18 jan 13
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“O mundo de Taizi Harada”, ou a saga de um livro
por Claudia

harada-taizi-artista

Tenho uma boa história que aconteceu em junho do ano passado para contar. É velha, não é atual, alguns vão dizer, mas acredito que boas histórias são atemporais e gostosas de ouvir a qualquer momento. Esta é mais uma daquelas que eu coleciono na pastinha de “coincidências” (pra quem curte, tem uma que contei aqui no Superziper em 2008). E, aliás, é uma boa para marcar esse meu retorno mais constante ao blog. O último ano foi puxado e escrevi pouco, menos do que eu esperava, mas foi o que deu.

Mas vamos lá! No finzinho de 2001, vi no SESI da Av. Paulista uma exposição de quadros tão bonita, mas tão bonita, que tive de voltar mais vezes. Primeiro fui sozinha, depois voltei com a Andrea e na terceira vez levei meus pais. Não cansava de ver as pinturas e reparar nos detalhes, parece que eu precisava estar lá de novo guiando as pessoas queridas e dizendo “e neste aqui, olha aquela menininha voltando feliz da escola para casa!” ou “você reparou nessa vovó trabalhando no quintal?”.

harada-detalhes

A exposição era uma coletânea de mais de cem quadros do pintor japonês Taizi Harada (em alguns lugares, a grafia aparece como Taiji, imagino que seja uma questão de transliteração). A maioria das pinturas eram cenas do Japão rural, mas também tinham algumas do Brasil. No ano anterior ele tinha passado alguns meses aqui no país e retratou alguns lugares como o Rio e Santos em suas telas. Ele compõe o cenário com mini-detalhes, pontilhando os campos, as árvores, os telhados. Olhando de perto, você vê cada lâmina de grama, todas as telhas, as folhas, os pontinhos de neve. Mas são paisagens amplas, com algum personagem em movimento lá no cantinho, fazendo parte da história e chamando a atenção para aquele universo isolado.

loja-doces-favorito

Gostei tanto que guardei com carinho o nome dele e um recorte de revista com a reprodução de uma das telas. Pendurei a imagem no meu quadro de cortiça como quem diz “um dia vou visitar o museu dele no Japão”. De vez em quando olhava o meu recorte e prestava atenção nos detalhes. Era a pintura de uma mulher em uma loja de doces, com suas bandejas de madeira expondo os produtos artesanais. Em volta, poucos enfeites, tudo funcional. Um quadro, um relógio, o papel e o barbante para embrulho.

Quando a Andrea foi para o Japão, tinha até pensado em pedir para ela me trazer um poster dele. Mas pesquisei na internet e achei pouquíssima coisa. Ele tem um museu em sua cidade natal, mas é afastado. Está em japonês e não encontrei o link para a lojinha. Então desencanei. Um dia, quem sabe, quando for para Tokyo, posso dar uma esticada até lá.

(efeito especial para passagem do tempo, anos e anos)

Junho de 2012, preparação para a Mega Artesanal. Nessa edição do evento, o Superziper cuidaria da decoração do quarto de costura da Casa da Mega (vídeo aqui). A Andrea e eu planejamos como imaginávamos o ambiente, desenhamos, rabiscamos e, por fim, fizemos uma listinha de coisas para comprar, preparar e trazer no dia da montagem da feira.

Eu tinha ficado de passar em um brechó para procurar umas roupas para colocar no manequim. Lembrei que na rua de baixo de onde mora tinha um, O Mascate chama. Sempre passava por lá, anos e anos, mas nunca tinha entrado.

Olhei as saias e blusas, procurei algo diferente. Empurrei cabides, mexi em algumas araras, mas estava com preguiça. A vendedora tentou ajudar, queria saber para o que era. Eu estava meio cansada, talvez fosse o calor ou fome. Então arrumei a bolsa no ombro e me virei para sair. No caminho tinha um um criado-mudo com livros empilhados. Movida por algum instinto, me abaixei para ver o que tinha lá e achei um livro do Taizi Harada. O livro tinha me encontrado, pedindo para ser levado para casa!

meu-novo-livro

Fiquei pasma. O livro era japonês, estava bem cuidado, um pouco empoeirado ok. Tinha algumas páginas marcadas com post-it, mas estava inteirinho. Entreguei o livro para a vendedora “hoje não vou levar roupas, só isso aqui”.

Contei a história muito por cima e depois de pagar, o dono do brechó que me atendeu no caixa, falou para eu levar comigo um trevo de quatro folhas que ele cultivava no canteirinho do lado de fora da loja.

FIM!

nursery-rhymes-taizi-harada

Mas já que agora tenho o livro e não me canso de folheá-lo, posso também compartilhar com vocês algumas das pinturas. O título revela que são quadros inspirados em cem canções de ninar antigas. Mas todo o restante do livro está em japonês. Algumas imagens vem acompanhadas de partitura e das letras das músicas. Mas nenhuma indicação do que seria. Então só me resta olhar os desenhos como uma criança que não sabe ler e ficar tentando imaginar o que acontece em cada uma das páginas.

ilustracoes-taizi

Há também algumas poucas ilustrações, lindas por sinal (gamei nesses sapatinhos vermelhos com flores!). Mas a maioria são os quadros mesmo. Separei detalhes de alguns deles, com os personagens que tanto me encantam. Passeiam com cachorros, voltam para casa, se abaixam para pegar florzinhas no caminho, limpam a neve, brincam na água no verão. Aliás, em cada quadro as estações do ano são também um personagem. Me sinto viajando pelo Japão, em um trem lento e antigo, sentada na janela reparando nas pessoas do caminho…

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Tô cuidando bem do livro, viu? Coloquei em destaque na prateleira e ganhou um post aqui no Superziper!

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19 dez 12
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Link Love: Ainda dá tempo para um DIY de Natal
por Andrea

ideias_natal

Já estamos na contagem regressiva para o Natal mas sempre dá tempo de fazer mais um mimo craft para deixar a casa e a festa mais bacana.  Separamos algumas ideias rápidas e de efeito visual para fazer nesta última semana pré-festas.

Guirlanda de alecrim 

* Rena de copos de papel

*Marcador de pinha com toque neon

* Estrela de palito de dente 

Árvore de Natal em mdf

Guirlanda de bolas de algodão e linha de bordado

*Mini árvore com papéis coloridos – vale papel de scrap e origami

E aqui mesmo nos arquivos do  Superziper, temos estas ideia testadas e aprovadas:

bola de natal de lãBolas forradas com lã

Natal: enfeites de marshmallow * Fio decorativo e comestível, de marshmallow!

 

Enfeite de NatalEnfeite de papel para a árvore

 

biscoitos natalinos de mel

Biscoitos Natalinos de mel, receita da Lu Gastal

Nosso lema é: coloque a mão na massa já e chame a criançada para ajudar a fazer. Ainda dá tempo!

Se vocês tiverem mais alguma ideia natalina legal e que seja rapidinha para fazer, somos todas ouvidos!

11 jun 12
inspiração
Doze projetos DIY para o dia 12
por Andrea

Superziper- 12-DIY-horizontal

Hoje tem post com ideias DIY do Superziper lá no blog Minha Singer! Resgatamos doze coisas legais que mostramos aqui no SZ ao longo dos anos para comemorar a data e outras que achamos passeando por blogs na web.

Confiram o post para se inspirar. Corre que ainda dá tempo de fazer algo bacana para surpreender a cara metade com algo feito por você.

All we need is love <3

22 fev 12
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Uma alcinha para seu pano de prato
por Claudia

Alcinha para pano de prato

Não sei quantas já repararam, mas alguns panos de prato (bem minoria, é verdade) vem com uma alcinha que facilita na hora de pendurá-lo na cozinha. Se não me engano, a primeira vez que reparei nisso foi quando morava na Inglaterra. Em uma visita a IKEA, uma rede de lojas sueca tipo Tok Stok, comprei um pano de prato branco, daqueles bem básicos – pra ser sincera o mais barato que eles tinham (entrei agora no site, hoje custa 35 centavos de libras, um pouco menos de um real). E mesmo nesse modelo mais simplão, no verso tinha costurada uma fitinha para usar como alça.

Alcinha para pano de prato

Aqui tem alguns modelos que encontrei nos panos de casa: tem feito com fita de algodão, com aparas do próprio tecido, com tiras de tecido de outras estampas da coleção e por aí via. Esse de rendinha fui eu que costurei em uma ex-fronha (que virou pano de prato!). A maioria é costurado em uma das pontas, mas já vi também aplicado bem no meio do pano, na parte de cima. E tem a alça aparente, também costurada na ponta, mas como um “e” para fora.

Alcinha para pano de prato

A boa notícia é que se nos seus panos de pratos isso não existe, sem problema – faça você mesma… E vale qualquer coisa. Pode costurar a mão, na máquina, com fita de cetim, de algodão. Essa fitinha listrada por exemplo é uma sobra de viés.
Alcinha para pano de prato

Para mim o que importa é a praticidade. Como na minha cozinha venta muito, com essa alça as toalhas não saem mais voando.

E depois que se começa vira um vício. Já costurei alça no avental até em toalhinha de lavabo!

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