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	<title>SuperZiper &#187; conversa crafty</title>
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		<title>Dia das crianças: Árvore de rolhas</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Oct 2011 14:08:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andrea</dc:creator>
				<category><![CDATA[conversa crafty]]></category>
		<category><![CDATA[outras técnicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Blogueiros convidados: Bonifrati Bonecos e Cia. Eu queria fazer um DIY  bacana para o dia das crianças mas não consegui a pensar em nada original a não ser projetos dos meus livros de infância favoritos, o Eu Que Fiz e o Brinquedos e Brincadeiras. Resolvi desta vez pedir uma ajuda para os amigos Bonifratis que rapidinho bolaram algo bem bacana e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="Arvore de rolha por super_ziper, no Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/super_ziper/6215362784/"><img class="aligncenter" src="http://farm7.static.flickr.com/6049/6215362784_cb7d7dee4e.jpg" alt="Arvore de rolha" width="500" height="381" /></a></p>
<p><strong>Blogueiros convidados: <a href="http://bonifrati.blogspot.com/" target="_blank">Bonifrati Bonecos e Cia.</a></strong></p>
<p>Eu queria fazer um DIY  bacana para o dia das crianças mas não consegui a pensar em nada original a não ser projetos dos meus livros de infância favoritos, o <a href="http://www.superziper.com/2009/05/livro-eu-que-fiz-abril.html" target="_blank">Eu Que Fiz </a>e o <a href="http://www.superziper.com/2011/05/brinquedos-e-brincadeiras-da-abril.html" target="_blank">Brinquedos e Brincadeiras</a>. Resolvi desta vez pedir uma ajuda para os amigos <a href="http://bonifrati.blogspot.com/" target="_blank">Bonifratis</a> que rapidinho bolaram algo bem bacana e especial para o Superziper: um <strong>mural de rolhas em forma de árvore</strong> &#8211; olha aí a oportunidade para os pais reaproveitarem rolhas usadas.</p>
<p>A Menina, a Fadinha e a Borboleta mostram como fazer:<br />
<a title="Arvore de rolha por super_ziper, no Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/super_ziper/6214845089/"><img class="aligncenter" src="http://farm7.static.flickr.com/6223/6214845089_7c35dda13a_z.jpg" alt="Arvore de rolha" width="428" height="640" /></a></p>
<p>1. Corte as rolhas ao meio com uma faca &#8211; pais podem  e devem ajudar nesta etapa.</p>
<p>2. Se quiser, pinte as rolhas e os palitos de dentes com tinta a base de água,  ou deixe-as com a cor natural.</p>
<p>3. Separe algumas rolhas na cor natural para fazer o tronco.</p>
<p>4. Desenhe uma árvore num papel.</p>
<p><a title="Arvore de rolha por super_ziper, no Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/super_ziper/6215360762/"><img class="aligncenter" src="http://farm7.static.flickr.com/6219/6215360762_b4f76faf1a.jpg" alt="Arvore de rolha" width="500" height="334" /></a></p>
<p>5. Perfure a rolha com palitos de dentes.</p>
<p>6. Corte o palito no meio e fixe o lado sem ponta na rolha já furada e aproveite o lado com ponta para furar outra rolha.</p>
<p><a title="Arvore de rolha por super_ziper, no Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/super_ziper/6214845955/"><img class="aligncenter" src="http://farm7.static.flickr.com/6051/6214845955_4393a57f95_z.jpg" alt="Arvore de rolha" width="428" height="640" /></a><br />
7. Junte as rolhas umas às outras, assim.</p>
<p><a title="Arvore de rolha por super_ziper, no Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/super_ziper/6215360486/"><img class="aligncenter" src="http://farm7.static.flickr.com/6236/6215360486_d676baa435_z.jpg" alt="Arvore de rolha" width="428" height="640" /></a></p>
<p>8. Monte as rolhas em cima do desenho da árvore até ficar com o mesmo formato. Retire o papel.</p>
<p>9. Fixe a árvore na parede. Nem é necessário colocar prego, pois a vantagem das rolhas é que o mural fica muito levinho  e pode ser sustentado por uma fita adesiva. Dá até para fixar e remover depois usando algo como um <a href="http://www.prittworld.com/br/produtos/para-afixar.html" target="_blank">prit mult tak </a>.</p>
<p>Agora você tem uma Árvore de Recados para decorar o seu quarto! Use tachinhas para pendurar suas fotos e recadinhos.</p>
<p>E os pais crafters podem usam a mesma técnica das rolhas para fazerem murais com outros formatos.</p>
<p>E  tem mais. Para o Dia dos Professores os Bonifratis fizeram um PAP de  <a href="http://bonifrati.blogspot.com/2011/10/molde-frutas-de-feltro-para-o-dia-dos.html" target="_blank">frutas de feltro, como molde e tudo</a>. Vai lá ver !</p>
<p>&nbsp;</p>


<p>Você poderá gostar de<ol><li><a href='http://www.superziper.com/2008/07/o-que-fazer-com-rolhas-de-cortica.html' rel='bookmark' title='O que fazer com rolhas de cortiça'>O que fazer com rolhas de cortiça</a></li>
<li><a href='http://www.superziper.com/2009/10/links-para-um-dia-da-crianca-crafty.html' rel='bookmark' title='Link Love Crianças'>Link Love Crianças</a></li>
<li><a href='http://www.superziper.com/2011/02/link-love-ideias-para-decorar-o-quarto-das-criancas.html' rel='bookmark' title='Link Love: Ideias para decorar o quarto das crianças'>Link Love: Ideias para decorar o quarto das crianças</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Singer entrevista Superziper</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Feb 2011 16:00:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudia</dc:creator>
				<category><![CDATA[conversa crafty]]></category>
		<category><![CDATA[outros bla bla blas]]></category>

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		<description><![CDATA[O blog da Singer fez uma entrevista bem bacana com a gente ! Aqui vai uma palhinha, quem quiser pode continuar a ler o texto completo lá no blog deles. Vocês têm uma influência da costura desde criança. Como foi que essa afinidade se tornou um blog? Nós nos conhecemos na época que cursávamos faculdade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.flickr.com/photos/super_ziper/5452497100/" title="Superziper no blog Singer por super_ziper, no Flickr"><img src="http://farm6.static.flickr.com/5291/5452497100_cebfe2cd35.jpg" width="500" height="286" alt="Superziper no blog Singer" /></a></p>
<p>O blog da Singer fez uma <a href=http://www.singer.com.br/blog/?p=262>entrevista bem bacana com a gente</a> !</p>
<p>Aqui vai uma palhinha,  quem quiser pode continuar a ler o <a href=http://www.singer.com.br/blog/?p=262>texto completo lá no blog deles</a>. </p>
<blockquote><p><b>Vocês têm uma influência da costura desde criança. Como foi que essa afinidade se tornou um blog?</b><br />
<br />
Nós nos conhecemos na época que cursávamos faculdade de Comunicação e sempre fomos fissuradas por trabalhos manuais, ilustrações e tudo que tem um toque criativo.<br />
<br />
<b>Andrea:</b> Minha família toda tem este perfil costureiro/crafter: minha mãe foi modelista profissional. Na época pré-internet eu sempre pedia para minhas tias ensinarem artesanato ou me matriculava em cursos para aprender a &#8216;fazer coisas&#8217;. Hoje aprendo técnicas diferentes em vídeos na internet.<br />
<br />
<b>Claudia:</b> Tenho uma história bem parecida, meu bisavô era costureiro, meu avô era modelista de bolsas em couro, minha avó fazia tricô, minha mãe costurava, desenhava e customizava roupas desde os anos 70 e meu pai adora usar ferramentas para arrumar as coisas de casa. Eu estava sempre por perto xeretando e assim fui gostando e aprendendo de tudo um pouco. Hoje o que mais curto é reaproveitar materiais e dar usos novos e criativos aos objetos do dia a dia.</p></blockquote>
<p>Aproveitem para <a href=http://www.singer.com.br/blog/>xeretar o blog </a> e ler os outros textos que já foram publicados &#8211; está no início, começou agora em janeiro desse ano. Ah&#8230; e o layout ficou uma graça, cheio de pespontos &#8211; deu vontade de imitar ;-)</p>


<p>Você poderá gostar de<ol><li><a href='http://www.superziper.com/2009/10/entrevista-com-cristiane-dias-da-raruti.html' rel='bookmark' title='Entrevista com Cristiane Dias, da Raruti'>Entrevista com Cristiane Dias, da Raruti</a></li>
<li><a href='http://www.superziper.com/2007/06/pimp-my-singer.html' rel='bookmark' title='Pimp my Singer'>Pimp my Singer</a></li>
<li><a href='http://www.superziper.com/2008/02/superziper-faz-1-ano.html' rel='bookmark' title='Superziper faz 1 ano !'>Superziper faz 1 ano !</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Entrevista com Cristiane Dias, da Raruti</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Oct 2009 04:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudia</dc:creator>
				<category><![CDATA[conversa crafty]]></category>
		<category><![CDATA[craft business]]></category>

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		<description><![CDATA[Levante a mão quem já viu esses produtos. Para quem não se lembra exatamente onde viu, aqui vai a dica: eles estão à venda em nas lojas da Tokstok. Algumas de vocês também já podem tê-los visto em revistas de decoração ou até mesmo no cenário de algum filme nacional ou novela. No meu caso, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><a title="Linha Rupestra (1) by super_ziper, on Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/super_ziper/4016029116/"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2548/4016029116_bb478e7f1d.jpg" alt="Linha Rupestra (1)" width="500" height="107" /></a></p>
<p>Levante a mão quem já viu esses produtos. Para quem não se lembra exatamente onde viu, aqui vai a dica: eles estão à <a href="http://www.tokstok.com.br/cgi-bin/WebObjects/TSVitrine.woa/wa/mostraJeito?ps=4,41,50883,50916">venda em nas lojas da Tokstok</a>. Algumas de vocês também já podem tê-los visto em revistas de decoração ou até mesmo no cenário de algum filme nacional ou novela. No meu caso, foi na Tokstok mesmo &#8211; eu adorava xeretar os produtos da parte &#8216;supermercado&#8217; da loja.</p>
<p>Vou contar como conheci a Cris. Estou eu em Londres, no ano passado, e uma amiga brasileira me pergunta se eu queria acompanhá-la em uma visita ao museu. Ela iria com uma amiga de Brasília, que estava passando uma semana na cidade após uns dias em Paris, onde tinha participado de uma exposição de artesanatos. Topei o passeio e lá fomos nós. Mais tarde, almoçando em um pub, descubro que a amiga da minha amiga era a *criadora* da linha <strong>Rupestra</strong>, os produtos da foto aí de cima. O que começou como um papo de bar entre amigas quase virou uma entrevista, tamanha a minha curiosidade pelo trabalho da Cris.</p>
<p>Muitos meses se passaram. Resolvi retomar os detalhes daquele dia e trazer para o Superziper. Faz tempo que a gente não falava de <a href="http://www.superziper.com/search/label/craft%20business">craft business</a> por aqui, não é? Achei que essa experiência era perfeita pra contar como exemplo de terceirização.</p>
<p>No caso da Cris, que é designer, a linha Rupestra nasceu de um projeto acadêmico, da época em que ela fazia mestrado em Londres, e chegou as prateleiras de um grande magazine. Independente da proporção que tomou, achei que valia a pena compartilhar a história. Serve para mostrar como as coisas acontecem, novos caminhos, possibilidades de terceirização de produção e conceitos de design. E também permite que quem tem ideias de desenvolver seus próprios produtos possa ter sonhos mais altos. Aposto que vocês vão gostar, o projeto todo é encantador.</p>
<p align="center"><a title="Cristiane Dias, da Raruti by super_ziper, on Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/super_ziper/4016029112/"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2531/4016029112_ff507bf739.jpg" alt="Cristiane Dias, da Raruti" width="500" height="242" /></a></p>
<p>Esta daí é a Cristiane Dias. A Cris mora em Brasília e tem sua própria empresa de design, a <a href="http://www.raruti.com.br/">Raruti</a>. Ela é publicitária de formação, pela Universidade de Brasília &#8211; UnB. Apaixonada por arte, cultura brasileira e outras culturas, fez mestrado em design pela Central Saint Martins. É cheia de contrastes &#8211; gosta de barro e adora tecnologia, é militante da preservação da memória nacional, mas também tem seu lado modernista.</p>
<p><strong>Claudia &#8211; Oi Cris, conta da época que você estudou em Londres</strong> ?<br />
Cris &#8211; Foi uma das melhores épocas da minha vida! Viver o contraste da vida inglesa me trouxe para mais perto do Brasil. Como sou apreciadora de tudo o que é diferente de mim, curti Londres felicíssima sem comparações saudosistas. Os ingleses pode sem formais, meio secos, mas são sem dúvida um povo distinto. Aprendi muito nas escolas que estudei, sobretudo na Saint Martins, que apesar de não ser uma escola difícil, me proporcionou estudar com pessoas do mundo inteiro e me instigou a pensar de outras formas. Viver fora de nosso habitat é uma experiência que só nos engrandece, recomendo a todos!</p>
<p><strong>Claudia &#8211; E como, vivendo na Europa, você escolheu pinturas rupestres para o tema do seu mestrado?</strong><br />
Cris &#8211; Ainda no Brasil, quando eu trabalhava no IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, já tinha fascínio pela estética pré-histórica, não só as pinturas como os objetos. Apesar de publicitária, sempre fui péssima vendedora. Na verdade tenho mais alma de artista que de publicitária, daí quando estava no mestrado, a questão da comercialização da arte e do design foi ficando forte para mim, o curso era sobre estudos em design mas falava de marketing também, é claro. Gosto de criar, mas o desafio do artista é produzir e vender, então coloquei na cabeça que desenvolveria uma linha com uma cara pré-histórica e meu desafio seria colocá-la no mercado. Isso só aconteceu dois anos depois de concluído o mestrado, já no Brasil.</p>
<p><strong>Cláudia &#8211; Conta sobre o processo com a Tokstok</strong> ?<br />
Cris &#8211; No início achei que não tinha muito haver com a linha deles, depois de ouvir algumas opiniões resolvi procurar um amigo de graduação, que trabalhava na central da Tokstok em São Paulo. Ele me ajudou abrindo as portas para apresentar o produto. Na época, ele foi claro dizendo que não poderia garantir nada, mas que apresentaria a linha Rupestra ao comitê de novos produtos. Passados uns 3 meses ele me liga dizendo que linha tinha sido aprovada por unanimidade!</p>
<p><strong>Cláudia &#8211; Mas como foi? O que exatamente você apresentou?</strong><br />
Cris &#8211; Protótipos. Algumas lojas preferem um folder antes, num primeiro contato, mas depois pedirão amostras. A Tokstok pede amostras.</p>
<p align="center"><a title="Linha Rupestra (2) by super_ziper, on Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/super_ziper/4016029120/"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2690/4016029120_3b3d1d4d06.jpg" alt="Linha Rupestra (2)" width="500" height="142" /></a></p>
<p><strong>Cláudia &#8211; Bom, continua. Você disse que tinha sido aprovada e &#8230;</strong><br />
Cris &#8211; Sim, fiquei super feliz e com um medo louco se conseguiríamos atendê-los. Confesso que no início foi caótico, imagine transportar cerâmicas do sul do Piauí para São Paulo! Era uma verdadeira epopéia, e ainda é, pois a oficina fica no meio do mato, estrada de terra, nas proximidades do Parque Nacional Serra da Capivara. Mas hoje em dia, depois de quase 7 anos é fluído, difícil, trabalhoso, mas fluído. Até o telefone e a internet chegaram na oficina! Aprendemos muito&#8230;</p>
<p><strong>Cláudia &#8211; Mas então quando você apresentou a linha Rupestra, já tinha nome, o esquema de produção já estava acertado, tinha preço e tudo mais?</strong><br />
Cris &#8211; Sim, já tinha nome, como foi um projeto de mestrado eu desenvolvi essa parte durante o curso, o conceito, nome e até um pequeno folder com fotos e explicação da coleção. Quando procurei a Tokstok, a linha já estava em produção, isso é básico antes de procurar uma loja. Lojista quer produto acabado e pronto para a prateleira. Minha fornecedora já tinha um know how em produção de pequena escala, mas tínhamos vendido apenas na exposição de lançamento, onde surgiram algumas encomendas de particulares. Também já tínhamos preço, mas teve muita negociação e adaptação às condições deles(embalagem, códigos de barra, transporte, impostos, etc). Acho importantíssimo o produto ser testado em pequena escala antes, depois, se surgir uma demanda de loja, ela também será gradual.</p>
<p><strong>Cláudia &#8211; Uma vez criado e aprovado, como foi decidir a formatação das outras etapas, tipo produção e logística?</strong><br />
Cris &#8211; A produção e logística realmente ficaram por conta da minha fornecedora. Eu cuidei basicamente das novas peças que nos foram solicitadas ao longos dos anos. Agora, a Tokstok tem todo um padrão pré-estabelecido, então já sabíamos que eles queriam caixas com 24 peças, códigos de barra em cada peça e caixa, que não aceitam cargas sujas e amassadas, que tem horários de entrega etc. Tivemos que nos adaptar, eles são os gigantes, mas são muito organizados.</p>
<p><strong>Cláudia &#8211; Hoje mudou muita coisa? Houveram adaptações? A linha cresceu, diminuiu?</strong><br />
Cris &#8211; Mudou, depois de quase 7 anos muita coisa muda. A linha cresceu, encolheu, atualmente é o que era no início cinco ítens (jantar sobremesa, sopa e café), chegou a ter 12 ítens incluindo linha de banheiro e até lençóis. Eu propus peças eles pediram outras, algumas não vingaram, outras fizeram muito sucesso. Atualmente a linha vende bem menos, mas como eles continuam pedindo, está ótimo. Não sabemos até quando a Rupestra terá fôlego, mas sem dúvida ela é uma caso de sucesso de vendas e aceitação no país. A meu ver, minha tese sobre produtos com a cara do Brasil se concretizou com essa cerâmica. Nós gostamos de nos identificar com nossas raízes. Isso é forte e pode vender muito.</p>
<p><strong>Cláudia &#8211; Você pensa em lança novas linhas?</strong><br />
Cris &#8211; Acabo de aprovar uma linha nova, se chama Koripó, é uma homenagem aos indígenas dizimados do Piauí, também produzida na Serra da Capivara. Foi lançada faz pouco tempo e já está nas lojas. Minha linha de desenvolvimento é bem étnica.</p>
<p><strong>Cláudia &#8211; Hoje qual o foco da sua <a href="http://www.raruti.com.br/">empresa</a>?</strong><br />
Cris &#8211; Ainda me dedico muito ao design gráfico, mais do que gostaria, apesar de desenvolver projetos quase sempre na área de patrimônio histórico. Gostaria de ter mais tempo para me dedicar a novos produtos culturais. Mas a demanda por produtos gráficos ainda é bem grande. Mas minha tendência é tentar investir mais na área de produtos que divulguem e valorizem nossa cultura. O desafio é ser menos artista no tempo das criações e um pouco mais ágil com o tempo do mercado. Se não, a vida passa.</p>
<p><strong>Cláudia &#8211; Quais dicas vc daria para pessoas que querem apresentar seus projetos, produtos ou linhas para lojistas?</strong><br />
Cris &#8211; Que produzam boas fotos, uma linda brochura ou folder, um kit bacana com produto, embalagem e folder. Mas vale fazer os contatos primeiro e descobrir o que eles preferem. No geral, um bom impresso sempre passa uma idéia de profissionalismo.</p>
<p><strong>Cláudia &#8211; E o que você acha de lojas virtuais, pretende vender pela internet?</strong><br />
Cris &#8211; Não. Cerâmica é um produto complicado e a venda direta para consumidor final é muito trabalhosa. Prefiro trabalhar com lojas, a frequência é mais certa, eles sempre precisam de produtos, já o consumidor direto nem sempre. Acho a internet fantástica, mas é um modelo de negócio que particulamente não me atrai. Se o artesão pretende fazer venda direta, então é um bom canal para iniciar o negócio, no entanto tem que haver muita proação, divulgação na própria net, rede de relacionamentos, etc, para que haja retorno. Na loja, o lojista cuida disso e o comprador vai até lá. O produtor ganha menos mas consegue ter mais tempo para criar e produzir. As cadeias existem não é a toa, seria ótimo se não existissem intermediários, mas infelizmente é muito difícil conseguir, criar, produzir e vender em escala.</p>
<p align="center"><a title="Linha Rupestra (3) by super_ziper, on Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/super_ziper/4016029126/"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2775/4016029126_6328ca638b.jpg" alt="Linha Rupestra (3)" width="500" height="135" /></a></p>
<p><strong>Cláudia &#8211; Alguma mensagem para crafters que investem no desenvolvimento de produtos com uma cara própria?</strong><br />
Cris &#8211; Acho que muito artesão não gosta da figura do intermediário ou tem medo da produção em escala. O importante é a franqueza na hora das negociações, e começar pequeno é ótimo, a gente cresce conforme nossas pernas. Eu confesso que dei um passo meio largo com a Tokstok, mas minha fornecedora já tinha infra e segurou o rojão, para ela foi uma oportunidade ímpar que deu muita visibilidade à oficina.</p>
<p>Esta entrevista ficou grande né? É que não consegui cortar o texto. Achei que eram tantas dicas boas que seria um desperdício editar as respostas. Eu achei a experiência da Cris super inspiradora. Espero que sirva de inspiração ou, no mínimo, de reflexão. E no melhor dos mundos, que motive os crafters que querem crescer a buscar outros caminhos como a terceirização.</p>
<p>Como sempre, o espaço está aberto para a sua opinião nos comentários.</p>
<p>E muito obrigada a Cris Dias por compartilhar conosco a sua história.</p>
<p>*************<br />
<strong>Também no Superziper:</strong> Todos estes pratos, xícaras e tigelas da Cris me fizeram lembrar de uma dica boa para quem, como eu, <a href="http://www.superziper.com/2007/05/eu-odeio-secar-loua.html">destesta secar louça</a>. Leia mais <a href="http://www.superziper.com/2007/05/eu-odeio-secar-loua.html">aqui</a>!</p>


<p>Nenhuma agulha pra você</p>]]></content:encoded>
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		<title>Bonecas pintadas a mão by Belle Goulart</title>
		<link>http://www.superziper.com/2009/02/belle-goulart-e-suas-bonecas-pintadas.html</link>
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		<pubDate>Mon, 16 Feb 2009 13:05:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andrea</dc:creator>
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		<category><![CDATA[outros bla bla blas]]></category>

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		<description><![CDATA[Graças a web a cada dia eu descubro crafters talentosos pelo mundo afora. E muitas das mais gratas surpresas nem estão tão longe assim&#8230;. Como é caso da super talentosa Isabelle Goulart, a Belle, que mora em Vianópolis, interior de Goias. Ela faz lindas bonequinhas de madeira personalizadas e pintadas a mão. O visual e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="left"><a title="bonecas belle goulart by super_ziper, on Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/super_ziper/3274797901/"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3479/3274797901_b6b528ec86.jpg" alt="bonecas belle goulart" width="500" height="300" /></a></p>
<p>Graças a web a cada dia eu descubro crafters talentosos pelo mundo afora. E muitas das mais gratas surpresas nem estão tão longe assim&#8230;. Como é caso da super talentosa <strong>Isabelle Goulart</strong>, a Belle, que mora em Vianópolis, interior de Goias. Ela faz lindas bonequinhas de madeira personalizadas e pintadas a mão. O visual e o formato das bonecas da Belle me lembraram, o <a href="http://www.flickr.com/photos/snaggs/104011183/">Avon Small World</a>, uma linha de cosméticos infantis dos anos 70 que eu tento colecionar (só tenho <a href="http://superziper.blogspot.com/2008/12/de-andrea-e-cludia-para-vocs.html">dois broches de perfume sólido</a>). Além disso ainda tem ainda toques de kokeshi japonês e matrioshka russa, que eu também adoro. Mas o que achei realmente genial, é que ela customiza cada uma das bonequinhas, colocando características da dona na hora de fazer a pintura. Vejam só a bonequinha feita para a Laura, da marca Laranja Limão. Ela assim como a Laura de verdade, a bonequinha dela faz patch numa máquina de costura da Janome e tem um cachorrinho Lulu da Pomerânia :</p>
<div align="left"><a title="bonecas belle goulart by super_ziper, on Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/super_ziper/3274797899/"><img style="width: 189px; height: 236px;" src="http://farm4.static.flickr.com/3534/3274797899_48e1fb66e2_m.jpg" alt="bonecas belle goulart" width="194" height="240" /></a> <a title="isabelle by super_ziper, on Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/super_ziper/3274797889/"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3434/3274797889_b24f819cd6_m.jpg" alt="isabelle" width="240" height="235" /></a></div>
<p>Não é demais ? Depois de uma olhada na galeria de bonecas eu já estava encantada com o trabalho e fui perguntar para a Belle como tudo começou. Ela me contou que é <em>crafter </em>desde pequena, incentivada pela família, sempre gostou de pintar e desenhar.Mas estava parada por um bom tempo, meio desanimada. Até que um dia ela resolveu pintar algumas <a href="http://www.flickr.com/photos/bellebellica/2690772918/">bonecas russas imitando o estilo matrioshka em cabaças</a> . O resultado foi tão bacana que elas naturalmente evoluíram para as bonecas atuais, que têm um visual próprio e são esculpidas pelo pai da Belle,<a href="http://www.flickr.com/photos/bellebellica/3184480155/"> com um torno para madeira </a>.</p>
<p><em>&#8221; O visual das bonequinhas foi surgindo naturalmente e acabou virando algo bem particular, como é hoje. Acho que mostra muito do que sou e o meu jeito de ser e de encarar a vida. Eu sou toda delicadinha, gosto de florzinhas, coraçõezinhos, e sorrisos. Vou confessar que tambem gosto de coisas simétricas, traços bem retinhos e nada de pintar fora da área determinada :P. Tem sido uma experiência fantástica para mim pintar essas bonequinhas. Cada uma delas tem uma história. Costumo brincar que a minha estante vive com bonequinhas de passagem, que nascem, e que depois se vão, pra morar em outra casa e encantar outros! &#8220;</em></p>
<p>Não demorou quase nada para que as bonequinhas virassem sucesso, graças ao boca-a-boca dos crafters na web. Hoje a Belle tem uma lista de pedidos gigante, que ela concilia com o seu trabalho de professora de inglês. Claro que eu já coloquei o meu nome na lista e aguardo pacientemente a minha bonequinha personalizada :)</p>
<p>Confira este e outros os trabalhos da <a href="http://www.flickr.com/photos/27189398@N08/">Belle Belica aqui</a>.</p>
<p>********************</p>
<p><strong>Também no Superziper:</strong> Sábado teve Meet Crafter aqui em São Paulo, agitado pelo <a href="http://www.marcamaria.com/">tio .faso </a>e com a presença de gente pra lá de bacana &#8211; <a href="http://www.flickr.com/photos/super_ziper/sets/72157613812199192/">fotos aqui</a> . Quem não foi perdeu :P.</p>
<p>Agora queremos saber quando será o próximo&#8230;.</p>


<p>Você poderá gostar de<ol><li><a href='http://www.superziper.com/2009/01/diy-croch-para-vestir-bonecas.html' rel='bookmark' title='DIY: Crochê para vestir bonecas'>DIY: Crochê para vestir bonecas</a></li>
<li><a href='http://www.superziper.com/2007/06/as-novas-bonecas-de-papel.html' rel='bookmark' title='As novas bonecas de papel'>As novas bonecas de papel</a></li>
<li><a href='http://www.superziper.com/2008/12/de-andrea-e-cludia-para-vocs.html' rel='bookmark' title='De: Andrea e Cláudia / Para: Vocês'>De: Andrea e Cláudia / Para: Vocês</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Conversa Crafty: Criz Paz, da Chez Cris</title>
		<link>http://www.superziper.com/2008/04/conversa-crafty-criz-paz-da-chez-cris.html</link>
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		<pubDate>Fri, 04 Apr 2008 22:56:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andrea</dc:creator>
				<category><![CDATA[conversa crafty]]></category>

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		<description><![CDATA[Faz um bom tempo que planejo trazer a Cris Paz para esta seção e finalmente pintou o momento ideal. Não sei se vocês também repararam que negócios é um assunto que não quer mais calar entre crafiteiras do Oiapoque ao Chuí. Parece que muita gente está querendo achar o caminho para fazer crafts melhores e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Faz um bom tempo que planejo trazer a <strong>Cris Paz</strong> para esta seção e finalmente pintou o momento ideal. Não sei se vocês também repararam que <strong>negócios</strong> é um assunto que não quer mais calar entre crafiteiras do Oiapoque ao Chuí. Parece que muita gente está querendo achar o caminho para fazer crafts melhores e mais criativos, tornando seu negócio mais profissonal.<br />
Com isso em mente lembrei de cara da <strong>Chez Cris</strong>, que para mim é um bom exemplo de marca craft bem sucedida. Conheci a Cris Paz quando um belo dia viramos contato no Flickr e ela ainda fazia bijoux. Progessivamente testemunhei a Cris ir aumentando a sua linha de produtos. Cada hora ela inventava uma novidade: apareceram broches em tecido, toys fofos, sacolinhas e os kits Soninho, Lanchinho (o que será que virá em seguida ?). Sempre me chamou muito a atenção o fato da Cris divulgar brilhantemente a sua marca, conseguindo expor muito bem seus produtos nos grandes veículos. Qual será o segredo dela ?<br />
Aqui está a conversa com a Cris Paz, jornalista, marketeira e, acima de tudo, crafter de mão cheia:</p>
<p><a title="crispaz by super_ziper, on Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/super_ziper/2387469877/"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2350/2387469877_62f30311a6.jpg" alt="crispaz" width="500" height="214" /></a><br />
<strong></strong><br />
<strong>A: Conte como foi o começo da Chez Cris </strong><br />
C: A Chez Cris nasceu há mais de quatro anos. Eu estava estressada e com o colesterol alto, trabalhando muito. Na época, o médico recomendou que buscasse um <em>hobby</em>, então comecei a fazer bijoux com peças de vidro entrelaçadas, um mix de técnicas russa e japonesa. As peças começaram a fazer sucesso entre as amigas e amigas das amigas. O meu lado empreendedor acreditou no potencial da coisa e dei um passo importantíssimo participando de uma feira de negócios para o mercado dos acessórios de moda – a Mostra Acessórios. O evento é voltado para os lojistas e foi lá que percebi um outro caminho possível. Explico melhor. Os colares, como eram feitos com matéria-prima importada e com técnicas apuradas, precisam de uma embalagem à altura do produto, que protegesse as peças e que ainda tivesse valor agregado. Às vésperas da feira, pequei uns retalhos de feltro e fiz embalagens. Nada demais. Na feira percebi que os lojistas gostavam dos colares, mas amavam a embalagem !!! Confesso que a princípio fique bem frustrada. Mas nesta hora, precisamos ser o mais racional possível e ter a humildade de “ver com os olhos de enxergar”. Uma lojista propôs que criasse um produto para ela, partindo do que era a embalagem. Fiz os estudos, os testes e eles aprovaram o protótipo. A partir daí, a Chez Cris tomou outro rumo e há um ano estamos trilhando novos ares, trabalhando com toys em tecido, o que tem sido muito legal.</p>
<p><a title="cris3 by super_ziper, on Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/super_ziper/2388705072/"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3182/2388705072_06c1efa6e4.jpg" alt="cris3" width="490" height="204" /></a></p>
<p><strong>A: Toda estratégia de marketing trabalha os 4 P&#8217; s ( produto, preço e ponto de venda)</strong> . <strong>Com é isso pra a Chez Cris ?<br />
</strong>C: Trabalho os 4ps da seguinte maneira:<br />
<strong>* Produto:</strong> Nosso foco é apresentar ao mercado sempre produtos diferenciados, para isso muita pesquisa e mente aberta as possibilidades.<br />
<strong>* Preço:</strong> É um capítulo essencial do negócio. Vejo que muita gente pratica preço muito baixo, o que não saudável nem para o negócio dela e muito menos para o mercado. Certa vez conversei com um consultor do Sebrae que disse que o segredo de uma empresa sadia é saber precificar os produtos. Por isso, na Chez Cris assim que um item novo fica pronto, colocamos todos os custos numa ficha técnica. Isso facilita para achar o preço justo daquela peça. No meu caso, tenho duas tabelas: atacado e varejo, sendo que a última contém o mesmo preço de venda sugerido ao lojista.<br />
<strong>* Promoção:</strong> Temos uma planilha de ações só para promover as linhas de produtos, sempre focando os nossos dois públicos: atacado e varejo.<br />
<strong>* Ponto-de-venda:</strong> No meu caso é importante estar em vários pontos-de-venda que tenham o perfil certo. Hoje estamos em São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Juíz de Fora e Rio de Janeiro, em cerca de 16 lojas. E com representantes na Inglaterra e França.</p>
<p><a title="crisduplo by super_ziper, on Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/super_ziper/2387461427/"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2034/2387461427_a338496254.jpg" alt="crisduplo" width="500" height="214" /></a></p>
<p><strong>A: E como surgem as idéias e conceitos para os seus produtos ?</strong><br />
C: Acredito que os produtos devem nascer partindo da necessidade das pessoas. E percebo que, cada vez mais, isso é valorizado no mercado. Para mim, tudo pode virar produto, deste que tenha um conceito. O <strong>Kit Soninho (foto acima) </strong>, por exemplo, surgiu depois de uma longa, quase eterna, viagem de avião. No mesmo que eu e meu marido estava um casal e suas filhas, de 6 e 3 anos. Os pais não se prepararam para entreter as meninas durante uma viagem de 12 horas ! A menor foi chorando sem parar durante as 5 primeiras horas do vôo. Imagina a situação, todo mundo irritado e a mãe não levou sequer a bonequinha preferida da menina. Aquilo foi traumatizante para todos a bordo, mas principalmente para a criança. Desci do avião jurando que iria criar algo que levasse o conforto e o bem-estar que a criança tem dentro de casa para o lugar que ela fosse. Criei o Kit Soninho!<br />
Eu vivo tendo idéia, claro que algumas vingam outras não. A <strong>boneca Greta</strong> nasceu nas escadas rolantes durante um passeio no shopping. Ando sempre com caderneta (mania de jornalista) e caneta na mão.</p>
<p><strong>A. O que você acha dos sites de venda de produtos artesanais direto ao consumidor como Etsy e Elo7 ? A Chez Cris já abriu loja em algum ?</strong><br />
C: Faz um tempão que estou para fazer minha loja no Etsy, está no meu planejamento para o primeiro semestre ! Acho importante e essencial participar deste tipo de site, sem contar que é uma plataforma de exportação para os seus produtos. Estou iniciando o Elo 7, porém acho que ainda tem muita coisa pra acertar no site. Acredito que ambos sejam interessantes do ponto de vista comercial, mas é importante saber que eles não andam sozinhos. Não adianta ter uma loja virtual e ficar esperando os compradores, são necessárias várias ações de marketing para que a roda gire.</p>
<p><a title="Conversa Crafty: Chez Cris by super_ziper, on Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/super_ziper/2388299274/"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2045/2388299274_26e11b07d7.jpg" alt="Conversa Crafty: Chez Cris" width="490" height="204" /></a></p>
<p><strong>A: Como você trabalha a exposição da Chez Chris na mídia ?</strong><br />
C: Existe toda uma programação de divulgação da marca. Tem de ter foco. O fato de eu ser jornalista e ter também uma empresa de comunicação ajuda bastante. Não existe uma fórmula mágica na divulgação. Mas um ponto pode ajudar: crie produtos inovadores e divulgue para os veículos certos. Os jornalistas são formadores de opinião e gostam de ter acesso às coisas bacanas muito antes de chegarem ao mercado, portanto, eles procuram criatividade e inovação, sempre.</p>
<p><strong>A: Dê uma dica de negócios para as crafter brasileiras</strong><br />
C: Acompanho muitos blogs de crafters internacionais e percebo que lá fora o craft é levado com muita seriedade e profissionalismo, coisa que ainda não acontece no Brasil. Mas acho que tudo tem um começo, acredito que podemos iniciar o processo de amadurecimento deste mercado, que tem muito potencial de crescimento.</p>
<p>Confira mais da Cris Paz:<br />
O blog da Cris Paz , <a href="http://ahtatudobem.blogspot.com/">Ah!!! Tá&#8230; tudo bem&#8230; </a><br />
O blog da Chez Cris, <a href="http://chezcris.blogspot.com/">Acessórios e Toys </a><br />
<a href="http://diferencialdecomunicacao.blogspot.com/">Diferencial de Comunicação</a></p>
<p>**********************************<br />
Espero que tenham gostado da entrevista.<br />
Ah, semana que vem tem uma surpresinha aqui no Superziper que acho que vocês vão gostar. Só posso adiantar que também envolve a Cris :). Aguardem !</p>


<p>Você poderá gostar de<ol><li><a href='http://www.superziper.com/2007/08/conversa-crafty-alejandra-da-bijapy.html' rel='bookmark' title='Conversa Crafty, Alejandra da Bijapy'>Conversa Crafty, Alejandra da Bijapy</a></li>
<li><a href='http://www.superziper.com/2007/03/conversa-crafty-carol-grillo-da.html' rel='bookmark' title='Conversa Crafty: Carol Grilo da FofysFactory'>Conversa Crafty: Carol Grilo da FofysFactory</a></li>
<li><a href='http://www.superziper.com/2007/07/conversa-crafty-miriam-da-elefante-vida.html' rel='bookmark' title='Conversa Crafty: Miriam, da Elefante é a Vida'>Conversa Crafty: Miriam, da Elefante é a Vida</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Conversa crafty: Pose Dolls, com Bia &amp; Luis</title>
		<link>http://www.superziper.com/2008/02/conversa-crafty-pose-dolls-com-bia-luis.html</link>
		<comments>http://www.superziper.com/2008/02/conversa-crafty-pose-dolls-com-bia-luis.html#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 22 Feb 2008 00:19:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andrea</dc:creator>
				<category><![CDATA[conversa crafty]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu lembro de ter visto uma destas quando era criança, decorando uma estante na casa de uma tia. Cresci e esqueci completamente deste fato. Até que recentemente vi as mesmas bonecas pipocando no Flickr e tive um dejá-vu. Encafifada, resolvi investigar mais a fundo. Descobri que trata-se das Pose Dolls, uma tradução do original japonês [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="pose dollies by super_ziper, on Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/super_ziper/2281014347/"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2030/2281014347_d2ba70bbe7.jpg" alt="pose dollies" width="495" height="330" /></a></p>
<p align="left">
<p>Eu lembro de ter visto uma destas quando era criança, decorando uma estante na casa de uma tia. Cresci e esqueci completamente deste fato. Até que recentemente vi as mesmas bonecas pipocando no Flickr e tive um <em>dejá-vu</em>. Encafifada, resolvi investigar mais a fundo. Descobri que trata-se das <strong>Pose Dolls</strong>, uma tradução do original japonês <em>Posu Ningyou</em>. São bonecas artesanais, recobertas de tecido e que possuem um look característico que é super retrô e (porque não) meio<em> kitschy</em>.<br />
Fui atrás dos dois maiores conhecedores do assunto no Brasil, os amigos <strong>Bia Braune</strong> (autora do livro <em>must have</em> <a href="http://oglobo.globo.com/cultura/revistadatv/mat/2007/07/13/296769312.asp">Almanaque da TV</a>) e o<strong> DJ</strong> <strong>Luis Cláudio. </strong>Eles se conheceram por causa deste hobby, e juntos, têm uma coleção de mais de 140 pose dolls ! Simpaticissímos, toparam responder minhas perguntas nesta entrevista em dose dupla.</p>
<p><strong>Andrea: As Pose Dolls ainda são bem raras no Brasil. Como vocês conheceram estas dolls e quantas têm hoje no total ?</strong><br />
<strong>Luis:</strong> Coleciono a muitos anos, mas minha coleção ficou mais robusta de uns quatro anos pra cá. Conheci essas bonecas através da minha tia, quando era criança. Tenho hoje em dia umas 70 bonecas!<br />
<strong>Bia:</strong> Sempre foi uma apaixonada pelo design retrô, o que naturalmente me levou ao vintage japonês das décadas de 50, 60 e 70. Também sou fãzoca do <a href="http://www.naitou-rune.jp/">Rune Naito</a>u, ilustrador e designer de bonecas com olhos enormes, saias godê, guarda-chuva e quetais. Daí me apaixonar pelas Pose Dolls foi só um passo. Em 2004, elas começaram a aparecer mais pela internet e desde 2006 venho levando a coleção a sério. Devagarzinho e sempre, juntei quase 70 bonecas &#8211; e se tudo der certo, a coleção vai continuar. Cheguei a transformar o meu quarto de empregada em uma espécie de templo <em>kawaii das</em> Pose Dolls. Do contrário, poderia ser soterrada por elas.</p>
<p align="left"><strong>Andrea: Quais os tipos de Pose Doll ? Existem diferenças entre elas ?</strong><br />
<strong>Bia:</strong> As verdadeiras Pose Doll, diferente das Bradley Dolls (produzidas de forma industrial na Korea), são totalmente feitas a mão, são de tecido e foram feitas baseadas nas bonecas francesas <em>Bodouir,</em> das décadas de 20/30. As Pose Dolls foram feitas no Japão a partir do final dos anos 50 e ficaram populares nos anos 60. Se sabe muito pouco sobre essas bonecas pois não existe um fabricante ou artesão.<br />
Coloco apelidos para classificá-las em três tipos : as &#8220;pernaltas&#8221;, as &#8220;sentadinhas&#8221; e as &#8220;musicais&#8221;. Tenho um carinho todo especial pelas pernaltas porque elas são adoravelmente desproporcionais. Não gosto de bonecas realistas, com cara de gente: prefiro rostinhos mais caricaturais.<br />
<a title="Pose doll (by  dj_ambient ) by super_ziper, on Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/super_ziper/2277420194/"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2400/2277420194_fddc088a1a.jpg" alt="Pose doll (by  dj_ambient )" width="495" height="370" /></a></p>
<div align="left"><strong>Andrea: As Pose Dolls são muito antigas e geralmente estão deterioradas pelo tempo. É possivel restaurá-las?</strong></div>
<div align="left"><strong>Luis:</strong> Como elas têm de 30 a 40 anos de idade, são realmente super frágeis. Eu tiro sujeiras, arrumo danos no vestido, cabelo despenteado e até danos estruturais, como pescoso quebrado. Quando vêm perfeitas eu só coloco as mãos e as pernas na posição correta. As vezes as dolls requerem um interferência mais radical . Neste caso eu chamo de <em>Extreme Make-Over bonecal</em> . As vezes eu troco toda a roupa, criando outro modelo. No rosto até nova maquiagem pode rolar. Sem nunca descaracterizar o estilo dela, é claro. (A dupla da foto acima, passou por restrauração nas mãos do Luis !)</div>
<p>&nbsp;</p>
<p align="left"><a title="Pose doll (by  dj_ambient ) by super_ziper, on Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/super_ziper/2276626681/"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2306/2276626681_775f17fc6c.jpg" alt="Pose doll (by  dj_ambient )" width="500" height="367" /></a></p>
<p><strong>Andrea: E quais as suas dicas para garimpar uma Pose Doll ?</strong><br />
<strong>Bia:</strong> A boneca tem que ter potencial. Não precisa estar 100%, mas não compro nenhuma que tenha sido devorada por traças! O rosto, por exemplo, não pode estar borrado na região dos olhos. Como ela é toda recorbeta por tecido, não há como restaurar um borrão com mais de 40 anos de idade. Alguns amassados até podem ser tapeados, mas rasgos são igualmente fatais &#8211; não há conserto para eles. De resto, há sempre como ajeitá-las. Quando elas vêm deterioradas mando para o Luis que restaura as minhas bonequitas em semi-petição de miséria. É ele quem cola os fios de cabelo, faz novas roupas, inventa botinhas que escondem estrategicamente algumas pernas machadas. O homem é o mago das Pose Dolls !</p>
<p><span style="font-size: 85%;">(Veja </span><a href="http://www.flickr.com/photos/dj_ambient/2245215395/"><span style="font-size: 85%;">aqui </span></a><span style="font-size: 85%;">uma boneca que foi restaurada pelo Luis e digam se a Bia não tem razão)<br />
</span><br />
<strong>Andrea: E vocês têm alguma Pose Doll favorita das suas coleções ?</strong></p>
<p><strong>Bia:</strong> Escolher apenas uma seria impossível. Gosto de imaginar que as minhas Pose Dolls &#8211; feitas à mão há pelo menos 40 anos &#8211; viajaram meio mundo e já habitaram muitos lares antes de chegar à minha casa. Essas bonecas são verdadeiras sobreviventes!<br />
<strong>Luis:</strong> &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;(ele confidenciou que tem algumas que ama mais, mas vamos deixar nomes em segredo para não melindrar as outras dolls)</p>
<p>Mais fotos, para que você mesma escolha a sua preferida:</p>
<p>* <a href="http://www.flickr.com/photos/saladeestar/">Sala de Estar</a>, da Bia Braune (que também coleciona Blythes e outras bonecas fofas)<br />
* <a href="http://www.flickr.com/photos/dj_ambient/">Dj_Ambient</a>, do Luis e o grupo que ele criou, <a href="http://www.flickr.com/groups_members.gne?id=45395284@N00">Lovely Pose Dolls from J</a>apan</p>
<p>***************************</p>
<p><strong>Você sabia que (1):</strong> Recentemente a designer japonesa <a href="http://www.ayumiuyama.com/"><strong><span style="color: #000000;">Ayumi Uyama</span></strong></a> resgatou o design kawai vintage e criou bonecas, mini toys em feltro e padronagem de tecidos que viraram febre mundial entre crafters. Ela lançou no ano passado as bonecas <a href="http://www.ayumiuyama.com/ayumi%20uyama%20hp/ayumi%20works/styledoll/works_styledool_main.html">Osyalle Dolls</a>, que seguem o mesmo look das Pose Dolls originais mas são fabricadas pela Takara. É claro que a Ayumi é também uma ávida colecionadora das Pose Dolls originais, e até publicou o livro <a href="http://www.ayumiuyama.com/ayumi%20uyama%20hp/ayumi%20works/uruwashi/works_uruwashi_main.html">The Lovely Pose Doll Album</a>. É uma edição japonesa, mas dá para comprá-lo pelo Ebay. Eu já encomendei o meu.</p>
<p><a title="Rune, Macoto, Uyama by super_ziper, on Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/super_ziper/2281355117/"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2359/2281355117_0723d493cf.jpg" alt="Rune, Macoto, Uyama" width="500" height="202" /></a><br />
<span style="font-size: 78%;">Obras de Rune Naitou, Macoto e Ayumi Uyama, respectivamente</span></p>
<p><strong>Você sabia que (2):</strong> O design retrô/kawaii é fruto da era Showa do Japão ? Esta era corresponde ao perído do Imperador Hirohito no poder e engloba 61 anos, de 1928 a 1989, inclusive as décadas de 60-70, onde aconteceu o milagre econômico e a explosão da cultura pop <em>made in japan</em> que adoramos até hoje. Além do <strong><a href="http://www.naitou-rune.jp/"><span style="color: #000000;">Rune Naitou</span></a></strong>, já citado pela Bia, outro célebre <em>nome</em> da era Showa que vale a pena conhecer é o ilustrador <strong>Macoto Takahashi. </strong>Ele também fez ilustras super femininas com aqueles olhões característicos mas com um estilo hiper detalhista. Hoje está com com 73 anos e continua ativo, desenhando. Há um grupo dedicado ao trabalho dele<a href="http://www.flickr.com/groups/426679@N20/"> no Flickr</a> . Eu sou fã.</p>
<p>********************************<br />
Este post é dedicado aos <strong>100 anos de imigração japonesa no Brasil</strong>. Sem ela, esta que vos escreve provavelmente não existiria !</p>


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<li><a href='http://www.superziper.com/2007/07/conversa-crafty-miriam-da-elefante-vida.html' rel='bookmark' title='Conversa Crafty: Miriam, da Elefante é a Vida'>Conversa Crafty: Miriam, da Elefante é a Vida</a></li>
<li><a href='http://www.superziper.com/2007/04/conversa-crafty-liliam-higa-e-lillot.html' rel='bookmark' title='Conversa Crafty: Liliam Higa e a LILLOT'>Conversa Crafty: Liliam Higa e a LILLOT</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Desafio Superziper: Buy Handmade !</title>
		<link>http://www.superziper.com/2007/11/desafio-superziper-buy-handmade.html</link>
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		<pubDate>Wed, 28 Nov 2007 12:29:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudia</dc:creator>
				<category><![CDATA[conversa crafty]]></category>
		<category><![CDATA[desafioziper]]></category>

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		<description><![CDATA[A gente se inspirou numa foto que vimos ontem no Flickr pra lançar um novo desafio aqui no Superziper! A idéia é tirar uma foto criativa para apoiar a campanha mundial do &#8220;Buy Handmade&#8221; &#8211; no site dessa organização você faz sua &#8220;promessa&#8221; de comprar produtos artesanais nesse Natal e pedir que seus amigos presenteiem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><a href="http://www.buyhandmade.org/"><img src="http://www.buyhandmade.org/images/pledge234x60.jpg" alt="I Took The Handmade Pledge! BuyHandmade.org" width="234" height="60" border="0" /></a></p>
<p>A gente se inspirou numa <a href="http://www.flickr.com/photos/vonvonz/2069404128/">foto</a> que vimos ontem no <a href="http://www.flickr.com/photos/vonvonz/2069404128/">Flickr</a> pra lançar um novo desafio aqui no <strong>Superziper</strong>! A idéia é tirar uma foto criativa para apoiar a campanha mundial do &#8220;<a href="http://www.buyhandmade.org/">Buy Handmade</a>&#8221; &#8211; no site dessa organização você faz sua &#8220;promessa&#8221; de comprar produtos artesanais nesse Natal e pedir que seus amigos presenteiem você dessa mesma forma. A foto tem que ter os dizeres &#8220;Buy Handmade&#8221; e serão espalhadas virtualmente mundo afora! Nós crafters brasileiras não podemos ficar fora desta campanha, não acham?</p>
<p>Eu já fiz a minha foto e deixei minha assinatura no site! Convidamos vocês leitoras queridas do Superziper a fazerem o mesmo, a partir de hoje. E coloquem suas fotos com os dizeres &#8220;Buy handamade&#8221; no <a href="http://www.flickr.com/groups/superziper/">grupo Superziper no Flickr</a> <strong>até sexta-feira que vem, dia 7 de dezembro</strong>. Nesse mesmo dia vamos publicar aqui um mosaico com as fotos e links do pessoal aqui do Brasil que quer apoiar a causa. Vamos lá : -D!</p>
<p>Como escreveu a <a href="http://www.anagramworkshop.etsy.com/" target="_blank"><em>Anna</em></a> <em>do Brooklyn, NY</em> <em>&#8220;Screw you Amazon! I&#8217;m doing all my holiday shopping at Etsy!&#8221;</em></p>
<p align="center"><a title="buy_handmade by super_ziper, on Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/super_ziper/2071362394/"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2183/2071362394_cc9d17ea8a.jpg" alt="buy_handmade" width="500" height="375" /></a></p>
<p>A gente já escreveu sobre a opção de dar presentes artesanais <a href="http://superziper.blogspot.com/2007/11/pensando-em-presentes-de-natal-que-tal.html">aqui no Ziper</a> esta semana, indicando alguns produtos feitos por crafters que a gente gosta. Mas não para por aí. Se a grana anda curta (e a inspiração grande) vale fazer os seus próprios presentes, é claro!</p>
<p>* * * * * * * * * *<br />
<strong>Também no Superziper: </strong>já desafiamos os leitores a fazerem seus próprios <a href="http://superziper.blogspot.com/2007/05/desafio-do-kit-de-costura.html">mini-kits de costura para viagem</a>. Um mini kit bem caprichado daria um ótimo presente para aquela sua amiga crafter. Que tal ?</p>


<p>Você poderá gostar de<ol><li><a href='http://www.superziper.com/2007/11/pensando-em-presentes-de-natal-que-tal.html' rel='bookmark' title='Pensando em presentes de Natal ? Que tal handmade ?'>Pensando em presentes de Natal ? Que tal handmade ?</a></li>
<li><a href='http://www.superziper.com/2007/05/desafio-do-kit-de-costura.html' rel='bookmark' title='Desafio do kit de costura'>Desafio do kit de costura</a></li>
<li><a href='http://www.superziper.com/2007/05/desafio-kit-de-costura-o-kit-da-carol.html' rel='bookmark' title='Desafio Kit de costura: o kit da Carol Grilo !'>Desafio Kit de costura: o kit da Carol Grilo !</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Conversa Crafty, Alejandra da Bijapy</title>
		<link>http://www.superziper.com/2007/08/conversa-crafty-alejandra-da-bijapy.html</link>
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		<pubDate>Wed, 29 Aug 2007 20:14:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudia</dc:creator>
				<category><![CDATA[conversa crafty]]></category>

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		<description><![CDATA[Alejandra Martinez Junca nasceu e mora em Bogotá (mapa). Tem 20 anos, está no 7º semestre de artes plásticas da Universidad Nacional de Colombia e já é dona do seu próprio business, a Bijapy. Em espanhol o j tem som de rr. Bijapy então pronuncia-se &#8216;birrapi&#8217;, um trocadilho com &#8216;be happy&#8217; – seja feliz. O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><a title="Photo Sharing" href="http://www.flickr.com/photos/super_ziper/1269792090/"><img src="http://farm2.static.flickr.com/1169/1269792090_3625863121.jpg" alt="Conversa com Alejandra, Bijapy" width="455" height="200" /></a></p>
<p>Alejandra Martinez Junca nasceu e mora em <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/turismo/noticias/ult338u4633.shtml">Bogotá (</a><a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/images/mapa_colombia.gif" target="_blank">mapa</a><a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/turismo/noticias/ult338u4633.shtml">). Tem 20 anos, está no 7º semestre de artes plásticas da Universidad Nacional de Colombia e já é dona do seu próprio <em>business</em>, a <em></em></a><em><a href="http://www.flickr.com/photos/bijapy" target="_blank">Bijapy</a></em>. Em espanhol o <em>j</em> tem som de <em>rr</em>. <em>Bijapy </em> então pronuncia-se &#8216;birrapi&#8217;, um trocadilho com &#8216;be happy&#8217; – seja feliz. O negócio surgiu há cerca de 3 anos, quando apoderou-se da máquina de tricô de sua mãe e saiu por aí fazendo blusas, casacos, meias, cachecóis, gorros e clientes felizes.</p>
<p><strong>Superziper &#8211; </strong>Quem faz a Bijapy?<br />
<strong>Alejandra &#8211; </strong>A Bijapy sou eu. No começo minha mãe me ajudava muito, não podia fazer nada sem que ela me desse instruções do que fazer. Mas agora que eu tenho mais experiência trabalho quase sempre sozinha. Minha mãe me ajuda ocasionalmente quando estou com muito trabalho acumulado. De tudo o que já fiz, só contei as malhas – foram 40. Acessórios como meia, cachecol, gorro, polaina, perdi a conta. Só controlo as malhas.</p>
<p align="center"><a title="Photo Sharing" href="http://www.flickr.com/photos/super_ziper/1268931719/"><img src="http://farm2.static.flickr.com/1090/1268931719_beb8fca028_o.jpg" alt="Conversa com Alejandra, Bijapy" width="455" height="200" /></a></p>
<p><strong>Superziper &#8211; </strong>E como tudo começou?<br />
<strong>Alejandra -</strong> Comecei a tecer mais ou menos em 2004, quando estava entrando na universidade. A máquina de tricô que eu uso hoje, uma <a href="http://www.pfaff.cz/images/duomatic80.jpg" target="_blank">PFAFF Duomatic 80</a>, era da minha mãe. Ela comprou nos anos 80 quando estava grávida de mim. Usou tanto que até cansou. E a máquina ficou guardada embaixo da cama durante anos. Um dia ela emprestou-a a uma de suas amigas, grávida também. Ela queria fazer coisinhas para seu bebê e se inscreveu em um curso. Como a barriga já estava muito grande, ela não podia ir sozinha para a escola e eu fui de acompanhante para ajudar. Ela acabou nem aprendendo muito, então a máquina voltou pra casa. A primeira coisa que fiz foi uma troca com uma amiga. Ela me fez uma mochila e eu dois cachecóis. No começo eu só fazia cachecol e outras peças pequenas, mas tudo ainda me dava muito trabalho. Lá por 2005 um amigo me encomendou uma blusa. Eu disse que nunca tinha feito, mas que com minha mãe ajudando eu conseguiria. Foi minha peça Número 1, ficou um pouco torta e esquisita. A partir dessa comecei a fazer mais coisas, e cada vez mais complexas. Ultimamente andei aprendendo coisas novas e estou fazendo peças mais elaboradas.</p>
<p align="center"><a title="Photo Sharing" href="http://www.flickr.com/photos/super_ziper/1269792678/"><img src="http://farm2.static.flickr.com/1344/1269792678_3f2cc314c8_o.jpg" alt="Conversa com Alejandra, Bijapy" width="455" height="200" /></a></p>
<p><strong>Superziper &#8211; </strong>Você aceita encomendas e pedidos sob medida?<br />
<strong>Alejandra &#8211; </strong>Sim, na verdade todas as minhas malhas acabam sendo sob medida. Não trabalho ainda com tamanhos (tipo P, M ou G). Eu preciso de 3 a 4 dias para fazer uma malha. A pessoa pode escolher o que quer colocar na sua peça e eu ajudo a por em prática. Mas eu digo que é um trabalho em conjunto.</p>
<p><strong>Superziper &#8211; </strong>Onde você vende seus produtos, alguma loja?<br />
<strong>Alejandra &#8211; </strong>Por enquanto os produtos Bijapy não estão em nenhuma loga. A maioria das pessoas que compraram de mim foram amigos ou amigos de amigos. Grande parte da universidade mesmo. Mas ultimamente tenho feito mais contatos por causa do <a href="http://www.flickr.com/photos/bijapy/" target="_blank">Flickr</a>.</p>
<p><strong>Superziper &#8211; </strong>Conta um pouco do seu dia a dia e do que você faz nas horas livres.<br />
<strong>Alejandra &#8211; </strong>Em geral dedico grande parte do meu tempo para tecer. Mas quando estou em época de estudos deixo mais para a noite ou para os finais de semana. Mas ultimamente os vizinhos andam reclamando do barulho da máquina, então tenho me esforçado pra chegar em casa mais cedo pra poder trabalhar. Além disso, gosto de viajar, dançar, gosto muito de música. Hmmmm, que mais? Visitar museus, fotografía……. no fundo tudo que tenha a ver com arte me interessa. Gosto de muitas coisas.</p>
<p align="center"><a title="Photo Sharing" href="http://www.flickr.com/photos/super_ziper/1269792288/"><img src="http://farm2.static.flickr.com/1154/1269792288_5d5c0ada74_o.jpg" alt="Conversa com Alejandra, Bijapy" width="455" height="200" /></a></p>
<p><strong>Superziper &#8211; </strong>Como é o mundo &#8220;crafty&#8221; na Colômbia?<br />
<strong>Alejandra &#8211; </strong>Em Bogotá e em outras partes da Colômbia existem pessoas muito talentosas. Recentemente alguns resolveram abrir lojas, assim podem mostrar o que fazem sem precisar ser estilista de alguma grande marca ou sem ter muita experiência &#8211; o que eles fazem está lá a mostra. São propostas de gente jovem, com idéias muito boas, opções diferentes ao que se encontra no que se chama de “alta costura colombiana”. Há muito muito talento por esse lado do planeta. Uma loja legal aqui em Bogotá para encontrar coisas diferentes e bem feitas é na <a href="http://www.zombie.com.co" target="_blank">Zombie</a>. Outro website bom é o <a href="http://www.populardelujo.com" target="_blank">www.populardelujo.com</a>, recomendadíssimo.</p>
<p align="center"><a title="Photo Sharing" href="http://www.flickr.com/photos/super_ziper/1269797634/"><img src="http://farm2.static.flickr.com/1206/1269797634_05c00295d3_o.jpg" alt="Conversa com Alejandra, Bijapy" width="455" height="200" /></a></p>
<p><strong>Superziper &#8211; </strong>Pra terminar, ensina a gente a falar algumas gírias colombianas.<br />
<strong>Alejandra &#8211; </strong>Um parênteses antes&#8230; Na hora de traduzir talvez essas palavras percam seu sentido, mas é assim que a gente fala em Bogotá. As palavras mais usadas são:<br />
. <strong>que chimba </strong>ou <strong>está una chimba </strong>= quando alguma coisa está muito muito bonita. Por exemplo <em>ese saco esta una chimba, ¿en donde lo compraste?</em> (essa blusa está muito bonita, onde você comprou?)<br />
. <strong>muy chevere </strong>= bonito, bom. Chevere é um termo muito comum, usado por gente de todas as classes sociais. Não é um termo vulgar.<br />
. <strong>vacano </strong>= bom, bonito.<br />
. <strong>de lujo </strong>= fino, elegante.<br />
. <strong>engallar </strong>= melhorar alguma coisa que está velha, como “pimp” en ingles .<br />
. <strong>reencauche </strong>= remodelar, fazer uma versão nova de alguma coisa clássica ou velha, vale tanto para música como para roupa.<br />
. <strong>del putas </strong>= também que dizer que alguma coisa está <em>muy chevere</em> ou uma <em>chimba</em>, mas com mais ênfase. Esta expressão é um pouco grosseira, mas muito comum.<br />
. <strong>muy paila</strong> = ruim, feio. Por exemplo <em>esos zapatos son (o estan) muy paila</em> (esses sapatos estão muito feios). Pra dizer que eles são muito feios se diz <em>re paila</em>.<br />
. <strong>boleta</strong> = esta expressão é parecida com <em>paila</em>, mas é mais específica pra mau gosto. Por exemplo, poderia dizer que é uma <em>boleta</em> os homens que usam camisa aberta, mostrando os pelos do peito. Na verdade a palavra pra isso é <em>traqueto</em>, o estilo do narcotraficante.</p>
<p>Bijapy no Flickr &#8211; <a href="http://www.flickr.com/photos/bijapy/" target="_blank">http://www.flickr.com/photos/bijapy/</a></p>
<p>* * * * * * * * * *<br />
<strong>Também no Superziper: </strong>antes da Alejandra, já entrevistamos a <a href="http://superziper.blogspot.com/2007/07/conversa-crafty-miriam-da-elefante-vida.html">Miriam</a>, a <a href="http://superziper.blogspot.com/2007/04/conversa-crafty-liliam-higa-e-lillot.html">Liliam Higa</a>, a <a href="http://superziper.blogspot.com/2007/03/conversa-crafty-carol-grillo-da.html">Carol Grilo</a> e a <a href="http://superziper.blogspot.com/2007/02/conversa-sobre-bento-com-yurippe-masuda.html">Yurippe Masuda</a>. <strong>E mais&#8230;</strong> confira um índice com <a href="http://superziper.blogspot.com/2007/08/indice-o-superziper-de-a-z.html">tudo que já publicamos</a>.</p>


<p>Você poderá gostar de<ol><li><a href='http://www.superziper.com/2007/07/conversa-crafty-miriam-da-elefante-vida.html' rel='bookmark' title='Conversa Crafty: Miriam, da Elefante é a Vida'>Conversa Crafty: Miriam, da Elefante é a Vida</a></li>
<li><a href='http://www.superziper.com/2007/04/conversa-crafty-liliam-higa-e-lillot.html' rel='bookmark' title='Conversa Crafty: Liliam Higa e a LILLOT'>Conversa Crafty: Liliam Higa e a LILLOT</a></li>
<li><a href='http://www.superziper.com/2007/03/conversa-crafty-carol-grillo-da.html' rel='bookmark' title='Conversa Crafty: Carol Grilo da FofysFactory'>Conversa Crafty: Carol Grilo da FofysFactory</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Conversa Crafty: Miriam, da Elefante é a Vida</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Jul 2007 11:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claudia</dc:creator>
				<category><![CDATA[conversa crafty]]></category>

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		<description><![CDATA[A Miriam é nossa primeira entrevistada de Portugal. Ela tem 28 anos, é designer formada pela Universidade de Aveiro em Design de Comunicação há 7 anos. Começou sua carreira profissional trabalhando num atelier de design, depois mudou-se para Lisboa onde fez um curso de ilustração. Em 2003, recebeu um convite para dar aulas de multimídia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><a title="Photo Sharing" href="http://www.flickr.com/photos/super_ziper/772141407/"><img src="http://farm2.static.flickr.com/1229/772141407_ed2df7abf9.jpg" alt="Conversa Crafty - Miriam (1)" width="500" height="250" /></a></p>
<p>A Miriam é nossa primeira entrevistada de Portugal. Ela tem 28 anos, é designer formada pela Universidade de Aveiro em Design de Comunicação há 7 anos. Começou sua carreira profissional trabalhando num <a href="http://www.fprovidencia.com/" target="_blank">atelier de design</a>, depois mudou-se para Lisboa onde fez um curso de ilustração. Em 2003, recebeu um convite para dar aulas de multimídia na universidade onde estudou e assim voltou para a cidade de <a href="http://www.duplipensar.net/images/geografia/mapa-portugal.jpg" target="_blank">Aveiro</a>. Cresceu rodeada de muitos livros e assim apaixonou-se por ilustrações. Aliás, seu próximo passo é dedicar-se a um mestrado sobre ilustração infantil pela Universidade de Barcelona. No meio de todas estas atividades, seu lado &#8220;crafty chica&#8221; se apodera das horinhas restantes para se dedicar à costura. Suas criações usando fita métrica chamam a atenção pelo colorido, criatividade, bom gosto (reparem nas <a href="http://www.flickr.com/photos/miriam/530552998/" target="_blank">combinações</a> de tecidos, linhas, zíperes, forros e cores) e execução detalhada. Foi pra falar deste, e de outros assuntos, que convidamos a criadora do &#8220;Elefante, é a vida&#8221; pra conversar com o Superziper.</p>
<p align="center"><a title="Photo Sharing" href="http://www.flickr.com/photos/super_ziper/772141419/"><img src="http://farm2.static.flickr.com/1335/772141419_22eafb9387.jpg" alt="Conversa Crafty - Miriam (2)" width="500" height="250" /></a></p>
<p><strong>Claudia &#8211; </strong>Vamos lá, pra começar, de onde surgiu o nome &#8220;Elefante, é a vida&#8221;?</p>
<p><strong>Miriam &#8211; </strong>Essa é fácil! =))) É uma expressão que uso desde muito pequena&#8230; Tenho uma irmã, mais velha do que eu 6 anos, e que teve desde cedo aulas de francês. Ela costumava dizer-me muitas vezes &#8220;enfin c&#8217;est la vie!&#8221; e, como eu não percebia o que queriam dizer essas palavras, traduzia à minha maneira: &#8220;elefante, é a vida!&#8221;. Antes de existir meu <a href="http://felty.blogs.sapo.pt/" target="_blank">blog</a>, não tinha uma marca para as coisas que ia criando e, um dia, numa troca de emails com outra artesã portuguesa, <a href="http://www.aervilhacorderosa.com/" target="_blank">Rosa Pomar</a>, usei essa expressão e ela respondeu-me com a seguinte frase &#8220;adorei, aliás dava um excelente título para um blog, não te aventuras?&#8221;. Resolvi aventurar-me!</p>
<p><strong>Cláudia &#8211; </strong>Sua primeira carteira de fita métrica aparece no blog em <a href="http://felty.blogs.sapo.pt/16638.html" target="blank_">setembro de 2005</a>. Quando você decidiu que iria seguir por esse caminho? E porque fita métrica, algum motivo especial?</p>
<p><strong>Miriam &#8211; </strong>A foto dessa carteira foi tirada em agosto de 2005, mas a carteira foi feita meses antes! Antes de a publicar na net quis fazer mais algumas experiências para não aparecer só um item assim isolado. A idéia de usar a fita métrica não sei bem há quanto tempo a tinha, mas andou talvez uns dois anos na minha cabeça antes de a pôr em prática. Não sabia exactamente como começar e foi o meu pai que me ajudou a coser a primeira carteira. Eu sou, como costumo chamar-me muitas vezes, a &#8220;maior tralheira de todos os tempos&#8221;, acumulo toneladas de coisas em casa, e a minha mãe detesta!&#8230; e tudo o que tenha um bom aspecto gráfico, para mim, eu guardo. Sinceramente já não sei ao certo onde foi que há uns anos atrás encontrei umas fitas métricas com umas cores muito vivas e lindas e comprei-as. A partir daí comecei a reparar mais nesse objecto e comecei a coleccionar todas as que gostava. Tenho algumas que não consigo cortar e vou continuando a guardar!</p>
<p><strong>Cláudia &#8211; </strong>Falando nisso, quem são os seus fornecedores de fita? Onde consegue tantas de cores tão diferentes?</p>
<p><strong>Miriam &#8211; </strong>Top secret! Ahahahahahah. Estou a brincar! Não sei, procuro por todo o lado, chateio os meus amigos, quando faço <a href="http://felty.blogs.sapo.pt/44768.html" target="_blank">trocas com outras artesãs </a>elas já sabem que sou a <a href="http://www.flickr.com/photos/miriam/sets/1357623/" target="_blank">&#8220;menina da fita métrica&#8221;</a> e enviam-me algumas juntamente com outros presentes, quando viajo trago sempre algumas comigo&#8230; Não tenho assim fornecedores fixos. E a internet é um mundo!</p>
<p><strong>Cláudia &#8211; </strong>Como a costura entrou em sua vida? Alguma influência de família?</p>
<p><strong>Miriam &#8211; </strong>O meu avô era alfaiate e o meu pai também o foi durante muitos anos, por isso desde sempre tive em casa máquinas e todos os acessórios ligados à costura. O meu pai foi quem sempre me ajudou nesses trabalhos manuais e mesmo nas maquetes que tinha que fazer até já quando estava na Universidade. A costura foi entrando na minha vida de uma forma muito natural.</p>
<p align="center"><a title="Photo Sharing" href="http://www.flickr.com/photos/super_ziper/772141437/"><img src="http://farm2.static.flickr.com/1003/772141437_bed426be8c.jpg" alt="Conversa Crafty - Miriam (4)" width="500" height="250" /></a></p>
<p><strong>Cláudia &#8211; </strong>Você tem também &#8216;meter trees&#8217; e &#8216;pins&#8217; usando a mesma temática da fita métrica. A família vai crescer? É possível ainda variar em cima do mesmo tema?</p>
<p><strong>Miriam &#8211; </strong>Ahhh vai! Idéias não me faltam. Falta, como vocês já perceberam, tempo para fazer tudo o que idealizo. Mas vou aplicando as idéias aos bocadinhos. Há algumas coisas que quero fazer em breve, outras já fiz para mim e estão a ser usadas como protótipo em jeito de teste. Vou registando todas as idéias sempre pelos meus cadernos para não as ir esquecendo&#8230; e vão aparecer mais coisas novas.</p>
<p><strong>Cláudia &#8211; </strong>E a decisão de numerar suas peças, de onde surgiu isso?</p>
<p><strong>Miriam &#8211; </strong>Achei que era boa idéia as pessoas saberem que estão a adquirir uma peça única, diferente de todas as outras, bem como completamente idealizada por mim. Vi isso pela primeira vez aplicado pela <a href="http://www.aervilhacorderosa.com" target="_blank">Rosa Pomar</a> nas suas <a href="http://www.aervilhacorderosa.com/blog/bonecos/bonecas_11/" target="_blank">bonecas</a> e achei que era óptima para diferenciar também as minhas carteiras. Quando comecei a numerar as coisas informei-a do que estava a fazer porque não queria sentir que estava a copiar de ânimo leve a criatividade de outra pessoa, nem que ela se sentisse lesada por eu o estar a fazer.</p>
<p><strong>Cláudia &#8211; </strong>Você tem <a href="http://www.flickr.com/photos/miriam/" target="_blank">flickr</a>, <a href="http://felty.blogs.sapo.pt/" target="_blank">blog</a>, <a href="http://miriam.etsy.com/" target="_blank">loja no Etsy</a> e ainda vende para lojas como <a href="http://www.flickr.com/people/miriam/" target="_blank">Duduá e outras</a>. Como seleciona seus pontos de venda? Você vai atrás deles ou são eles que te procuram?</p>
<p><strong>Miriam &#8211; </strong>Pois&#8230; neste momento acho que tenho coisas em 9 lojas &#8220;físicas&#8221;. Tem acontecido naturalmente. Até agora fui sempre procurada, recebi convites de todas as lojas que tenho no meu perfil e fui aceitando. Tenho várias lojas neste momento à espera de peças minhas, por isso, a lista vai aumentar ainda muito. Mas é completamente fundamental, para mim, identificar-me com o sítio onde as minhas coisas estão à venda. Sempre que recebo um convite, a primeira coisa que faço é ver o site ou blog dessa loja, muitas vezes acho que as minhas peças não se enquadram.</p>
<p align="center"><a title="Photo Sharing" href="http://www.flickr.com/photos/super_ziper/772141425/"><img src="http://farm2.static.flickr.com/1226/772141425_ed2df7abf9.jpg" alt="Conversa Crafty - Miriam (3)" width="500" height="250" /></a></p>
<p><strong>Cláudia &#8211; </strong>Adoro suas fotos coloridas e o jeito de expor os produtos. Aliás, <a href="http://www.flickr.com/photos/miriam/529546734/" target="_blank">a vitrine a 100a Página</a> ficou linda. Ajuda na hora de vender? De onde vem essa inspiração?</p>
<p><strong>Miriam &#8211; </strong>Eu acho que faz todo o sentido contextualizar os produtos num determinado &#8220;cenário&#8221; e eu gosto desse trabalho de pós-produção. Isso vai, completamente, de encontro à minha profissão de designer, eu tenho sempre grande vontade de comunicar de uma forma mais eficaz, gosto de ter atenção aos pormenores.<br />
Inspiro-me em tudo, muito nos filmes, adoro cinema, muito nos livros, no geral em tudo o que me rodeia. Ando sempre de olhos bem abertos.</p>
<p><strong>Cláudia &#8211; </strong>Pra terminar, conte um pouco pra gente sobre a cena craft em Portugal.</p>
<p><strong>Miriam &#8211; </strong>Está a crescer e a evoluir muito&#8230; e muito rápido! Têm aparecido, quase diariamente, pessoas muito interessantes com trabalho de muita qualidade. Tenho algumas preferidas, claro! São aquelas que me surpreendem sempre, que sei que todos os dias mostram novidades. É o caso da <a href="http://www.aervilhacorderosa.com/" target="_blank">Rosa Pomar</a>, que já nomeei várias vezes em cima porque é uma verdadeira referência em Portugal, da <a href="http://www.ventonapraia.com" target="_blank">Vento na Praia</a>, da <a href="http://www.flickr.com/photos/fric_de_mentol/" target="_blank">fric_de_mentol</a>, da <a href="http://2zai.blogspot.com/" target="_blank">zai-zai</a>, da <a href="http://margapinta.blogspot.com/" target="_blank">margapinta</a>, da <a href="http://flickr.com/photos/p0250q/" target="_blank">kjoo</a> e tantas outras que me estou a esquecer e que adoro também. Neste momento, há uma espécie de moda em Portugal. Parece que toda a gente resolveu começar a criar os seus acessórios e a vendê-los. Acho até que quanto mais pessoas novas aparecerem a criar, melhor! No fundo, todos ficamos a ganhar! Mas queremos é muitas pessoas originais, queremos idéias próprias, pessoas inovadoras&#8230; Mas tal como no Brasil, que já percebi que é comum acontecer, aqui em Portugal, infelizmente, ainda existe muito o &#8220;espírito da cópia&#8221;&#8230; Ultimamente isso se passou comigo e só então entendi a verdadeira dimensão do problema e o quanto nos sentimos impotentes perante estas situações. É algo que um dia se vai conseguir mudar só com ética, educação e respeito pelos outros! Eu sou uma optimista e continuo a acreditar que as cópias são sempre muito inferiores ao original. O original tem um conceito por trás, tem o sentimento do criador e reflecte sempre todas as experiências vividas e acumuladas. Felizmente, apesar disso, encontro novos criadores e artesãos portugueses que sigo com muita atenção.</p>
<p><strong>Gostou ? Confira mais aqui:</strong><br />
- Blog: <a href="http://felty.blogs.sapo.pt/" target="_blank">http://felty.blogs.sapo.pt</a><br />
- Flickr: <a href="http://www.flickr.com/photos/miriam" target="_blank">http://www.flickr.com/photos/miriam</a><br />
- Loja Etsy: <a href="http://miriam.etsy.com/" target="_blank">http://miriam.etsy.com</a></p>


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<li><a href='http://www.superziper.com/2007/04/conversa-crafty-liliam-higa-e-lillot.html' rel='bookmark' title='Conversa Crafty: Liliam Higa e a LILLOT'>Conversa Crafty: Liliam Higa e a LILLOT</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Conversa Crafty: Liliam Higa e a LILLOT</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Apr 2007 22:56:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andrea</dc:creator>
				<category><![CDATA[conversa crafty]]></category>

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		<description><![CDATA[A Liliam escolheu o caminho que muitos jovens designers brasileiros sonham em trilhar &#8211; o INTERNACIONAL. Tomou coragem, confiou no seu talento e resolveu botar os pés em terras extrangeiras em busca de sonhos profissionais e oportunidades criativas. Formada em moda na Santa Marcelina em São Paulo, com passagem no Japão para estágio, logo depois [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Liliam escolheu o caminho que muitos jovens designers brasileiros sonham em trilhar &#8211; o INTERNACIONAL. Tomou coragem, confiou no seu talento e resolveu botar os pés em terras extrangeiras em busca de sonhos profissionais e oportunidades criativas. Formada em moda na Santa Marcelina em São Paulo, com passagem no Japão para estágio, logo depois voltou para o Brasil mas por aqui não ficou.<br />
Hoje a Liliam mora há seis anos no Brooklyn &#8211; NY e criou uma grife própria de jóias &#8211; a LILLOT &#8211; na qual trabalha full time. Assumidamente multi-tarefa, ela mesma desenha, produz peças, fotogarafa, constrói seu site e divulga sem perder o entusiasmo. Um exemplo de designer independente que mantém o controle total de seus produtos e dos canais de distribuição.</p>
<p><a title="Photo Sharing" href="http://www.flickr.com/photos/super_ziper/453420415/"><img style="width: 498px; height: 200px;" src="http://farm1.static.flickr.com/221/453420415_e3ed0700a4.jpg" alt="triojoiaslillot" width="476" height="180" /></a><br />
Esta foi a conversa que tive com a Liliam:</p>
<p><strong>A: A sua formação é em moda masculina, como foi a sua decisão de trabalhar com jóias ?</strong><br />
L: É engracado, pois eu nunca imaginei que fosse trabalhar com jóias. Bom, eu cresci em contato com pedras e gemas porque meu pai é atacadista e eu sempre ia ajudá-lo na loja. Mas quando iniciei o curso de moda em São Paulo, minha vontade era trabalhar como <em>fashion stylist</em> e depois como Diretora de Moda. Eu até participei como assistente de desfiles no São Paulo Fashion Week (na época ainda Morumbi Fashion Week) e recebi convites para trabalhar com grandes grifes brasileiras mas logo após a graduação ganhei uma bolsa para fazer um estágio de moda por um ano no Japão. Nem pensei duas vezes e fui. Quando voltei ao Brasil, a recessão estava brava e nada na indústria da moda me atraia &#8211; não via mais futuro pra mim no Brasil. Decidi me mudar para os EUA aonde eventualmente eu iria lançar minha marca de moda masculina ou trabalhar como <em>fashion stylist</em>. Afinal de contas, Nova Iorque é a capital da moda. Assim, ingênuamente, peguei minhas trouxas e com 400 dólares no bolso embarquei na minha jornada. Tive que ir, paralelamente, vencendo outros desafios: aprender a língua, trabalhar como garçonete para sobreviver sem deixar o sonho morrer. E foi neste percurso que a transição para acessórios aconteceu. Eu fazia testes com fotógrafos e agências para montar meu portfólio como fashion stylist e criava acessórios para os <em>looks</em> que fotográfavamos. Um dia fiz um broche com uma pistola e correntes douradas de presente para um amigo e foi aí que tudo começou. <a title="Photo Sharing" href="http://www.flickr.com/photos/super_ziper/452757176/"><img style="width: 480px; height: 183px;" src="http://farm1.static.flickr.com/232/452757176_b7b29fb7cb.jpg" alt="liliamdouple1rings" width="476" height="180" /></a></p>
<p><strong>A: Lembro que você tinha jóias feitas com partes de relógios recicladas. Recentemente anda fazendo peças mais orgânicas, mas não menos conceituais. De onde você tira idéias para seus trabalhos ?</strong><br />
L: Minha inspiração esté em tudo que vejo ao redor &#8211; pessoas na rua, filmes, música, arte, conversas, política, história&#8230;. Eu gosto de combinar texturas e fazer justaposições de elementos high e low end. Criei a coleção com os displays de relógio porque achei que seria interessante fazer broches que parecessem com máquinas antigas, refinadas como um relógio de bolso, mas com uma atitude <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Lo-fi">lo-fi</a>. Então hoje em dia eu trabalho com duas linhas de jóias, como dois segmentos paralelos. Eu decidi separar a produção em duas linhas porque a Lillot comecou a tomar uma forma mais elaborada desde que comecei a aprender mais sobre técnicas tradicionais de joalheria. A característica desta linha é conceitual, uma combinação elaborada entre materiais preciosos e alternativos, o primitivo e futurístico. E para não deixar de oferecer minhas peças espontâneas e para o dia-a-dia, criei uma outra linha chamada Lo-fi, apostando num estilo mais casual.</p>
<p><a title="Photo Sharing" href="http://www.flickr.com/photos/super_ziper/452808131/"><img style="width: 509px; height: 202px;" src="http://farm1.static.flickr.com/182/452808131_d3d1e8ccd3.jpg" alt="liliamdouble2areas" width="476" height="180" /></a><br />
<strong></strong><br />
<strong>A: Você mora no Brooklyn, em <a href="http://www.flickr.com/groups/51035821117@N01/">Park Slope</a>, mas também já morou em <a href="http://www.flickr.com/groups/21927577@N00/">Williamsburg,</a> que é um foco mundial de novos designers. Conte um pouco sobre a atmosfera criativa desta região. Dá mais energia para criar estando no meio de outros artistas ?<br />
</strong>L: A energia é definitivamente diferente. Park Slope é mais “família”. Famosos como as atrizes Jennifer Connelly e Maggie Gylenhall moram aqui além de muitos escritores, cartunistas, produtores, donos de loja e designer. Tem muita energia criativa mas é diferente de Williamsburg. Lá todo mundo é mais novo e descolado, a maioria trabalha com moda, é roqueiro ou artista. Eu morei em Williamsburg, a nova “meca criativa”, por dois anos, mas acredito que o hype está passando. Com muitos yuppies mudando para a área, o aluguel tem subido absurdamente e a construção de lofts de luxo tem atraído tipos <em>wall street</em> e afastado os artistas. O legal de viver em Williamsburg é poder colocar roupas para lavar numa <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Laundromat">Laundromat</a>, atravessava a rua para dar uma checada na galeria de arte, pegar um bagel e depois voltar para colocar as roupas na máquina de secar. Domingo de manhã então é o dia perfeito para tomar um <em>brunch</em> nas redondezas e depois andar pela vizinhança olhando lojas, galerias de arte, livrarias indie, observar pessoas e fotografar <em><a href="http://www.flickr.com/groups/williamsburgstreetart/">street art</a></em>. Sem contar que, no final de semana, todo mundo monta sua mesa na calçada para vender coisas usadas! Eu ocasionalmente utilizo um estúdio de joalheria equipado em Williamsburg e observo como a grande parte das pessoas que descem na estação de metrô Bedford Avenue é jovem e tem um certo &#8220;look&#8221;. A plataforma do metrô parece um fashion show!</p>
<p><a title="Photo Sharing" href="http://www.flickr.com/photos/super_ziper/453420417/"><img style="width: 513px; height: 204px;" src="http://farm1.static.flickr.com/250/453420417_fbab06594a_o.jpg" alt="lilliam-studio" width="476" height="180" /></a></p>
<p><strong>A: Você produz suas jóias no seu estúdio que divide com o seu marido que também trabalha em casa, como ilustrador. Como é a rotina de trabalho de um casal </strong><strong>que mora e trabalha juntos?<br />
</strong>L: Meu marido tinha começado a vida de <em>free-lancer</em> quando eu me mudei para o seu estúdio/apartamento em Park Slope, no Brooklyn. Quando eu tinha um outro emprego, saía para trabalhar de manhã e quando voltava para casa a noite, lá estava ele em frente ao computador, sem ter saido uma só vez! Hoje, eu entendo bem que trabalhando em casa às vezes você simplesmente “esquece” de sair e tomar um ar. Nosso apartamento é pequeno e cada um montou a sua mesa em extremos diferentes da casa. No decorrer do dia, cada um se concentra nas suas criações &#8211; eu tenho as duas linhas de acessórios e tenho feito tudo, desde a criação, producão gráfica, produção de fotos e distribuição. O meu marido, <a href="http://www.link.estadao.com.br/index.cfm?id_conteudo=10228">Dan Goldman </a>, também é multi-tarefa &#8211; escreve, desenha e ilustra HQs, faz ilustrações para revistas, promove, publica tudo via Internet. Fazemos intervalos para almoço e aí aproveitamos para trocar idéias sobre o que fazemos e o que iremos fazer, tiramos sarro do nosso gato, alimentamos o nosso flickr, tomamos chá com leite de soja o dia todo, e como todo mundo que trabalha em casa, não paramos nunca! Quando há deadlines, o dia começa as 4 ou 5 da manhã e não tem hora para terminar. Muitas vezes viramos a noite e haja cafeína para manter o ritmo.<br />
Nossos amigos que sempre perguntam se queremos matar um ao outro vivendo e trabalhando juntos no mesmo espaço. Acho que o segredo é o respeito mútuo. Quando queremos privacidade, colocamos nossos fones de ouvido ! E se um está arracando os cabelos por causa de deadlines, ou constipação criativa, um abraco ou uma surpresa boba resolve. Ter senso de humor é muito importante.</p>
<p><a title="Photo Sharing" href="http://www.flickr.com/photos/super_ziper/454016083/"><img src="http://farm1.static.flickr.com/226/454016083_c1946535f5.jpg" alt="Lillot: Necklaces" width="500" height="188" /></a></p>
<p><strong>A: A sede do <a href="http://www.dailycandy.com/article.jsp?ArticleId=29319&amp;city=1">Etsy</a> fica no Brooklyn. A proposta deles é tão legal quanto parece ? Você já participou de alguma das oficinas que eles oferecem ?</strong><br />
L: O site da Etsy é como se fosse um <a href="http://www.ebay.com">Ebay</a> só que para objetos <em>handmade</em>. E o legal é que não é só para designers e crafters dos EUA mas está aberto para gente do mundo todo.<br />
A Etsy foi a primeira a vender a linha LILLOT -coloquei à venda gargantilhas, colares, broches, brincos, todos feitos com objetos de metal obsoletos. Hoje, vendo a LILLOT através do meu próprio website (construido por mim, aprendendo wordpress, photoshop e illustrator na marra!) e num outro site para designers independentes chamado <a href="http://www.starsandinfinitedarkness.com/lillot.html">Stars and Infinite Darkness</a>. Na Etsy eu ainda mantenho peças da minha segunda linha, a Lo-fi.<br />
Eu acho que o sucesso do Etsy é ser uma grande união de crafters e designers, uma comunidade. Afinal de contas todo artista independente que vive em Nova Iorque sabe como é trabalhar e morar no mesmo cubículo-apartamento. Unir todo mundo num local onde você possa trocar idéas, espaço, equipamento, material com pessoas como voce é uma idéia genial. Eu ainda não tive a oportunidade de explorar o espaço pessoalmente porque meu trabalho envolve o manuseio de metais e o equipamento tende a ser mais complicado em termos de manutenção emissão de tóxicos. Já outras modalidades como o crochê, costura, feltragem, papel e bijuteria não têm este problema.</p>
<p><a title="Photo Sharing" href="http://www.flickr.com/photos/super_ziper/453420403/"><img style="width: 523px; height: 222px;" src="http://farm1.static.flickr.com/206/453420403_b376e05b8d.jpg" alt="lillotbanner" width="476" height="190" /></a><br />
<strong></strong><br />
<strong>A: Porque você concentra as suas vendas pela Internet ? Pensa em usar mais algum canal de vendas ?</strong><br />
L: No momento, eu vendo pela Internet e em bazares que eu mesma organizo. Há muitas butiques bacanas por aqui, mas estou sendo cautelosa na seleção porque o local onde você coloca seus produtos para venda é muito importante para a sua imagem. Outro impedimento é que algumas butiques somente trabalham em consignação e outras até &#8220;pegam&#8221; suas idéias emprestadas para fazer produtos por conta própria. É comum acontecer isso com designers independentes, que não têm como se proteger e acabam tendo suas pecas reproduzidas sem permissão. Gosto muito das lojas online porque você não precisa acumular um grande estoque e expõe seu produto mundialmente.</p>
<p>Lillot &#8211; <a href="http://www.lillotnyc.com/">loja online </a><br />
Lillot na <a href="http://www.starsandinfinitedarkness.com/lillot.html">Stars and Infinite Darkness</a></p>


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</ol></p>]]></content:encoded>
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