16 out 14
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Aula de tear e bonecas de pano
por Andrea

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Você reparou que quem gosta de craft sempre está atrás de uma nova técnica para aumentar o repertório? Comigo é assim, sou curiosa e sempre acho um  novo conhecimento que complementa o outro.  Nossas amigas do Ateliê Rainhas da Costura, que apesar do nome, não por sinal não é só de costura, estão com uma agenda vários cursos craft em técnicas variadas. Vale a pena conhecer a agenda do mês e ver se tem alguma nova técnica que faz seu coração bater mais forte, além do super conhecido curso de costura básica. Hoje vou mostrar dois cursos bacanas, o de bonecas de pano clássicas e de tear. Vem ver!

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No curso de bonecas você vai aprender diferentes tipos de boneca em tecido com a professora Ana Paula de Morais.

A popularidade das bonecas de pano vem crescendo muito nos últimos anos, né? Até eu tive minha fase ‘bonequeira’, anos trás cheguei a fazer algumas dolls a partir de moldes de revistas japonesas traduzidas ( ufa, dava um trabalho) já que na época não havia nenhum curso por aqui que ensinasse a técnica. Hoje aprender a ‘bonecas’  está bem mais fácil e acessível, com aulas e uma professora experiente ao seu lado. Bonecas artesanais são projetos super legais para quem gosta de presentear, para quem quer vender e também como decoração de quartos infantis e festas.

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Quando visitei as alunas estavam aprendendo a costuras os braços. Ao contrário da costura ‘normal’, você sabia que para fazer  os membros das bonecas bonecas tudo é riscado em um tecido cru, costurado e só depois a margem de costura é recortada?

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O make da doll tem técnicas a parte. Nas aulas você aprende a usar vários apetrechos como canetas e tintas especiais para pintar o rosto. E a partir do modelo básico de boneca é possível para colocar o seu estilo próprio diferenciando o make, o cabelo, roupinhas, etc e até transformá-las em bichinhos.

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São muitos os modelos de bonecas possíveis de serem criados a partir de simples retalhos de tecido, desde as estilo Tilda até as mais estilizadas. Aaprender as técnicas dos modelos clássicos possibilita ir além e começar a criar suas próprias dolos, com suas características e assinatura.

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Uma outra aula bem legal que está rolando todo sábado é o de tear manual com o professor/ artista têxtil João Villares. A arte do tear voltou com tudo, tenho visto bastante este resgate em muitos blogs gringos e por aqui também. Pegando o embalo até ensinamos a fazer um tear de papelão aqui no blog, para quem quer começar a tecer em casa mesmo, do jeito autodidata.

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No curso do João Villares as alunas aprendem a tecer usando o famoso tear de pente liço. Sim, aquele tear clássico, grandão e de madeira, lindo! Ao longo das aulas além de ir se familiarizando com as técnicas também poderão tecer suas próprias peças utilitárias como cachecóis e golas.

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E olha só que delícia, as aulas de tear podem rolar ao ar livre, no quintal do ateliê, se São Pedro ajudar com um tempo bom :D. As aulas têm acompanhamento individual pois assim cada aluno pode aprender no seu tempo.

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As aulas de tear e bonecas rolam durante a semana e aos sábados (cursos livres que podem ser iniciados a qualquer momento) lá no Ateliê Rainhas da Costura.  Para saber mais detalhes sobre a aula de bonecas clique aqui, para a aula de tear aqui. Ou mande um email para contato@rainhasdacostura.com ou ligue para  11 3063-5956.

O Ateliê Rainhas da Costura fica na R. Cardeal Arcoverde, 1668 – Pinheiros – São Paulo-SP

06 out 14
outras técnicasreciclagem
Porta-coisas de bastidor
por Andrea

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Fotos e projeto por Oliver Thi, da Bonifrati

Olá pessoal! Com o dia das crianças se aproximando os Bonifrati pensaram num projeto DIY bem legal que os pequenos podem fazer juntamente com seus pais. Sem muitas complicações e um encaixe aqui e outro acolá fazemos um porta-coisas que vai deixar a bagunça criativa bem mais organizada. Vamos lá?

Você vai precisar de:
* Folha de cortiça
* Bastidor
* 2 miolos do rolo de papel (1 menor, de papel higiênico e outro maior, de papel toalha)
* Tesoura
* Cola quente

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1. Corte os rolos de papel higiênico em tamanhos diferentes: um maior para o lápis e o menor para o giz de cera.
2. Utilize o bastidor como molde e risque dois círculos na folha de cortiça, recortando em seguida.
3. Recorte também duas tiras de cortiça no comprimento dos rolos, e encape-os, fixando com a cola quente.

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4. Cole um dos círculos na base do bastidor.
5. Coloque os dois rolos sobre o outro círculo, risque sua volta para demarcar o local a ser cortado para encaixar os rolos na base e recorte.

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6. Em seguida fixe os rolos com cola quente . Seu Porta-Coisas de Bastidor está pronto!

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Para encerrar um poeminha:

“Escrevo um recadinho
Trecho de música
Um aviso:
É pra hoje, é pra já!

Quantas coisas acontecendo
As ideias vão se perdendo
Mas eu não deixo nada escapar

É só fixar um papelzinho
No mural e eu to tranquilo

Cadê a caneta?
Não tem problema!
Está no rolinho, a vermelha
Vejo o giz de cera ao lado
Escolho o verde azulado
De criatividade eu me invado
Que vontade de desenhar!”

Outras ideias que os Bonifrati mostraram aqui no Superziper:

– Pipa de papel

- Pipa de tecido, tipo almofada fofinha

- Árvore mural, de rolhas

- Dedoches divertidos

Espero que gostem destas ideias! Um feliz dia das crianças grandes e pequenas.

Beijos Oliver Thi, da Bonifrati 

29 ago 14
casa craftoutras técnicas
DIY: Display jurássico para bijoux
por Andrea

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Vamos lançar um olhar craft-vintage-jurássico em para fazer um display de bijoux? Nossa proposta é fazer uma combinação exótica de pires antigos (aqueles cuja respectiva xícara já quebrou), retrós de plástico vazio e um dinossauro de plástico  (ou descolado da caixa de brinquedos do seu filho/sobrinho). Junte tudo e aplique um ‘splash’ de dourado para dar o glamour que um display de bijoux merece.

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Os materiais são os da foto acima: dois pires antiguinhos de tamanhos diferentes, um retrós de plástico (se tiver algo escrito, lixe antes para deixá-lo todo branco), dinossauro de plástico, tinta para artesanato na cor dourada, pincel e pistola de cola quente.

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Para pintar o dino use o pincel e a tinta dourada e aplique quantas camadas forem necessárias para cobrir bem. Eu usei usei três. Uma dica: para melhor cobertura se for usar uma cor clara escolha um dinossauro claro, se for usar uma tinta escura qualquer cor de bichinho serve.  Como estes bichinhos costumam vir em sacos sortidos, dá para separar os com as cores mais apropriadas facilmente.

Pinte o retrós da mesma maneira, em camadas até cobrir. Deixe secar bem. Se precisar, acelere a secagem com um secador de cabelos.

Uma outra opção seria usar tinta spray de grafitti. Eu decidi fazer com tinta líquida para fazer menos sujeira. Mas os fãs do spray podem se aventurar à vontade, as cores costumam ser lindas e a cobertura ótima.

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Use cola quente para fixar as duas extremidades do retrós entre os pires.

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Fixe também o dino no topo do prato superior, injetando cola bem quentes nas quatro patas.

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Não falei que era fácil? Tá aí o seu display belo, dourado e pronto para ser usado.

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Use o seu display jurássico para deixar a mostra as bijoux que você estiver usando no momento. Não é um porta-jóias onde você guarda tudo que tem e sim aquelas bijoux escolhidas para o dia o para a semana.

Reparem como o pescoço do dinossauro serve com um ótimo suporte para anéis. Aposto que o T-Rex será um bom guardião daquela sua pulseira favorita.

31 jul 14
outras técnicas
Shibori, o tingimento quem vem do Japão
por Andrea

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Vocês já ouviram falar em shibori? É uma arte manual japonesa de tingir tecidos com padrões que são formados através de dobras e costuras. Em japonês o verbo shiboru significa = espremer, apertar, amassar. Ah, então tá explicado!  O shibori é uma técnica antiga,milenar, que recentemente vem ganhando visibilidade no ocidente e cada vez mais adeptos – reparem que muitos blogs de moda e decoração DIY gringos vêm reservando espaço para falar desta tendência e até dando dicas para fazer shibori em casa. Os shiboris em azul índigo são os mais conhecidos mas é possível trabalhar a técnica em todas as outras cores.

Através de nós, pontos e amarrações, certas áreas de tecido ficam protegidas do corante de assim se formam estampas com formas geométricas orgânicas. Há um elemento surpresa no tingimento portanto nenhum shibori é igual ao outro – aí que está a graça desta técnica. Passei o último sábado no estúdio da designer Tati Polo aprendendo a fazer shibori e minha vontade agora é sair tingindo todos os tecidos que vejo pela frente.

Fotografei algumas peças criadas pela Tati com designs diferentes, cada um feito com uma técnica própria.

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Existem várias variações de shibori. O efeito Mokume é feito com formas geométricas ou desenhos simples que são primeiro delimitados com pespontos e depois amarrados. Com as repetições cria-se os padrões mais variados.

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Este panô é uma peça bem grande e estava decorando uma parede do estúdio.

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Reparem como as cores se misturam no shibori. Uma peça pode ter várias cores e tons. Quanto mais cores tiver mais complexo e demorado é o processo de tingimento.

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Este lenço é uma dos meus favoritos, com padrões aplicados nas bordas que me lembram ouriços do mar.

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No shibori trabalha-se com corantes têxteis. Os materiais de tingimento parecem de um laboratório de química!

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São muitos pozinhos coloridos e medidas para se chegar na tonalidade certa. Segundo a Tati muito se aprende na tentativa e erro principalmente as dosagens para chegar nas cores desejadas. É bom anotar tudo para conseguir repetir as misturas de cor novamente.

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A Tati tem uma área externa e um fogareiro grande só para seus tingimentos. Desejei um igual!

Nosso primeiro tingimento foi neste tom de verde degradé com um pingo de bege. É preciso ficar fazendo um tira e pões com o tecido na água para evitar os ‘degraus’ muito acentuados na cor. Tingir também é um ótima oportunidade para malhar bíceps.

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Fazer shibori requer paciência e utiliza bastante costura, pois todos os pontos são feitos a mão! Para criar desenhos no estilo makiague, os motivos devem ser enrolados um a um, com linha especial até criar estes ‘chifrinhos’ de tecido prensado. O tecido fica assim, tridimensional! As áreas com linha não são tingidas, criando aquelas  ‘listrinhas mágicas’ características desta técnica.

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Depois dos pontos e amarrações chega a hora do banho vermelho!

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Para conseguir o efeito vermelho degradê tivemos que ficar movimentando o tecido de seda para cima e para baixo por um tempo. Se o objetivo fosse um tingimento por igual era mais fácil, só jogar o tecido na água e esperar. Terminado o tingimento é preciso esperar secar bem, pode ajudar com secador se o tempo estiver frio como agora.  Remova os pontinhos com muito cuidado e seu shibori está pronto para arrasar por aí.

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A primeira ‘shiborada’a gente nunca esquece! Aqui está o meu lenço vermelho degradê em makiaguê shibori.

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O tecido verde que mostrei no começo do post virou este outro lenço feito com a técnica de mokume shibori. Este deu bem mais trabalho que o outro mas eu adorei o resultado final.  Foram usados dois tingimentos aqui, um verde de fundo e outro marrom escuro por cima. As partes costuradas mantiveram a cor de fundo original.

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O lenço de shibori fica todo enrrugadinho, com um efeito irregular  super bacana. As vezes enrruga tanto que é difícil mantê-lo aberto. Coloquei alguma pedras nas bordas para conseguir mostrar o padrão. Dá para fazer linhas retas, ondinhas….

Para quem se interessou e quiser saber sobre as próximas oficinas o contato da Tati Polo é tatiana@cocararquitetura.com.br / tel 11 35641680.

Gostaram do shibori? Já fizeram alguma experimentação com esta técnica ou algum outro tingimento manual em casa? Me contem :).

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