mais sobre o tingimento natural, técnicas e ferramentas de tecelagem tradicional ainda utilizados pelas mulheres do local.

Atenção: este post contém muitas fotos… Foi difícil fazer uma seleção mais enxuta ;-)

Peru: tingimento

O local é pequeno e bem turístico, uma estrutura pronta para receber grupos de visitantes. Mas tudo muito organizado e bem ajeitado. Eles sabem o que mostrar e o que as pessoas querem ver. Tinha até lhamas!

Peru: tingimento

Os turistas eram levados a este mini auditório bem rústico para ouvir as explicações sobre os processos de tingimento! E para quem precisava se acostumar com a altitude, o famoso chazinho de folhas de coca…

Peru: tingimento

A variedade de tonalidades e cores me impressionou. Na verdade, elas já chamam a atenção nos artesanatos típicos do Peru. Foi muito interessante ver como eram feitas.

Peru: tingimento

Antes de ir às cores, registrei mais duas partes importantes do processo:

1. lavagem da lã: a lã da tosa da lhama ou da alpaca precisa ser limpa antes de tudo. Eles usam o ‘gigantón’ (ou ‘zajtán’), a raiz de um cacto para ensaboar e tirar a gordura e sujeiras. Esta raiz também era usada para lavar os cabelos, também conhecida como ‘shampoo incaico’. Na foto ao lado, coador feito de palha.

Nota: alguns nomes são em castelhano, outros em quechua ou aymara. A escrita tem várias formas, então vou atualizando este post conforme recebo informações mais precisas.

Peru: tingimento

2. mistura com minerais ou outros elementos: a tinta raramente é utilizada pura. Estes aditivos são usados para ajudar na fixação da cor, variar tonalidade e combinar propriedades químicas para atingir o resultado esperado. O limão misturado com a cochonilha suaviza os tons. Na foto do meio, sal da salina de Maras (também desta região).

Peru: tingimento

Mas vamos às cores e de onde vem, que é o que mais interessa.

VERMELHO: A principal cor é o vermelho. Ele vem da cochonilha e rende vários tons e variantes – dizem que até 18!

Peru: tingimento

A cochonilha é um inseto parasita que se alimenta da seiva dos cactos da região. Ou seja, é uma praga! Mas eles descobriram que ele produz um composto de tom avermelhado perfeito para tingimento! Aqui no meu quintal já vi este tipo de pulgão, mas não tão gordos e nem tão abundantes em tinta.

Peru: tingimento

Vocês não imaginam o que uma “bolinha” dessas estourada na mão faz! As meninas comentam que usam nos lábios como batom. E demora para sair. Eu manchei os dedos e no dia seguinte ainda estava rosa.

Peru: tingimento

AZUL:este tom vem da ‘flor de hancas’.

Peru: tingimento

LILÁS: folhas secas de awaipili.

Peru: tingimento

ROXO: água de fervura do milho roxo, que eles chamam de maíz morada. Este milho é muito usado para fazer a bebida típica, ‘chicha morada’.

Peru: tingimento

VERDE: folhas de chilca.

Peru: tingimento

VERDE ACINZENTADO: folhas de kinsacucho, também conhecido como trés esquinas.

Peru: tingimento natural

VERDE CLARO: folhas de eucalipto.

Peru: tingimento

AMARELO: flor de retama.

Peru: tingimento

OCRE: flor de coli.

Peru: tingimento

LARANJA: cortiça de kehuniya.

Peru: tingimento

TERRA: vem do musgo que nasce em pedras, eles chamam de ‘barba de las piedras’.

Peru: tingimento

Mais alguns detalhes: coco de lhama para ajudar no fogo, artefato de madeira para fiar lã e canecas e utensílios usados no tingimento.

Peru: tingimento

Neste local, é possível também acompanhar o processo de como as artesãs preparam as tramas e tecem fitas, tapetes e mantas. As cores e os desenhos têm significado e contam histórias. Elas sabem tudo de cabeça e brincaram que não usam revistas ou receitas.

Peru: tingimento

No final, é possível comprar produtos feitos pela comunidade. Há bancas com malhas, tapetes, bolsas, luvas, gorros, cachecóis e pequenas lembrancinhas. Não aceite o primeiro preço que disserem – lá, eles esperam que você negocie e peça desconto. Comigo foi assim…

Peru: tingimento

 

Na tentativa de escrever os nomes das plantas corretamente (não confiem 100%), encontrei na internet alguns artigos bem interessantes e bem mais completos sobre tingimento natural. A quem se interessar, recomendo (conteúdo em espanhol):

. Fórum sobre pigmentos naturais para fibras

. Documento ‘Tintes Naturales’, da Escola de Belas Artes do Peru

. Plantas tintoreas, em Etnobotánica

. Tinturas naturales

Para os interessados em conhecer o pueblo de Chinchero, o mais fácil é visitar quando estiver em Cusco. Este local costuma ser parada de quem faz tour pelo Valle Sagrado. De Cusco, é cerca de meia hora de ônibus ou van. Você pode organizar visita através de uma das mais de 1.000 agências de turismo de Cusco ou tentar ir sozinho usando transporte local. Em Cusco, peça informações sobre as vans (as nossas conhecidas ‘lotações’) para Chinchero, um distrito da provincía de Urubamba.

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