27 mar 15
blogueira convidadaoutras técnicas
DIY de Páscoa: Coelho articulado
por Andrea

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Projetos e fotos por Lívia Costa, da Coelhoshow

Olá leitora do Superzíper! Aqui é a Lívia Costa, da Coelhoshow, colaboradora a cada Páscoa e  sempre empolgada como se fosse a primeira vez – quem lembra dos Bunnegs e do saquinho orelhudo que apareceram por aqui em Páscoas passadas? Bem, mais um ano se passou e vou mostrar mais um projeto de DIY especial de páscoa, diretamente do meu ateliê. Espero que se empolguem!

Este ano tive a ideia de fazer um “Jumping Jack Bunny”. Eu explico! É um coelhinho de papel articulado e divertido que ao ser puxado dá um pulo parecido com um polichinelo. Talvez na infância você tenha tido um brinquedo com um mecanismo parecido – quem lembra do Palhaço Peralta da Estrela? Agora é hora de mostrar para a nova geração que os brinquedos simples e artesanais podem ser bem divertidos de fazer:

materiais

Você vai precisar de:
– Papel tipo canson ou cartolina;
– Tesoura;
– Lápis, borracha e caneta hidrográfica preta ( se for desenhar a mão livre);
– Colchetes para papel (veja este link para não errar);
– Linha de bordado ou lã fina.

– Fita para pendurar e argolinha para puxar.

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Primeiro, desenhe o corpo e a cabeça do coelho. Separadamente desenhe as perninhas e braços.
Caso você não seja muito pró no desenho eu deixo você “colar” do meu. Use os links abaixo para baixar um template  em tamanho real do coelho que eu fiz, basta imprimir e recortar.

Corpo :  https://www.dropbox.com/s/qv2djuq8k32dxb6/corpitcho.jpg?dl=0

Braços e pernas: https://www.dropbox.com/s/ebqhckqoh7rc3jv/patitas.jpg?dl=0

Se imprimir em papel sulfite, cole-o em uma cartolina. Ou desenhe direto em um papel grosso como a cartolina ou canson. O importante é que seu coelhinho de papel tenha alguma firmeza.

A

Faça dois furinhos com uma ponta de compasso, ou outro objeto pontiagudo, nas pernas, braços e um furo nos encaixes correspondentes no corpinho. Na imagem acima, as estrelas mostram onde posicionar os furos.

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Encaixe as partes usando os colchetes, e deixe sobrar um furo em cada membro.
Nesse furo que sobrou passe a linha de um braço para o outro e de uma perna para a outra.
Junte as linhas paralelas com uma linha perpendicular unindo as outras duas e deixando um fio mais longo. Desta forma ela vai puxar os braços e pernas criando o movimento de levantar os membros do coelho.

Agora que o mecanismo básico está pronto decore e dê vida ao seu coelho de Páscoa. Desenhe o rosto, barriga e orelhas. Não esqueça de  colocar uma cenourinha ou ovo de páscoa na mão dele.

coelho animado

Faça uma alça de fita e prenda atrás da cabeça do seu coelhinho e coloque uma argola no fio inferior para facilitar na hora de fazê-lo pular. Onde usar o Jumping Jack Bunny ? Onde quiser! Vale parede, armário, maçaneta, ele é um lindo enfeite.

Fácil e divertido de fazer, taí uma lembrancinha fofa, craft e diferente para dar nessa páscoa, acompanhando os tradicionais chocolates!

10 nov 14
blogueira convidadacostura
Top sites de moldes de roupas
por Andrea

Top sites de moldes de roupas
© Foto: Vivi Basile | Blusa costurada por Vivi Basile

Como você já deve ter notado, ultimamente estamos muito empolgadas com a ideia de costurar nossas próprias roupas em casa, vestindo literalmente por aí a nossa filosofia DIY! Por isso convidei Vivi Basile e a Katia Linden, amigas crafters que compartilham  desta mesma empolgação ‘costurística’, para falar como começaram e como tomaram as rédeas do seu próprio guarda-roupa. Pedi a elas o mapa da mina dos moldes online, os sites que elas sempre usam e que têm os modelitos mais bacanas e didáticos para quem está começando. Elas aproveitaram para contar as dicas sobre o que encontrar em cada site, quais moldes já baixaram e amaram!

Não tem mais desculpa para não tentar um vestidinho feito por você. Vem ver as super dicas da Vivi e da Kátia!

Blusa Belcara
© Foto: Vivi Basile | Vivi veste blusa Belcara costurada por ela

Costurando com Vivi Basile, do Ateliê Basile

Roupa feita em casa é algo que faz parte da minha vida desde que nasci. Quando era criança, meus vestidos eram costurados pelas minhas tias Armezina e Mariana, lá do interior de Minas. Eram vestidos simples, mas feitos com muito amor.

Quando me tornei adolescente, foi a vez da minha mãe Maria Antonia me vestir. Fui a muitas festas de 15 anos e bailes de formatura com roupas feitas por ela. Olhávamos juntas os moldes da revista Manequim e saíamos para comprar os tecidos. Ela sentia uma alegria imensa ao costurar corpetes estruturados por barbatanas, saias volumosas de veludo, vestidos de tafetá. Sentimos muita saudade dessa época. Serão lembranças que vão nos acompanhar pra sempre!

Assim, a costura surgiu na minha vida com muita naturalidade. Não pretendo deixar de comprar no shopping. E não enfrento dificuldades para achar o que eu gosto e me cai bem nas lojas. Mas, me sinto muito especial quando uso algo planejado e costurado por mim.

Estes são os meus sites favoritos para comprar moldes de roupas:

 Sew Over it 
Sou apaixonada pelo estilo retrô da inglesa Lisa Comfort. Tenho vontade de ter o armário dela todinho pra mim! Na loja virtual tem moldes em PDF e impressos. Eu comprei os impressos. Foram meses até chegar, mas valeu a pena esperar tanto! A qualidade do livreto de explicações é encantadora. Fiz a ultimate trouser e amei! Calça perfeita para trabalhar! Recomendo!

 Colette Patterns
Moldes lindos. Tenho vários, mas ainda não costurei nenhum! Na foto dá para observar que cada um tem um nome. Aliás, essa é uma dica: os moldes gringos são sempre “batizados”. Isso facilita bastante. É só fazer uma busca na internet para ver as centenas de versões. Um mesmo molde pode ter mil caras diferentes!

Aime Comme Marie
Curto muito o estilo da francesa Aime Comme Marie. Adoro os looks do dia que ela posta no instagram. Todos costurados por ela, claro! Ela tem um ateliê, onde vende as peças prontas, por encomenda e os moldes. Comprei a versão impressa do top/vestido Mistral. Em 2 semanas o molde já estava na minha casa. Fiz e amei! Pretendo comprar outros!

Sew Kate Sew
Projetos legais para iniciantes. Fiz o Penelope Peplum, em malha, e deu certinho. Tem moldes plus size. Ah! E algo muito legal para mamães: praticamente todos os modelos tem a versão mini. Para sair vestida igual a filhinha. Sensacional!

Republique du Chiffon
Mais uma francesa que me deixa tonta com tantas lindezas! Uh lala! Tem PDF e impressos. Um mais lindo do que o outro. Quero muito fazer um vestido chamado Viviane. Adivinhem por que?!

Sewaholic
A canadense Tasia faz moldes para quem “pear-shaped woman”. Sim, corpo em formato pera. Alguém se identifica?! Acho que metade das brasileiras vão responder: eeeeeu! Comprei a Belcarra Blouse em PDF (foto acima), costurei e amei o resultado. Já baixei o Renfrew Top (para malha), mas ainda não testei.

O Parisian Top, na foto que abre este post, é uma das minhas blusas favoritas! É de malha, bem molinha, super confortável, mas arrumadinha! A gola em algodão dá um toque retrô, moça comportada, que eu adoro! O acabamento da gola é meio chatinho e exige paciência, mas o grand finale compensa! Fiz duas e pretendo fazer outras.

Katia e sua blusa
© Foto: Katia Linden | Katia e sua blusa!

Costurando com Katia Linden, do Costura, Kátia Costura

Comecei a costurar em 2011. Naquela época, comecei a fazer bolsas, estojos e nécessaires e coisas para minha casa, para aprender as técnicas básicas. Quando ia comprar tecidos, sempre tinha algum que fazia meu coração bater mais forte e na minha cabeça já imaginava um vestido ( minha peça favorita) prontinho com ele.

Comecei a costurar roupas pelas peças mais simples, aquelas que nem precisam de molde pronto para fazer. Fazia alguns cálculos para desenhar uma saia godê ou uma saia franzida. Estas primeiras peças foram suficientes para que eu quisesse fazer outras mais, com aquele tecido escolhido a dedo e com as minhas medidas  – a melhor parte de fazer a própria roupa!

E foi assim que do ano passado pra cá, priorizei costurar minhas próprias roupas, compro pouquíssimas peças prontas. Tem sido muito desafiador e também muito gratificante. É maravilhoso poder sair por aí desfilando uma peça de roupa que você mesma fez. Espero que tenha gostado do meu post sobre a escolha de malhas para costurar suas próprias roupas

Parte dos moldes que eu uso, compro por sites da internet especializados. Os mais legais que eu conheço são de fora do Brasil, então foi preciso praticar um tanto o “costurês” em inglês.

Estes são os meus sites favoritos para garimpar moldes de roupas:

 

Colette Patterns  

É o meu site favorito para comprar moldes, onde sempre encontro modelos lindos, bem femininos e clássicos, sem serem caretas. Os modelos em malha são mais moderninhos, agradam a todos os gostos. Os moldes podem ser comprados em formato digital (você baixa um PDF para imprimir em casa e depois junta as folhas para formar o molde) ou em papel, que é enviado pelo correio.  Confesso que sou muito ansiosa e sempre compro no formato digital, que também é um pouquinho mais barato.

Um molde neste site custa de US$ 14 a US$ 18. Dá para comprar com cartão de crédito internacional ou por paypal. Eu acho que vale a pena, pois além de serem modelos muito bonitos, acompanham explicações bem detalhadas e ilustradas de como montar a peça. Eles fazem um “sewalong”, um tutorial através do site, ensinando as etapas detalhadamente, com muitas dicas e fotos.

Alguns deles acompanham “livretos” extra para fazer embelezamentos diferentes nas peças e deixa-las ainda mais exclusivas. Teve um vestido em que eu fiz uma das versões do molde, mas adicionei um detalhe na frente que eu vi neste e-book. O conteúdo acaba servindo também para outras peças que você costurar no futuro. Conhecimento a mais sempre é bom!

Quanto aos tamanhos, os moldes Colette tem uma boa variedade e, nos moldes mais recentes, tem mais opções de tamanho (do O ao 26 por exemplo). Eu, que não sou magra, costumo fazer as peças entre o tamanho 14 e 16 ou XL.

Através dos moldes da Colette Patterns eu já fiz estas peças:

Para quem quiser conhecer como funcionam estes moldes e produzir uma peça simples, o site disponibiliza dois modelos gratuitos: a regata Sorbetto (eu já fiz e ficou ótima) e um shortinho Madeleine para dormir.

Tenho ainda dois moldes Colette “na fila” para fazer: o vestido Monetta (em malha) e o vestido Dahlia, recém-lançado.

 

– Tilly and the Buttons

Site Inglês, que descobri recentemente.  Comprei o molde do vestido/blusa Coco e adorei! Fiz primeiro a blusa com golinha alta e manga ¾, depois fiz um vestido com gola canoa e manga curta. Isso é muito bacana! Você compra um molde e ele vem com pelo menos uma uma variação para escolher, pode ser de comprimento ou de algum acabamento. Dá inclusive para combinar partes e criar um novo modelo!

Assim como nos moldes da Colette, os moldes da Tilly também podem ser comprados para baixar (foi o que eu fiz) ou para receber pelo correio. Também vem com um tanto de informações, um pouco menos detalhadas exatamente porque tem o tutorial com fotos no blog.

No molde Coco também não fiquei no último tamanho. Antes de comprar o molde é bom consultar a tabela de medidas, então é bom já ter tirado suas medidas com fita métrica para comparar com a tabela fornecida, já que cada site tem sua própria numeração.

A única coisa que gostei no Coco foi o acabamento em ziguezague. Acabei substituindo pelo acabamento com a agulha dupla, que a Andrea mostrou em detalhes aqui.

Para os moldes americanos tem um passo a mais, de converter as jardas e as polegadas em metros e centímetros, mas isso é rápido e pode ser resolvido facilmente com calculadoras da internet.

 

Tenho alguns outros moldes que estão “na fila” para serem produzidos. Comprei após receber ótimas recomendações:

– Sewaholic

Site do Canadá. Comprei o molde do vestido Lonsdale, este veio pelo correio, pois ainda não possuía a versão digital (ele e outros moldes já tem as duas opções de compra).

– Liesl+Co

Esta americana é bastante conhecida pelos seus moldes infantis (Oliver+S), faz um tempo que também possui moldes para vestuário adulto. Comprei o molde do Girl Friday Culottes (que eu entendo como sendo uma saia-calça, achei legal demais), em versão digital.

Em todos sites há informação de quanto tecido é necessário e quais são os mais indicados para fazer a peça.

Que tal fazer uma peça de roupa super exclusiva? Acho que você vai gostar!

Blusa e cupcake
© Foto: Ruby Fernandes | Vivi comemorando a blusa nova ;-)

Obrigada costureiras Vivi Basile e Katia Linden que colaboraram com as dicas e fotos para este post.

27 ago 14
blogueira convidadaoutros bla bla blas
Faça você mesmo: Um casamento craft
por Andrea

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Por Tê Pires, blogueira convidada

Casar ainda é um sonho de muita gente… Com a gente foi meio diferente, e rápido! Nos conhecemos “velhos” e certos do que sentíamos. Morávamos junto há um ano quando decidimos casar no papel e usar alianças! Casamos em cartório, numa tarde de uma segunda-feira de abril aqui na nossa cidade, Brasília. E para que a decisão não passasse em branco, comemoramos logo depois, à noite. Foi um casamento para apenas 40 convidados, os queridos que mais conviviam com a gente, afinal, “a felicidade só é verdadeira se for compartilhada”.

Já tínhamos pés (e mãos) no mundo craft. Eu, designer, artesã, encadernadora, bordadeira e costureira amo criar fofuras com minhas mãos. Ele, analista de sistemas, mas amante das artes. Nada mais natural do que criar nós mesmos a nossa festa de casamento! :) E assim foi!

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Bem-vindos

Como palco para a celebração escolhemos um restaurante de Brasília super charmoso e que gostamos muito de ir, o Cantucci. Nosso casamento seria um “Mini-Weddings” – só depois descobrimos que o formato pequeno e inimista tinha este nome! Reservaram um espaço pra gente, mesas, iluminação. Para deixar a festa descontraída fizemos uma espécie de cartinha de boas-vindas, agradecendo a presença e explicando as opções de bebidas e comidas.

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Muitos pompons

Tudo começou com a paleta de cores. Como estávamos muito felizes e iluminados com o momento, optamos por tons de amarelo! Fizemos tudo com amarelo, branco e bege. Como materiais usamos papel, fita de cetim, pom-pom e botão. Neste ponto as coisas ainda não tinham forma, mas tinham muita imaginação.
Compramos novelos de lã nos tons escolhidos e começamos a fazer pompons de vários tamanhos, ainda muito sem saber como usar. Para facilitar comprei uma ferramenta que ajuda a fazer, o “Faz Pompom” da We Care About. E comecei a fazer sozinha.Fui aí que o Jorge descobriu que usava a ferramenta de forma errada! Foi a “descoberta” e a partir deste dia ele virou o expert em pompons!

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Buquê de botões

Mas eu tinha que ter um buquê de botões. Fui fazendo na intuição, sem muito método, porque não achei nenhum passo-a-passo muito bom. Fiz assim: usei arame de artesanato mesmo, maleável para unir os botões como queria, aleatoriamente, e fiz cada “flor de botão” individual. Depois de vários prontos fui unindo flor por flor pelos arames. Não consegui deixar os botões alinhados, não ficou um buquê perfeitinho, mas amei o resultado! Para o acabamento da parte que segura, usei fita de cetim. O mais legal, ao meu ver, é a variedade dos botões quando estão todos juntos no buquê. Tem botão de tudo quanto é tipo e tamanho. Amo isso! Mas deixo um aviso: fazer um buquê de botão É CARO! Botões são bem carinhos. É um projeto que exige paciência e tempo.

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Lapela do Noivo

Ainda falando em botões, para meu noivo combinar comigo, nossa madrinha fez uma flor de lapela, com botões nos mesmos tons do buquê. E ficou super charmoso no blaser que escolhemos para ele usar no dia do casamento!

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O móbile

Para a  decoração, juntei em móbiles muitos pompons e móbiles de coração. Os corações foram cortados com furadores de scrapbooking . Também penduramos fitas de cetim criando uma parede de móbiles que ficaria atrás da mesa de bolo. Os dois maiores desafios desse móbile que inventamos: 1) transportá-lo de casa para o restaurante: tivemos que enrolar um por um de forma que não se enroscassem e embalá-los individualmente; 2) Montar em uma área externa, onde venta, de forma que não se enroscassem.  Tivemos que montar na hora, um por um, e em baixo amarrar um fio de nylon até o chão para evitar que se mexessem muito. Mas ufa! Deu tudo certo e ficou lindooo de viver!

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A lustração alí a direita na mesa foi feita pela ilustradora Luda Lima. Ela ilustra lindamente com aquarela. O Jorge encomendou com ela uma ilustração nossa nossa e me deu de presente quatro dias antes no meu aniversário. Chorei de emoção! Fizemos uma “cópia” da original e levamos para estar lá no dia com a gente também. Era um item muito especial!

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A mesa

A mesa toda foi arrumada pela nossa amiga Ludmila que faz doces maravilhosos que “adoçaram” nossa festa! Tinha brigadeiro de paçoca, delícia de banana, Romeu e Julieta, tortinha de limão e o maravilhoso bolo de cenoura com cobertura de chocolate! Simples e maravilhoso! O naked cake mais gostoso e lindo que já comemos em nossa vida!

E repararam, né? Tudo conceitual, até o bolo tinha que ser amarelo!

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Enfeite para o bolo

Para o bolo ficar ainda mais charmoso fizemos bandeirinhas de papel mesmo com os dizeres  “Tê e Jorge” “Amo tu”. Fiz a arte das bandeirinhas no Corel, imprimi, recortei e colei na linha e depois arrumei nos palitos com o pom-pom colado nas pontas. Só no dia saberia como iria ficar e mais uma vez, deu super certo!

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Enfeites de mesa

Para os enfeites usamos uns potes de vidro comum mesmo, desses de loja de 1,99. Mas deixamos ele lindos com papéis rendados, corações e uma linha encerada enrolando o potinho e dando um laço. A ideia era ser os potes das “flores” de pompons no centro das mesas. Catamos gravetos secos naturais em uma visita a Pirenópolis – GO, uma cidadezinha que amamos ir e pronto! Aí foi só colar os pom-pons nos gravetos e selecioná-los para cada pote! Para segurar os gravetos nos potes usamos bastante sal grosso – diquinha boa, bonita e barata e que ainda tira mal olhado! Alguns convidados levaram os enfeites para casa e lá estão emanando amor até hoje.

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Alianças

Nossas alianças foram também feitas à mão, pela pela designer de joias Flávia Fagundes. Contamos a ela nossa história, como nos conhecemos, nossos sentimentos e certezas – ou não – e ela criou uma aliança inspirada por nosso primeiro passeio juntos foi de bicicleta. Ela desenhou a aliança com o conceito das duas rodas que se encontraram. Lindas! E para elas ficarem bem guardadinhas até a hora do “SIM”, usamos um porta alianças de tecido em formato de coração.

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Minha mãe fez esses corações de tecido para serem jogados para as convidadas. Afinal, ninguém imaginou que eu iria jogar o buquê de botões, né? Além de ser pesado, eu não teria como me desapegar dele. Foi então que tive a ideia de fazer vários corações fofos e pedi para mamãe costurá-los! Claro que ela incrementou a ideia e colocou ainda essas alianças em cada coração. Assim, todas convidadas puderam ganhar um coração. Afinal, amor é de graça e quanto mais melhor.

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Lembrancinhas

E você acha que acabou? Não!!! A última coisa que fizemos foram as lembrancinhas! Queríamos algo útil e que tivesse a ver com a gente então decidimos fazer um calendário de um ano. Eu fiz a diagramação e juntos, escolhemos as frases que acompanhariam cada mês, para trazer boas energias e amor. E, sugestões de algo diferente para fazer, como por exemplo: neste mês, faça um picnic no parque; ou neste mês leia um livro infantil; ou ainda, não podia faltar; neste mês ande todos os dias de bicicleta.

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Uma coisa eu garanto a vocês: uma celebração  feita pelos noivos, amigos e familiares, tem é muito mais gostoso e pessoal. O casamento fica rico, cheio de detalhes e principalmente, tudo com a carinha de quem fez. Claro que em festas grandes fica bem mais complicado, mas se sua festa for um “mini-wedding” como o nosso, super incentivo você a fazer pelo menos alguns detalhes que fazem toda a diferença!
Deixo aqui o meu muito obrigada a toda a equipe do Cantucci, que foi maravilhosa! Aos amigos que ajudaram, a mamãe e a cunhada/madrinha/fotógrafa/cordelista mais linda, Mari! A amiga Lud em especial, pelos doces e bolo maravilhoso.

Ao meu amor, que me inspira e que faz com que juntos, sejamos cada um, melhor! Amo tu, Jorge!

Texto: Tê Pires
Fotos: Mariana Leal Fotografia
Restaurante, comidas e bebidas: Cantucci
Doces artesanais: Senhor Doce!
Peças da mesa alugadas: Mabbela
Designer de Joias: alianças: Flávia Fagundes
Ilustração: Luda Lima

28 mai 14
blogueira convidadaoutros bla bla blas
Cadê meu pacote?
por Andrea

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Por Marcela Catunda, blogueira convidada.

Pluralizando minha angústia, onde estarão meus pacotes? Sim. Porque um foi e o outro simplesmente não chegou.
Onde andarão? Como estarão? Quanto custarão?
A encomenda lá perdida e eu … (pausa pra rima pobre)
Nem sei o que é pior, se é esperar por um pacote que não vem nunca ou enviar um pacote que nunca chega. É como ter que escolher entre a cruz e a espada.

De lá pra cá
Será que vai chegar esse ano ou em 2025? É meu dilema pergunta antes de clicar em finalizar quando o pedido é internacional. Haja imposto, haja dólar, haja expectativa. Se a encomenda vier do outro lado do continente então… É preciso estar com o eletrocardiograma em dia.
Meu status? Aguardando há quatro meses uma encomenda. (se sentindo fula da vida) – seguro mais uma vez a pobre rima pobre. Dessa vez quase que me escapa.

De cá pra lá
E enquanto encaro a senha 319 para postar uma encomenda, vou vibrando e desejando que ela chegue bonitinha a seu destinatário. É tudo que eu peço. E por garantia, me asseguro e taco o seguro.

– Por que demora tanto? Será que vai chegar em tempo? – pergunta a paciente cliente.
– Gostaria de poder responder. Com eu gostaria! – respondo sem resposta.

Mas esperar o que será meu é prejuízo lado de cá. Eu me viro, falo em terapia, xingo, exorcizo comendo um Charge, dois… O problema é quando a encomenda vai. Explicar que ela já foi e que de nossa parte foi em tempo, passar o número de rastreio e mais noventa e sete vezes no site dos Correios pra digitar o tal número e sossegar apenas quando a cliente disser “chegou”. Mesmo que esse chegou não seja seguido de mais nada, nem de um boa noite. A culpa da demora não é nossa, mas mesmo sem querer vai pro nosso pacote. E por falar em pacote…

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– Deu trinta e cinco reais – diz a moça pesando minha caixinha.
– Dá pra pesar minha preocupação? Não, esquece! Melhor não pesar senão vou ter que vender o carro parado ali no estacionamento do outro lado da rua que já começa com a bandeirada de 12 paus. Soma o seguro e me segura, por favor…

Cara, você já tentou estacionar na porta de um posto dos Correios? Em percentuais, acho que deve ser mais fácil ganhar sozinha na Mega da Virada. Certeza que é.
Tá somando?

Fora a preocupação que não tem preço.
É porque a gente despacha a encomenda pra Minas sabendo que ela pode chegar no Acre ou com sorte em Goiás, que pelo menos faz fronteira com o destino de origem.
Ok! Ok! Ok! Nem sempre é assim. Tem encomenda que a gente mal posta e já chega. Mas existe um Triângulo das Bermudas de Caixas Perdidas que a cada envio eu torço para não cair nem ser jogada.

A gente vai aprendendo a lidar com isso, mas não devia ser assim. A gente devia poder relaxar a cada envio, pegar o carro de volta pra casa escutando Dentro do Coração do Rádio Taxi e pensando tranquilamente no que fazer pro jantar e claro, para a sobremesa :D
E aí, qual o seus status?

Texto e fotos de Marcela Catunda, blogueira convidada.

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