31 ago 09
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Craftcast #2: Conhecendo o furoshiki
por Andrea

Workshop furoshikiWorkshop furoshikiWorkshop furoshiki

Vocês já ouviram falar em furoshiki ? Trata-se de um tecido quadrado, que, quando dobrado serve para embrulhar objetos variados. O conceito do furoshiki surgiu pela primeira vez no Japão no século XVIII e depois de altos e baixos de popularidade, voltou agora com força total. O furoshiki pode virar desde uma bolsa até embalagem. É uma especie de origami em tecido, dependendo de como você dobra e onde dá os nozinhos, cria um embrulho diferente.

Assim como uma ecobag, o furoshiki pode virar uma sacolinha de pano reutilizável que ajuda você a economizar um monte de saquinhos plásticos. Carregando um lenço na bolsa você consegue fazer uma sacolinha de furoshiki na hora, do tamanho do objeto que quiser transportar. E não serve só pra fazer sacola. Pode também ser usado com embalagem de presente no lugar do papel, fica chiquetérrimo. E ainda por cima não é preciso costurar, apenas dobrar e amarrar.

Na última sexta feira estivemos fazendo um workshop de furoshiki na Fundação Japão.No final, a Cláudia aproveitou para conversar com a designer Sofia Kamatani, da Mottainai, a única especialista em Furoshiki no Brasil. O papo virou o segundo Craftcast do Superziper:

E aí gostaram do furoshiki ? Nós aqui amamos a idéia e já aderimos.
Tanto que ao longo do mês de Setembro vamos mostrar aqui no blog tudo que aprendemos no workshop da Sofia, desde o nozinho básico, sacolas, embrulhos de formatos variados, enfeites e até uma pochete. Tudo com furoshiki !

Workshop furoshiki
Separem desde já seus lenços quadrados para transformá-los em embrulhos ecológicos estilo japonês. Furoshiki é a nova ecobag !

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Também no Superziper: Há mais de um ano eu me arrisquei a fazer uma sacola de furoshiki olhando vídeos no Youtube. Foi bem útil fazer o workshop da Sofia, só agora é que finalmente aprendi a fazer o nozinho do jeito certo !

29 ago 09
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Manhã de sábado na 25
por Andrea
Hoje acordei cedo para dar um pulinho na 25. Ninguém mais fala “Vou na Rua Vinte e Cinco de Março “, né ? Povo fala “Vou lá na 25 “. Ou então “Vou na Zepa”. E em seguida alguém responde: “Que louca ! “, ou deseja um “Boa Sorte “. Eu não consigo ir lá durante a semana então sábado é meu dia. Acordo cedo, pego metrô e encaro a muvuca, fazer o que né ? Destino essencial pra quem faz crafts.
A coisa lá estava especialmente caótica hoje porque parece que o dia foi liberado geral para os ambulantes. A ladeirinha estava praticamente intransitável, mesmo assim consegui clicar algumas coisas interessantes que vi por lá. Algumas devem ser novidade, outras não:

My creation
1. Muito bicho de amigurumi fofucho, em chaveiro, móbile. Ok, feito na China e à venda por preço de banana. Globalização craft.
2. Rosinhas de resina em acrílico, com jeito retrô. São pra bijuteria mas fiquei imaginando outras aplicações. Vi bem parecidas à venda no Etsy, só que vintage.
3. Botão em formato de coração e com estapa xadrez. Adoramos xadrez picnic. Em várias cores.
4. Fitinhas fininhas de polka dots com rendinhas. Para embalagens.
5. Fitinhas com estampa de ursinhos. Para embalagem de produtos de bebê ?
6. Fitas para embalagem com desenho de Gaspard et Lisa genéricos !
7. Esta foto está aí por razões sentimentais. Gosto de elevadores antigos com ventilador no teto.
8. Rosas estão em alta né ? Estes botões, têm buraquinhos na parte de trás.
9. Lenço palestino (tá, não é novidade) já virou parte do cenário da 25. Pensei em comprar um para fazer uma bolsa de furoshiki.
Sem querer puxar sardinha pra nossa cidade, a gente já rodou meio mundo à procura de materias de craft e nunca achamos nenhum lugar do mundo que se iguale à 25. Em abundância, preço e concentração de lojas é destino imbatível pra quem faz crafts. Podem empinar o nariz pra 25 mas eu ainda adoro ir lá xeretar as novidades.

IMG_8376

Ah, como algumas de vocês já sabem, ontem a gente esteve na Fundação Japão fazendo um curso de Furoshiki, promovido pelo Mottainai. Aprendemos várias maneiras legais de ‘se dobrar um paninho’ para embrulhar coisas ao estilo japonês.
A caixinha de trás é a minha e a da frente da Cláudia. Gostaram ? Esperem só um pouquinho que logo mais a gente fala mais sobre os usos do furoshiki por aqui.
26 ago 09
outras técnicas
DIY: Desodorante Natural
por Andrea

Desodorante creme
Depois de fazer o lip balm caseiro não resisti e resolvi testar uma receita caseira de desodorante, aproveitando alguns dos ingredientes que eu já tinha comprado pro balm.

Deu super certo e é mais fácil de fazer que o balm. Aqui vai a receita que usei, adaptada do blog Angry Chicken:

Desodorante Natural Caseiro (faz uma porção pequena como a foto acima)
3 colheres de chá de manteiga de karité

3 colheres chá de bicarbonato do sodio

2 colheres de chá de amido de milho

2 colheres de chá de manteiga de cacau

1 cápsula de vitamina E (você encontra em farmácias)

4 a 5 gotas de óleo essencial (usei de Tea Tree que é antisséptico, antibacteriano e antifúngico, foto abaixo).

Como fiz:

1. Coloquei a manteiga de karite, manteiga de cacau e vitamina E num becker (pode ser um copo de vidro bem limpo) e levei ao microondas até derreter bem ( aprox. 2 minutos).

2. Juntei o bicarbonato e o amido peneirado, misturei com um pauzinho descartável e levei ao microondas por mais 30 segundos, ou até dissolver bem. Misturei bem e deixei esfriar um pouco.

3. Pinguei 4 gotas de óleo essencial e despejei num potinho de vidro (usei um potinho vazio de mini geléia).

4. Deixei endurecer ao ar livre, fechei bem.

Com estas medidas dá pra fazer uma porção mini, para você experimentar e ver se gosta. Para porção média, ao invés de colher de chá use as medidas em colher de sopa.

Desodorante Fail Desodorante creme
Não acertei fazer o desodorante de primeira então registrei pra vocês verem a diferença.

A esquerda: Na pressa, acho que não misturei direito e os ingredientes ficaram meio separados quando o creme endureceu. Além disso, como não peneirei o amido antes de acrescentá-lo à mistura, pequenas bolinhas brancas apareceram no creme.

A direita: Na segunda tentativa acho que o desodorante ficou perfeito. A aparência ficou uniforme e sem bolinhas de amido.

Desodorante creme tea tree

Dá pra ver a consistência do creme ao ser aplicado na pele ? Ele é branco, mas fica transparente em contato com o calor da pele.

Ainda quero tentar combinar o Tea Tree com o óleo essencial de Lavanda, que tem um perfume ótimo e ainda é bactericida. Me disseram que os dois combinam, usando termos aromaterápicos, eles têm ‘sinergia’. É legal pesquisar as propriedades de cada óleo antes de comprar (alguns são contra indicados para grávidas).

Este desodorante caseiro é vegano. Contém basicamente os mesmos ingredientes que o Florere, que é sucesso na gringa, exceto o óleo de coco e os óleos essenciais.

O teste

Esta semana fez bastante frio aqui em São Paulo então o meu desodorante endureceu um pouco mais que o esperado. Mas tudo bem, na hora de usar eu dou uma ‘raspadinha’ e faço uma bolinha do tamanho de um grão de ervilha com o dedo. Em contato com a pele ele derrete e espalha fácil.

Não sou uma grande consumidora de desodorantes (transpiro muito pouco) mas estou gostando muito de usar o desodorante. Se você quiser fazer, lembre-se que ele não é um anti perspirante. É apenas um desodorante caseiro natural que, devido ao óleo essencial de tea tree e o bicarbonato evita os odores causados pela transpiração. E o cheiro é tão suave que não vai brigar com o seu perfume preferido.

Ainda preciso testá-lo num dia quente mas até agora acho que está super aprovado. Garanto que não estou fedidinha, haha.

Ah, é sempre uma boa ideia testar o desodorante aplicando um pouquinho no pulso antes de usá-lo pela primeira vez, para ver se você não tem alergia a nenhum componente.

Minha próxima experiência será fazer perfume sólido natural, usando óleos essenciais. Estou atrás de uma boa receita. Alguém indica?

24 ago 09
casa craftoutras técnicas
DIY: Oilcloth falsificado
por Claudia

espremedor-fruta

Eu precisava urgentemente de uns pedaços de tecido plastificado para a minha cozinha. Eu tinha de encapar quatro pedaços de madeira – base de um armário e três nichos dos armários que herdei da casa dos meus pais. A preferência era por algo resistente e de fácil limpeza. Além disso, minha única exigência era ter uma estampa fofa para combinar com o ambiente recém-reformado.

A foto aí de cima é o resultado final. Não foi desta vez que fiz uma encomenda express de tablecloths no Etsy ou arregacei as mangas para fazer tecido platificado em casa . Se bem que um dia hei de tentar, adorei a ideia de fazer o oilcloth verdadeiro, via Craftzine .

Minha *brilhante* idéia foi trapacear. Eu não gostei das estampas prontas que encontrei no CenterFabril, mas fiquei babando pela variedade na seção de tricolines. Então eu adorei esse xadrez azul com coraçõezinhos, então comprei plástico transparente por metro da Vulcan e juntei um com o outro para encapar os pedaços de madeira. Do mesmo jeito que eu fazia com os cadernos na escola, quando ainda nem existia con-tact. Quem não tem cão caça com gato, não é?

As fotos foram feitas ontem, neste domingo frio – por isso as fotos ficaram com sombras escuras, sorry. Mas vamos lá aos detalhes para quem quiser se aventurar.

Os materiais:
. tecido na estampa de sua preferência
. plástico transparente por metro
. tesoura
. martelo
. pregos e tachinhas

tecido-plastico-tesoura martelo-percevejos-pregos

Um revólver de grampo, desses usados para revestir estofados serviria, mas o meu desapareceu, então fiz do jeito tradicional, com materiais mais comuns, que não exigem nenhum investimento especial.

1. Comece cortando o tecido e o plástico nas medidas do que for encapar. Eu deixei uma margem folgada, de pelo menos 4 centimetros de cada lado.

tecido-normal-plastificado pregando-percevejo

2. Coloque o plástico em cima do tecido para encapar de uma vez só.

3. Dobre as pontas para dentro. Atenção nos cantos para não embolar.

4. Com o martelo, pregos e tachinhas, prenda o tecido no verso da madeira.

percevejo-madeira verso-madeira-encapada

5. Se puder, peça ajuda para alguém, para deixar o tecido e o plástico bem esticado.

6. Vá prendendo um lado de cada vez. Eu fiz primeiro as larguras e depois os comprimentos. Achei que assim consegui puxar bem o tecido e acertar o que fosse preciso.

7. Se sobrar muito tecido, apare as pontas. Deixe isso para o final, quando tudo estiver firme.

madeira-encapada-tecido pote-vidro-xadrez

8. Voilá! Oilcloth fake para a minha cozinha !

Antes de ir, um parênteses: tudo isso me lembrou do Delia’s How To Cheat At Cooking (em tradução livre, O Guia da Delia de Como Trapacear na Cozinha). A Delia Smith é uma “Ofelia” inglesa – ela era apresentadora de programas de culinária na TV, fez sucesso nos anos 70, escreveu livros, mas um dos seus sucessos que vendeu que nem água foi esse livro de 1971 que voltou as prateleiras em 2008 – e vendeu que nem água mais uma vez. São receitas fáceis e rápidas de fazer, usando ingredientes de supermercado tipo molhos prontos ou carne moída enlatada, que no fim das contas (segundo os comentários da Amazon e dos críticos) resultam em bons pratos. Antes que os foodies que passam por aqui joguem pedras em mim, o mérito dela foi de retomar o prazer pela culinária, principalmente em um país como a Inglaterra – quem assistia a série do jamie Oliver nas escolas sabe do que eu estou falando.

De alguma forma essas pequenas trapaças estimulam que mais gente comece a colcar a mão na massa. Então se você ainda não tomou coragem para começar um projeto craft, aproveite e começe, nem que seja com uma ‘trapacinha’. Garanto que o resultado final vai impressionar e te deixar com vontade de fazer mais.

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Também no Superziper:

Espie a cozinha vermelha da Ana Sinhana. Em sua passagem por aqui como blogueira convidada ela abriu as portas de sua casa e dividiu ideias deliciosas, da cozinha aos cantinhos de seu ateliê.

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