01 set 14
craft tour
Peru: Pisac, a cidade do artesanato
por Claudia

Pisac, Peru

Quando estava pesquisando sobre Peru e a região de Cusco, me falaram que eu tinha que conhecer Pisac, uma aldeia da região do Vale Sagrado, conhecida também pela feira de artesanato na praça central. Eu tinha um dia livre antes de começar um roteiro a caminho de Machu Picchu, então aproveitei para ir até lá.

De Cusco é bem fácil de chegar, cerca de 30 min de van ou taxi. A maioria das pessoas vai para ver as ruínas incas, mas o meu foco era a feira :)

Pisac foi construída às margens do rio Vilcanota, entre lindas montanhas – as fotos mostram um pouco. A altitude é um pouco mais baixa do que em Cusco (entre 2.800 e 3.000 metros), então é relativamente mais tranquilo ficar por lá. Se eu soubesse, teria passado os primeiros dias em Pisac para depois subir um pouco mais (dizem que o único jeito de se adaptar a altitude é ir gradativamente).

A cidadezinha é pequena, ruas estreitas e construções típicas – e com um movimento bem mais tranquilo do que Cusco, que parece cidade grande perto dela.

Pisac, Peru

A feira, que acontece às terças, quintas e domingos, tem muitas barracas espalhadas pela praça central. Domingo é o dia com mais expositores e as ruas também recebem os campesinos (camponeses) que trazem suas colheitas da semana. Me falaram também que as barracas mudam de lugar. Conheci um mochileiro que comprou um cinto e depois queria trocar, mas teve que rodar toda a feira até achar o vendedor. Se for assim mesmo, acho mais justo – assim todos têm a oportunidade de expor em um local melhor e ninguém fica pra sempre em um ponto micado.

Pisac, Peru

Tirei bastante fotos para dar uma visão geral do que se pode encontrar por lá. O tradicional do que se entende por “artesanato” peruano, como tecidos, tapetes, panos. Tem muito – em cores lindas, desenhos e estampas de todos os tipos.

Pisac, Peru

Os tecidos são muito usados, até hoje em dia, para carregar coisas nas costas, tipo um furoshiki peruano. Eu comprei um amarelo, bem colorido, pra usar como toalha. Mas é possível também encontrar o tecido na versão repaginada, como nesses tênis! Ficou o máximo!

Pisac, Peru

Muito tricô também. A maioria das peças feitas a mão. Sempre tinha alguém tricotando. E eram pilhas e pilhas para escolher. Os modelos até são parecidos, mas dá para ver que são peças únicas, sempre algum detalhe diferente, sem repetir.

Pisac, Peru

Ah… e os instrumentos musicais também, claro! A flauta ‘quena’ acompanha o manual para aprender a tocar.

Pisac, Peru

Bolsas e sacolas aos montes. Em vários tipos, acabamentos, de lã pura, sintético, misturado com couro…

Pisac, Peru

Coisas para casa e muitas opções para presentear. Jóias em prata e em pedras, trabalhadas. Mineração é a primeira fonte de renda do país, principalmente cobre e prata (o ouro ainda vem muito de mineração ilegal).

Pisac, Peru

Em tecido, bonecos tradicionais de todos os estilo e tamanhos. Queria entender a explicação por traz deles, mas não tive tempo de perguntar.

Pisac, Peru

Ainda falando de tecidos, vi muita coisa tradicional. Estes das quatro fotos abaixo, são peças de família que passam de geração em geração e ficam à venda como se fosse uma penhora. As famílias mais simples entregam seus ‘bens’ aos comerciantes, que levam ao mercado para vender esperando conseguir um bom valor pois sabem que este tipo de manualidade mais antiga tem um valor mais alto no mercado. Se eu pudesse, teria fotografado cada pilha de chapéus, cintas e mantas… Estes produtos familiares eram de uma variedade incrível, peças únicas que contavam histórias (seja pelas cores, pelas tramas e desenhos).

Pisac, Peru

Estes pingentes e pompons também faziam parte deste ‘lote’ e são usados como enfeite de chapéus, tranças e cintos. Reparem que para deixá-los mais enfeitados, eles são bordados com miçangas brancas – vi muito disso.

Pisac, Peru

Ninguém sai de mãos livres, difícil resistir. Tem souvenir de todos os tamanhos, desde porta-moedas (com o logotipo do Peru) e até tapetes enormes. Ou seja, para todo tipo de mala e de turista.

Pisac, Peru

Os peruanos são muito simpáticos. Parei para conversar com estes vendedores, que tinham barracas mais simples e improvisadas. Muito atenciosos e dispostos em contar detalhes para turistas interessados em saber mais. Sobre a a mulher que vendida pigmentos/ tintas farei um post a parte – tenho mais fotos :)

Pisac, Peru

Antes de ir embora da feira, milho! Os coloridos eram apenas para decoração. Mas este gigante com queijo branco eu comi pra matar a fome mesmo… Mais fotos aqui.

Pisac, Peru

De lá, resolvi dar uma passada rápida no mercado municipal da cidade para tomar um suco natural feito na hora e fotografar mais um pouco. Essas sandálias estavam à venda e eram feitas com tiras de pneu, cheguei a ver gente usando. Muito delicado o detalhe da florzinha!

Pisac, Peru

E no caminho paro transporte que me levaria de volta a Cuzco, encontrei um armarinho. A lã que vendiam (parte estava expsta na rua mesmo) era acrílica, mas em cores lindas… Que cidade, o paraíso!

Pisac, Peru

Comentários finais sobre Pisac: vale muito a pena ir!

. Artesanato: quem quiser aproveitar a feira para comprar presentes e lembrancinhas, recomendo levar uma lista (ainda melhor, uma tabelinha) com os nomes das pessoas e o que quer dar para cada uma delas. É muita coisa e é fácil ficar zonzo com tanta opção (foi o meu caso).

. Pagamento: as barracas aceitam apenas dinheiro, soles peruanos ou dólares. Perto da praça tem um caixa eletrônico para quem precisar.

. Transporte: se for apenas passar o dia, saindo de Cuzco tem excursões organizadas por agências. Eu preferi ir sozinha, as vans/ lotações saem da Calle Puputi (informe-se no seu hostel ou hotel como chegar lá). O preço é bem mais em conta. Quando descer em Pisac, informe-se dos horários de volta e local de partida. Taxi também é uma opção, sendo mais vantajoso fazer a ida e volta com o mesmo taxista – sugiro deixar tudo combinado antes.

. Roteiro: Dá para ficar em Pisac algumas horas, uma manhã, um dia inteiro ou vários dias – depende da sua disponibilidade. Em muitos roteiros de agências, Pisac é apenas uma parada rápida no tour pelo Valle Sagrado. Se for por conta própria e puder ficar meio período, você terá que escolher entre a feira e as ruínas. Se puder ficar mais um pouco, um dia inteiro, dá para visitar os dois. E se puder passar a noite e mais uns dias, saiba que Pisac tem um hotel e algumas hospedarias simples. É só pesquisar.

Por mim, eu teria ficado mais, se soubesse que gostaria tanto de lá. Queria conhecer melhor o lugar, ir nas ruínas, subir nas montanhas, ver tudo com calma e poder conversar mais com os comerciantes. Além disso, a altitude é mais amena do que em Cuzco. Pra mim seria o ideal, mas agora só em uma próxima :)

12 ago 14
craft tourinspiração
Peru: tradição em tingimento natural
por Claudia

Peru: tingimento

Acabei de voltar de uma curta viagem ao Peru, mais precisamente Cusco e arredores, e fiquei encantada de ter tido a oportunidade de ver os bastidores da produção artesanal. O povoado de Chinchero fica na região do Valle Sagrado. Em um dos passeios às ruínas incas, houve uma parada no pequeno Centro Têxtil Urpi, para conhecer um pouco mais sobre o tingimento natural, técnicas e ferramentas de tecelagem tradicional ainda utilizados pelas mulheres do local.

Atenção: este post contém muitas fotos… Foi difícil fazer uma seleção mais enxuta ;-)

Peru: tingimento

O local é pequeno e bem turístico, uma estrutura pronta para receber grupos de visitantes. Mas tudo muito organizado e bem ajeitado. Eles sabem o que mostrar e o que as pessoas querem ver. Tinha até lhamas!

Peru: tingimento

Os turistas eram levados a este mini auditório bem rústico para ouvir as explicações sobre os processos de tingimento! E para quem precisava se acostumar com a altitude, o famoso chazinho de folhas de coca…

Peru: tingimento

A variedade de tonalidades e cores me impressionou. Na verdade, elas já chamam a atenção nos artesanatos típicos do Peru. Foi muito interessante ver como eram feitas.

Peru: tingimento

Antes de ir às cores, registrei mais duas partes importantes do processo:

1. lavagem da lã: a lã da tosa da lhama ou da alpaca precisa ser limpa antes de tudo. Eles usam o ‘gigantón’ (ou ‘zajtán’), a raiz de um cacto para ensaboar e tirar a gordura e sujeiras. Esta raiz também era usada para lavar os cabelos, também conhecida como ‘shampoo incaico’. Na foto ao lado, coador feito de palha.

Nota: alguns nomes são em castelhano, outros em quechua ou aymara. A escrita tem várias formas, então vou atualizando este post conforme recebo informações mais precisas.

Peru: tingimento

2. mistura com minerais ou outros elementos: a tinta raramente é utilizada pura. Estes aditivos são usados para ajudar na fixação da cor, variar tonalidade e combinar propriedades químicas para atingir o resultado esperado. O limão misturado com a cochonilha suaviza os tons. Na foto do meio, sal da salina de Maras (também desta região).

Peru: tingimento

Mas vamos às cores e de onde vem, que é o que mais interessa.

VERMELHO: A principal cor é o vermelho. Ele vem da cochonilha e rende vários tons e variantes – dizem que até 18!

Peru: tingimento

A cochonilha é um inseto parasita que se alimenta da seiva dos cactos da região. Ou seja, é uma praga! Mas eles descobriram que ele produz um composto de tom avermelhado perfeito para tingimento! Aqui no meu quintal já vi este tipo de pulgão, mas não tão gordos e nem tão abundantes em tinta.

Peru: tingimento

Vocês não imaginam o que uma “bolinha” dessas estourada na mão faz! As meninas comentam que usam nos lábios como batom. E demora para sair. Eu manchei os dedos e no dia seguinte ainda estava rosa.

Peru: tingimento

AZUL:este tom vem da ‘flor de hancas’.

Peru: tingimento

LILÁS: folhas secas de awaipili.

Peru: tingimento

ROXO: água de fervura do milho roxo, que eles chamam de maíz morada. Este milho é muito usado para fazer a bebida típica, ‘chicha morada’.

Peru: tingimento

VERDE: folhas de chilca.

Peru: tingimento

VERDE ACINZENTADO: folhas de kinsacucho, também conhecido como trés esquinas.

Peru: tingimento natural

VERDE CLARO: folhas de eucalipto.

Peru: tingimento

AMARELO: flor de retama.

Peru: tingimento

OCRE: flor de coli.

Peru: tingimento

LARANJA: cortiça de kehuniya.

Peru: tingimento

TERRA: vem do musgo que nasce em pedras, eles chamam de ‘barba de las piedras’.

Peru: tingimento

Mais alguns detalhes: coco de lhama para ajudar no fogo, artefato de madeira para fiar lã e canecas e utensílios usados no tingimento.

Peru: tingimento

Neste local, é possível também acompanhar o processo de como as artesãs preparam as tramas e tecem fitas, tapetes e mantas. As cores e os desenhos têm significado e contam histórias. Elas sabem tudo de cabeça e brincaram que não usam revistas ou receitas.

Peru: tingimento

No final, é possível comprar produtos feitos pela comunidade. Há bancas com malhas, tapetes, bolsas, luvas, gorros, cachecóis e pequenas lembrancinhas. Não aceite o primeiro preço que disserem – lá, eles esperam que você negocie e peça desconto. Comigo foi assim…

Peru: tingimento

 

Na tentativa de escrever os nomes das plantas corretamente (não confiem 100%), encontrei na internet alguns artigos bem interessantes e bem mais completos sobre tingimento natural. A quem se interessar, recomendo (conteúdo em espanhol):

. Fórum sobre pigmentos naturais para fibras

. Documento ‘Tintes Naturales’, da Escola de Belas Artes do Peru

. Plantas tintoreas, em Etnobotánica

. Tinturas naturales

Para os interessados em conhecer o pueblo de Chinchero, o mais fácil é visitar quando estiver em Cusco. Este local costuma ser parada de quem faz tour pelo Valle Sagrado. De Cusco, é cerca de meia hora de ônibus ou van. Você pode organizar visita através de uma das mais de 1.000 agências de turismo de Cusco ou tentar ir sozinho usando transporte local. Em Cusco, peça informações sobre as vans (as nossas conhecidas ‘lotações’) para Chinchero, um distrito da provincía de Urubamba.

21 abr 14
craft tourinspiração
Cartazes de papelão, you can do it!
por Claudia

Sports Basement

Estava em San Francisco e, por uma feliz coincidência, acabei conhecendo a loja de esportes Sports Basement. Precisava comprar uma peça para a minha bicicleta durante a viagem, mas nas lojas que conhecia não encontrei. Recomendaram que eu fosse até esta – era mais longe, mas eu deveria encontrar lá. Apesar de não ter conseguido, acabei descobrindo uma loja nova com uma ótima vibe. Fica no bairro de Soma (South of Market), uma área meio industrial, com galpões. Esta loja não foge do padrão do local, exceto por um detalhe. Toda a comunicação visual é feita a mão. Todos os cartazes (e são muitos) são de papelão, desenhados e informais.

Olhem que legal os cartazes de ‘fitting rooms’ (vestiários) e perto do elevador explicando o que há em cada andar!

Sports Basement

Nem imaginava que uma loja de fanáticos por esportes, aventuras e atividades ao ar livre pudesse ser tão craft.

Sports Basement

Logo que entrei já senti o clima: cachorros são bem-vindos e a bike você pode amarrar lá dentro.

Sports Basement

Mas o melhor é a maquete que fizeram da loja em tamanho gigante, tudo em papel. Me lembrou de dois diretores de cinema que adoro: Michel Gondry e as esculturas de papel do Science of Sleep (até falamos disso no Superziper) e Wes Andersen com as maquetes em corte transversal do submarino Belafonte de Steve Zissou (mais uma foto do cenário aqui!), do trem de Darjeeling e da casa dos Tenembaums. Olhem a versão anderson-gondy-esca da loja!

Sports Basement

Tirei muita foto, praticamente até a bateria do celular acabar, mas valeu a pena!

Sports Basement

Estas aqui estão mais rebuscadas, os desenhos das frutas foram feitos em canetinha:

Sports Basement

Além de um toque de humor, os cartazes também tem a função de explicar. Se você vende algo complexo e que tem uma história, vale a pena explicar. A gente que costuma participar de bazar (o Ógente de Dia das Mães vem aí!!) sabe muito bem disso. Nem sempre as pessoas perguntam, mas elas gostam de saber mais e de leitura “self-service” :) Fica a fica.

Sports Basement

Outra dica boa para quem vende em loja ou participa de bazares são estas daqui. Desconto para quem curtir a página no Facebook e caixa para deixar cartões de visita ou dados para receber emails. Vale um caderninho! Lá nos EUA essas coisas são bem comuns!

Sports Basement

Um mural de recados para avisos da comunidade também são sempre bem-vindos e fazem o maior sucesso. Este aí tinha tanta demanda que tiveram de organizar por assuntos…

Sports Basement

Antes de ir embora, mais duas coisas bem sacadas. Um banco para sentar feito com esquis abandonados. E um mural (mais um!) para as pessoas deixarem os números de participação em corridas.

Sports Basement

Na hora de pagar, acharam que tinha acabado? Mais cartazes. Tanto para organizar a direção e lugar da fila do caixa, como para assinar a newsletter, pagar, etc.

Sports Basement

Não sei se todas as lojas da rede são assim ou se foi só esta unidade em San Francisco. Só sei que adorei e achei muito inspirador!

O site da marca é www.sportsbasement.com

24 mar 14
craft tour
Guia Craft da 25 de Março – parte 2
por Andrea

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Hoje é dia de explorar mais um pouquinho da 25 de Março e seus arredores. Não há como fechar os olhos para a enxurrada de produtos importados que invadiu a região nos últimos anos mas nosso foco deste guia são as lojas de os materiais para artesanato e crafts. Vamos lá? Quem perdeu  parte I do guia sugiro começar por lá, para conferir as primeiras dicas.

Coloquem um sapatilha bem confortável nos pés e vamos lá.  Hora de bater perna e andar um pouquinho mais pela região.

25 de março copy

Uma das grandes atrações da R 25 de Março são as grandes lojas de tecido. Destaco as duas que mais frequento, ambas com propostas bem populares e boa variedade. A Casa Fátima, fica bem na esquina da ladeira Porto Geral com a 25,  não tem como errar o endereço. Os rolos e rolos de tecido logo na entrada deixam bem evidente que se trata de uma loja de tecido. O que tem por lá? Tecidos para moda, festa, artesanato e decoração, no atacado e varejo. Quando me dá preguiça de pegar fila ou ir mais longe acabo comprando por lá.

A Niazi Choffi tem várias unidades na região mas a maior fica na própria Rua 25. Uma loja gigante com 3 andares, quase um shopping. Além de tecidos variados (algodão,mistos,  plastificados, examine, feltros, sintéticos, etc) têm também artigos de cama, mesa e banho, cortinais, persianas e até utilidades domésticas. Boa pedida para complementar aquele enxoval básico e low budget.

Na Casa Fátima e na Niazi os tecidos são vendidos somente a partir de 1 metro. Para algodão com estampas diferenciadas e cortes a partir de 0,5 m, minha favorita ainda é a Fernando Maluhy que já foi tema de outro post do nosso guia. Endereço obrigatória para entusiastas do patchwork e costurinhas fofas.

Outra loja com várias unidades na região é a Armarinhos Fernando. Imagina um bazar bagunçado e bombadíssimo onde você encontra desde armarinhos básicos até perfumaria, brinquedos e artigos escolares. Ótimo para comprar itens básicos de costura como linhas, tesouras, alfinetes e outros básicos de artesanato.  O lugar é meio claustrofóbico e os corredores apertados então aproveita para comprar tudo de uma só vez e se possível sair rápido. Conforto zero mas o preço muitas vezes compensa!

Niazi Chofi
Rua 25 de Março, 702
Tel.: (11) 3325-3325
Outros endereços

Casa Fátima
Rua 25 de março, 617
Tel: (11) 3227-6745

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Vamos seguindo em frente, se seus pés ainda aguentarem!

A Ladeira Porto Geral, após cruzar a R 25 de Março, vira Cavalheiro Basilio Jafet, rua bem bacana para comprar materiais para artesanato e festas.

Uma das minhas lojas favoritas é o Armarinho  Santa Cecilia. Apesar de Armarinho no nome não tem nada de costura ou tricô.  Trata-se de uma loja comprar matériais para técnicas decorativas como arranjos florais (secas, de papel, de EVA), pintura em madeira, scrap, confeitaria, embalagens variadas e  itens para montagem lembrancinhas. Ela não parece muito grande à primeira vista mas o fundo da loja é longo e merece ser explorado.

Precisa de materiais para festa ou lembrancinhas de plástico estilo popular/kitch (tipo óculos, chapéus e miudezas para brindes)? Entre na Festa Já ou na M Camicado. Um montão de itens baratos para decoração e lembrancinhas prontas de festa. Lembre-se que estamos na 25 e nem tudo é de alta qualidade,  o segredo aqui é garimpar procura de tesouros e itens interessantes.

Uma loja legal para costureiras e crafters  na Basilio Jafet é o Rei do Armarinho. Esta é a minha favorita para comprar insumos básicos de costura e bordado. Diferente do Armarinhos Fernando, que é um bazar de variedades, o Rei é especializado em costura e artesanato. Lá você encontra rendas, passamanarias, tolhas para bordar, meadas, cortadores, fios para tricô e crochê, agulhas, fitas, pompons, e muito mais. Uma loja grande, espaçosa (para padrões 25) e não fica muito cheia, vale a pena passar lá.

Armarinho Santa Cecilia
Rua Cavalheiro Basilio Jafet, 107
Tel: 3322-3322

M Camicado
Rua Cavalheiro Basilio Jafet, 55/63
Tel.: (11)3227-3372

Rei Do Armarinho
Rua Cavalheiro Basílio Jafet, 99
Tel:(11) 4083-5555

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Aguenta andar mais um pouquinho? Então vamos lá que o tour tá quase acabando!

Descendo um pouco mais a Basilio Jafet você vai chegar na R Da Cantareira. Logo no comecinho desta rua o destaque são as lojas de flores artificiais que aparecem uma trás da outra. Muito cafona usar flores de plástico? Depende da ocasião. Garanto que em algum momento você vai precisar delas e aí já sabe onde ir achar ;). Não destaco nenhuma das loja, pois acho que a maioria tem os mesmo artigos, basta saber garimpar. As lojinha da esquina (foto acima a direita, com a porta amarela)  que nem placa tem costuma ser barateira porém não aceitam cartão, apenas dinheiro.

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Seguindo um pouco adiante na mesma rua começam a aparecer as lojas de artigos de festa e embalagens. Seu destino é aqui se precisa comprar saquinhos decorados e embalagens de papel para ovos de páscoa, fitas decorativas e material para lembrancinhas e cia.

Dica! Se você mas precisa produzir a sua festa infantil e não quer perder muito tempo vá direto na Matsumoto, que fica na rua em frente, a R Barão de Duprat. Fico devendo a foto desta vez. Pessoalmente acho o melhor lugar para materiais  de festa DIY. Lá você encontra tudo desde decorações para teto, mesa, papéis, embalagens para doces, letras de isopor, guirlandas e bexigas de todos os tamanhos e formatos.

Matsumoto
Rua Barão de Duprat, 39
fone: 3322-0166
horário: seg-sab 8h30 as 17h30

Ufa, aqui termina a parte II do nosso Guia Craft da 25. Se você chegou até aqui super merece comer um pastel no Mercadão Municipal que fica na Rua da Cantareira. São só 5 minutinhos a pé ;).

Não deixe de conferir outros posts do  Guia:

Guia Craft da 25 de Março, parte I

O paraíso dos tecidinhos de algodão

Lojas de tecido da 25 que abrem aos sábados

Faltou algo que você queria saber? Alguma dica ou lugar secreto que queira compartilhar? Aguardamos a sua participação :).

 

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