31 mar 10
outras técnicasreciclagem
Minuto-craft: Barbante no vidro
por Claudia
Reciclagem: porta-barbante

Fiz esse super-ultra-fast projeto ontem a noite! A ideia veio de uma das minhas navegações infinitas pelo Etsy. Descobri a Buy Golly Miss Molly, especializada em coisas vintage, mas que também tem uma ou outra coisinha feita com materiais reaproveitados – tipo esse pote de vidro para guardar barbante.

Não tem PAP, tá ? Apenas procure um vidro de tampa de rosca que coincida com o tamanho do seu barbante preferido. Eu usei um de mel. Depois de limpo, usei removedor para limpar os restos de cola da etiqueta. Essa dica de limpeza eu achei uma vez na internet, em um site de “meninos” e desde então sou apaixonada pelos efeitos deste produto, apesar do cheiro forte, os resultados são fantásticos.

Furo do lado de dentro da tampa Tampa do porta-barbante

Furei a tampa com prego e martelo e para dar um charme extra cobri o furo com um ilhós fofinho. Comecei com um prego pequeno e depois que a marcação estava feita, usei um prego da mesma largura do ilhós para alargar. E pronto!

Um pote assim dá um charme no cantinho de qualquer um. Mas queria saber se também é bom para quem faz artesanato com barbante – guardar num pote assim ajuda ou atrapalha? Desastrada que sou, penso que pode evitar do barbante sair rolando pelo chão. Mas queria a opinião das mais avançadas. O que vocês acham ?

POST UPDATE :
– A Silvia Fontana deixou dica ótima: se o cheiro bleargh do removedor te incomoda, existe o Zulu Clean, sem cheiro. Segundo ela, é facil de achar em supermercados.
– Deixar o vidro de molho na água com vinagre também solta a etiqueta ! Dica da Neli Alves.

– Compramos o barbante colorido fininho no Mercadão da Cantareira. Infelizmente não anotamos o número da barraca, mas era uma localizada na lateral, que vendia sacolas de feira e acessórios de cozinha. Existe uma versão bem mais grossa deste barbante colorido em armarinhos.

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Também no Superziper: Me lembrei agora da nossa primeira produção em vídeo para o Superziper – a Andrea ensinou uma dica simples que facilita a vida de quem faz tricô ou crochê. Ela mostra como fazer uma bola de lã rápida, redondinha e que não “enrola”.

26 mar 10
outros bla bla blas
Atenção, atenção, chamando para pesquisa
por Andrea

banner pesquisa

A gente bem que gostaria de convidar todos os leitores e leitoras do blog para tomar um café demorado e perguntar o que acham do que a gente escreve por aqui. Mas como não rola, resolvemos montar esta pesquisa, a primeira em três anos de blog.

A ideia é tentar traçar um perfil de quem nos lê e também descobrir o que vocês estão achando sobre o que a gente escreve por aqui. Precisamos que vocês dêem aquele feedback básico para conseguir melhorar e ter conteúdo cada vez mais relevante e bacana.

Eu sei que pesquisa é tradicionalmente um negócio meio chato (eu acho) mas garanto que esta é boa e do bem :P. Serão só cinco (ou seis) minutinhos da sua vida respondendo as nossas dezesseis perguntas. Topam ? Tomara que sim ! Pra ir para a página da pesquisa é só clicar aqui .
Muito obrigada e bom final de semana !
UPDATE 27/03: Se quiserem acrescentar algo, elaborar, deixar sugestão, fazer craft poema, botar a boca no trombone (hahah) podem deixar comentários no próprio post, ok ?
25 mar 10
ateliê craft
Ateliê Craft: Livia, da Coelhoshow
por Claudia
Lívia no ateliê Coelhoshow

Foi uma descoberta muito feliz  saber que a Livia é fã do Superziper. Tudo aconteceu no sábado passado quando a Andrea e eu tomávamos um café na Galeria Ouro Fino, na Augusta, em São Paulo. Ela passou pela mesinha, reconheceu a gente, começou a bater papo e contou que se inspirou em várias ideias que deixamos aqui, como a bolsinha de tecido de levar almoço, a pintura de lousa, as decotapes na decoração, a braçadeira na máquina de costura.

A Lívia então convidou a gente a conhecer sua loja, a Coelhoshow, que fica no segundo andar da galeria, e o ateliê, que fica no mezanino da loja. Tudo era tão fofo, colorido e cheio de detalhes divertidos que a gente não resistiu e transformou esse encontro casual em mais um ateliê craft. Acho que vocês vão curtir!

Estudo de coelho Coelhinho (horizontal)

1- Este espaço pertence a: Lívia Costa, com participação super especial da Ritinha que me trabalha comigo e é meu braço direto.

2- Site: www.coelhoshow.com/ ou www.fotolog.com/coelhoshow

3- É daqui que saem: Roupas para se sentir uma bonequinha adulta e bonecos de tecido como os Luli-lulis e cervos de feltro.

4– O que não pode faltar: Bom humor e música

5- Objeto querido: Coelhinho de cerâmica que ganhei da minha mãe.

6- Última aquisição: Um livro de bordados e um monte de linhas coloridas para colocar em prática os projetos!

7- Número de horas passadas por dia: No mínimo 9 horas por dia, as vezes mais.

8- Próximo desafio: Colocar uma coleção de inverno dos sonhos na loja e atualizar meu site, equilibrar o tempo entre crafts e internet é um grande desafio para mim.

9- Nível de bagunça (1 a 10): Nível 6 porque tem muita bagunça superficial mas eu sei onde está tudo, sou bem organizada.

10- Trilha sonora: Weezer, Beirut, Ray Charles e Roy Orbson estão sempre cantando por aqui. [nota da editora: geeente, ela tem uma vitrola na loja que funciona e muitas vezes é usada para o som ambiente, amamos!]

Mesa para máquina e corte Máquina de overlock

Aqui as máquinas que ela usa. Reparem que as duas estão super enfeitadas de Decotape – até mesmo a overlock.

Caixas de papelão customizadas Caixa de papelão desenhada

Tudo é tão enfeitado que nem as caixas de papelão escaparam!

Mesa de trabalho no ateliê Revistas e pastas na prateleira

Aqui a mesa de trabalho e a inspirição organizada em pastas e pilhas de revistas Nylon.

Lívia na loja Coelhoshow

Lívia no balcão da loja.

Detalhe da loja Vitrine de acessórios Coelhoshow

Na loja ela vende bonecos, decotapes daquelas largonas (tinha uma de renda linda!). Na primeira foto alguns dos quadrinhos foram feitos por ela. Na segunda foto, detalhes para os acessórios e bijus que você encontra por lá!

O mais importante no ateliê é o amor, por tudo o que se faz e pelas pessoas envolvidas e lembrar que o termo DIY não serve só para artesanato mas também para construir nossa própria comunidade, nossa própria rua, nossa escola, nossos shows, revistas, sites, idéias. Dá para deixar nosso mundo do jeitinho que a gente quer, fiado e tecido pelas nossas mãos e pelos nossos sonhos

Como a gente tirou muitas fotos, montamos uma galeria no Flickr para quem quiser explorar mais cantinhos da Coelhoshow.

 

23 mar 10
reciclagemtricô e crochê
Reciclagem de suéteres de lã
por Claudia
Sacolas de novelos reciclados

Em uma viagem recente a Seattle, na costa Oeste dos EUA – aproveitei algumas horas de um domingo para visitar o mercado de rua do bairro de Freemont (um amigo meu que mora na cidade e procura equivalentes de bairros de São Paulo diz que lá é a Vila Madalena). Cheguei bem no fim da feira, ou seja, pessoal cansado, querendo ir embora e prontos para empacotar. Mas deu tempo de descobri a barraca da Leah – a Smart Monkey, que também tem loja virtual no Etsy. Bem humorada, apesar do frio, ela me contou um pouco mais do seu business de uma mulher só, especializado em fios reciclados. Aliás, o estilão dela já aparece no mote da Smart Monkey – “Helping to Balance the Trade Deficit and Save the Planet One Skein at a Time” (simplificando, algo como ajudando a salvar o planeta com uma meada de cada vez)

Assim como quase todas as boas ideias, a sacada dela é simples e fascinante! Ela “produz” fios reciclados a partir de suéteres desmanchados. E daí ela vende tudo bonitinho em em sacolinhas ou avulso, por cor e tipo de fio (de lã, algodão ou fibras mistas).
Achei um ótimo presente para quem sua amiga tricoteira ou que faz crochê e tem um estilo de vida verde, que presta atenção as origens dos produtos.

Os fios vem de roupas compradas em brechós e lojas de usados. O processo de produção inclui lavagem dos suéter (com sabão em pó ecológico), desmanche, pendurar em varais e secagem plana para tirar as marcas dos nós. Detalhe que as malhas de lã natural ela lava só uma vez, para evitar que feltrem.

A Leah achava que tinha que fazer alguma coisa pelo planeta em que vivemos, principalmente no sentido de gerenciar os recursos que a gente tem. Daí ela juntou várias ideias em que acreditava e definiu que a escolha da sua “matéria-prima” deveria seguir estes critérios. Por exemplo, fibras sintéticas ou feitas a base de petróleo poluem o meio ambiente. Então ela dá preferência a suéteres feitos de fibras naturais. Sintéticos, só se as fibras forem uma baixa percentagem da composição do fio. Além disso, ela evita malhas importadas, feitas fora dos EUA, para valorizar o que é produzido dentro de casa e para evitar o déficit no comércio exterior. Ela ainda acredita que dessa forma ainda está garantindo empregos em lojas de roupas de segunda mão, diminuindo a geração de poluentes usados no planeta e a necessidade de se produzir novos produtos. Quem tiver tempo dá uma lida na descrição dos items que ela vende no Etsy. Quando abre uma exceção as regras que ela mesma criou, enche a descrição do produto com explicações do porquê fez isso – tipo essa lã que veio de uma malha feita em Madagascar.

Era uma vez um suéter... Etiqueta do suéter

E as sacolinhas, olha que legal. Uma blusa é desmanchada por inteiro e – dependendo do tamanho – vira 6, 7, 8 novelos. Ela pendura um folhetinho que mostra uma foto da blusa original e na última página ainda prega a etiqueta da roupa. Detalhes que fazem toda a diferença, não acham?

Lã de fibra mista Lã 100% reciclada

Nos novelos, ela tenta ao máximo evitar emendas. Assim, os novelos avulsos são feitos de partes integrais, tipo o braço da blusa, ou a parte de cima ou de baixo do suéter.

Smart Monkey Seattle Broches de lã reciclada

Vejam que no caso de botões eles são vendidos em cartelas. E restinhos de lã viram broches de florzinha. A Carola, do Meu Pintinho Coloridinho, já ensinou o pessoal aqui do Superziper a fazer uma bem parecida de crochê.

Feira em Freemont, Seattle, EUA Em várias cores

Olha aí a barraquinha da feira de Freemont – estava bem frio, reparem que a Leah estava bem encapotada. Mas não me perguntem porque essa cliente estava de manguinhas pra fora !

Se você gostou e não mora nos EUA, pode comprar pelo Esty – manda uma mensagem que ela fala quanto vai custar o envio internacional. Os novelos custam cerca de 6 dólares e a sacolinha na faixa de 30 dólares.

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PS: mais tarde, na mesma feira, conversando com outro expositor, descobri que a Leah era uma das super finalistas para participar do No Reservations, o programa de TV do Anthony Bourdain (adoro!). “Poxa, seria tão legal se tivesse dado certo” – me peguei pensando nisso mesmo conhecendo ela há só 10 minutos, teria dado um bom episódio!

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Também no Superziper: Alguém se lembra que no ano passado a Andrea deu uma de Smart Monkey e resolveu reciclar um suéter de lã? Ela descreveu toda a experiência aqui. Aliás, já que o tema é lã, a gente também recomenda uma visita ao post onde falamos sobre composição de fios e tipos de lã.

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