24 maio 17
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O botão que vira botton
por Andrea

Como vocês estão? Eu com saudades deste espaço aqui! Venho tentado cada vez mais retomar meus projetos craft dentro do meu limitado tempo entre as funções de mãe de uma criança de dois anos. Mas, neste tempo que andei meio sumida algo bom aconteceu e esqueci e comentar aqui.

No começo do ano abriu uma ‘mini’ Daiso pertinho de casa – fica dentro do supermercado Hirota em plena Avenida Paulista <<dancinha de comemoração :D >>. É pequena, um modesto corredor no fundo da loja de conveniência. Mas é Daiso, né? E Daiso sempre tem uma ou outra coisa incrível e baratex que vai alimentar muito bem aquela nossa vontadezinha de inventar coisas. Nos passeios a pé com a minha filha, dia sim dia não vamos lá dar uma conferida nas novidades. E é certo que vou achar algo que em realidade eu não precisava tanto mas na hora enxergo um monte de possibilidades e penso “preciso levar”. Pois em uma destas visitas sem maiores expectativas sai de lá com vários kits de forrar botões. Sim, eles voltaram ao estoque, yay! E em tamanhos grandes!

O kit por sí só já é tudo de ótimo! Compacto! Prático! Estou in love com ele! Para quem não quer investir em um balancim – que é custoso e ocupa espaço – vale muito a pena. E o kit pode ser usado para fazer botão, como manda o figurino, ou tchananananam, com pequenas adaptações, virar um creche estilo botton. E a gente testou e aprovou as duas variações!

Para forrar botão funciona assim:

  1. Corte o tecido no tamanho do molde que vem no kit. Use um tecido de textura de tricoline. Tecidos muito grossos não vão entrar no molde.
  2. Centralize o tecido na “tampa”do botão e encaixe na parte transparente do molde.
  3. Aproveite para centralizar a estampa do tecido, caso queira um botão com uma estampa localizada.
  4. Coloque a base do botão no molde.
  5. Feche o molde com a tampa verde e aperte bem forte até ouvir um ‘tunc’.
  6. Retire o seu super botão forrado do molde!


Agora a parte mais esperada, o botão que vira botton. Na verdade é um ‘hack’ bem simples, daquelas transformações  estilo ‘como nunca pensei nisso antes”. Usei o botão maior, de 4 cm.

Para transformar o botão de 4 cm em botton (hack!), faça assim:

  1. Para o botou não brilhar (o metal pode aparecer por baixo do tecido se a trama for mais aberta) é legal usar uma entretela. A ideal é a auto-colante que é bem fininha e não sai do lugar. Forrei o botão normalmente conforme o pap acima.
  2. Com um alicate, corte o anel do botão da parte de trás.
  3. Com cola quente, cole uma base de alfinete para broche na parte de trás (cuidado para posicionar o alfinete na direção certas e o seu desenho tiver uma orientação correta).

Quem embarcou no bonde do bordado pode usar os botões da Daiso como bases para fazer mini broches bordados, heim? Heim? É por estas e outras que… Cara, eu amo a Daiso.

 

04 abr 17
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Um café para bordar
por Andrea

A pedidos de nossa amiga Rita Paiva, que está organizando uma exposição de bordados sobre o tema café, me dei a missão de criar algo. O prazo estava apertado, tinha apenas uma semana para fazer algo original e bordar.  Pensa, pensa….

Mas nada como colocar a mão na massa e deixar as ideias fluírem. Por coincidência, ultimamente eu andava brincando de criar gráficos em ponto cruz. Virou um vício craft. Desde que dei um curso de pixel art bordado no ano passado, me apaixonei por ‘pintar’ quadradinhos. Virei a louca do quadradinho! Com a deixa da exposição de bordados, nasceu este pattern. Primeiro fiz o desenho da canequinha retrô. Mas faltava alguma coisa. Uma frase talvez? Depois de pensar em inúmeras frase sobre café pouco originais, num estalo me veio a cabeça aquela famosa música do Gilberto Gil. Era isso. Tanto o café como a fé não falham nunca! Bordado feito e a caminho da exposição.

Quem quiser reproduzir um quadrinho igual, ou até modificar as cores e fazer do seu jeito pode baixar o gráfico gratuitamente aqui. Bordado no etamine ele cabe em uma moldura/bastidor de 18 a 20 cm de diâmetro.

E muita gente perguntou como fazer os próprios gráficos. Eu pessoalmente uso este programa, é bem fácil e intuitivo, em inglês. Oportunamente, ao longo do ano pode rolar mais alguma oficina de Pixel + Bordado no Sesc,  aí dá para aprender pessoalmente. Aula olho no olho é sempre melhor, né? Eu aviso vocês.

Este e mais uma porção de bordados bacanas estarão expostos no Brasil Patchwork Show, que acontecerá de 05 a 08 de Abril, com a curadoria da Rita Paiva. Passa lá para ver este e outros trabalhos inspiradores.

13 set 16
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Restauro uma maleta de viagem antiga
por Claudia

mala-restaurada-abre

Neste domingo, dei um pulo na feira do Bixiga. Fui procurar alguém que entendesse de botões e acabei sendo encontrada por esta maletinha antiga. Uma dessas já estava no meu radar, imaginava que seria ótima para guardar novelos, agulhas e material de tricô. O cartaz do preço dizia 10 reais – bom demais pra ser verdade. O ponto é que a parte de dentro estava bem detonada, diferente do exterior que estava mais bem conservado. Levei pra casa com o intuito de restaurar, algo de bom eu conseguiria tirar dela!

mala-antiga-antes-restauro

Nesta foto dá para ver que o tecido estava manchado, sujo e de desfazendo. Optei por arrancar tudo. Como a estrutura estava boa, arrisquei criar um novo revestimento interno. Sem conhecimento, experiência prévia ou pesquisas na internet, fui em frente com o bom senso e os materiais que eu tinha em casa.

materiais-restauro-mala-antiga

• Tecido: eu tinha comprado em uma visita ao Banco de Tecidos. Tive sorte que as cores combinaram com o lado de fora. Além disso este tipo de xadrez combina com uma mala de viagens e o peso do tecido daria um bom acabamento.

• Estrutura: usei papel kraft de alta gramatura para os fundos e EVA para as laterais

• Colas: usei goma arábica para colar o tecido na estrutura e depois essa cola “Shoe Goo” para colar o revestimento na maleta

• Outros: o pincel foi pra espalhar a goma arábica e a fita crepe para reforçar as margens do tecido que dobrei para trás

mala-processo-restauro

O processo foi simples mas levou tempo. Primeiro tirei as medidas do fundo e das laterais. Cortei a cartolina e o EVA com folga de 1 cm por causa das dobras do tecido. Mesmo medindo e testando, deu diferença. Tanto na parte de cima como de baixo faltaram uns 5 cm de contorno. Foi fácil de resolver: cortei e encapei uma plaquinha pequena com o tamanho do buraco e colei. Prendi com pregadores para ajudar a reforçar.

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Depois de seca, ficou assim – pronta armazenar para novelos e projetos de tricô em andamento. A alça está quase soltando, mas este acerto eu vou deixar para um outro momento, talvez recorrer a ajuda de um sapateiro!

Vale contar que o lado de fora foi limpo primeiro com pano úmido e um pouco de detergente. E depois removedor para as sujeiras e manchas mais difíceis.

Como foi minha primeira vez neste tipo de trabalho, queria saber se mais alguém já fez isso e tem dicas para compartilhar. Deixem comentários abaixo pra todo mundo que passar por aqui aprender mais um pouquinho.

E se alguém conhecer um substituto para a cola “Shoe Goo” seria ótimo! Eu ganhei este tubo de presente e está quase acabando. Tirando o cheio super forte de cola de sapateiro (talvez por conter tolueno na fórmula), ela é excelente e cola muito bem. O que mais eu poderia ter usado?

28 jul 16
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10 dicas para começar a bordar à máquina
por Andrea

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Quem acompanha o Instagram sabe que eu estou com um novo ‘gadget’ aqui em casa – uma bordadeira Singer Superb EM200. Adepta do bordado manual, nunca tinha me aventurado no mundo do bordado eletrônico. Confesso que bordar a máquina me parecia algo muito mecânico, sem aquele toque autoral e pontos imperfeitos que tanto gosto. Mas depois de ver alguns trabalhos bem legais de customizações e patches feitos à máquina me rendi e resolvi tentar. Resultado? Estou curtindo muito bordar à máquina! É meio que  como costurar à máquina e a mão, um não substitui o outro, cada um tem seu processo e objetivos diferentes. Estou empolgada e conseguindo, aos poucos, resultados bem bacanas. O ganho em produtividade é a melhor coisas pois é uma maneira de conseguir escala para trabalhos que não conseguiria fazer à mão. Estou ainda prendendo bastante sobre bordados eletrônico, na prática, por tentativa e erro e também conto com as dicas que recebi da equipe da Singer que sempre me socorre nos momentos mais tensos – e houveram alguns hehehe.

Descobri que as bordadeiras domésticas são máquinas muito versáteis. Com elas dá para customizar os mais variados projetos, como toalhas, enxoval de bebê, bonecos, fazer bordados decorativos, logotipos e até os famosos patches (apliques) para roupas que recentemente  voltaram à moda. Para quem já costura, acrescentar detalhes bordados aos trabalhos pode ser um ‘plus’ bem legal.

linhas

Listei dez dicas que aprendi na prática e que podem ajudar a quem está pensando em ter uma bordadeira doméstica ou até quem está começando a fazer seus primeiros bordados. Minha experiência até agora foi só com a Superb mas acredito que estas dicas são genéricas valham para quem estiver usando outras bordadeiras domésticas, tá? Vamos as dicas:

1. ELA FAZ TUDO SOZINHA…NÃO, PÉRA: A bordadeira trabalha quase todo o tempo sozinha, porém, algumas partes fundamentais do processo como colocar os tecidos no bastidor certinho, posicioná-los, escolher quais entretelas serão usadas e dar o acabamento manual dependem exclusivamente de você. Portanto quanto mais você usar a máquina com diferentes tipos de projetos mais vai entendê-la.

2. TECIDO SEMPRE ESTICADO: Uma das etapas fundamentais para garantir que seu bordado fique um xuxuzinho é esticar o tecido e entretela muito bem ao posicioná-los bastidor. Você vai trabalhar com no mínimo 2 camadas de tecido grosso portanto, é preciso bastante atenção e paciência para pegar o jeitinho certo de colocá-los no bastidor. O que eu faço para evitar que as camadas de tecido se mexam é alfinetar as laterais.

3. ENTRETELA É TUDO: Usar uma entretela sob o tecido é fundamental! Para bordar malha, lycra ou qualquer outro tecido com elasticidade, a entretela de bordar de gramatura 105 ou 120. Para outros tecidos pode ser usada a entretela 80. É  ela que vai criar uma base firme para que os pontos do desenho fiquem bem definidos e regulares. Depois do bordado pronto, corta-se todo o excesso de entretela do verso com ajuda de uma tesourinha de ponta fina.

4. LINHAS: A linha nacional mais usada para bordar a máquina é 100% poliéster, por ser a mais resistente. Estou usando a SILKO, da Coats, por ser bem forte e ter uma gama enorme de cores – entre elas metalizadas e fios em tons degradés! A linha da bobina (que ficará no verso do tecido) pode ser daquelas mais barats, vendidas em carretéis grandes.

5. HACK DO SAQUINHO: Para bordar em toalhas ou tecidos de pelúcia e felpudos deve-se usar uma entretela hidrossolúvel  esticada por cima do tecido. Ela fará com que a fibra mais alta não se enrosque na agulha. Após o bordados se desfaz ao passar um paninho umedecido com água. Um hack que muita gente faz é substituir a entretela hidrossolúvel por um saquinho plástico, daqueles transparentes e finos, para embalar frutas. Estica-se o saquinho por cima do tecido a ser bordado, prendendo-o junto com os outros no bastidor. Eu já testei algumas vezes e deu supercerto!

6. WE <3 PATCHES:  Dá sim para fazer patches bordados na bordadeira doméstica. Para isso você precisa de desenhos/matrizes de apliqués. Existem prontas para vender ou dá até para criar com o seu desenho. Eles têm um contorno mais grosso para que possam ser recortados e virarem patches.

7. MATRIZES: Os desenhos para bordado se chamam matrizes e as máquinas costumam vir com vários prontos tanto na memória como em pen drives avulsos. É possível comprar matrizes prontas para bordar em sites da web.

8. CRIANDO SUAS MATRIZES: Sim, é possível criar nossos próprios desenhos para bordar. O desenho deve ser primeiramente transformado em traço e depois convertido para um arquivo específico de bordado. Existem no mercado softwares próprios para bordados como o Embird, o Wilcom e outros (todos rodam apenas em PC !). O software da Singer  que vem grátis com a Superb é o PSW que permite fazer alterações de tamanho e conversões para os tipos de arquivo que são aceitos pela máquina. Aviso que os softwares de bordado mais completos são bastante caros. Pesquise antes e converse com quem já tem para achar o que melhor atende a sua necessidade.

10. SÓ A PRÁTICA LEVA A PERFEIÇÃO: Teste, teste, teste seus bordados! A Superb permite diminuir, ampliar, girar desenhos e compor palavras tudo ao toque de tela. Quanto mais você usar a sua máquina mais vai conseguir dominar as funções e o processo fica bem mais simples. Eu, como toda newbie, estraguei muito tecido nos primeiros bordados, seja por posicionar o desenho em lugar errado, esquecer de trocar a cor da linha ou por não esticar direito o tecido/entretela. Faz parte. Já aprendi, sempre que vou usar uma matriz nova pela primeira vez testo antes para não estragar a peça final.

 

Fiz um video bem rápido mostrando a máquina em ação, bordando uma matriz que eu criei e usando o hack do saquinho para bordar em pelúcia.

Neste pouco tempo que comecei a usar a Superb já fiz algumas coisinhas legais: um patch com o logo da produtora do marido, uma almofada de pelúcia bordada para quarto de bebê, toalhas personalizadas para presentear. Tenho ainda muito a aprender. Quero fazer mais patches divertidos, testar bordados com mais coloridos, bordar em tecidos de diferentes texturas….. Muitas possibilidades criativas!

mosaico bordado copy

Descobri que apesar de curtir um bordado modalidade manual, em ritmo lento, com nós franceses feitos um a um também há espaço para um bordado tecnológico, rápido, produtivo, com muito ponto cheio.

Se você também está dando os primeiros passos no bordado eletrônico ou mesmo se já é master suas dicas serão muito bem vindas. Vamos trocar figurinhas?

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