30 jul 08
outras técnicasreciclagem
Como tingir um sapato de couro
por Claudia

Sapato vermelho pronto!

Nunca sei direito como essas idéias aparecem na minha cabeça. Só sei que um dia eu abri o armário e pensei: “esse sapato seria muito mais legal se fosse vermelho!” Era uma sandália de que eu usei bastante há 2 verões e o couro ficou meio sujo e gasto, difícil de limpar. Por sorte, não mandei o sapato para doação. Guardei no armário, lá no cantinho. Até que semana passada tive esse momento eureka. Minha primeira reação foi parar no sapateiro e perguntar se eles faziam esse tipo de serviço. “No. But we sell those!”, respondeu o moço, apontando uma linha de produtos para tingir sapatos, disponíveis apenas nas cores preto e marrom. Anotei o nome do fabricante e fui pra casa xeretar na internet… E descobri que eles tinham o corante em vermelho, eba :-) O difícil foi encontrar em algum lugar pra vender: ou estava esgotado ou era muito específico para as lojas manterem em estoque. Pra encurtar a história, depois de muito rodar, achei na Selfridges da Oxford Street – eles têm todas as cores e até em spray.

Fotografei o processo para vocês verem como é fácil de fazer em casa. Vamos lá!

Você vai precisar de:
. um par de sapatos de couro em cor clara
. Esponja com lado áspero
. Pincel
. Luvas de proteção
. Paninho para limpeza
. Tinta para tingir couro (eu usei Dylon Shoe Colour Red)
. Jornal
. Fita crepe

Sapato vermelho {1} Sapato vermelho {2}

1. Cubra a superfície com jornal para evitar que os respingos manchem a mesa ou o chão. Nesta primeira foto você pode ver como era meu sapato “antes”.

2. Encha o sapato com jornal. Assim ele não dobra ou amassa, e fica na forma certo e durinho pra receber a camada de tinta.

3. Limpe o sapato com um paninho úmido para tirar pó e sujeira. Espere secar.

4. Cubra partes como fivelas, enfeites e partes aparentes com fita crepe para evitar que a tinta faça estragos irrecuperáveis.

Sapato vermelho {3} Sapato vermelho {4}

5. Com o lado áspero da esponja, “lixe” o sapato. Talvez ele até fique um pouco arranhado, mas não tem problema porque a tinta da nova cor vai cobrir este tipo de imperfeição. Esta etapa é importante porque ela prepara o couro para receber a tinta. Se você não desgastar um pouco o couro, fica difícil de absorver a tinta.

6. Use luvas plásticas para proteger as mãos.

7. Agite o frasco para uniformizar a tinta.

8. Aplique uma camada fina sobre os sapatos, usando um pincel.

Sapato vermelho {5} Sapato vermelho {6}

9. Deixe secar por um dia e aplique uma segunda camada de tinta. Nesta foto você pode ver claramente a diferença.

10. Espere mais um dia e o sapato estará pronto para usar :-)

Comentários finais:
. Se eu pudesse, preferia ter pago um profissional para fazer o serviço com um acabamento melhor.
. Passar a esponja é uma parte chatinha. Como eu fiz isso meio correndo, pude ver a diferença da tinta aplicada em partes pouco ou muito “esponjadas”.
. Eu acho que o resultado só ficou legal porque meu sapato era um tom claro de couro.
. Vale a pena usar fita crepe para proteger partes que você não quer que a tinta cubra, como fivelas, detalhes, parte interna, etc.
. Esse processo demora de 2 a 3 dias, então escolha um lugar que possa ficar “ocupado” por todo esse tempo. Acho melhor ter um lugar fixo do que ficar carregando o sapato, o jornal e todos os materiais de um lado pro outro.

UPDATE 31/07/08:
. Dica da Karla, Caruaru, PE: a Tintas Amy tem produz e vende este tipo de produto no Brasil. Mais informações no site da empresa!
. Dica da Karina e Lili: consulte o sapateiro do seu bairro. Ele pode fazer este serviço por um preço bem acessível ou vender o produto para você fazer em casa. Se não tiver sorte, procure a sapataria das áreas de serviço de shopping centers – normalmente eles têm uma grande variedade de produtos e cores.
. Respondendo à dúvida da Elisa: sim, com o mesmo produto e a mesma técnica você também pode renovar cintos e bolsas de couro.
. Dica da Gabi: a empresa Glitter tem a tinta Pinta-Couro, em cores cores bastante variadas.

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Também no Superziper: Este tutorial do ano passado já virou um clássico: dê uma cara nova a sua tábua de passar roupa!

27 jul 08
outros bla bla blastricô e crochê
Overdose de tricô no fim de semana
por Claudia

O The Guardian deste sábado veio com uma surpresa especial: um guia de 20 páginas feito especialmente para o jornal, com receitas grátis de tricô e crochê. O título “The rebel knitter’s guide” já diz qual é o enfoque. Não espere por idéias batidas e tradicionais. Marisa Turmaine, a garota de 26 anos que deu consultoria para este suplemento, criou 12 receitas, que vão de porta-ipod até capinhas protetoras para maçãs e bananas :-) O legal de tudo isso é que o material já está 100% disponível no site do The Guardian.

Surpresa no jornal de sábado

Ah… E se você for adiante e fizer alguma das peças seguindo as receitas, você pode mandar as fotos por email (rebel.knitters@guardian.co.uk) que eles vão publicar as melhores em uma galeria especial.

Pra terminar, uma curiosidade. Hoje, domingo, fui em um festival de música chamado “Sundae on the Common” (aqui está a programação das bandas). Este tipo de festival é super comum na Europa durante o verão e acontecem nos finais de semana, durante o dia, normalmente em áreas verdes. Os mais animados e fãs das bandas ficam perto do palco, no gargarejo. Mas a grande maioria das pessoas se espalha pelas áreas do evento, sentadas em toalhas, fazendo piquenique com comidas e petiscos que trouxeram de casa. O clima é super relax e o povo está a fim de curtir o calor. As bandas ficam no fundo compondo a trilha sonora e o público aproveita pra conversar, comer, beber, paquerar, brincar com os filhos, ler jornal …. e fazer tricô. Sim, tem gente que traz agulha e lã na mochila :-)

Sundae on the Common, Londres

Essa aí da foto é a Martha, de Londres. Quando parei para tirar esta foto especialmente para o Superziper, ela estava dançando e tricotando ao som da banda Ash, a última a se apresentar. Mesmo com a agitação, ela conseguiu tricotar alguns quadrados que mais tarde vão virar uma blusa. Num papo rápido, fiquei sabendo que trabalha como consultora para a Rowan, uma fabricante de lãs bem tradicional aqui na Inglaterra. Ah, e ela veio preparada: na bolsa trazia o livro Stitch ‘N Bitch e o caderno de tricô de ontem do Guardian. Uma rebel knitter!

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Também no Superziper: Tricoteira que é tricoteira precisa ter pelo menos uma peça feltrada! Aprenda como fazer feltragem à mão em 6 passos.

26 jul 08
outras técnicasoutros bla bla blas
Blythe World: Como colocar um corpo de Licca na sua Blythe
por Andrea

Tutorial: Blythe com corpo de Licca

Em se tratando de Blythe, existe gente que prefere manter a boneca ‘stock’, ou seja, do jeitinho que ela veio de fábrica. Outras, no entanto, preferem customizá-la dos pés a cabeça, para ter uma boneca com um visual único. E tem as que ficam no meio do caminho. Então post de hoje vai para estas, que querem customizar mas sem arriscar nada muito radical, que descaracterize demais a boneca.

Eu acho que uma das coisas mais legais em termos de customização é trocar o corpo original da Blythe por um corpo de boneca Licca. Por quê fazer isso? O corpo da Licca tem pernas e braços flexíveis (foto), o que permite que a sua boneca faça poses e também consiga segurar pequeno objetos. As BLs por exemplo, as primeiras Blythes que a Takara lancou no mercado, já vinham com o corpo de Licca de fábrica. Se você gosta do visual das BLs pode tentar simulá-lo em Blythe mais novas, apenas trocando os corpos. Esta foto mostra a diferença entre os dois tipos:

 

Blythe: Transplante de corpo

Mas atenção: Para a primeira troca, recomendo com todas as minha forças que você escolha uma Blythe tipo RBL, cuja cabeça se abre facilmente. As SBLs e as EBLs têm quantidades variáveis de cola grudando o scalp no crânio, então recomendo tentar abri-las só se você for mais experiente (ou corajosa).

E vamos ao transplante de corpos! Você vai precisar de:

– Corpo de Licca;
– Pedacinhos de lixa fina (1200) e grossa;
– Chave de fenda tipo Philips;
– Paninho acolchoado para apoiar a cabeça da boneca.

Blythe: Transplante de corpoBlythe: Transplante de corpo

1. Apoie a cabeça da Blythe em um tecido acolchoado para não correr o risco de riscar o rosto. Apoiei a minha numa touca de lã. Levante o cabelo e com a chave tipo Philips retire os 3 parafusos que ficam na parte de trás da cabeça. Reserve os parafusos num lugar seguro.
2. Agora você vai ter que dar uma apertada nas juntas laterais, por trás das orelhas para abrir a cabeça. Vá com calma, não precisa botar muita força, é mais questão de apertar com jeitinho até o encaixe interno se soltar. A cabeça aberta fica dividida em 3 partes: scalp, parte da frente da face e parte de trás.

Blythe: Transplante de corpoBlythe: Transplante de corpo

3. ATENÇÃO: Os copos da Licca atual (made in china) têm o pescoço mais grosso que deve ser lixado na parte de trás para encaixar na cabeça da Blythe. Este foi o meu caso. Com a lixa mais grossa lixei o plástico retirando um pouco do volume somente da parte da trás. Fica meio riscado portanto dê acabamento lixando com lixa d’água 1200.

4.Encaixe o novo corpo no vão do pesçoco da parte frontal da cabeça.

Blythe: Transplante de corpoBlythe: Transplante de corpo

5. Para fechar as três partes da cabeça primeiro encaixe o scalp/cabelo na parte da frente do rosto e por último encaixe a parte de trás do rosto, apertando até fechar completamente – faz um ‘clic’.

6. Aperte os três parafusos. Caso esteja difícil fechar totalmente o vão lateral pode ser que você tenha que retirar o corpo novamente e lixar um pouco mais a parte de trás do pescoço (eu tive que fazer isso 2 vezes!). Pronto. Sua Blythe agora pode posar e até fingir que é uma BL!

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Para saber quel tipo de blythe é a sua: Veja aqui os lançamentos, ano a ano.

Onde achar corpo de Licca: No Ebay você encontra corpo avulso sem cabeça, prontinho para ser transplantado na Blythe. Ou compre uma Licca completa e arranque a cabeça, oras.

Crie uma Blythe híbrida: Se você tem 2 RBLs pode usar o mesmo procedimento de abrir a cabeça para fazer uma troca de scalps e ficar com uma Blythe híbrida. Veja aqui por exemplo a foto de uma Gentle River com o scalp da Welcome Winter (ambas RBL).

Experimente outros corpos: Gostou da brincadeira? Vá além e experimente colocar outros corpos na sua Blyte. A Glá por exemplo colocou um corpo de Obitsu (27cm) na Gentle River!

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Também no Superziper: Ainda não está preparada para fazer uma cirurgia craniana na Blythe ? Não tem problema. Neste post mostramos o que a Cláudia fez na boneca dela sem ter que abrir a cabeça. São coisas simples que fazem uma tremenda diferença no visual.

E se estiver em dúvida sobre compras no Ebay, leia este artigo feito especialmente para marinheiras de primeira viagem no Ebay!

24 jul 08
nhac
Cozinhando com o Cão
por Andrea

Cooking with dog

Em uma das minhas visitas ao Youtube descobri o Cooking with Dog. Apesar do nome parecer uma piada, o canal é sério e bom. São vídeos apresentado pelo poodle Francis, que narra as receitas em inglês com sotaque japonês. E claro que quem coloca a mão na massa não é o cão. O programa conta com a presença fundamental de uma senhora que de fato executa as receitas. Ela faz os pratos mais complicados parecerem a coisa mais simples do mundo.

Outra coisa bacana do Cooking with Dog é que ele foge dos pratos cliché  como sushi/sashimi/yakissoba e mostra como fazer comida do dia a dia, como este caldo de feijão japonês doce, o azuki.

Eu testei a receita do Okonomiyaki, uma espécia de panqueca estilo japonês cuja base é repolho picado, ovos e farinha. O nome quer dizer “do jeito que voce quiser”. Eu improvisei o recheio e usei o que tinha na geladeira mais kani kama, veja como ficou:

Meu Okonimiyaki

Ficaram faltando os flocos de bonito e cebolinha na guarnição mas mesmo assim o sabor ficou delicioso.

As próximas receitas do Francis que vou tentar fazer são :
* Umeshu, uma espécie de licor a base de ameixa japonesa (umê) . Dizem ter propriedades
medicinais.
* Tofu dango, um doce tradicional, feito a base de tofu e farinha de arroz, yummm.

Se você já esta cadastrada no You tube dá para assinar o canal e receber os vídeos novos. O Francis já tem mais de 800 assinates de seu canal, inclusive eu :)

E já que o assunto é o que se come no Japão, vale e pena conhecer o blog Blue Lotus que é escrito por uma canadense que mora lá e escreve sobre a comida local. Os textos são ótimos e as fotos são de dar água na boca.

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Também no Superziper: Aprenda a fazer sushi em casa. Para inciantes empolgadas !

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