27 fev 11
nhac
Tinha na cantina da sua escola?
por Claudia

Ping Pong, Kri, Galak e etc

Fiz essa montagem em homenagem à exposição “Papel de Bala”, que acabei de ver no Museu Paulista da USP, mais conhecido como Museu do Ipiranga, em São Paulo.

São mais de 200 rótulos e embalagens de balas, bombons, pirulitos, chicletes e sorvetes fabricados no Brasil – sendo o mais antigo de 1940. Manja aqueles doces que vendiam na cantina da escola, no pipoqueiro da saída ou na bombonière dos cinemas? Ou ainda… pra quem lembrar… a granel nas Lojas Americanas.

Infelizmente não se podia tirar foto do que estava exposto (museu né? ) mas fiz anotações em um caderninho para mostrar aqui. Porque eu preciso dividir com vocês minha lembranças das coisas que vi por lá:

    1. Drops Dulcora Misto e Doçura, clássicos em qualquer sessão de cinema. Sempre tinha uma cor ruim, que ninguém queria 

    2. Balas Delicado e Jujuba da Kibon – nem me lembrava mais que um dia a Kibon chegou a fabricar balas. Na primeira, o desenho era de um palhaço e na outra de um leão. O logotipo da Kibon era aquele azul-marinho, de losangos

    3. Caramelos Sugus da Suchard – eu era viciada na de abacaxi. Fica a dica que na Argentina eles ainda fabricam. Lá, a Suchard virou Kraft e você encontra a bala em qualquer kioske. A foto lá embaixo é recente, feita com um presente de viagem.

    4. Bigbol chiclé de bola – que fofo chamar de chiclé!

    5. E na linha chiclete ainda tinha… Dentyne, Ploc, Ping Pong, Plets e Balão Mágico da Bolet

    6. Menção honrosa para a embalagem fantástica do Chicletes Mini, da Adams, aquela com a boca transparente

    7. Pirapito Sing’s – um pirulito que o palito virava um apito! Acho que essa marca Sing’s nem existe mais…

    8. Frumelo de framboesa da Lacta – embalagem da bala avulsa, branca e rosa, embalagem meio pré-histórica

    9. As tradicionais Balas Chita (ainda existem)

    10. Balas da marca Mirabel (senti falta do Lanchinho Mirabel, que era um waffer, eu comia no recreio quando ganhava dinheiro)

    11. Bala Toffee de chocolate da Líder – esse sabor toffee era bom demais, vários fabricantes tinham bala assim. Alguém ainda faz isso hoje em dia?

    12. As 1as embalagens de chocolates como Bis, Galak (com a etiqueta de preço de $1500, seja lá qual era a moeda era na época), Laka e Diamante Negro – detalhe que essas embalagens eram de papel metalizado (e não plástico). Lembro direitinho como eram fechadas, com pingos de cola. E ainda… uma caixa de papel grosso do chocolate Diplomata da Nestlé, quando era em formato triangular tipo o Toblerone.

    13. A embalagem antiga da Língua de gato da Kopenhagen, caixa preta com o gato branco de língua pra fora. Continua muito parecida.

    14. Embalagem de papel (!!!) de sorvete de limão Yopa (pré-Nestlé, quando era escrito em amarelo e os furos das letras eram estrelinhas)

    15. E a melhor lembrança….. Sorvete de Caixinha da Mônica e do Cebolinha, da Kibon. As embalagens eram colecionáveis, em 24 modelos, para montar a cidade da Mônica. Na frente, tinha um desenho dos personagens na janela de casa, tomando sorvete. No verso, era algum dos prédios que compunham a cidade. A que estava nesta exposição, era a casinha do Banco Nacional. Merchandising já existia nos anos 80!

    16. Os tradicionais (e polêmicos) cigarrinhos de chocolate da Pan. Da mesma marca, moedas de chocolate, com uma pintura clássica de um pirata em fundo amarelo.

    17. Alguns produtos da Fábrica de Chocolates Saturno SA, de Blumenau-SC. Talvez esses chocolates não chegassem até SP ou então não era da minha época. Mas adorei o slogan de uma das embalagens: “Produtos Saturno, 3 X mais gostoso” (de onde eles tiraram esse três vezes?)

    18. Uma caixa tetrapack do achocolatado Longuinho (“um produto Paulista”), o precursor do Toddynho.

    19. A embalagem prateada do Dadinho da Dizioli, que depois foi imortalizada como nome de personagem no cinema

    20. Alguns bombons Garoto, quando a embalagem era de plástico transparente estampado e alumínio só na parte do meio, para proteger o chocolate

Balas Sugus

Delícia, né?

Todos os rótulos estão expostos em um cantinho do museu, logo na entrada. É praticamente um corredor, bem estreito. São só 6 vitrines, sendo que 2 são grandes, 1 média e 3 pequenas. Algumas das embalagens foram ampliadas em cartazes e enfeitam as paredes. E é só. Já aviso porque é uma exposição bem pequenininha e simples. Tinha potencial para bem mais. O que se vê lá não chega a 5% do total da coleção original de Egydio Colombo Filho. A coleção completa tem 5266 rótulos nacionais e estrangeiros e foram doados ao museu em 2003. Bem que podiam liberar mais alguns ou fazer a exposição “Papel de Bala, parte 2” ou, melhor ainda, transformar o material em um livro.

Senti falta também de mais textos para ler e de uma disposição melhor, que permitisse olhar as coisas em detalhes. Tenho mania de ler rótulos e fiquei muito curiosa para ver a lista de ingredientes de tudo que estava lá. Principalmente para saber se as balas sempre foram artificiais ou se naquela época os fabricantes ainda colocavam algo do ingrediente real na fórmula – tipo usar morango na bala de morango.

Mesmo assim recomendo  a exposição. Adorei a sensação de relembrar alguns daqueles rótulos completamente esquecidos e prestar atenção no design e nas ilustrações. Naquela época não existia Photoshop nem fonte Comic San Serif,  os desenhos eram feitos na mão e o layout era montado com estilete e cola.

A exposição fica aberta até 20 de março, para quem puder, aproveitem o recesso do Carnaval. Vale a pena ligrar antes para se informar de horários de abertura no feriado.

Mostra “Papel de Bala” Período: 20 Janeiro a 20 de março de 2011
Museu Paulista da USP
Parque da Independência, s/n
Visitação: terça a domingo, das 9 às 17 horas
Ingressos: R$6,00 – estudantes R$3,00

25 fev 11
blogueira convidadacasa craftinspiração
Link Love: Ideias para decorar o quarto das crianças
por Andrea

Olá, pessoal! Sou eu de novo, a Natz Rosin! Eu já ensinei aqui pra vocês o PAP de um varal de mini telinhas e dessa vez eu vim trazer uma seleção de projetos  para as mães descoladas se inspirarem na hora de decorar o quarto dos pequenos. Eu mesma já estou de olho em algumas ideias para quarto da Cecília…

São 10 projetos: alguns fáceis, outros mais complexos, mas tem pra todos os gostos. Então acho que dá pra você se encantar com pelo menos um e pôr em prática para deixar o quarto do seu filho mais fofo. Vamos ver então o que eu separei pra mostrar pra vocês:

1. Tem um banquinho de madeira simples em casa? Então você pode transformá-lo num banquinho cogumelo super fofo usando tecido.

2. Que tal pintar molduras na parede para dispor as artes das crianças? É uma forma criativa de “pendurar” os desenhos e o bom é que quando enjoar dá pra apagar tudo passando tinta por cima.

3. Móbile de libélulas delicado feito com bastidor de costura e pregadores de roupa daqueles antigos.

4. Cabideiros em arame e papel machê que por si só já são uma arte na parede. Você pode criar o que quiser e ainda conta com a ótima função de ter onde pendurar mochilas e roupas.

5. Essas flechas coloridas são perfeitas para decorar o quarto dos meninos. Claro que as cores podem ser alteradas pro projeto ficar feminino e assim enfeitar o quarto das meninas também…

6. Para as crianças que estão aprendendo as letras e os números, esse quadro com números em origami é uma ótima ideia para ajudar no aprendizado e ainda decorar a parede de forma original.

7. Outra ideia de móbile usando também bastidor é esse móbile de lacinhos. Ainda mais fácil que o primeiro, já que você só precisa saber dar laços com fitas. ;)

8. Já para aquelas mães mais prendadas na costura, que tal fazer uma almofada tipo puff (ou puff tipo almofada?) com uma estampa bem bonita, que a criança ainda pode sair carregando pela casa?

9. Esse projeto de varal com aviões de papel é outro super fácil de executar e dá um efeito muito bacana, especialmente no quarto dos meninos.

10. E por último, uma almofada em formato de cupcake sorridente, que fica uma gracinha em cima da cama ou de uma poltrona.

Agora é escolher os seus preferidos e colocar a mão na massa!

Beijo grande, Natz

23 fev 11
costurafashionoutras técnicas
Dedal de estimação, para apaixonadas por costura
por Claudia

Dedal de estimação

Esse pingente só serve para aquelas meninas que realmente são apaixonadas por costura. Porque se não forem, quem mais usaria um dedal pendurado no pescoço?

A gente viu essa ideia em algum link do Oficina de Estilo e sabíamos que um dia a gente iria fazer.

Comprei um dedal novo em uma visita ao armarinho – não quis arriscar o meu dedal de estimação – e parti para ação.

Me inspirei no original e adaptei com o que eu tinha em casa mesmo – é um projeto tão simples que vale tudo, acho difícil errar ou ficar feio…

Dedal de estimação Dedal de estimação

♥ Usei uma fita estampada para o miolo. Cortei um quadradinho, costurei o contorno como se fosse fazer um fuxico e recheei com um micro pedaço de manta acrílica para ficar gordinho.

♥ Poderia ter colocado um pingo de cola para fixar, mas nem precisou. Como o recheio ficou “gordinho”, ele ficou “entalado” no próprio dedal e não se soltou.

♥ Cortei a ponta dos alfinetes com alicate para ficarem mais curtos.

♥ Fiz os furos com prego e martelo. Preferi fazer um de cada lado.

♥ Poderia ter usado corrente, mas prendi com um resto de fio de seda que comprei para consertar um colar de contas que arrebentou. Comprei uma meada em uma loja de bijus da 25 de março por R$ 1,50. Coincidentemente, é a mesma cor que a menina do dedal original usou!

♥ Como optei por um comprimento curto, mais próximo do pescoço, usei usei um fecho simples para finalizar. Antes de cortar a linha, experimentei ele mais comprido, mas achei que por ser tão pequeno ficou perdido no meio da blusa. Acabei encurtando.

Dedal de estimação

Basicamente foi isso!

Alguém mais se anima a usar dedal no pescoço?  Se fizer mande o link com a sua foto que a gente coloca aqui!

Tem mais gente que já está usando:

♥ O original, por Laura Stantz
Dedal com correntinha, por Maria Laura

21 fev 11
blogueira convidadanhac
Tem um Pac Man na sua lancheira
por Andrea

Pac Bento

Olá pessoal aqui é a Lilian, uma Brasileira escrevendo direto de Helsinki, na Finlândia! Na época em que rolou o convite  para fazer um post por aqui eu nem possuía um blog e vocês nem imaginam como fiquei honrada. Acabei mais tarde criando um, meio aos trancos e barrancos. Hoje o Acquiring Taste é o lugar onde que eu  escrevo sobre o que gosto mais de fazer: crafts e comida. Aguardo sua visita  :)

Mas sem demoras, vamos ao que interessa ? Para quem nunca ouvi falar, o termo obentô vem do Japao e é o nome para qualquer refeição “empacotada”  para viagem. É a famosa “marmita” japonesa.  Montar uma refeição que agrade ao olhos e ao paladar é um dos objetivos de um obentô. Isso nao significa a obrigatoriedade da marmita ser super decorada, cheia de bichinhos e personagens. Este tipo específico de obentô é conhecido como “charaben”  –  foi criado pelas mães japonesas, para incentivarem seus filhos a comerem todo o almoço na escola. Charaben ou não, a finalidade é sempre oferecer uma refeição que possa suprir as necessidades nutricionais de maneira equilibrada.

Como o ano escolar está se iniciando no Brasil, achei que seria uma ótima oportunidade para mostrar como se faz um obentô com base de  sanduíche. É ideal para a merenda das crianças (e para adultos também). Este que vou mostrar hoje não requer muito tempo na cozinha e nem muita habilidade com panelas. Mas antes de começar, quero listar aqui alguns fatos que considero importantes na confecção do obentô:

* Atenção para a higiene sempre na hora de lidar com comida! Fazer obentô (seja ele simples ou “bonitinho”) não é brincar. Lave bem as mãos antes de começar e evite ao máximo manipular muito os alimentos.

* Planejamento é fundamental, como em qualquer preparo de receita.

* Existem vários tipos de caixas, acessórios e apetrechos que facilitam na hora de confeccionar um obentô decorado. No começo eu nao possuía nada disso então improvisei bastante (ainda improviso). É possível fazer algo bonito  sem precisar investir em acessórios. Tenha uma faca pequena afiada, uma tesourinha para uso só para cozinha e muita imaginação pois você se surpreenderá em achar apetrechos nos lugares mais inesperados.

Obentô sanduíche – Pac man (que comemorou seus 30 anos ano passado!)

Pac Bento

Você vai precisar de:

* Uma caixa plástico com tampa que acomode o obentô. Tente achar uma caixa rasa onde os alimentos não fiquem muito soltos. Quanto mais apertado, melhor. Você não vai querer abrir seu lanche e ver que seu trabalho virou uma gororoba amorfa, né  ?

* Tesourinha, faca, palitos de dente, canudinho de refresco largo (tipo de milk-shake).

* Cortador redondo, bico de saco de confeitar de inox tábua de cortar, pratinho para as sobras.

Para os sanduíches:

* Fatias de pão de forma (usei integral e de centeio), uma fatia de pão tipo baguete.

* Queijo fatiado (usei gouda e dois tipos de processado, aqueles que vêm embrulhadinhos em celofane). O queijo processado pode ser substituído por qualquer queijo mais mole que corta fácil, cremoso (tipo cream-cheese), manteiga ou presunto de perú.

* Folhas de alface, frutas diversas (usei uva e mexerica) e tomate cereja. Cuidado na hora de escolher sua fruta. Prefira aquelas que nao soltem muita água.

* Um pedaço de folha de nori escuro ( alga japonesa para fazer sushi ) ou uma uva passa.

Pac Bento
1. Corte as cascas das fatias de pão de forma, fazendo com que o sanduíche se acomode dentro da caixa ( com as sobras de pão, faça farinha de rosca ou adicione na massa de almôndegas ;)). Eu fiz um sanduíche de três camadas, com queijo gouda, presunto de perú, cream cheese e manteiga. Reserve.

2. Para o pac-man: corte o queijo amarelo com o cortador redondo. Se você nao possuir um, improvise usando a boca de um copo. Não esqueça de cortar uma fatia (como pizza) para fazer a boca.

Pac Bento
3. Para os detalhes: Fure o nori para fazer o olho do monstrinho. Você pode usar um furador de papel comum, mas eu recomendo que ele seja só usado para fins culinários. Outra opçao é cortar uma uva passa em duas fatias redondas.

4. Para os detalhes em queijo: use um queijo claro para os olhos do monstrinho e para os pontos que o Pac-man coleta. Usei o bico de confeiteiro para cortar o círculo maior e um pedaço de canudo de refresco para os círculos menores. Remova com a ajuda de um palito de dente.

5. Para fazer o monstrinho rosa: use o pedaço de baguette (ou pão francês) e corte o presunto usando o pão como molde. Se você achar difícil cortar o presunto, use um embutido ‘molengo’ como a mortadela.

6. Monte o monstrinho. Passe manteiga ou cream-cheese no pão e grude no presunto. Use o cream cheese também para colar a parte branca dos olhos e o centro preto.

Pac Bento

7. Montando o obentô: Acomode a alface, o sanduíche pronto, o pac-man de queijo amarelo (use cream cheese ou manteiga como “cola”), aplique os pontos brancos.

8. Acomode as uvas e as frutas. Faça de modo que as uvas funcionem como um suporte para o monstrinho cor-de-rosa.

9. Para finalizar, coloque os tomates cereja em em palitos decorados para obentô.

Pac Bento

Ah, claro que quem não tem palitos decorados… pode fazer os seus em casa!

Use palitos comuns e fitas adesivas tipo decotape. Eu não gosto de misturar materiais de artesanato com comida. Se uso um furador de papel para cortar nori, uso só para a cozinha. A mesma coisa com tesourinhas e pinças. Portanto, depois de terminar de fazer as bandeirinhas, utilize um pedaço de gaze para higienizá-la com álcool 70°. Umas três esfregadinhas e seu palito está prontinho para ser usado :D

Dicas finais:

* A comida que vai no obentô nao precisa ser necessariamente japonesa! Adapte ao gosto da família.

* Tenha bom senso na escolha dos alimentos. Se moras em um lugar muito quente, e não tens uma bolsa térmica, evite usar alimentos que possam se deteriorar facilmente (como maionese, queijos frescos).

* Se você prefere comida quentinha (o obentô tradicional é comido frio), não esqueça de escolher um recipiente que possa ser levado ao forno (marmita de inox por exemplo) ou resistente ao microondas .

* Seja feliz fazendo obentô.  O tempo que gastas em algo é proporcional ao amor que você sente pela coisa. Pode ser clichê, mas com obentô é o mesmo papo. Para confeccionar uma marmita você pode levar minutos ou horas. Depende de quanto tempo você quer e pode dedicar. Capriche!

Quer ver mais marmitas feitas por mim ? Que tal esta com coelhos ? E esta de ursinhos ^_____^ ?

É isso aí, espero que tenham gostado. Pode parecer trabalhoso, mas com prática e treino, é super gratificante ver o resultado final.

Lilian Sato-Heikkinen @karaimame

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