23 fev 16
outros bla bla blas
Manual para uma Vida Craft, o livro do Superziper!
por Claudia

Vem, gente!

Temos uma “super” novidade para anunciar. O primeiro livro do Superziper está saindo da gráfica e sendo distribuído para as principais livrarias do país!

“Manual para uma vida craft” foi escrito por nós em comemoração aos 9 anos do blog e está sendo publicado pela editora Panda Books.

Pensamos muito no que gostaríamos de ver publicado em papel, pensando em quem leria ou compraria o livro. Foi um desafio. Decidimos criar 20 projetos novos, que não estavam no site, com diversas dificuldades – do novo crafter a quem nos acompanha faz tempo. Mas não queríamos apenas um livro de passo-a-passo com fotos. Então fomos além e escrevemos vários textos explicando o movimento craft, como montar um espaço criativo, materiais para começar, como escolher a primeira máquina de costura e assim vai! Foi um longo (e delicioso) processo.

O vídeo abaixo mostra um pouco do making of e do que pensamos sobre o livro! Foi feito com muito carinho ♡ Para assistir e compartilhar!

Todos vocês que nos acompanham estão super convidados para o lançamento! Venham comemorar com a gente – será uma tarde inesquecível ♡

Sábado, 27 de Fevereiro de 2016
Das 17h às 20 horas
Livraria Blooks do Shopping Frei Caneca
Endereço: R. Frei Caneca, 569 – Consolação, São Paulo, SP
Confirme sua presença no evento do Facebook!
Como chegar: link para Google Maps

O livro do Superziper

FAQ sobre a venda do livro:
♡ já está a venda online no site da Editora Panda www.pandabooks.com.br
♡ a partir de 27/2 na na Livraria Blooks, que é o dia do lançamento, com sessão de autógrafos :-)
♡ em seguida, será distribuído para as melhores livrarias de todo o Brasil. Leva uns dias pela logística de distribuição, mas chegarão!
♡ vamos atualizando o post conforme surjam novos pontos de venda

21 fev 16
outras técnicas
DIY: Balão para festas
por Andrea

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Eu ando as voltas com os projetos de decoração do primeiro aniversário da minha filha (já!).  Como não podia deixar de ser, no quesito decoração, adivinha só….vamos  fazer tudo no melhor estilo faça-você-mesmo. Com o tema já escolhido comecei a arregaçar as mangas e colocar alguns projetos em prática. A primeira coisa que quis fazer  foram estes balões coloridos feitos com lanternas de papel arroz.

Resolvi registrar a produção para as mães  que já têm alguma festinha de criança na mira ou até para usar na decoração do quartinho dos pequenos. Dá para fazer em casa relativamente rápido e o efeito é muito bacana. Vem ver!

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O que usei:

1 Lanterna de papel arroz 30 cm de diâmetro

1 Cestinha de palha

4 folhas de Wax paper. Explico: este papel que aparece na foto é o equivalente ao papel manteiga, mas em versão colorida. Comprei na Daiso, mas se não encontrar, pode substituir pelo papel de seda colorido, daqueles mais grossos, para não correr risco de rasgar.

Linha para pipa

Washi tape fina

Papel de origami em cores variadas

Cola branca e de bastão

Estilete, régua, pincel chato de cerdas duras, tesoura, base para corte.

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Se for usar o Wax paper da Daiso, corte cada folha na diagonal, formando gomos conforme a foto. Coloque a cola branca em uma bandejinha de isopor, para facilitar a aplicação.

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Abra a lanterna e encaixe  a estrutura de metal por dentro, conforme as instruções. Ela é que vai manter a sua lanterna esticada.

Com um pincel chato, espalhe uma camada fina de cola na parede da lanterna e vá colando as folhas do wax paper, formando gomos. Se usar o Wax paper da Daiso você terá que emendar os gomos no meio, mas nem se preocupe pois depois de colado o papel a emenda não aparecerá.

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Faça quatro gomos de papel colorido na lanterna, conforme mostra a foto. Deixe secar.

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Para dar um acabamento e uma cor a mais, cole tiras de washi tape fina nas laterais de cada gomo.

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Corte dois pedaços de linha de pipa de 1,50 cm cada. Dê um nó bem apertado no centro, de forma a unir os dois pedaços de linha. 

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Posicione o nó central das linhas bem no topo da lanterna e aproveite para dar um nó no arame que sai do meio dela.

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Com os quatro fios pendentes pelas laterais, amarre as bordas da cestinha de palha nas quatro pontas, de forma deixá-la o mais  centralizada possível. Esta parte é a mais dificil, na minha opinião! Ajuda se você pendurar o balão em um varal e ir acertando manualmente o comprimento dos fios. Para ajudar nesta missão, fixe as quatro linhas na lateral da lanterna com pedacinhos de durex transparente.

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Corte pequenas bandeirolas de 5 cm no papel de origami colorido e cole-as com cola bastão num fio de linha. Monte um fio de bandeirolas de aproximadamente 60 cm de comprimento.

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Cole uma tira grande de washi por toda a circunferência da lanterna de forma a fixar o fio de bandeirolas

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Amarre um pedaço de linha de pipa na parte superior e seu balão está pronto para voar, ou melhor, pronto para ser pendurado.

Su-per-fan-tás-ti-co!

Para quem quiser comprar o material em São Paulo #ficadica:

  • Lanterna de papel arroz: Rua Galvão Bueno, na Liberdade, onde você encontra em várias lojas, em todos os tamanhos e cores.
  • Washi tape, wax paper, linha de pipa: comprei tudo na Daiso.
  • Cestinha de palha: Tok Stok ou Puppets da 25 de Março.

Dá para bolar mais coisas, encher a cestinha de flores, doces ou um bonequinho viajando e balão.

E aí, mais alguém planejando festinha com tema balão? Outro tema bacana? Me contem!

16 fev 16
costura
Como fazer uma sacola de camiseta
por Andrea

sacola camiseta
O que fazer com aquela que a camiseta ótima que você ganhou mas está muito grande para usar ou não faz muito o seu estilo ? Entre outras coisas, uma sacola! Daquelas para ter na bolsa e usar na próxima ida ao supermercado, já que não dá mais para contar com sacolinhas plásticas gratuitas.

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Foi isso que fizemos com esta camisetona do meu marido. O tamanho XG e a malha extra reforçada ajudaram na decisão. Não tem segredo nem mistérios apenas cortes estratégicos e alguns arremates.

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Primeiro, marque com giz as áreas para corte das alças (parte superior bem próxima à gola) e o fundo (parte inferior próxima à barra). Dicona: Facilite a sua vida e use um pratinho de sobremesa para marcar o corte das alças ;).

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Com uma tesoura bem afiada, corte o tecido em ambas as marcações.

Note que as alças da parte superior não precisam de acabamento pois a malha da camiseta, quando esticada, vai enrolar.

Para fechar a parte de baixo, costure a máquina em ponto reto ou zigue zague – se não tiver máquina pode dar pontos bem reforçados à mão, com linha dupla e agulha.

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No meu caso, como a camiseta era bem larga, costurei um pouco em ambas as laterais para estreitar a sacola.  Pode ser necessário, ou não, dependendo da modelagem e tamanho da camiseta que você escolher.

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Agora atenção para o detalhe que faz toda a diferença. Para fazer o acabamento no fundo, vire a sacola do avesso e costure marcando dois triângulos em ambas as pontas internas.  Corte o excesso de tecido com a tesoura.

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Sua nova sacola de camiseta ficará assim. Note o acabamento xuxu belezinha nas laterais do fundo.

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Dá para pirar nos modelos… Usar aquelas camisetas que mancharam ou que estão com pequenos furinhos. Enfim, vamos dar um novo uso para as roupas encostadas no armário. Uma outra possibilidade criativa é fazer ‘lã de malha”, que pode virar cesta, colar

04 fev 16
outros bla bla blas
Experiência em uma feira de trocas
por Claudia

Escambo de materiais

As feiras baseadas em trocas estão voltando a pipocar pelas cidades. Já tinha ouvido falar das trocas de brinquedos, livros, vinis e roupas. Mas nesta semana participei de uma muito especial e com tema que muito me interessou. Achei que vocês iam gostar de saber mais sobre esta experiência, principalmente porque ela se chamava 1º Escambo de materiais para Artesanato. O encontro nasceu como um evento de Facebook e rapidinho viralizou. De repente, quase 2000 pessoas confirmaram presença na feira que rolaria no Parque da Água Branca. Pelo jeito, mais pessoas em SP têm a síndrome de comprar materiais e não usar – ou como dizia o convite, pessoas que sofrem do mal chamado “quero todas as cores de lã dessa loja” :-)

Escambo de materiais

Para quem nunca participou de um evento assim, o funcionamento é simples. Faça uma rapa nas suas coisas que estão paradas faz tempo sem uso – o momento é de desapego. No local, coloque um pano ou uma toalha no chão e exponha o que trouxe. Os outros convidados farão o mesmo.

Escambo de materiais

Para facilitar, você pode escrever em um papel na forma de itens o que trouxe e o que tem interesse de receber em troca. O evento começa e as pessoas circulam pelo local. Quando “der um match” entre tenho e quero, a troca pode começar!

Escambo de materiais

Flagra de um momento de troca: um bastidor de madeira por alguns metros de fita em ponto ajour.

E aí, vale ou não vale? Quem diz isso não somos nós que estamos do lado de fora… As trocas acontecem quando existe um acordo comum entre as partes. Se as duas pessoas ficam contentes, a troca acontece! Não é legal insistir e nem forçar a situação. Com educação e bom senso, a coisa flui!

Confesso que quando cheguei no parque, estava um pouco tensa. Será que tinha trazido as coisas certas? Era pouco ou muito? Alguém se interessaria? A experiência seria legal ou me estressaria?

Decidi ser mais low profile. Guardei o que trouxe na mochila dentro de um saco tipo zip transparente e circulei pelos participantes. Caminhei devagar, olhando o que cada um tinha trazido, o que escreviam no papel. Depois de ver tudo, voltei para o começo onde tinha visto algo que me interessava. E fiz minha primeira abordagem. Não sabia muito bem como começar, então eu simplesmente disse: “Gostei disso aqui. Tem alguma das minhas coisas que interessa a você?”. Mostrei meus materiais. A menina mexeu, analisou, pensou, escolheu uns carretéis e perguntou “posso trocar por isso?” . Eu topei e a primeira troca aconteceu!

Fiquei super feliz em conseguir algo que queria e seria útil por outra coisa que estava parada em casa, sem uso – mas que para a outra pessoa fazia todo sentido e completava a lista de materiais de um projeto por fazer! Que demais…

Me empolguei com essa equação. Conseguir algo que me interessava sem precisar pagar já é sensacional. Mas também curti muito ver a mesma emoção rolando na outra pessoa, do outro lado. As trocas não eram silenciosas, pelo contrário. Rolavam histórias de onde aqueles materiais tinham sido comprados, como foram usados, porque sobraram. A troca virava uma conversa. O valor numérico do bem perdia o sentido e surgia um envolvimento. Em nenhum momento senti uma pressão de desigualdade. No fundo, os dois lados ficavam satisfeitos em ver que suas coisas ganhariam utilidade e continuidade.

Um restinho de novelo de lã amarelo vai virar cabelo de boneca. Uma linha de crochê marrom que nunca usei vai ser usada por alguém experiente na técnica. As sobras de miçangas que pouco usei foram para uma menina que vendia colares e pulseiras. Outra ganhou uns potinhos de plástico vazios para guardar suas coisinhas. E assim o tempo foi passando…

Trocas triangulares também rolaram – essas são uma modalidade mais avançada haha! Foi assim: gostei dos novelos que uma moça tinha, mas ela não se interessou por nada do que eu trouxe. Minha amiga, que estava ao lado, ofereceu umas sianinhas. Ela curtiu e topou concretizar a troca. Então depois, eu ofereci algo do meu pacote para ela, que escolheu etiquetas de roupas. Troca feita, as três felizes!

Ou seja, o que vale é se ajudar. Tinham pessoas até doando materiais. Porque a ideia era fazer a energia circular. Não queriam voltar para casa com algo que já decidiram que não seria mais usado.

Outra coisa muito legal que acaba acontecendo naturalmente são trocas de experiências. Uma dica de como usar isso aqui, outra de como fazer aquilo ali. As conversas vão rolando, trocam-se contatos, Whatsapp, trocas já ficam combinadas para a próxima feira. Eu mesa já separei uns pedaços de bambu para uma garota, uns papeis de scrapbook para outra, e assim vai surgindo uma empolgação já para o próximo evento.

Escambo de materiais

A vibe estava ótima! Todo mundo entendeu o funcionamento e fez altas trocas, tudo na paz e sem brigas. Para a próxima vez, vou me inspirar nestas duas coisas que vi:

  • colocar minhas coisas em uma caixa. Desse jeito, ganho mobilidade – posso expor no chão ou passear mostrando o que tenho. E os materiais das trocas que concretizaram, guardar na mochila ou em uma sacola separada para não confundir.
  • levar algo para comer que possa ser compartilhado. Estas participantes, por exemplo, estavam oferecendo pedaços de bolo e sanduichinhos. Entre uma mordida e outra, engatamos uma conversa e descobrimos vários interesses em comum!
  • separar os materiais na véspera (não na última hora!). Vou também deixar uma caixa para ir juntando as coisas ao longo do mês para o próximo evento.

Escambo de materiais

A Natália Nogueira, uma das organizadoras, fez um ótimo trabalho antes, durante e depois do evento. Se você pensa em organizar algo parecido no seu bairro ou sua cidade, vale a pena se inspirar nas recomendações:

  • pense bem no tema – precisa ficar claro no título e descrição do evento. Neste caso, foram apenas materiais usados para fazer artesanato e manualidades, por exemplo tecidos, botões, lãs, linhas, revistas, papéis, miçangas, etc.
  • evento de troca não pode envolver dinheiro. As pessoas não devem levar produtos para venda!
  • sugira aos participantes levar papel e caneta para anotar os produtos que tem para trocar e os que tem interesse em receber. Uma etiqueta ou crachá de identificação é bom. Cartões de visitas para quem usa/tem também.
  • sacolas para juntar lixo e deixar o local limpo também não dá para esquecer!
  • sobras do evento,caso as pessoas não queiram levar de volta para casa, podem ser encaminhadas para doação de alguma instituição de caridade.

Escambo de materiais

No final, saldo mais do que positivo para mim! Não tirei foto dos itens que levei, mas estes são os que consegui arrematar e levar para casa. Dá para ver que eu garimpei materiais bem saudosistas, como as tintas de tecido Abaeté (quem lembra desse fecho de metal?), as fitas de cetim (parecem para sapatilha de balé!), os fios de rayon (acho que nem existem mais…) e a tabuada do Ronald (brinde quase pré-histórico do Mc Lanche Feliz). Tudo o que adoro!

Os organizadores pretendem repetir o evento uma vez por mês. O próximo já tem data marcada e acontecerá no dia 20 de fevereiro, no MIS – Museu da Imagem e do Som.

Para saber mais, acompanhe pela página do evento e do grupo:

Os comentários estão abertos para mais dicas sobre participação em feiras de trocas. E também para histórias de quem participou neste primeiro escambo handcraft.

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