31 mar 09
blogueira convidada
Passeio pela Craft Design 2009
por Claudia

por Ana Matusita, do ana sinhana , blogueira convidada

Quando recebi o convite da Andrea pra participar do Superziper em março, fiquei exultante.  Quem não ficaria? O Superziper foi o primeiro ponto de encontro de crafters brasileiros e hoje é referência tanto pra quem começa quanto pra quem já domina alguma técnica artesanal. Adoro entrar aqui e descobrir as novidades do momento. Mas o meu carinho vai além do aprendizado: no ano passado, por conta de uma foto no Superziper, reencontrei uma amiga querida de infância, com quem havia perdido o contato. Foi das coisas mais legais que me aconteceu em 2008.

Mas o que faz o Superziper representar tão bem o movimento craft por terras brasileiras? Acho que é o feeling das meninas em entender tão bem o espírito da coisa. Todo crafter tem determinadas características que são muito bem captadas nas matérias. Porque, se olharmos esse ser bem de pertinho, todo crafter é curioso e novidadeiro, adora um papo de armarinho/papelaria. Todo crafter é, no fundo, um obssessivo, um perfeccionista e por isso adoramos tanto os DIY’s, os PAP’s com muitas fotos e explicações. Todo crafter é meio voyeur que ama espionar pela buraco da fechadura da casa alheia e, especialmente, o craft room alheio.

Juntando tudo isso, todo crafter ama aplicar o que aqui na própria casa e, depois, fotografar e mostrar o que fez, todo orgulhoso.

E foi com o meu olhar curioso-novidadeiro-obssessivo-voyeur que visitei junto com uma turma craft da pesada a última edição da CRAFT + DESIGN, evento que reuniu o que há de mais bacana na cena brasileira hoje. O que vi por lá me deu vontade de trazer imediatamente pra casa (uma pena que a feira seja só pra olhar).

Um dos trabalhos do qual eu já era fã é o da Ana Moraes, artista plástica paulistana que faz intrincadas esculturas misturando arame, material reciclado, linhas e contas. Conheci o trabalho dela quando ganhei um AMOR de aniversário, de uma grande amiga:

CRAFT+Design

No espaço da Móbiles e Outras Manufaturas, o colorido chamava a atenção. As arquitetas Priscila Cañedo e Eliane Coelho utilizam madeira, pvc expandido e isopor, criando formas simples e de muitas cores, penduradas em fios de nylon ou aço. Lúdico, sem ser necessariamente infantil!

CRAFT+Design

E a argentina radicada em São Paulo, Juliana Bollini cria esculturas-personagens em papel e arame, pintando nelas rostos expressivos e olhares melancólicos que são puro romantismo.

Também tive o prazer de encontrar as queridas Cris Paz, da CHEZ CRIS, que expôs na edição passada suas fofuras em tecido para crianças e seus objetos divertidos para os adultos e Ana Luísa, da TACóN Acessórios. O espaço da Ana era dos mais alegres e coloridos, com os detalhes mais fofos possível, como um chaveiro de vestido da Branca-de-neve, casinhas multicoloridas, bolsas com penduricalhos de gato de alice, entre outras delicadezas que a gente ama.

CRAFT+Design

Enfim, para quem vive, respira e ama craft como eu, foi uma tarde perfeitamente deliciosa. A próxima CRAFT acontece em agosto, em São Paulo. Anote na sua agenda e não perca!

27 mar 09
outros bla bla blas
Diga aí: porque você prefere consumir crafts?
por Claudia

Pretinha na Wired!

Há umas semanas saiu um artigo na Wired (por isso a foto aí de cima, hehehe) tentando entender o porquê do mercado craft não ter sido tão afetado pela crise nos EUA, diferente do restante da economia. O autor acha que isso tem tudo a ver com uma tendência, já não tão atual, de customização e individualidade – na verdade ele usa até o termo “obsessão”. Enfim, as pessoas não querem mais comprar produtos feitos aos baldes, as pessoas querem ter coisas diferentes, não ser mais um na multidão. Seguindo o artigo e o tema, o blog Re-Nest pediu pros seus leitores (na sua esmagadora maioria, americanos) que deixassem nos comentários qual era a motivação deles em comprar em sites como o Etsy. O que a gente fez? Pegamos 10 motivos citados pelo povo de lá e jogamos na enquete daqui. Queremos saber se no Brasil as pessoas compram crafts pelas mesmas razões. Deixe seu voto e, se tiver algum outro motivo em particular, os comentários estão abertos para isso mesmo. Estamos curiosas!

Porque você prefere comprar crafts?
Eu nunca encontro o que quero nas lojas tradicionais
Em geral são peças únicas, tem muito mais variedade
Me dá satisfação, eu apoio a criatividade de alguém
Prefiro não dar meu dinheiro a grandes empresas
Para estimular o mercado de crafts
Posso estabelecer uma relação com a pessoa de quem vou comprar
Não gosto de produtos feitos em série, de varejão
O atendimento e os preços são melhores
Consumo consciente: sei a origem de onde vem o produto
Me tira o peso de ser consumista
  


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Também no Superziper: No começo de março a gente perguntou porque você faz crafts e a opção hobby ganhou disparada com 59% dos votos. Crafts são fonte principal ou complemento de renda de 34% de quem votou. E na lanterninha, com 7% dos votos ficou a resposta pra economizar nos presentes pra amigos e família.

25 mar 09
nhac
Brigadeiro de palito
por Claudia

Brigadeiro é uma daquelas receitas que não permitem muitas invenções. O resultado final é tão delicioso, tão perfeito, que ninguém merece aquela frustração de comer algo pior do que o original. Eu sou daquelas que responde brigadeiro quando perguntam em pesquisas “qual é a sua sobremesa favorita?”. Então não venham mexer no meu docinho. Nada de inventar de colocar bolo no meio, eca!

Acucar de palito

A inspiração
Mas… já que não dá para mexer no conteúdo, que tal inovar na forma? Desde que o brigadeiro continue sendo brigadeiro, tanto faz se ele for redondo ou quadrado. Na Inglaterra, por causa da tradição do chá, eles tem uma variedade muito grande de açúcar, tanto em tipo quanto em formatos. Um dos mais inovadores, foi esse aí da foto, servido em palito! Foi daí que eu pensei… “então porque não fazer um brigadeiro no palito?”

Brigadeiro de palito

O resultado
Nos meus aniversários, brigadeiros já viraram tradição. Mesmo tendo passado dos 30 anos, faço questão de servir pelo menos 2 bandejas nas festinhas. E eles sempre acabam antes de eu tentar comer o segundo… No último aniversário da família, fui lá preparar minha tradicional receita de brigadeiro. Na hora de enrolar, pâ-ni-co! Cadê as forminhas? Com a mudança, minha casa está uma bagunça, não sabia onde estava o quê. Daí que tive que que testar na marra a história do brigadeiro de palito. Aproveitei um pacote de palitinhos para yakitori que eu tinha comprado na Liberdade e fui em frente. O resultado o da foto aí de cima. Vou contar pra vocês que fez o maior sucesso. Primeiro, todo mundo achou diferente. Depois, cada um pegou um palitinho e saiu saboreando. Quando mostrei a foto pra Andrea, ela achou um nome mais interessante e rebatizou o docinho de “kebab de brigadeiro”.

As dicas
* Idealmente, eu queria que a receita ficasse em um ponto que eu pudesse apenas passar o palito no brigadeiro e girar para que ele se prendesse sozinho, como se fosse um algodão doce. Isso eu não consegui :-(
* Então mudei a tática, depois de frio, tive que fazer “kibes” de brigadeiro com as mãos e enfiar no palito.
* Como queria que não ficasse mole, eu cozinhei o brigadeiro um pouquinho a mais, deixei passar um ou dois minutos depois do “ponto”. Mas também deixei esfriando no mármore pelo menos uma meia hora.
* Fiz também um teste: guardei um brigadeiro na geladeira por 24 horas. No dia seguinte, experimentei e achei que ficou fantástico, uma consistência deliciosa.
* A receita? Cozinhar em fogo médio uma lata de leite condensado, com uma colher de sopa de manteiga e duas ou três de chocolate em pó ou Toddy. Misturar sempre com uma colher de pau até ficar no ponto (ou seja, desgrudar facilmente em “bloco” do fundo da panela)

Fica a idéia pra vocês… A Páscoa está aí! Pode ser uma surpresa diferente.

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UPDATE: Queria agradecer a todas as mensagens de boas vindas que vocês deixaram no meu post de despedida/chegada Bye bye Londres. Obrigada, recebi cada uma das mais de 30 mensagens com o devido carinho!

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Também no Superziper: Já que o assunto é comida em formatos diferentes, a Andrea fez um vídeo ensinando a fazer niguiri, o bolinho de arroz japonês – prensado em forma de triângulo!

24 mar 09
outros bla bla blas
Conhecendo a Ninui
por Andrea

Craft Business:Karina, da Ninui
Quando comecei este blog no início de 2007 eu sempre pensava: “O Etsy é uma idéia tão boa, quando será que alguém vai abrir uma versão nacional ? ” Claro que não fui só eu que pensei nisso. Não demorou muito para sites de venda de crafts online começarem a aparecer por aqui, hoje eu já conheço uns três.

A minha mais recente descoberta foi o Ninui, que nasceu da cabeça empreendedora de Karina Rehavia, 30 anos. Ela é formada em Comunicação e se declara compradora compulsiva e entusiasta de tudo que é cute e feito à mão, ou seja, mesmo não fazendo crafts ela entende do assunto ! Depois de rodar o mundo ela percebeu a brecha no mercado de nicho online e arregaçou as mangas. Conseguiu um empréstimo de R$ 80 mil para seu start up, registrou o domínio(que foi escolhido pela sonoridade e disponibilidade, não é um homenagem fofa como eu pensava) e em Janeiro de 2009 colocou a Ninui no ar.

É claro que eu fui lá xeretar o site. De cara achei o visual super clean, a navegabilidade boa e uma exposição do produto similar ao que vemos no Etsy (na sua página só aparecem os produtos da sua loja, sem fotos de produtos concorrentes). Achei legal também a integração com sistema de cálculo de frete, ou seja, na hora da compra o cliente já sabe quanto vai pagar de entrega via Sedex ou PAC. Pontos pra Ninui !

Imagem1
Como eu só tenho experiência de venda no Etsy, achei melhor conferir a opinião da Patricia, da Carmencita Acessories, que é do grupo do Superziper e já abriu lojinha Ninui desde janeiro. Perguntei o que ela está achando do site e ela respondeu: “O atendimento que recebi da Karina foi 100%. Achei o design e a navegabilidade do site ótimos. Mas a melhor coisa, na minha opinião, é que o frete é calculado automáticamente, assim não perdemos venda de cliente que age por impulso pois a pessoa fica sabendo na hora o valor do envio. Em outros sites que hospedam lojas o cliente compra, aí vem o pedido, você responde a opção de frete, depois tem que trocar mensagem de novo… nisso o processo fica enorme e a pessoa acaba desistindo da compra !  Na Ninui tudo acontece na hora da transação, o que é muito bom. E o pagamento digital não falha. “

A Karina conta que o site esté em beta, ou seja, em desenvolvimento. Ela pretende melhorar ainda mais as funcionalidades atuais e acrescentar novas categorias de nicho, como antiguidades. Também está nos planos dela implementar um sistema de ranking – aquelas estrelinhas que você vê em sites como Etsy, Ebay e Mercado Livre – uma boa referência para conhecermos quem é bom vendedor/comprador e ficarmos mais tranquilos com a transação.

Ah, além da seção de produtos feitos à mão, a Ninui possui também a seção dedicada a artigos de brechó. Imagino que pode ser uma ótima opção de plataforma de vendas para um monte de gente que atualmente tem brechó no Flickr, um site que, em tese, proíbe vendas. Último detalhe importantíssimo: na Ninui o cadastro e a listagem de produtos são gratuitos pra todo mundo, você só paga 3% de comissão em sobre as vendas que fizer.

Vai lá conhecer a Ninui e compare com as outras opções de plataformas de vendas existentes no mercado. Quem sabe uma loja online é o que faltava para fazer o seu craft businessdecolar?

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Também no Superziper: Está pensando em comecar a vender o que faz ? Veja as dicas que nossa convidada Cris Paz deu sobre como tornar seu hobby um negócio.

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