12 set 17
outras técnicas
DIY: Bordado ponto cruz em roupas
por Andrea

Olá pessoal! Chegou a hora daquele post que eu estava devendo já faz um bom tempo: como bordar ponto cruz em roupas.

Eu sempre morri de vontade de escapar da ‘ditadura do etamine’. Aí você que não tem muita vivência nesta indústria vital do bordado ponto cruz me pergunta: Mas não é só pegar as linhas e bordar? Não. Para fazer ponto cruz é necessário bordar em tecido que tenha quadradinhos (etamine ou tecido quadriculado) e a grande maioria das roupas não é assim. Mas agora é possível sim. Dá para bordar ponto cruz em camiseta, em jaqueta jeans, na camisa, no body do bebê, enfim na roupa que você desejar.

Vem que vou te mostrar como.

O segredo do sucesso é este: usar uma base hidrossolúvel para bordado. Não achei para vender aqui ainda mas não duvido que chegue logo mais. Comprei importado, no Ali Express. Por lá você encontra tiras de 1 m X 20 cm, por aproximadamente R$ 25,00.  Tem nas cores transparente, azul e vermelho. Qual cor usar? Eu acho que o transparente é o mais versátil para tecidos coloridos. Já para peças brancas pode ser meio complicado para enxergar os furinhos através da base transparente então opte pelos coloridos.

Para usar a base não tem muito segredo. Basta cortá-la no tamanho desejado e fixá-la com um pesponto no tecido para que não saia do lugar durante o processo de bordar – não se preocupe pois será retirado no final.

Daí você põe a mão na massa e borda as típicas cruzinhas, trocando as cores conforme o seu gráfico mandar. Temos um post já bem antigo, ensinando o básico do ponto cruz aqui.

Usar ou não um bastidor, eis a questão. Como bordei em jeans e o tecido era razoavelmente firme, não usei. Em tecidos finos, pode ser uma boa ideia firmar a área com um bastidor do tipo regulável.

Bordado pronto, chega a hora da ‘mágica’. Primeiro removi os pespontos ( linha escura) e depois aparei  com a tesoura o excesso de base em volta do desenho já bordado.  Para dissolver a base, basta uma bacia com água morna e um pouco de paciência. Fiz um video de 10 segundos para mostrar o processo que, na real, deve ter levado em torno de 5 minutos. Dá um play!

Em contato com a água, a base vai ficando branca e por uns segundos parece que vai arruinar tudo! Mas não, ela começa a dissolver feito gelatina e a mágica acontece. Nem precisa agora como eu fiz no video, basta afundar a peça de roupa e esperar de 5 a 10 minutos. Depois é só lavar com água e um pouquinho e sabão líquido, enxaguar bem, centrifugar e deixar secar a sombra.

No dia-a-dia a peça pode ser lavada normalmente, de preferência à mão, pois o bordado é algo delicado, naturalmente.

Me empolguei e bordei o mesmo motivo tanto na frente como nas costas da blusa, em escala diferente. Nas costas:

Na frente.

Dica 1: Se for bordar em camiseta ou tecido mais fino uma boa ideia usar uma entretela colante no verso para dar mais firmeza e diminuir a transparência da área a ser trabalhada.

Dica 2: Vendo a foto dá para notar que os furinhos da base solúvel são bem próximos o que resulta em um desenho bem pequeno. Mas dá para bordar um desenho em tamanho maior sem enlouquecer! Para mudar a escala do desenho na hora de bordar basta ‘pular’ os pontos e bordar em quadradinhos maiores. Veja a diferença do tamanho das flores que bordei cima. Uma usando os quadradinho originais da base e a outra usando um quadradinhos maiores (deixando um furo a mais em cada quadradinho do ponto).

Estou fazendo um bordado em camiseta neste momento, quando ficar pronto ponto aqui o resultado.

Gostou desta novidade com tantas possibilidades criativas? Vamos bordar o guarda roupa todo :D ?

14 ago 17
outras técnicas
DIY: Massinha caseira para os pequenos
por Andrea

Olá pessoal. Faz tempo né? Eu sei. Não que eu tenha parado de inventar coisas mas com criança em casa o registro fica um pouco mais complicado. Este post por exemplo. Fiz a massinha, a Maitê ajudou, mas as fotos foram tumultuadas. Foi um tal de braço por cima da tigela, água caindo na mesa, massinha grudada na câmera….ai., ai.  Tive que refazer as fotos enquanto ela dormia.

A massinha caseira anda de mãos dadas com o famoso Danoninho de inhame. Ou seja é daquelas receitas impensáveis pelas nossas mães (o quê??? masinha de farinha???) mas que as mães de hoje passam umas as outras pelo wazzap. Uma hora ou outra vão querer testar. Então, numa tarde chuvosa, que não rolou parquinho, lá fomos nós fazer nossa massinha caseira.

Tem muita receita na web mas achei esta bacana porque é simples e tem uma boa proporção para uma ou duas crianças brincarem.  E dividi a farinha de forma que com um saco você consegue fazer massinhas de 3 cores!

Para uma cor de massinha:

2 copos de farinha branca

1/2 a 1 copo de água morna

1/2 copo de sal refinado

1 colher sopa de óleo

1 colher sopa de vinagre

Corante de alimentos em pó nas cores preferidas

 

Vamos lá ver como fiz?

  1. Misturei todos os secos, farinha e o sal. Já fiz sem sal também, e digo, dá certo  sim mas a textura granulosa do sal deixa a massinha um pouco mais gostosa de moldar.

2. Dilui o pó corante de alimentos na água. Quanto? Depende do tom que você quer dar a sua massinha. Eu usei apenas meia colher de café, mas fica a vontade para colocar mais ou menos.

3. Fui jogando a água na farinha aos poucos e misture tudo. Pode meter a mão, geralmente as crianças pequenas piram nesta parte!

4. A parte final é acertar o ponto da massa na mão. Não é uma ciência exata, pelo contrário. Fui amassando até a cor ficar homogênea, até sentir que a massa está macia e moldável mas não gruda nas mãos.  Se estiver grudando, polvilhe  farinha aos poucos até chegar na textura certa!

O legal é que a massinha dura uns dias na geladeira. Esta massinha rosa eu deixei na geladeira e usei no dia seguinte. Tinha amolecido um pouco mas joguei um pouco mais de farinha e já estava moldável.

As massinhas industrializadas são práticas sem dúvida! Mas para mim, a parte mais divertida de fazer massinha caseira com farinha de trigo é fazer uma ‘mini alquimia’ – ver algo diferente se formando e ganhando cor ao toque das mãos.

Já o danoninho de inhame não rolou por aqui ;) .

24 maio 17
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O botão que vira botton
por Andrea

Como vocês estão? Eu com saudades deste espaço aqui! Venho tentado cada vez mais retomar meus projetos craft dentro do meu limitado tempo entre as funções de mãe de uma criança de dois anos. Mas, neste tempo que andei meio sumida algo bom aconteceu e esqueci e comentar aqui.

No começo do ano abriu uma ‘mini’ Daiso pertinho de casa – fica dentro do supermercado Hirota em plena Avenida Paulista <<dancinha de comemoração :D >>. É pequena, um modesto corredor no fundo da loja de conveniência. Mas é Daiso, né? E Daiso sempre tem uma ou outra coisa incrível e baratex que vai alimentar muito bem aquela nossa vontadezinha de inventar coisas. Nos passeios a pé com a minha filha, dia sim dia não vamos lá dar uma conferida nas novidades. E é certo que vou achar algo que em realidade eu não precisava tanto mas na hora enxergo um monte de possibilidades e penso “preciso levar”. Pois em uma destas visitas sem maiores expectativas sai de lá com vários kits de forrar botões. Sim, eles voltaram ao estoque, yay! E em tamanhos grandes!

O kit por sí só já é tudo de ótimo! Compacto! Prático! Estou in love com ele! Para quem não quer investir em um balancim – que é custoso e ocupa espaço – vale muito a pena. E o kit pode ser usado para fazer botão, como manda o figurino, ou tchananananam, com pequenas adaptações, virar um creche estilo botton. E a gente testou e aprovou as duas variações!

Para forrar botão funciona assim:

  1. Corte o tecido no tamanho do molde que vem no kit. Use um tecido de textura de tricoline. Tecidos muito grossos não vão entrar no molde.
  2. Centralize o tecido na “tampa”do botão e encaixe na parte transparente do molde.
  3. Aproveite para centralizar a estampa do tecido, caso queira um botão com uma estampa localizada.
  4. Coloque a base do botão no molde.
  5. Feche o molde com a tampa verde e aperte bem forte até ouvir um ‘tunc’.
  6. Retire o seu super botão forrado do molde!


Agora a parte mais esperada, o botão que vira botton. Na verdade é um ‘hack’ bem simples, daquelas transformações  estilo ‘como nunca pensei nisso antes”. Usei o botão maior, de 4 cm.

Para transformar o botão de 4 cm em botton (hack!), faça assim:

  1. Para o botou não brilhar (o metal pode aparecer por baixo do tecido se a trama for mais aberta) é legal usar uma entretela. A ideal é a auto-colante que é bem fininha e não sai do lugar. Forrei o botão normalmente conforme o pap acima.
  2. Com um alicate, corte o anel do botão da parte de trás.
  3. Com cola quente, cole uma base de alfinete para broche na parte de trás (cuidado para posicionar o alfinete na direção certas e o seu desenho tiver uma orientação correta).

Quem embarcou no bonde do bordado pode usar os botões da Daiso como bases para fazer mini broches bordados, heim? Heim? É por estas e outras que… Cara, eu amo a Daiso.

 

04 abr 17
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Um café para bordar
por Andrea

A pedidos de nossa amiga Rita Paiva, que está organizando uma exposição de bordados sobre o tema café, me dei a missão de criar algo. O prazo estava apertado, tinha apenas uma semana para fazer algo original e bordar.  Pensa, pensa….

Mas nada como colocar a mão na massa e deixar as ideias fluírem. Por coincidência, ultimamente eu andava brincando de criar gráficos em ponto cruz. Virou um vício craft. Desde que dei um curso de pixel art bordado no ano passado, me apaixonei por ‘pintar’ quadradinhos. Virei a louca do quadradinho! Com a deixa da exposição de bordados, nasceu este pattern. Primeiro fiz o desenho da canequinha retrô. Mas faltava alguma coisa. Uma frase talvez? Depois de pensar em inúmeras frase sobre café pouco originais, num estalo me veio a cabeça aquela famosa música do Gilberto Gil. Era isso. Tanto o café como a fé não falham nunca! Bordado feito e a caminho da exposição.

Quem quiser reproduzir um quadrinho igual, ou até modificar as cores e fazer do seu jeito pode baixar o gráfico gratuitamente aqui. Bordado no etamine ele cabe em uma moldura/bastidor de 18 a 20 cm de diâmetro.

E muita gente perguntou como fazer os próprios gráficos. Eu pessoalmente uso este programa, é bem fácil e intuitivo, em inglês. Oportunamente, ao longo do ano pode rolar mais alguma oficina de Pixel + Bordado no Sesc,  aí dá para aprender pessoalmente. Aula olho no olho é sempre melhor, né? Eu aviso vocês.

Este e mais uma porção de bordados bacanas estarão expostos no Brasil Patchwork Show, que acontecerá de 05 a 08 de Abril, com a curadoria da Rita Paiva. Passa lá para ver este e outros trabalhos inspiradores.

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