Ano passado, uma editora inglesa, a Random House, resolveu apostar em um projeto para crianças super inovador. Uma revista de quadrinhos semanal, de altíssima qualidade, colorida, de material 100% inédito e sem nadica de propaganda. Ela *não* estava a venda em bancas ou W H Smiths da vida - ela era vendida apenas por assinatura (8.99 libras por 4 edições). Assim, como parte da divulgação, eles precisavam mostrar a novidade pras pessoas certas, nos lugares certos, que dessem o devido valor a um produto como esses.
E foi no rastro de uma dessas promoções que eu conheci a "The DFC", essa deliciosa revista (um parênteses: pra vocês terem uma idéia, eles comissionavam autores de graphic novels, ilustradores conceituados, artistas que trabalham com conceitos de filmes em Hollywood, contadores de historias e autores infantis para rechear as 36 páginas). Num fim de semana, fui assistir um filme no British Film Institute - que é uma mistura de cineclube com espaço para exposições, além de serem os organizadores do festival de cinema da cidade - e vi um stand da revista perto da livraria. Durante o dia eles faziam oficinas de quadrinhos com crianças, ensinando a meninada a inventar personagens e histórias - e por tabela apresentavam a The DFC para os pais. Quando eu passei por lá, só vi vestígios: painéis com o material de "aula". Minha vontade foi de sair desenhando e criando lá mesmo.





























