30 jul 12
outras técnicas
DIY: Display para brincos com bastidor
por Andrea

crochê2

Quem no mundo craft já não viu por aí os bastidores de bordado usados como moldura para tecidinhos fofos?  Resolvi dar uma utilidade a mesma ideia – trocado o tecido por toalhinhas de crochê os bastidores podem virar lindos displays de parede com arzinho retrô para emoldurar suas bijuterias mais queridas.

IMG_3157.JPG

Usei uma toalhinha de mesa que comprei num brechó – procure em feiras como a do bexiga ou peça para a sua avó, com certeza ela tem uma destas no fundo da gaveta. A minha era pequena, com aproximadamente 20 cm de diâmetro e portanto pedia um bastidor um pouco menor.  Ah, para dar certo o bastidor para este projeto deve ser daqueles que abrem, com um rosca de metal.

IMG_3157.JPG

Primeiro abra o bastidor e estique a toalhinha por cima do aro, bem centralizada. Viram porque ela deve ser um pouco maior que o diâmetro do aro? As pontas da toalhinha devem sobrar um pouco para que o bastidor prenda a toalhinha quando fechado.

IMG_3157.JPG
Para facilitar a tarefa de deixar o crochê bem esticadinho,  preguei algumas das pontas com pedacinhos de durex transparentes –  sem grilos pois ficarão imperceptíveis por trás do bastidor.

 

IMG_3157.JPG

Depois fechei o bastidor com cuidado, tomando cuidado para manter a toalhinha de crochê bem esticada e centralizada.

 

IMG_3157.JPG

Parafusei a rosca e pronto. Poderia entrar para a categoria de projetos craft de 5 minutos, heim?

IMG_3157.JPG

Agora é só usar como display. Os buracos do crochê servem direitinho para pendurar brincos de pingente.

 

crochê3
Aí você me pergunta , como faço para pendurar colares ? Bom, eu usaria um bastidor maior (40 cm de diâmetro) e pregaria nele alguns botões para  funcionarem como ganchos para as correntes. Sacaram ? Bom, vou colocar me prática e se der certo mostro por aqui  :).

 

bastidor

27 jul 12
blogueira convidadaoutras técnicas
DIY: Pratos “cadê a comida que tava aqui?”
por Andrea

 

DSC_0076p

(Ideia e execução da colaboradora Estéfi Machado, mãe, designer, mãe, fotógrafa, mãe, ilustradora, mãe e muito crafiteira. Aqui ela bloga sobre suas feitorias criativas.)

Toda mãe (ou quase toda) sabe que em algum momento da vida o filho vai dar trabalho pra comer. Seja porque come pouco, come muito, ou não come isso, aquilo, ou aquilo outro daquela cor…

Meu filho Teo anda um pouco preguiçoso nessa temporada de férias, então meu marido resolveu contar o que a mãe dele fazia quando ele também tinha 5 anos. Que na época dele, ele só estaria liberado quando aparecesse a florzinha no fundo do prato! Mas que não valia empurrar! ;)

Inspirada nisso, fizemos pratos com a frase “cade a comida que tava aqui?” e um desenho de um dinossauro no meio.

DSC_0074p

Para escrevera frase, ensaiamos a lápis antes, e depois cobrimos as letras com a caneta Porcelain Painter, da Marabu– comprei a minha na Amazon mas deve estar disponível em lojas de materiais importados.  A boa dessa caneta é que, diferente das outras para porcelana, ela não precisa ir ao forno para fixar e aguenta lavagem até a máquina!

Uma opção nacional seria usar a Creative Marker da Compactor, com a diferença que esta você terá que colocar o prato no forno para fixar a cor- as meninas do Superziper já testaram e explicaram como usar aqui neste post.

 

DSC_0084p

E usamos a própria tinta da caneta pra cobrir um carimbo de dinissauro, presente do João, um amiguinho do Teo. Você pode fazer o seu próprio carimbo de borracha ou mandar fazer um carimbo com o seu desenho em lojas especializadas em carimbo.

A dica é que os carimbos com traços finos ficam melhores na hora de estampar no prato, os outros “empapam”.

Depois basta deixar secando por 36 horas para fixar bem. Um pouquinho de paciência nesta hora!

DSC_0077p

Fizemos até um outro pratinho menor, de sobremesa, para acompanhar o kit! ;)

DSC_0090p

Nhami Nhami :)

24 jul 12
casa craftoutros bla bla blas
Crafts nas prateleiras
por Claudia

Cabides encapados

Não, não vamos falar do novo Shopping Iguatemi JK. Mas eu estive lá por pouquinhas horas e dei uma passada na Zara Home. Gostei de ter visto vários produtos para a casa inspirados em técnicas manuais. Tinha tricô, crochê, costurinhas, fitas e outros aviamentos.

É um mini-post, para mostrar as poucas fotos que tirei por lá – sempre fico meio envergonhada de sair fotografando em lugares assim…

A la craft

. Adoro a ideia dos cabides encapados. Me lembram os anos 80. Quando eu era criança, as meninas costumavam ganhar isso de presente. Eu tinha só um azul que cuidava com o maior carinho.

. Porta-retratos com botões. Fazer um assim como este da foto exige matérias-primas mais específicas. Mas dá para se inspirar e colar os botões em relevo em uma moldura simples. Dá para repetir em casa!

. Esta toalhinha de crochê estava endurecida e foi levemente “afundada” (como se fosse um pratinho) e pode ser usada para colocar coisinhas.

. Avental infantil cheio de frufrus, para iniciar as crianças na cozinha. A Flô di Pá tem uns super fofos…

. O Snoopy não tem nada de craft, mas é um clássico. Quero voltar a ser criança para levar uma lancheira assim pra escola!

20 jul 12
outros bla bla blas
Palavras de mulheres prendadas
por Claudia

Dicionário da Língua Morta

O “Pequeno Dicionário Brasileiro da Língua Morta” é o tipo de projeto que eu adoraria ter feito. Muito bem escrito por Alberto Villas, é uma coletânea de ‘palavras que sumiram do mapa’. Li em uma entrevista, que a ideia surgiu quando ele chegou em casa falando para a filha pequena que “estava um bagaço” e ela não entendeu o que essa gíria significava. Daí que ele resolveu coletar palavras queridas e pouco usadas hoje em dia e colocou em um livro super bem-humorado e gostoso de consultar.

Engraçado que o livro fez ‘cair a ficha’ de que realmente já sou de uma geração passada, marcada por palavras e contextos que nem existem mais (ou são menos comuns). Ms só percebi lendo o livro, porque várias eu ainda uso como se fossem super comuns. “Putzgrila, isso também ninguém fala mais?” Coqueluche, creme rinse, decoreba, de fininho, inhaca, japona, lorota, muquifo, pandarecos, patavina, tiquinho… Muitas são tão familiares, palavras que a gente lia no gibi, tipo fiu-fiu, sirigaita, tampinha, teteia. E os xingamentos então, beiram a ingenuidade nos dias de hoje: panaca, palerma, tantã, bocó, boçal, jacu.

A estrutura do livro é como a de um dicionário. As palavras estão organizadas por ordem alfabética. E cada verbete segue a mesma estrutura: palavra + definição direta + historinha para contextualizar + palavra substituta para os dias de hoje. Vejam um exemplo:

cerzir
Costurar uma roupa puída.

Se já não se fala mais cerzir, imagine, então, puir. Mas cerzia-se muita roupa puída. As roupas não eram tão descartáveis como as de hoje. Rasgava, cerzia-se. Só se desfazia de uma roupa quando ela começcava a desmanchar. Toda mulher prendada sabia, além de lavar, passar, arrumar e costurar, cerzir. Costureiras estavam sempre cerzindo joelhos de calças de meninos que viviam arrastando-se pelo chão para jogar bolinha de gude.
Hoje, cerzir é fazer um reparo na roupa.

Definição de aviamento

Sou uma apaixonada por palavras. Elas realmente contam histórias e mostram muito do contexto, cultura e mentalidade da época em que eram usadas. Vamos então ver um retrato do mundo da costura, afazeres domésticos e moda. Reuni abaixo as palavras do nosso mundinho que aparecem listadas neste dicionário.

abotoadura – presilha para abotoar o punho da camisa social. Hoje, só os mais velhos usam abotoadura. Será?

alinhado – bem-vestido. Hoje, uma pessoa alinhada é uma pessoa chique.

alpaca – tecido fino feito com a pele de um animal chamado alpaca. Hoje, alpaca virou simplesmente tecido fino.

anágua – roupa íntima cheia de rendinhas. Hoje, anágua não tem nada correspondente. Sumiu do mapa.

armarinho – loja que vende miúdezas. Hoje, os armarinhos sobrevivem nos subsolos de shopping centers, mas não têm nada a ver com o Armarinho do Mitre.

aviamento – material de costura. Hoje, a palavra aviamento simplesmente sumiu do mapa.

bainha – barra da calça. Hoje, a bainha da calça virou barra.

chulear – coser a ponta de um tecido para que não desfie. Hoje, chulear continua sendo chulear, mas quase ninguém mais diz que vai chulear.

conjuntinho – combinação de duas peças de roupa. Hoje, o conjuntinho só é usado por pessoas com mais de sessenta anos.

coser – costurar. Hoje, coser é simplesmente costurar.

cotelê – tecido em veludo ondulado. Hoje, cotelê continua sendo cotelê, mas poucas pessoas falam.

engomar – passar a roupa com um preparado à base de goma. Hoje, engomar uma roupa é coisa rara.

fecho éclair – fecho utilizado em vestimentar. Hoje, fecho éclair é chamado simplesmente de zíper.

manequim – jovem que participa de desfiles de moda. Hoje, toda manequim é chamada de top model.

mantô – vestimenta usada no inverno. Hoje, o mantô virou um casaco.

meia soquete – meia de cano curto. Hoje, meia soquete perdeu o soquete e é chamada apenas de meia.

popeline – tecido de algodão feito de fios finos. Hoje, ninguém mais diz popeline. Diz simplesmente pano.

sianinha – fita ondulada usada principalmente em roupas juninas. Hoje, a pobre sianinha, coitada, anda esquecida, mas, quando chegam as festas juninas, continua sendo chamada de sianinha.

suéter – blusa de lã. Hoje, em vez de dizer suéter, diz-se agasalho.

tinturaria – local onde se lava e passa roupa. Hoje, tinturaria virou lavanderia.

tricoline – tecido leve de algodão sedoso. Hoje, ninguém mais especifica tricoline. Diz apenas pano.

Mas não nem se ofendam, é um livro de crônicas! Não vamos transformar isso em um bafafá! O autor é homem e talvez por isso tenha perdido contato com algumas das palavras que, nós por exemplo, continuamos usando a todo vapor, como tricoline e sianinha. Além disso, são palavras que pertenciam a uma realidade que um dia foi muito comum e hoje não é mais, por exemplo passar no armarinho, mandar um casaco para o tintureiro ou cerzir o joelho da calça. Outras, refletem a moda de uma época que passou, como usar conjuntinho e desejar aquela calça de veludo cotelê!

O livro é ótimo para ter em casa ou dar de presente. Não é porque eu adiantei aqui algumas palavras, que perdeu a graça. Afinal, é nas historinhas que está o maior resgate ao passado

E fica o convite para manter estas (e outras) palavras vivas. Assumo o compromisso de incluir várias nas minhas conversas, mesmo que me tachem de cafona e coroca ;-)

Página 1 de 3123