31 out 10
costura
Agulha-mágica, para ter no kit de costura
por Claudia

Agulha mágica

Apresento a vocês a famosa agulha mágica. Não sei se já conheciam, mas ela fez sucesso há alguns anos quando chegou no Brasil pela primeira vez. Lembro da minha mãe comentando como era legal essa ideia de não precisar mais sofrer para passar a linha pelo buraco da agulha. Com esse modelo, a linha passa sozinha, sem esforço. Aliás, tem gente que conhece como “agulha de cego”, mas eu prefiro o outro nome.

Embalagem Como usar - ilustração

Mas não tem segredo, na embalagem mesmo eles revelam o truque: a cabeça da agulha é diferente das demais – há uma micro-abertura por onde você encaixa o fio na vertical, ao invés de ter de passar pela horizontal. É só fazer um pouco de pressão com a linha de cima pra baixo que ela passa pela fissura e entra no buraco da agulha.

Deu pra entender, né? O desenho é mais auto-explicativo.

Diferentes tipos de agulhas

Fiz uma foto da agulha-mágica com outras ao lado para ficar mais nítida a diferença. E aproveito para fazer um comparativo:

PRÓS:
– sistema útil para quem tem dificuldade de passar a linha
– bom para usar em situações específicas: pouca luz, fim do dia, etc.
– é baratinho, paguei R$ 3,80 reais pelo pacote
– tem 3 tamanhos de altura

CONTRAS:
– é mais grossa que uma agulha de costura normal, pode ser ruim para tecidos mais delicados
– esgarça a linha no ponto de “entrada” na agulha. Se você fizer na ponta e depois cortas esse pedaço, não será um problema!
– não tem diferentes tipos de espessura
– difícil de achar. Depois de rodar vários armarinhos, só encontrei na Singer de Santos (SP)
– é normal estar “em falta” por ser importada. Vem da China, quem traz é a Telanipo.

Em resumo… pelo valor do investimento, é algo que vale a pena comprar para deixar no seu kit de costura – pode ser útil!

27 out 10
outras técnicas
Meu segundo bordado em talagarça
por Claudia

Esquilo de talagarça

Lembram que faz um tempinho a gente perguntou quem sabia o que era – e se já tinha feito – talagarça? Pois bem. Depois de milênios sem praticar (desculpem o exagero, mas hoje acordei com a sensação de que minha infância aconteceu há tudo isso mesmo), comprei uma tela de criança e resolvi experimentar este tipo de bordado mais uma vez. Que na verdade só tinha feito uma vez na vida e mesmo assim ficou incompleto – porque de criança eu não tinha paciência para essas coisas.

Mas esse esquilo me animou. Comprei o kit em um armarinho em Paris, numa lojinha muito legal (depois eu pego o nome e coloco aqui – queme stiver pensando em ir para lá vale a pena visitar!). A compra foi totalmente por impulso, afinal eu não *preciso* de uma tela de talagarça com desenho de esquilo. Mas na hora me deu um certo saudosismo, uma vontade de voltar a fazer e também achei raro ver um desenho tão bonitinho nesse tipo de tela. Pensando bem, até que foi uma compra racional – se não eu nem teria três bons argumentos para justificar. Na foto aí de baixo dá para ver o kit aberto – ele vem com tela, fios 100% lã, tudo nas cores e tamanhos certos e também uma agulha de plástico.

Esquilo em talagarça Esquilo em talagarça

Agora o mais genial de tudo foi essa agulha que veio junto com o kit! Primeiro, por ser de plástico e sem ponta afiada – bem adequada ao público-alvo do produto, as crianças. E segundo, pelo jeito que essa agulha funciona… Ela é dobrável: você “aperta” para alargar e facilitar a passagem do fio pelo buraco. Alguém já tinha visto algo parecido? Eu achei sensacional. Estou tomando muito cuidado para não perder e não quebrar.

A lã é do tipo “paratapet” e veio na medida e nas cores certas.

Como funciona a agulha

Agora deixem eu contar o mais engraçado. Comprei esse kit na véspera de voltar de viagem. Arrumando a mala para voltar, tive a ideia de carregar o kit na bolsa porque daí poderia bordar no aeroporto e no avião, para passar o tempo. Como a agulha ainda era de plástico, isso não seria nenhuma fonta de problemas com segurança, controle de bagagem de mão, etc.

Esquilo em talagarça Esquilo em talagarça

Com *muito* tempo de sobra, li as instruções para relembrar como fazer o ponto básico. Depois engatei e saí bordando e bordando, isso entre uma fila e outra e depois dentro do avião. E assim foi indo até que terminei o projeto antes de chegar em casa. Se eu tivesse mais uma tela, com certeza teria devorado também… Recomendo o passatempo!

Esquilo em talagarça Esquilo em talagarça

E ficou *quase* assim! No último minuto desisti fundo branco – achei que estava muito morto. Então desfiz toda a parte do fundo, em SP comprei uma nova lã azul e bordei novamente. Achei que um fundo conttrastante deu muito mais destaque ao esquilo. A moldura veio de um quadrinho pronto que comprei em promoção por 5 reais! Tirei a gravura que veio junto e enquadrei sozinha mesmo.

Esquilo em talagarça

Meu próximo plano nessa técnica é aprender a riscar tela. Já tive várias ideias, só preciso aprender a transpassar de um jeito que funcione bem – além de acertar a pintura na tela. Se eu me der bem, volto aqui para ensinar a vocês! Desejem-me sorte, hehe

24 out 10
outras técnicasreciclagem
PAP: porta-celular de garrafa plástica
por Claudia

Porta-celular

Esse passo-a-passo foi inspirado no porta-celular Drinn que eu vi na Tok & Stok. Vocês já devem ter visto esse tipo de acessório. Há uns 2 anos ele costumava ser popular naqueles sites e blogs que divulgam boas ideias de design e produtos.

Desde então, eu tinha pensado que esse projeto era fácil de adaptar e fazer em casa. Mas acabei me esquecendo dele. Daí recentemente vi no blog Makezine uma versão caseira meio “durona” – ou seja, o acessório era funcional, mas na minha opinião o acabamento deixou a desejar. Eu não colocaria um desses em casa, hehe. Mas me animou para partir para a prática e buscar o meu próprio modelo.

Porta-celular Porta-celular

Os materiais que usei são bem simples e acessíveis: garrafa plástica, lápis ou caneta para marcação e tesoura. Tenha à mão também o seu próprio celular e carregador para usar de referência. De base, eu usei uma garrafinha de cera líquida, mas já vi quem tenha feito com garrafa de água, de xampú e de sabonete líquido.

Porta-celular
Essa etapa é a mais importante: a fase de planejamento. Gaste o tempo que precisar, é aqui que você vai visualizar o resultado final – como você quer que o celular fique apoiado, onde o carregador vai se encaixar e como as duas peças vão conviver. Como escolhi uma embalagem pequena, reparem que o celular não cabe na vertical – ele esbarra na saída do fio. Então inventei um desenho para que o celular se encaixasse na horizontal. Poderia ter ido atrás de uma outra embalagem, mas gostei muito desse amarelão. Um plástico branco-leitoso não era o que eu queria…

Porta-celular Porta-celular

Se já está com o desenho pronto em mente, então é hora de fazer as marcações. Eu usei lápis de cor, mas pode ser aquelas canetas de CD também.

E depois é só cortar com tesoura mesmo. Estilete acho um pouco perigoso porque não tem como apoiar direito para dar firmeza. Além disso, o plástico é escorregadio e com estilete você pode acabar cortando mais do que planejava e depois não tem como consertar.

Porta-celular Porta-celular

Aqui tem um exemplo de como eu cortei o círculo para a tomada e como ficou a lateral de encaixe do celular.

Porta-celular Porta-celular

Ficou assim… Aparentemente tem cara de que vai dar certo. Para ter certeza, só testando na prática, na tomada.

Porta-celular Porta-celular

O carregador precisa entrar até o fim para não cair ou escorregar – ou seja, o plástico precisa ser fino e liso. Na outra foto, um close do fio enrolado em volta do “corpo” do acessório. Adorei isso!

Porta-celular Porta-celular

Alguém ficou com vontade de experimentar? A vantagem desse projeto é o custo zero. Antes de mandar seus plásticos para a reciclagem, tente fazer o seu. Minha dica é inventar em cima do material que você tem. Ao invés de seguir exatamente esse modelo, tente aproveitar o que a sua garrafa tem de bom. Você pode achar um novo desenho bem mais legal!

22 out 10
craft touroutras técnicasoutros bla bla blas
Direto do Japão: Eirakuya
por Claudia

Furoshiki - Japão

A Andrea está em férias no Japão e, mesmo nesses dias de descanso, lembrou-se da gente e adiantou umas fotinhos do que ela já viu por lá em se tratando de crafts.

Para começar, o tradicional furoshiki. Para quem não sabe o que é, recomendo a série especial que fizemos com vários vídeos (e até um craftcast) falando sobre a técnica. Nesta foto aí de cima tem até a florzinha de lenço que ensinamos – só não sei se é aplique ou se todo esse embrulho foi feito com apenas um lenço, tipo técnica avançada. Vamos deixar pra Andrea contar na volta, vai que ela aprendeu coisas novas.

Furoshiki - Japão Furoshiki - Japão

Estas fotos de cima ela tirou na Eirakuya, em Quioto, uma loja especializada em furoshiki e que tem tecidos com estampa exclusiva. Esta marca existe desde 1615 e é famosa no Japão tanto pela tradição como pela qualidade.

Chirimen - Japão Chirimen - Japão

E essas florzinhas de tecido ao lado da bolsinha, alguém reconhece? Me parece que foram feitas com a técnica do kanzashi, que também já ensinamos no Superziper. A diferença aqui é que o tecido usado é o chirimen – aquele tipo japonês, com estampa de kimono. O mesmo tecido que foi usado nas flores, também serviu de matéria prima para a bolsinha vermelha e para essas miniaturas de bichinhos. A Andrea contou que chirimen é o must para crafts!

Enfim, foi só um preview rápido pra dizer que em breve vem mais, aguardem!

 

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