14 ago 17
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DIY: Massinha caseira para os pequenos
por Andrea

Olá pessoal. Faz tempo né? Eu sei. Não que eu tenha parado de inventar coisas mas com criança em casa o registro fica um pouco mais complicado. Este post por exemplo. Fiz a massinha, a Maitê ajudou, mas as fotos foram tumultuadas. Foi um tal de braço por cima da tigela, água caindo na mesa, massinha grudada na câmera….ai., ai.  Tive que refazer as fotos enquanto ela dormia.

A massinha caseira anda de mãos dadas com o famoso Danoninho de inhame. Ou seja é daquelas receitas impensáveis pelas nossas mães (o quê??? masinha de farinha???) mas que as mães de hoje passam umas as outras pelo wazzap. Uma hora ou outra vão querer testar. Então, numa tarde chuvosa, que não rolou parquinho, lá fomos nós fazer nossa massinha caseira.

Tem muita receita na web mas achei esta bacana porque é simples e tem uma boa proporção para uma ou duas crianças brincarem.  E dividi a farinha de forma que com um saco você consegue fazer massinhas de 3 cores!

Para uma cor de massinha:

2 copos de farinha branca

1/2 a 1 copo de água morna

1/2 copo de sal refinado

1 colher sopa de óleo

1 colher sopa de vinagre

Corante de alimentos em pó nas cores preferidas

 

Vamos lá ver como fiz?

  1. Misturei todos os secos, farinha e o sal. Já fiz sem sal também, e digo, dá certo  sim mas a textura granulosa do sal deixa a massinha um pouco mais gostosa de moldar.

2. Dilui o pó corante de alimentos na água. Quanto? Depende do tom que você quer dar a sua massinha. Eu usei apenas meia colher de café, mas fica a vontade para colocar mais ou menos.

3. Fui jogando a água na farinha aos poucos e misture tudo. Pode meter a mão, geralmente as crianças pequenas piram nesta parte!

4. A parte final é acertar o ponto da massa na mão. Não é uma ciência exata, pelo contrário. Fui amassando até a cor ficar homogênea, até sentir que a massa está macia e moldável mas não gruda nas mãos.  Se estiver grudando, polvilhe  farinha aos poucos até chegar na textura certa!

O legal é que a massinha dura uns dias na geladeira. Esta massinha rosa eu deixei na geladeira e usei no dia seguinte. Tinha amolecido um pouco mas joguei um pouco mais de farinha e já estava moldável.

As massinhas industrializadas são práticas sem dúvida! Mas para mim, a parte mais divertida de fazer massinha caseira com farinha de trigo é fazer uma ‘mini alquimia’ – ver algo diferente se formando e ganhando cor ao toque das mãos.

Já o danoninho de inhame não rolou por aqui ;) .

24 maio 17
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O botão que vira botton
por Andrea

Como vocês estão? Eu com saudades deste espaço aqui! Venho tentado cada vez mais retomar meus projetos craft dentro do meu limitado tempo entre as funções de mãe de uma criança de dois anos. Mas, neste tempo que andei meio sumida algo bom aconteceu e esqueci e comentar aqui.

No começo do ano abriu uma ‘mini’ Daiso pertinho de casa – fica dentro do supermercado Hirota em plena Avenida Paulista <<dancinha de comemoração :D >>. É pequena, um modesto corredor no fundo da loja de conveniência. Mas é Daiso, né? E Daiso sempre tem uma ou outra coisa incrível e baratex que vai alimentar muito bem aquela nossa vontadezinha de inventar coisas. Nos passeios a pé com a minha filha, dia sim dia não vamos lá dar uma conferida nas novidades. E é certo que vou achar algo que em realidade eu não precisava tanto mas na hora enxergo um monte de possibilidades e penso “preciso levar”. Pois em uma destas visitas sem maiores expectativas sai de lá com vários kits de forrar botões. Sim, eles voltaram ao estoque, yay! E em tamanhos grandes!

O kit por sí só já é tudo de ótimo! Compacto! Prático! Estou in love com ele! Para quem não quer investir em um balancim – que é custoso e ocupa espaço – vale muito a pena. E o kit pode ser usado para fazer botão, como manda o figurino, ou tchananananam, com pequenas adaptações, virar um creche estilo botton. E a gente testou e aprovou as duas variações!

Para forrar botão funciona assim:

  1. Corte o tecido no tamanho do molde que vem no kit. Use um tecido de textura de tricoline. Tecidos muito grossos não vão entrar no molde.
  2. Centralize o tecido na “tampa”do botão e encaixe na parte transparente do molde.
  3. Aproveite para centralizar a estampa do tecido, caso queira um botão com uma estampa localizada.
  4. Coloque a base do botão no molde.
  5. Feche o molde com a tampa verde e aperte bem forte até ouvir um ‘tunc’.
  6. Retire o seu super botão forrado do molde!


Agora a parte mais esperada, o botão que vira botton. Na verdade é um ‘hack’ bem simples, daquelas transformações  estilo ‘como nunca pensei nisso antes”. Usei o botão maior, de 4 cm.

Para transformar o botão de 4 cm em botton (hack!), faça assim:

  1. Para o botou não brilhar (o metal pode aparecer por baixo do tecido se a trama for mais aberta) é legal usar uma entretela. A ideal é a auto-colante que é bem fininha e não sai do lugar. Forrei o botão normalmente conforme o pap acima.
  2. Com um alicate, corte o anel do botão da parte de trás.
  3. Com cola quente, cole uma base de alfinete para broche na parte de trás (cuidado para posicionar o alfinete na direção certas e o seu desenho tiver uma orientação correta).

Quem embarcou no bonde do bordado pode usar os botões da Daiso como bases para fazer mini broches bordados, heim? Heim? É por estas e outras que… Cara, eu amo a Daiso.

 

04 abr 17
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Um café para bordar
por Andrea

A pedidos de nossa amiga Rita Paiva, que está organizando uma exposição de bordados sobre o tema café, me dei a missão de criar algo. O prazo estava apertado, tinha apenas uma semana para fazer algo original e bordar.  Pensa, pensa….

Mas nada como colocar a mão na massa e deixar as ideias fluírem. Por coincidência, ultimamente eu andava brincando de criar gráficos em ponto cruz. Virou um vício craft. Desde que dei um curso de pixel art bordado no ano passado, me apaixonei por ‘pintar’ quadradinhos. Virei a louca do quadradinho! Com a deixa da exposição de bordados, nasceu este pattern. Primeiro fiz o desenho da canequinha retrô. Mas faltava alguma coisa. Uma frase talvez? Depois de pensar em inúmeras frase sobre café pouco originais, num estalo me veio a cabeça aquela famosa música do Gilberto Gil. Era isso. Tanto o café como a fé não falham nunca! Bordado feito e a caminho da exposição.

Quem quiser reproduzir um quadrinho igual, ou até modificar as cores e fazer do seu jeito pode baixar o gráfico gratuitamente aqui. Bordado no etamine ele cabe em uma moldura/bastidor de 18 a 20 cm de diâmetro.

E muita gente perguntou como fazer os próprios gráficos. Eu pessoalmente uso este programa, é bem fácil e intuitivo, em inglês. Oportunamente, ao longo do ano pode rolar mais alguma oficina de Pixel + Bordado no Sesc,  aí dá para aprender pessoalmente. Aula olho no olho é sempre melhor, né? Eu aviso vocês.

Este e mais uma porção de bordados bacanas estarão expostos no Brasil Patchwork Show, que acontecerá de 05 a 08 de Abril, com a curadoria da Rita Paiva. Passa lá para ver este e outros trabalhos inspiradores.

13 set 16
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Restauro uma maleta de viagem antiga
por Claudia

mala-restaurada-abre

Neste domingo, dei um pulo na feira do Bixiga. Fui procurar alguém que entendesse de botões e acabei sendo encontrada por esta maletinha antiga. Uma dessas já estava no meu radar, imaginava que seria ótima para guardar novelos, agulhas e material de tricô. O cartaz do preço dizia 10 reais – bom demais pra ser verdade. O ponto é que a parte de dentro estava bem detonada, diferente do exterior que estava mais bem conservado. Levei pra casa com o intuito de restaurar, algo de bom eu conseguiria tirar dela!

mala-antiga-antes-restauro

Nesta foto dá para ver que o tecido estava manchado, sujo e de desfazendo. Optei por arrancar tudo. Como a estrutura estava boa, arrisquei criar um novo revestimento interno. Sem conhecimento, experiência prévia ou pesquisas na internet, fui em frente com o bom senso e os materiais que eu tinha em casa.

materiais-restauro-mala-antiga

• Tecido: eu tinha comprado em uma visita ao Banco de Tecidos. Tive sorte que as cores combinaram com o lado de fora. Além disso este tipo de xadrez combina com uma mala de viagens e o peso do tecido daria um bom acabamento.

• Estrutura: usei papel kraft de alta gramatura para os fundos e EVA para as laterais

• Colas: usei goma arábica para colar o tecido na estrutura e depois essa cola “Shoe Goo” para colar o revestimento na maleta

• Outros: o pincel foi pra espalhar a goma arábica e a fita crepe para reforçar as margens do tecido que dobrei para trás

mala-processo-restauro

O processo foi simples mas levou tempo. Primeiro tirei as medidas do fundo e das laterais. Cortei a cartolina e o EVA com folga de 1 cm por causa das dobras do tecido. Mesmo medindo e testando, deu diferença. Tanto na parte de cima como de baixo faltaram uns 5 cm de contorno. Foi fácil de resolver: cortei e encapei uma plaquinha pequena com o tamanho do buraco e colei. Prendi com pregadores para ajudar a reforçar.

maleta-restaurada-final

Depois de seca, ficou assim – pronta armazenar para novelos e projetos de tricô em andamento. A alça está quase soltando, mas este acerto eu vou deixar para um outro momento, talvez recorrer a ajuda de um sapateiro!

Vale contar que o lado de fora foi limpo primeiro com pano úmido e um pouco de detergente. E depois removedor para as sujeiras e manchas mais difíceis.

Como foi minha primeira vez neste tipo de trabalho, queria saber se mais alguém já fez isso e tem dicas para compartilhar. Deixem comentários abaixo pra todo mundo que passar por aqui aprender mais um pouquinho.

E se alguém conhecer um substituto para a cola “Shoe Goo” seria ótimo! Eu ganhei este tubo de presente e está quase acabando. Tirando o cheio super forte de cola de sapateiro (talvez por conter tolueno na fórmula), ela é excelente e cola muito bem. O que mais eu poderia ter usado?

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