29 jun 07
outros bla bla blas
Esta é a Blythe!
por Andrea

Carolichan's Blythes

Abril and Julieta, by Carolichan

Um belo dia há mais ou menos um ano trás conheci a boneca Blythe e adorei! Mas não sei bem se ela pode ser considerada um toy art. Além do preço caro e apelo kidult a Blythe não tem nada a ver com o típico toy art.Eu adoro a Blythe porque é uma boneca que deixa você deixa você exercitar seu talento craft. Sim, porque não dá pra ter uma Blythe para simplesmente deixá-la exposta na sua estante feito um bibelô. O atrativo da Blythe é poder customizá-la, trocando a roupas (que você mesma pode fazer), mudando o cabelo, os olhos e o tom da pele ! E não pára por aí. A segunda parte da diversão é fotografá-la – ela é fotogênica e tem expressões que nenhuma outra boneca tem. Em resumo, a Blythe dá vazão aos seus sonhos. Se você queria ser estilista, com a Blythe você pode! Se queria ser fotógrafa, a Blythe é a sua modelo.

Toda esta loucura em torno da bonequinha zoiuda começou em 2000, com a produtora Gina Garan. Ela lançou o livro This is Blythe , um ensaio fotográfico das bonecas em poses super charmosas e assustadoramente reais. Notem que ser meio assustadora é o charme desta boneca, cuja característica marcante é ter aqueles olhos enormes que mudam de cor e um cabeção. O livro virou um sucesso e agora a Blythe é moda mundial! No Flickr já tem uma monte de fotos maravilhosas de garotas que fotografam suas Blythes customizadas. Aqui a moda vem chegando aos poucos, via lojas de toy art e ebay.

Carolichan's Blythes

Abril and Julieta, photo by Carolichan

Pra quem se interessou na zoiuda e tá com e preguiça de googlar aqui está um mini-guia com informaçõs úteis para o fantástico mundo de Blythe:

* Ela “nasceu” nos EUA, nos anos 70 (daí o look retrô), feita pela empresa Kenner mas foi um fracasso de vendas, considerada esquisita e muita avançada para a sua época. Foram feitas poucas unidades e em um ano saiu de catálogo. Resultado, as Blythes vintage da Kenner valem ouro hoje em dia – com roupas da época e bem conservadas chegam a custar R$ 2.000,00 ! E sempre tem gente que prefere comprar detonada mesmo e mandar arrumar.

Veja este comercial de TV antigo que mostra como era a Blythe da Kenner e como ela muda de expressão e cor dos olhos !

* A empresa japonesa Takara, de olho no mercado kidult, relançou a Blythe em meados dos anos 200o, com o nome de Neo Blythe. Manteve-se fiel a quase todas as características originais e ainda lançou muitos modelos novos, cada um com corte de cabelo, tom de pele e roupas diferentes. E a cada ano que passa novas Blythe são lançada para delírio das colecionadoras- veja os modelos disponíveis e fotos aqui. Lançaram também a Petit Blythe, a versão mini-me da Blythe grandona.

* Outra empresa americana, a Ashton Drake, também relançou a Blythe, mas com reproduções das roupas originais dos anos 70, veja a foto de uma delas aqui.

* Existe um mercado paralelo enorme de acessórios de Blythe. São roupas, sapatos, aplique de cabelo, livros ensinando a fazer as roupas e muito mais. Estão à venda em lojas especializadas como a Amimono Pop que tem um monte de roupinhas de crochê exclusivas !

* É possivel customizar também próprias bonecas, mudando a cor de cabelo, o tom da pele, cílios e até a íris ! Sites e livros japoneses já têm tutoriais bem explicados sobre como fazer as “cirurgias”.

* Existe mais de 40 modelos de Blythe à venda no mercado. Eu particularmente gosto daquelas com roupinha retrô e de óculos. Outra favorita é a costureira, Taylor Gibson – com sua malinha de costura na mão e rumo à Paris ! Veja todos os modelos das Blythes Takara aqui em ordem de lançamento aqui.

* Uma teoria interessante sobre o porque das Blythes serem assustadoramente fascinantes. Via AskMetafilter.

Eu já virei fã da Blythe. Vou correndo agora mesmo no ebay comprar uma para a minha sobrinha. Ah, tá :-D

Site Oficial: This is Blythe!

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Também no Superziper: Sacolinhas plásticas são um problema ambiental sério. Se não dá para radicalizar e voltar a usar saco de papel, que tal costurar sua própria sacola de pano para compras, reutilizável? E mais… confira um índice com tudo que já publicamos.

27 jun 07
outros bla bla blasreciclagem
Lixo valioso
por Andrea

Eu amo o mundo de flickr. Amo descobrir novidades e saber o que as pessoas andam fazendo e comprando por aí. E via Flickr e blogs de crafts descobr que está muito na moda lá fora (ou talvez sempre esteve e eu nunca soube) comprar coisas usadas para o lar e para fazer projetos de craft.

Achados !

1. 6/24 finds.jpg, 2. thrifty finds, 3. thrifty tuesday: tablecloths, 4. My Box of Goodies

Os objetos acima não são meus, eles foram garimpados por outras pessoas. Não é o máximo o “lixo”que se acha por aí ? São objetos domésticos usados ou não, geralmente com 50 ano ou menos, aquilo que chamados “vintage”. Nas minhas viagens e pesquisas pela Internet notei que existem vários tipos de lugares diferentes que vendem este tipo de coisa velha+legal: as lojas de caridade(ou charity shops, junk shops), as vendas de garagem e os mercados de pulga . É nestes “picos” que se encontram tesouros baratos como tecidos estampados, agulhas de tricô e todo tipo de armarinhos, cadeiras , quilts, e mais um monte de coisas legais. resumindo: lixo valioso para quem faz crafts ou quer decorar a casa! Reparem que nem tudo é para uso imediato, muitas da coisas servem para projetos de reciclagem – fronha vira bolsa, lençol vira avental, móveis são reformados e por aí vai.

Eu acho que os americanos são mais avançados em matéria de venda de usados. Pra eles é simples: montam mesa na calçada e vender objetos domésticos que não querem mais. Lembram da Luluzinha vendendo limonada na rua ? É o espírito do garage sales em ação. Talvez tenha um fator cultural que faça com que isso seja forte lá e inexistente aqui. Aqui comprar usados é coisa de estudante duro, quem tem alguma grana quer comprar objetos novos. Lá fora o usado é uma opção e bem valorizada e para alguma pessoas, garimpar objetos usados é quase um hobby, uma diversão.

Eu pessoalmente já achei coisas legais nas charity shops locais da Inglaterra mas pelo que tenho acompanhado nos blogs os Estados Unidos ainda são o paraíso das compras de segunda mão bacanas. Fiquei pensando que deve ser porque somos um país pobre ou ” em desenvolvimento” e há anos atrás os americanos estavam consumindo horrores e enchedo os lares de objetos legais a gente aqui estava em ditadura militar, sem grana e opção de compra. Vejam estes blogs e os achados destas garotas, Apronthriftgirl, Thriftgoodness, e estes grupos o Niftythrift e o Hidden Charms os Flea Markets . Uma loja de usados que eu queria conhecer é a Value Village , que tem lojas apenas nos EUA, Canada e Austrália. Já a Trifth Town é toda organizada e parece mais um supermercado do que uma loja de segunda mão ! Alguém que more fora ou viajou já conheceu pessoalmente estas lojas ?

Na Inglaterra lugares legais para garimpar é a Oxfam e a Cancer Research UK. Nem tudo que tem lá é lindo mas as lojas são geralmente bem organizadas e os preços são bem baixos – para o padrão de vida britânico. É bem legal para se achar livros e discos baratinhos. Roupas, nem tanto. Para achar roupa usada, a mais legal que eu conheço é a Traid . É bem diferente dos brechós que a gente tem aqui. É super organizada, iluminada e tem produtos bem expostos. Dá pra achar coisas legais e com preço razoável (casaco de tricô por R$ 20, xale de crochê mohair por R$ 15) . E eles também vendem roupas de corte atual feitas com tecidos vintage reciclados ! Por trás de tudo uma idéia ecológica que faz todo o sentido.

E claro que como moro em São Paulo e por aqui pretendo ficar eu tinha que dar uma bisbilhotada nas feiras locais para ver em que pé estamos em matéria de oferta de lixo valioso. Pulei a feira do vão do MASP , que é do lado de casa mas é para turista comprar em dólar. Eu queria ir a uma feira legal e barata, onde eu pudesse achar coisas prontas ou para reciclagem. Rumei à Benedito Calixto e à tradicional feira do Bixiga. Até achei algumas coisas bacaninhas, mas nada de maravilhoooooso. Os preço estavam inflados demais para coisas que não são antiguidades (pelo conceito, algo que tenha de 80 a 100 anos) . Uma luminária estilo moderno = 300 reais. Revistas do Bolinha dos anos 60 =20 reais. Conjunto de cadeiras de cozinha, estado meia boca = 300 reais. Resultado, numa escala de 0 a 10: 2 = DECEPÇÃO.

Fui tentar o Bazar Samburá – este sim tem o conceito de loja de caridade então deve ter preços bons. Mesa lateral = 150 reais, e precisaria de uma bela reforma. E achei muita coisa feia e jogada, bagunça e poeira. Os aparelhos eletrônicos não são previamente testados. Não levei nada e tive uma crise de espirros.

Gente, resumindo, eu achei que o que a gente tem aqui é a) meio feio ou b) muito caro. Será que é porque comprar usados virou fashion ? Eu sabia que a Benedito Calixto era “da moda” mas achei podia achar coisas legais no Bexiga ou no Bazar. Eu não fui atrás de nada perfeito, tinha em mente achar coisas baratinhas e legais que eu pudesse dar um trato e hackear. Continuo à procura. E você conhece alguma feira de usados legais na sua cidade para indicar ?

24 jun 07
costuraoutras técnicas
Forrando botões
por Andrea

Botões forrados

Há tempos estava querendo fazer um post sobre botões forrados. Demorei um pouco porque tive que resgater o meu balancin+banquinho da casa da minha mãe especialmente para mostrá-lo aqui.

Eu forro meus botões com método manual, usando um balancin da Cardenas. Existem vários modelos mais sofisticados e desconfio que o meu é o mais pré histórico possível. Mesmo assim ele serve bem para quem forra botões apenas ocasionalmente como eu e não quer investir muito. Olha ele aqui que lindo:

balancin

Ele serve tanto para pregar ilhoses, rebites, botões de pressão e botões forrado, basta comprar as respectivas matrizes – as da foto abaixo são para botões bombê de diferentes tamanhos. Notem que cada tamanho de botão requer uma matriz de tamanho diferente e as partes para botões bombê, que você encontra em caixinhas de 144 unidades de cada tamanho.

cardenastrio

Esta é a ordem de colocação das peças na matriz (da direita para a esquerda). Ops, agora noitei que misturei a ordem da capa metálica do bombê e do circulo de tecido. O círculo de tecido vem ANTES da capa metálica !

orden

Aconselho que vejam o zipervídeo abaixo para o processo ficar mais claro. Notem que estamos evoluindo também em termos de edição e trilha sonora :-D.

Dicas preciosas:

– Na hora de forrar eu corto o círculo de tecido mais ou menos 0,8 mm maior que o tamanho da “tampa” do botão.

– Se o tecido for fino o metal vai transparecer através do tecido. Coloque um pedaço entretela fininha entre o metal e o tecido, vai funcionar como um forro.

– Você vai ter que literalmente pregar o balancin numa superfície bem firme para poder manipulá-lo – para fechar o bombê é necessário dar um belo tranco. Como não queria estragar a minha mesa preguei o meu num banquinho de madeira velho. É uma boa idéia para quem quiser torná-lo portátil apesar de você ter que trabalhar numa posição um pouco incômoda.

– No começo com certeza seus botões vão ficar estranhos e o tecido vai escapar. Pratique que você logo chega à perfeição. Mas cuidado. Tem gente viciada em forrar botões e que não consegue parar.

Estou para comprar a matriz de ilhós e botão de pressão, para usar no mesmo balancin. Alguém por aí já usa/tem ?

E acompanhem a conversa animada que rola no flickr que me inspirou a ficar filmando e fotografando botões num domingo a noite :-). Aliás, vocês já entraram no grupo do Superzíper do flickr ? Além de participar de discussões legais você pode mostrar as fotos dos trabalhos que fez inspirado nas idéias aqui do blog !

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Também no Superziper: Quando o rock encontra o crochê, temos surpresas de Björk. Quando o rock encontra o tricô, temos um super-clipe dirigido por Michel Gondry para o Stereogram. E mais… confira um índice com tudo que já publicamos.

21 jun 07
casa craft
Decotape – idéia #4
por Claudia

Decotape no Pao Pullman

E a novela do Decotape continua… Esses dias tive mais uma ideia de onde aplicar as famosas (e fofas) fitas adesivas! No saquinho de Pao Pullman.

A ideia surgiu em casa mesmo. Nao e’ nenhuma invencao minha. So’ substitui o modelo normal – porque aqui na Inglaterra embalagem de pao de forma e’ fechada com durex – por um mais bonitinho. Se o seu pao vem fechado com araminho ou com plastico, experimente esse novo sistema :) Quem sabe voce vai achar pratico. Bonito com certeza e’!

Decotape no Pao Pullman

Quer aprender? Vamos ao passo a passo.

1. No meu caso, eu tirei o fecho do pao pra usar como referencia. A medida aproximada e’ uns 7 cm.

Decotape no Pao Pullman

2. Recorte dois quadradinhos de papel para colar nas pontas do durex.

Decotape no Pao Pullman

3. Corte um pedaco de Decotape (cerca de 7 cm).

Decotape no Pao Pullman

4. Cole os quadradinhos de papel bem na pontinha do Decotape – um pedaco em cada ponta. Voce precisa fazer isso porque na hora que usar o durex como fecho, voce evita que as pontas se encostem e nao desgrudar uma da outra nunca mais. O papel funciona como “selante”.

Decotape no Pao Pullman

5. Ta’ pronto para colar na embalagem do pao. Torca o saquinho, passe a fita bem no meio e junte as partes colantes. Pronto! Voce ja’ tem um Pao Pullman personalizado ;)

Decotape - antes & depois

Outras ideias com Decotape:
1. marcador de livro/ revista
2. decoracao para maquina de costura
3. customizacao de All-Star

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