27 set 11
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Maruzine edição de Primavera
por Andrea

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Nossa última empreitada criativa não tem nada de digital. Trata-se o Maruzine, um zine 100% photoshop free, criado juntamente com  Livia da Coelhoshow. A ideia é lançar um Maru a cada estação e o primeiro é o da Primavera, nossa preferida. E este vem  até com brinde: um saquinho de sementes.

O quê ? Um zine de papel em 2011? Sim, a gente ainda gosta e resolveu fazer um em nome dos velhos tempos. Acho que na verdade em  época de overdose digital deu saudade de sentar  com calma com amigas para produzir algo no papel, escrito e desenhado à mão, bem à moda antiga mesmo.

Registramos um pouco dos bastidores da produção do original. Foi tudo feito num sábado a tarde, no ateliê da Livia e só faltou tocar  Nevermind na vitrola.

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O tema da edição era primavera então espere encontrar muitas ideias com flores e pássaros. Para as páginas do zine usamos apenas papel A4 dobrado em quatro.

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A Claudia desenhou um retrato a nossa musa inspiradora, Miranda July. Não ficou a cara?  Decidimos que cada edição do zine terá um(a) muso(a).

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No layout usamos essa parafernália toda: carimbos, fitas, apliques e rescobrimos o etiquetador  Dymo, que é o nosso xodó atual.

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Para a arte do zine vale até xerocar tecidos, só para aproveitar a estampa. Aí voce não gasta tecido de verdade no boneco. #truque

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Depois que cada uma produziu a suas páginas originais elas foram coladas  em um boneco, na ordem certa a serem xerocadas.

Ainda temos com um texto da Carola Rodrigues nesta edição. Se você também  quiser colaborar com textos ou ilustras nos procure por email super_ziper@yahoo.com.br. Vamos amar!

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O boneco da capa ficou assim mas para a reprodução em xerox decidimos usar  um papel amarelo perolado, que vocês podem ver na primeira foto do post.

Quer um Maru? Deixamos a venda por módicos R$ 3,00 lá na Coelhoshow Rua Augusta, 2690 – Galeria Ouro Fino – loja 212 São Paulo-SP seg. à sab. das 11h às 19:30h A tiragem é limitada então, corre :)

 

22 set 11
outras técnicas
DIY carteira de silver tape (parte I)
por Andrea

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Em todos estes anos nesta indústria vital eu só conhecia o silver tape prateado. Nunca dei muita bola para a tal fita, só sabia que era boa para fazer remendos em tênis de skatista. Mas tudo mudou quando descobri que, em 2011,  silver tape já não é mais silver. Já existe a silver vermelha, amarela e até azul klein (!). Um rolo se silver tape nacional custa em média R$ 8,00 em qualquer papelaria. A fita pink é importada, ganhei. E fiquei sabendo que  lá fora a marca Duck Tape já fabrica a tal fita em tons flúor e estampadas de zebrinha e oncinha.

Enfim, quando me dei conta da variedade de cores disponíveis me empolguei para testar alguns projetos, sendo o primeiro a famosa carteira fininha.  O legal  é que dá para acrescentar vários compartimentos à la carte e a carteira continua relativamente fina. O modelo tende para o masculino, é vero, mas nada que uma fita pink ou amarela não resolva, certo meninas? E até rola misturar fitas de cores diferentes. Sinto um alto potencial criativo neste material.

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Esta  silver tape azul klein é a minha queridinha. Acrescentei até uma ‘etiqueta’ feita naqueles rotuladores antigos.

Bem, vou mostar um DIY da carteira em 3 partes, começando hoje com o bolso principal da carteira, aquele que segura as notas. Preparados?

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O essencial é um rolo de silver tape, estilete, nota e uns cartões, para referência de tamanho.

Mas antes um toque: uma base de corte  (destas verdes, de patchwork/ scrap) não é essencial mas ajuda MUITO o trabalho. A silver tape tem uma cola mega  forte e que adere em qualquer superfície que toca, menos nesta base!  Após várias tentativas enlouquecedoras de cortar a fita com tesoura aprendi  na raça que a maneira mais fácil de cortá-la é pregá-la na base de corte, cortar com estilete e depois soltá-la. Por sorte eu já tinha uma base da Olfa em casa mas existem bases  de outros tamanhos e marcas que são mais em conta. Se quiser fazer muitas carteirinhas de fita pode considerar o investimento.

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Para começar, corte 4 tiras de 22 cm de comprimento. Cole uma na outra, sobrepondo uma faixa de um pouco mais de 0.5 cm nas bordas inferior e superior. O resultado deve ser um retângulo de fita, como a foto acima. Separe que você vai voltar a ele daqui a pouco.

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Corte mais 4 tiras de 22 cm e, desta vez, sobreponha uma por uma por cima do  retângulo maior que já está feito –  o lado de cola com lado de cola. Deixe  mais ou menos uma tira de 1,5 cm sobrando na borda inferior e superior.

Dobre as duas tiras sobrepondo a parte azul, para dar o acabamento no retângulo. O resultado é um retângulo azul dos dois lados.

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Se necessário, refile as duas laterais com o estilete,  deixando as linhas bem retas.
Dobre o retângulo na horizontal e marque esta dobra. Abra novamente.

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Vamos agora fechar as laterais do retângulo. Corte duas tiras da silver tape, na medida da altura do retângulo aberto.
Cole as tiras por dentro das laterais da carteira aberta, na metade, começando da dobra. Volte a dobrar o retângulo.

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Agora, com a carteira fechada e as laterais coladas por dentro, vire a tira e cole-a na lateral por fora. Super mportante para dar acabamento e evitar que a carteira descole dos lados.

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Prontinho, acabamos a parte principal da carteira, o bolso para guardar as notas. Dobre-a na metade, na vertical.

Ah, como vocês podem ver aí na foto, o meu silver tape deu uma enrrugadinha básica na parte direita. Tudo bem, pois isso vai ser escondido pelos bolsos dos cartões. Então fica o truque, deixe sempre o lado que ficou mais certinho como externo da carteira :).

Foi fácil, né ? Acho que o grande desafio de usar a silver tape é lidar com a cola super poderosa. Se por engano você colar a fita no lugar errado fica difícil desgrudar e reposicionar.  Nas minhas primeiras tentativas estraguei vários pedaços de fita assim e também e lutando para cortar com a tesoura ao invés de usar um estilete. Foram momentos de amor e ódio.

Empolgados? Semana que vem eu volto para mostrar como fiz os bolsos internos da carteira. Vale a pena esperar!

 

22 set 11
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Hello Kitty em tecidos Liberty
por Claudia

Hello Kitty na Liberty

Tem combinações que nascem explosivas. Quando abri meu email e vi essa notícia, senti que era o caso. A Liberty de Londres se uniu com a Sanrio e juntas produziram um lote exclusivo de tecidos com estampas florais hellokittyanas.

São cinco estampas em um total de oito modelos disponíveis (três estampas são oferecidas em duas opções de cores, por exemplo Karenkubo Hello Kitty em azul ou rosa).

Como nem tudo nessa vida é perfeito, o preço é um dos problemas. São 21 libras por metro (largura 137 cm), o que dá mais ou menos uns 60 reais por metro, sem contar taxa de entrega e afins. Quem não quiser sofrer, pule o próximo parágrafo, onde eu explico esses detalhes dramáticos.

*** SPOILER *** O custo de envio para entregas pequenas internacionais é 25 libras, lembrando que o cliente se responsabiliza por pagar taxas de importação e qualquer imposto local.

Para não terminar o post em clima deprê, aproveito pra lembrar que praticamente faltam três meses para o Natal. Quem quiser se presentear com esse tecido gracioso, já  pode fazer pedido de pré-venda. A coleção entra oficialmente nas lojas (online e de Londres) na próxima segunda-feira, dia 26.

Reserve um dinheirinho para os complementos. No dia do lançamento, a mesma Liberty  também vai lançar uma linha top de cosméticos e outras cositas más, tudo com estampa da gatinha balzaquiana sem boca mais cult do mundo. Ainnnn.

Links para as estampas:
. Kitty Town Hello Kitty Print em azul e laranja
. Karenkubo Hello Kitty Print em azul e rosa
. Apple Tree Hello Kitty Print em azul e rosa
. Kitty Wonderland Hello Kitty Print
. Music Festival Hello Kitty Print

Conhece alguém indo pra Inglaterra? #ficaadica ^__^

19 set 11
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Crafts online e offline
por Andrea

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Nem todo mundo faz crafts para ganhar dinheiro, para muitos, é só um hobby divertido. Mas na hora em que começam a surgir encomendas e até convites para participar de feiras e bazares a gente se pergunta “por que não?”. E logo em seguida, surge outra dúvida: vale a pena ter um site para promover os meus trabalhos? Na nossa opinião, a resposta é sim! Hoje existem várias maneiras de estar na web: site, blog, lojinha – podemos falar sobre isso mais para frente. Agora queremos apenas mostrar a importância e as vantagens de se ter um pezinho na internet para quem quer encarar o artesanato ou crafts como profissão.

Um site é uma extensão do seu negócio. Com ele, você mostra seus trabalhos para o mundo e abre um canal direto com seus potenciais clientes. Você pode montá-lo como quiser, com a sua cara. Pode colocar as fotos mais bonitas dos seus crafts, falar dos materiais que usa e mostrar o seu processo de produção. E pode até criar uma lojinha para receber encomendas. Demais, né?

Mas como integrar o online e o offline do seu negócio criativo? Temos um exemplo real. No começo de junho, fizemos as malas rumo a Nova York para conhecer a Renegade, uma das maiores feiras do mundo para crafters. É a evolução da feirinha de artesanato, com uma pegada mais jovem e moderna. Neste ano a Renegade contou com mais de 250 expositores, que montaram suas barracas ao ar livre em um parque no bairro do Brooklyn, a meca dos indie crafters. Vimos de tudo por lá, desde costura e tricô moderninhos, muita bijuteria de técnicas mistas, material de papelaria feito por ilustradores e cerâmicas com design diferente. Muita coisa bacana, de encher os olhos, e o mais importante, feito por artistas e artesãos que tocam profissionalmente seus negócios criativos. Com tanta coisa bacana para ver, levamos dois dias para visitar tudo. Conversamos com expositores, perguntamos sobre vendas e expectativas. E o que mais nos impressionou nisso tudo é que praticamente 100% deles tinha um site.

Em geral, o clima era de pouca pressão para compra. O que valia mais era você se encantar com o produto e levar um cartãozinho para lembrar depois do que gostou. Assim, os vendedores participavam da feira com um espírito de “se não quiser comprar nada agora tudo bem, depois você me procura na internet”. Parecia mesmo bem comum isso das pessoas entrarem depois no site para comprar os produtos que viram ao vivo.

Até a gente vivenciou isso. Achamos um poster super legal, mas não levamos com receio de amassá-lo na viagem. Gostamos de um vaso de cerâmica, mas era pesado demais para carregar. Os vendedores de ambas as barracas tiveram a mesma atitude esperta: sorriram e disseram que poderiam enviar seus produtos pelo correio, entregando imediatamente o cartão da sua loja virtual.

Saímos da Renegade com a nítida impressão de que, hoje em dia e graças a internet, grande parte das vendas não acontecem lá e sim depois. As feiras funcionam como uma vitrine para mostrar seus produtos e encontrar potenciais clientes pessoalmente. Vale caprichar bastante na decoração para se destacar e encantar. Vale ser simpático e coletar emails parta montar um mailing para a sua marca. Se a compra acontecer lá na hora melhor, mas se não der, tudo bem. Com um produto bacana e um conceito idem, depois as pessoas certamente farão uma visita ao seu site.

Então, parece que já está na hora de se posicionar também na internet, não é?

Gostou do assunto? Vamos continuar o papo! O Superziper tem um fórum onde você que já tem (ou quer ter) um negócio criativo pode conversar sobre venda on-line e tudo que é relacionado a craft.  Esperamos vocês por lá.

(Texto original publicado na revista Make, em Agosto de 2011)

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