28 mai 14
blogueira convidadaoutros bla bla blas
Cadê meu pacote?
por Andrea

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Por Marcela Catunda, blogueira convidada.

Pluralizando minha angústia, onde estarão meus pacotes? Sim. Porque um foi e o outro simplesmente não chegou.
Onde andarão? Como estarão? Quanto custarão?
A encomenda lá perdida e eu … (pausa pra rima pobre)
Nem sei o que é pior, se é esperar por um pacote que não vem nunca ou enviar um pacote que nunca chega. É como ter que escolher entre a cruz e a espada.

De lá pra cá
Será que vai chegar esse ano ou em 2025? É meu dilema pergunta antes de clicar em finalizar quando o pedido é internacional. Haja imposto, haja dólar, haja expectativa. Se a encomenda vier do outro lado do continente então… É preciso estar com o eletrocardiograma em dia.
Meu status? Aguardando há quatro meses uma encomenda. (se sentindo fula da vida) – seguro mais uma vez a pobre rima pobre. Dessa vez quase que me escapa.

De cá pra lá
E enquanto encaro a senha 319 para postar uma encomenda, vou vibrando e desejando que ela chegue bonitinha a seu destinatário. É tudo que eu peço. E por garantia, me asseguro e taco o seguro.

- Por que demora tanto? Será que vai chegar em tempo? – pergunta a paciente cliente.
- Gostaria de poder responder. Com eu gostaria! – respondo sem resposta.

Mas esperar o que será meu é prejuízo lado de cá. Eu me viro, falo em terapia, xingo, exorcizo comendo um Charge, dois… O problema é quando a encomenda vai. Explicar que ela já foi e que de nossa parte foi em tempo, passar o número de rastreio e mais noventa e sete vezes no site dos Correios pra digitar o tal número e sossegar apenas quando a cliente disser “chegou”. Mesmo que esse chegou não seja seguido de mais nada, nem de um boa noite. A culpa da demora não é nossa, mas mesmo sem querer vai pro nosso pacote. E por falar em pacote…

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- Deu trinta e cinco reais – diz a moça pesando minha caixinha.
- Dá pra pesar minha preocupação? Não, esquece! Melhor não pesar senão vou ter que vender o carro parado ali no estacionamento do outro lado da rua que já começa com a bandeirada de 12 paus. Soma o seguro e me segura, por favor…

Cara, você já tentou estacionar na porta de um posto dos Correios? Em percentuais, acho que deve ser mais fácil ganhar sozinha na Mega da Virada. Certeza que é.
Tá somando?

Fora a preocupação que não tem preço.
É porque a gente despacha a encomenda pra Minas sabendo que ela pode chegar no Acre ou com sorte em Goiás, que pelo menos faz fronteira com o destino de origem.
Ok! Ok! Ok! Nem sempre é assim. Tem encomenda que a gente mal posta e já chega. Mas existe um Triângulo das Bermudas de Caixas Perdidas que a cada envio eu torço para não cair nem ser jogada.

A gente vai aprendendo a lidar com isso, mas não devia ser assim. A gente devia poder relaxar a cada envio, pegar o carro de volta pra casa escutando Dentro do Coração do Rádio Taxi e pensando tranquilamente no que fazer pro jantar e claro, para a sobremesa :D
E aí, qual o seus status?

Texto e fotos de Marcela Catunda, blogueira convidada.

30 abr 14
blogueira convidadacasa craftoutras técnicas
DIY: Cachepô de papietagem
por Andrea

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Projeto e fotos por Alice Mantellato, blogueira convidada

Olá, meu nome é Alice Mantellatto, tenho 27 anos, sou artista plástica e arte educadora. Gosto de muitas coisas, mas as preferidas são abraçar minha gata Amélie e essa época do ano, quando o outono chega e tudo parece mais leve. Preparo um chá bem quentinho e aproveito a vida, sendo feliz com a simplicidade.

Divido meu tempo entre o trabalho com papel machê e aulas de Artes para crianças do 2º ao 5º ano, além dos afazeres domésticos, lazer e estudos. É um desafio a cada dia, mas quando vejo os resultados aparecendo, mesmo que em passos de formiguinha, meu coração se acalma.

Desde que descobri o papel machê, nunca mais parei de criar. É uma técnica versátil, acessível e apaixonante. Parece mágica quando pedaços de papel misturados em cola se transformam em peças coloridas e delicadas.

Fiquei super feliz quando a Andrea me convidou para elaborar uma peça de papel machê que seria o complemento do presente para o Dia das Mães. Pensei em algo simples e que pudesse fazer parte do dia a dia da mãe, decorando o cantinho preferido dela. Juntei o papel machê com flores e o resultado foi esse cachepô de papietagem!

Ficou com vontade de fazer um pra sua mãe? Vamos lá que eu te ensino, é bem fácil!

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Cachepô de papietagem

Você vai precisar de:
- Vaso de plástico
- Cola branca
- Papel manilha
- Jornal
- Pincel
- Tinta plástica (látex PVA) branca e colorida
- Guardanapo estampado
- Fita decorativa (opcional)
- Verniz acrílico
- Vaso com flor (para colocar dentro do cachepô)
- CMC (Carboximetilcelulose de sódio/ goma CMC), usada como espessante para modelagem de pasta americana.

Como fazer:

Primeiro, dilua a cola branca em um pouco de água. Pique o papel manilha em tiras de aproximadamente 5 cm. Com o pincel, passe a cola em cada tira e em seguida, cole uma por uma no vaso, incluindo a parte interna. Não deixe nenhum espaço sobrando entre as tiras.

papietagem

Depois que a primeira camada secar, cole a segunda camada,  dessa vez usando tiras de jornal. Por que usar dois tipos de papel? Quando intercalamos os tipos de papel na papietagem, conseguimos identificar as falhas com facilidade.

Quando você for colar a segunda camada de tiras de papel, utilize o CMC, que é facilmente encontrado em lojas de artigos para festas. Ele é um pozinho que misturado à água, vira uma espécie de cola em gel. Costumo usar o CMC para fazer a papietagem, pois além de render mais, não deixa as mãos “grudando”.

Por que usar dois tipos de cola? Na primeira camada, usamos a cola branca porque ela tem uma maior aderência ao plástico. Se usássemos o CMC, perderíamos o trabalho, pois depois de seco, o papel se descola facilmente do plástico do vaso.

cachepô em branco
Após aplicar duas camadas de papietagem, passe duas demãos de tinta branca no vaso.

Pinte a parte interna do vaso, com tinta da cor de sua preferência.

guardanapo

Em seguida, retire as duas “películas” de papel branco do guardanapo estampado, pique em pedaços médios e inicia a papietagem, que nesse caso, funcionará como uma decoupage.

cmc e decoupage

Utilize o CMC e um pincel. Cuidado para não colocar muita força no pincel, pois o guardanapo rasga com facilidade.
Pinte a parte de baixo do vaso com a cor de sua preferência.

Para proteger o cahepô, passe duas camadas de verniz acrílico por cima de tudo.

Se quiser dar um toque de fofura final, cole uma fita decorativa entre a decoupage e a pintura, para separar as duas área e dar acabamento.

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O cachepô pronto ficou assim. Pode ser usado sozinho como porta ‘coisas’ ou como suporte para uma plantinha.

Espero que tenham gostado da sugestão do presente! Convido você a dar uma passadinha no meu blog e conhecer um pouco mais do meu trabalho. Vou ficar muito feliz com a sua visita!

Beijos,

Alice Mantellatto

27 mar 14
blogueira convidadaoutras técnicastricô e crochê
Coelho de tricô mágico
por Andrea

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Olá, aqui é a Lívia da Coelhoshow e do Tudo Simples. Com Abril se aproximando  é hora de apresentar o meu já tradicional PAP de Páscoa aqui no Superziper. Eu explico. Meus avós criavam coelhos e galinhas no quintal e foi aí que tudo começou. Quando cursava Artes Plásticas criei um fanzine sobre um coelho, suas aventuras e paixões (um alter-ego?), cujo título era Coelhoshow. Por estas e outras, que algumas de vocês já sabem, coelhos são a minha paixão e especialidade. Explicações dadas, vamos voltar para o projeto craft de Páscoa.

Eu sempre fiquei babando nos amigurumis feitos de crochê e tricô mas, entre as minhas habilidades craft, essas técnicas não são nada avançadas. Sei subir carreiras  de cordões tricô. E só.

Por isso fiz este coelho pink pensando em você que é como eu, iniciante nas agulhas mas gosta de coisas fofas. Ao invés de tirar um coelho da cartola vamos tirá-lo de um quadrado de tricô. Eu mostro como.

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Você só precisa tricotar um quadrado, do tamanho que quiser. Fiz o meu com 20 cm e o resultado foi um coelho e 13 cm. Minha dica é evitar pontos muito largos para a trama ficar mais fechada e coelho não molenga demais.

Com linha de bordado da mesma cor da lã, alinhave um triângulo, como o pontilhado. Quando terminar, puxe a linha e… Surpresa! A cabeça e orelhas vão aparecer. É quase uma mágica ;). 

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Coloque fibra siliconada dentro da cabeça até ficar fofinha arredondada.

Coloque fibra no corpinho e para fechar, use a linha de bordado pespontando as costas do coelho. Coloque mais fibra, se necessário e alinhave em volta da abertura, para fechar. Puxe a linha para fechar e dar forma ao corpo. Seu coelho já está quase pronto, vamos aos toques finais.

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Para dar uma carrinha ao coelho, utilize botões e olhinhos de plástico. Pontos de bordado também fica bem legal. Não esqueça de colocar um pompom bem redondinho como rabo.

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Coelhos se reproduzem super rápido. Se pegar o embalo, aproveita para fazer uma ninhada inteira para presentear na Páscoa. Nem todo mundo curte ou pode comer chocolate então,  um pressentindo craft é sempre super bem vindo como alternativa de presente.

Gostaram?  Vamos papear por aqui ou então façam uma visitinha no meu blog.

17 mar 14
blogueira convidada
Plano B de bonito
por Andrea

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Por Marcela Catunda, blogueira convidada.

Oi :D

Meu nome é Marcela, tenho 46 anos e não passo um só dia sem dar um pontinho. Abertura só para iniciadas.
Quem me dera poder deixar meus afazeres tão inencontráveis quanto um ponto invisível. Ai, quem me dera. E eu costuraria com alegria os afazeres do dia a dia. Costuraria a máquina cheia de roupa pra lavar, bordaria o aspirador de pó sugando faminto os pelos dos meus gatos, crochetaria uma salada para o almoço, tricotaria um pudim de leite para nossa sobremesa e depois feltraria patinhos de borracha para os malditos banheiros. Vida perfeita!
Mas dentro da imperfeição de todo dia, existe também o trabalho de fora de casa e é preciso encará-lo com coragem e toda dose possível de felicidade. Essa é a única hora que eu consigo dividir bem minhas vontades e sentir igual alegria em ambas: escrever e costurar. Por determinação o escrever foi uma estrada trilhada no passado e por sorte o costurar é um caminho mais do presente. Das minhas estradas uma é ofício e a outra é sonho. É plano B de bonito! Eu quero.

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Enquanto isso, vou fazendo umas coisinhas sem muita pretensão, mas com muito, muito, muito carinho e todo o capricho que eu puder colocar. Sou muito “detalhes”. Eu queria até fazer uma citação ao Rei, mas depois daquele comercial daquela marca de carne, sei lá, brochei.

Ai, os finais de semana! Domingo, como eu te amo! Nesses dias eu me dou uns tempos e dentro deles eu vou pra net. Na maior parte das das vezes escondo meu cartão de crédito, em outras eu vou com ele aos sites dos sonhos onde é possível comprar qualquer felicidade, pelo menos naquele instante. E como tudo na vida são instantes, ou uma coleção deles, me jogo no www a procura de tecidos, rendas, fitas, botões, papéis, linhas e o que mais possa deixar ainda mais lindas as coisas que eu quero fazer. Tudo bem pouco, simples e de preferencia pequeno. Sou meio yard. Meio metro. Meia dúzia. Nada de mais. Sou de tudo bem pouco pra ter um monte de tudo. Será que deu pra entender?

Daí ontem eu vi um vaso num blog gringo feito com lata pintada. Coisa mais linda. Mas a última vez que eu pintei alguma coisa foi no dia dos pais de 1974. E daí mais adiante em outro blog encontrei um porta velas feito de vidro de palmito com fitas adesivas coloridas. Aí eu abri meu armário e fiz uma mistura dos dois. Só com a inspiração. O que é possível a gente fazer com um pouquinho de inspiração, né?!

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Meu nome é Marcela, tenho 46 anos, não passo um só dia sem dar um pontinho e sonhar com o que eu quero fazer amanhã.

Texto e fotos de Marcela Catunda, blogueira convidada.

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