Esquilo de talagarça

Lembram que faz um tempinho a gente perguntou quem sabia o que era – e se já tinha feito – talagarça? Pois bem. Depois de milênios sem praticar (desculpem o exagero, mas hoje acordei com a sensação de que minha infância aconteceu há tudo isso mesmo), comprei uma tela de criança e resolvi experimentar este tipo de bordado mais uma vez. Que na verdade só tinha feito uma vez na vida e mesmo assim ficou incompleto – porque de criança eu não tinha paciência para essas coisas.

Mas esse esquilo me animou. Comprei o kit em um armarinho em Paris, numa lojinha muito legal (depois eu pego o nome e coloco aqui – queme stiver pensando em ir para lá vale a pena visitar!). A compra foi totalmente por impulso, afinal eu não *preciso* de uma tela de talagarça com desenho de esquilo. Mas na hora me deu um certo saudosismo, uma vontade de voltar a fazer e também achei raro ver um desenho tão bonitinho nesse tipo de tela. Pensando bem, até que foi uma compra racional – se não eu nem teria três bons argumentos para justificar. Na foto aí de baixo dá para ver o kit aberto – ele vem com tela, fios 100% lã, tudo nas cores e tamanhos certos e também uma agulha de plástico.

Esquilo em talagarça Esquilo em talagarça

Agora o mais genial de tudo foi essa agulha que veio junto com o kit! Primeiro, por ser de plástico e sem ponta afiada – bem adequada ao público-alvo do produto, as crianças. E segundo, pelo jeito que essa agulha funciona… Ela é dobrável: você “aperta” para alargar e facilitar a passagem do fio pelo buraco. Alguém já tinha visto algo parecido? Eu achei sensacional. Estou tomando muito cuidado para não perder e não quebrar.

A lã é do tipo “paratapet” e veio na medida e nas cores certas.

Como funciona a agulha

Agora deixem eu contar o mais engraçado. Comprei esse kit na véspera de voltar de viagem. Arrumando a mala para voltar, tive a ideia de carregar o kit na bolsa porque daí poderia bordar no aeroporto e no avião, para passar o tempo. Como a agulha ainda era de plástico, isso não seria nenhuma fonta de problemas com segurança, controle de bagagem de mão, etc.

Esquilo em talagarça Esquilo em talagarça

Com *muito* tempo de sobra, li as instruções para relembrar como fazer o ponto básico. Depois engatei e saí bordando e bordando, isso entre uma fila e outra e depois dentro do avião. E assim foi indo até que terminei o projeto antes de chegar em casa. Se eu tivesse mais uma tela, com certeza teria devorado também… Recomendo o passatempo!

Esquilo em talagarça Esquilo em talagarça

E ficou *quase* assim! No último minuto desisti fundo branco – achei que estava muito morto. Então desfiz toda a parte do fundo, em SP comprei uma nova lã azul e bordei novamente. Achei que um fundo conttrastante deu muito mais destaque ao esquilo. A moldura veio de um quadrinho pronto que comprei em promoção por 5 reais! Tirei a gravura que veio junto e enquadrei sozinha mesmo.

Esquilo em talagarça

Meu próximo plano nessa técnica é aprender a riscar tela. Já tive várias ideias, só preciso aprender a transpassar de um jeito que funcione bem – além de acertar a pintura na tela. Se eu me der bem, volto aqui para ensinar a vocês! Desejem-me sorte, hehe

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