
O texto de hoje é uma pequena crônica sobre a Inglaterra. Apesar do frio que faz por lá, toma-se muito sorvete. E isso tanto no dia-a-dia como em ocasiões especiais. Por exemplo (preparem-se!), sorvete é um clássico em intervalos de cinema, teatro, concertos e óperas. Do mesmo jeito que no Brasil a gente come Mentex e jujuba, em Londres e outras cidades eles gostam mesmo é de "ice cream". Se você for em uma casa de shows, entre o 1o e o 2o ato, vai ver o povo saindo da sala em massa e fazer uma fila, super organizada como sempre, no hall atrás da barraquinha de sorvete. E não se enganem pensando que isso é coisa de criança. Já assisti uma apresentação de orquestra filarmônica e esperei a minha vez chegar em uma fila de vovôs e vovós. Em alguns lugares, tem o moço da bombonière que vai até a sala vender doces e sorvetes para quem não quis se levantar, com sua caixa de guloseimas pendurada no pescoço. Eu sou suspeita, mas pra mim só por isso a Inglaterra já merecia nota 10 no quesito artes e espetáculos. Mas esperem que tem mais! O sorvete vem com uma surpresa: a pazinha vem guardada dentro da tampinha :-) Eu fui pega de surpresa na minha primeira vez. Comprei o sorvete e dei meia volta para pedir a colher. A mulher sorriu e me mostrou o truque. Nao é o máximo?
Na hora de escolher um título para este texto, lembrei do clichê pensar fora da caixa (thinking outside the box). Nesse caso, eles literalmente pensaram não apenas fora da caixa, mas também fora da tampa!