11 jan 11
casa craftoutras técnicasreciclagem
Meu primeiro craft (agora emoldurado)
por Claudia

Feltro enquadrado

Outro achado da minha limpeza de fim/início de ano foi uma caixa cheia de coisinhas de feltro feitas à mão por mim. Eu guardo lá todas essas experimentações e ideias que venho fazendo desde que comprei o primeiro metro de tecido. Quando eu morei em Londres e participei de uma feira com a Andrea, muita coisa se foi. Mas por sorte ainda encontrei por lá uma das minhas primeiras bolsinhas em feltro que fiz. Achei que podia dar uma valorizada nela ao invés de deixar escondida dentro da caixa. E resolvi eu mesma inventar um suporte para deixá-la exposta na sala de casa – uma coisa meio saudosista essa, né?

Usei uma ripa de madeira que tinha em casa – na verdade uma das madeiras do estrado da cama. Não aparece nas fotos essa etapa, mas eu dei uma lixada pra deixar esse acabamento meio gasto. A cor original era esse verniz escuro.

Ripas de madeira Moldura de madeira

Cortei com serrinha de madeira 4 pedaços: dois de uns 15 cm e mais dois de uns 21 cm. E optei por arrumá-los dessa forma intercalada – achei que assim deu mais movimento do que se estivessem dispostos de forma alinhada. Fora que assim, as imperfeições milimétricas no corte e nos tamanhos não chamam tanta atenção.

2 pedaços de 15 cm 2 pedaços de 21 cm

Usei um grampeador de tapeçeiro para unir os pedaços pelo verso.

Grampeando a moldura Grampeador de tapeçaria

Com a moldura firme, prendi no verso da madeira um retalho de lona de algodão (vocês já viram ela aqui). De novo, apelei para o mesmo grampeador salvador! Reparem que eu dobrei o tecido para não desfiar.

Tecido grampeado no fundo Costurando no tecido

Por último, com linha e agulha normais, costurei a bolsinha de feltro no tecido. Não coloquei mais nenhum acabamento além disso – nem vidro nem nada. Só isso e pronto.

Meu 1o craft

Só não reparem nos detalhes da bolsinha, realmente era coisa de iniciante. Os cabinhos dos morangos – por exemplo – ficaram meio tosquinhos, mas mesmo assim gosto deles. Me faz lembrar que alguma coisa eu evoluí nesses anos – e com certeza meu olhar ficou mais apurado.

15 dez 10
fashionoutras técnicas
2x tingimento
por Claudia

Casaco tingido de azul marinho

Um dos posts que mais bomba por aqui via Google é aquele que escrevemos sobre experiências com tingimento. Até agora são 100 comentários (e continuamos contado) – todo  dia continua chegando gente nova procurando saber mais e querendo tirar dúvidas.

E tingir roupa está na moda. Recentemente as meninas da Oficina de Estilo escreveram um guia bem conpreensivo ensinando como tingir  em casa e o post serve de ótima introdução ao tema para quem quer colocar a mão na massa, ou melhor, na colher de pau ^__^

Os motivos de eu falar novamente sobre o assunto são dois:
. primeiro, queria mostrar como resultou minha experiência de tingimento duplo
. segundo, queria dicas para tingimento em casa em um estlo “mais ecológico”

Então vamos lá… O que aconteceu é que eu tinha uma jaquetinha de veludo bege (foto) que eu não queria doar. Usei ela tanto que a cor ficou até sem graça, bem desgastada. Resultado? Arranjei um corante amarelo e fui em frente. Achei que ficaria bem inusitado e diferente.

Tingindo em amarelo

O problema é que…….. eu não gostei! Até procurei looks no Polyvore com peça nessa cor para ver se eu me animava, mas o amarelo não rolou. Como eu continuava gostando do modelo da jaqueta, insisti mais uma vez no tingimento, mas dessa vez optei por um azul-marinho, uma cor que adoro.

E aqui vocês podem comparar as 3 peças: o antes, o durante e o depois!

Etapas do tingimento

Uma coisa que a gente sempre fala é para tomar cuidado com as costuras. A linha nem sempre é da mesma composição do tecido – ou seja, se você tingir uma peça de algodão com tingidor de algodão, beleza. Mas se a linha usada era sintética, pode acontecer isso que aconteceu com o meu casaco. A cor não “pega” na linha e fica assim diferente. No meu caso, não me incomodou muito porque a linha amarelada deu um aspecto de costura de jeans. Daí que nem troquei os botões, deixei no original mesmo para contrastar.

Detalhe das costuras

Como muita gente passa por aqui – e temos experts em várias as áreas lendo o site – queria aproveitar para fazer um pedido. Sempre me incomoda demais a quantidade de água que precisa ser usada na lavagem após o tingimento. Assim, queria saber quais são as melhores práticas para se adotar quando a gente fizer um tingimento doméstico. Quero continuar tingindo minhas peças em casa, mas queria minimizar o impacto no ambiente. Quem poderia nos ajudar? Acredito que essa minha dúvida deve ser a mesma de outras pessoas. Qualquer ajuda é bem-vinda. Eu estaria feliz se conseguisse pelo menos reduzir a quantidade de água em 30 ou 40% – será que é possível?

Ainda nessa linha, uma outra dica… Tente acumular peças *pequenas* para tingir tudo de uma vez – ao invés de tingir cada peça individualmente. Reparem que eu falei em peças pequenas – dois casacos de uma vez não rolaria, já duas ou três regatinhas pode até ser possível! Vale até juntar com as peças das amigas… E se você não sabe que peça “secundária” tingir, dou uma ideia super legal: meia-calça degradê (foi inspirada no desfile de primavera 2008 do Christian Lacroix, aqui tem uma foto de passarela). Como a meia é finíssima, bastam 5 minutos para a cor pegar!

27 out 10
outras técnicas
Meu segundo bordado em talagarça
por Claudia

Esquilo de talagarça

Lembram que faz um tempinho a gente perguntou quem sabia o que era – e se já tinha feito – talagarça? Pois bem. Depois de milênios sem praticar (desculpem o exagero, mas hoje acordei com a sensação de que minha infância aconteceu há tudo isso mesmo), comprei uma tela de criança e resolvi experimentar este tipo de bordado mais uma vez. Que na verdade só tinha feito uma vez na vida e mesmo assim ficou incompleto – porque de criança eu não tinha paciência para essas coisas.

Mas esse esquilo me animou. Comprei o kit em um armarinho em Paris, numa lojinha muito legal (depois eu pego o nome e coloco aqui – queme stiver pensando em ir para lá vale a pena visitar!). A compra foi totalmente por impulso, afinal eu não *preciso* de uma tela de talagarça com desenho de esquilo. Mas na hora me deu um certo saudosismo, uma vontade de voltar a fazer e também achei raro ver um desenho tão bonitinho nesse tipo de tela. Pensando bem, até que foi uma compra racional – se não eu nem teria três bons argumentos para justificar. Na foto aí de baixo dá para ver o kit aberto – ele vem com tela, fios 100% lã, tudo nas cores e tamanhos certos e também uma agulha de plástico.

Esquilo em talagarça Esquilo em talagarça

Agora o mais genial de tudo foi essa agulha que veio junto com o kit! Primeiro, por ser de plástico e sem ponta afiada – bem adequada ao público-alvo do produto, as crianças. E segundo, pelo jeito que essa agulha funciona… Ela é dobrável: você “aperta” para alargar e facilitar a passagem do fio pelo buraco. Alguém já tinha visto algo parecido? Eu achei sensacional. Estou tomando muito cuidado para não perder e não quebrar.

A lã é do tipo “paratapet” e veio na medida e nas cores certas.

Como funciona a agulha

Agora deixem eu contar o mais engraçado. Comprei esse kit na véspera de voltar de viagem. Arrumando a mala para voltar, tive a ideia de carregar o kit na bolsa porque daí poderia bordar no aeroporto e no avião, para passar o tempo. Como a agulha ainda era de plástico, isso não seria nenhuma fonta de problemas com segurança, controle de bagagem de mão, etc.

Esquilo em talagarça Esquilo em talagarça

Com *muito* tempo de sobra, li as instruções para relembrar como fazer o ponto básico. Depois engatei e saí bordando e bordando, isso entre uma fila e outra e depois dentro do avião. E assim foi indo até que terminei o projeto antes de chegar em casa. Se eu tivesse mais uma tela, com certeza teria devorado também… Recomendo o passatempo!

Esquilo em talagarça Esquilo em talagarça

E ficou *quase* assim! No último minuto desisti fundo branco – achei que estava muito morto. Então desfiz toda a parte do fundo, em SP comprei uma nova lã azul e bordei novamente. Achei que um fundo conttrastante deu muito mais destaque ao esquilo. A moldura veio de um quadrinho pronto que comprei em promoção por 5 reais! Tirei a gravura que veio junto e enquadrei sozinha mesmo.

Esquilo em talagarça

Meu próximo plano nessa técnica é aprender a riscar tela. Já tive várias ideias, só preciso aprender a transpassar de um jeito que funcione bem – além de acertar a pintura na tela. Se eu me der bem, volto aqui para ensinar a vocês! Desejem-me sorte, hehe

24 out 10
outras técnicasreciclagem
PAP: porta-celular de garrafa plástica
por Claudia

Porta-celular

Esse passo-a-passo foi inspirado no porta-celular Drinn que eu vi na Tok & Stok. Vocês já devem ter visto esse tipo de acessório. Há uns 2 anos ele costumava ser popular naqueles sites e blogs que divulgam boas ideias de design e produtos.

Desde então, eu tinha pensado que esse projeto era fácil de adaptar e fazer em casa. Mas acabei me esquecendo dele. Daí recentemente vi no blog Makezine uma versão caseira meio “durona” – ou seja, o acessório era funcional, mas na minha opinião o acabamento deixou a desejar. Eu não colocaria um desses em casa, hehe. Mas me animou para partir para a prática e buscar o meu próprio modelo.

Porta-celular Porta-celular

Os materiais que usei são bem simples e acessíveis: garrafa plástica, lápis ou caneta para marcação e tesoura. Tenha à mão também o seu próprio celular e carregador para usar de referência. De base, eu usei uma garrafinha de cera líquida, mas já vi quem tenha feito com garrafa de água, de xampú e de sabonete líquido.

Porta-celular
Essa etapa é a mais importante: a fase de planejamento. Gaste o tempo que precisar, é aqui que você vai visualizar o resultado final – como você quer que o celular fique apoiado, onde o carregador vai se encaixar e como as duas peças vão conviver. Como escolhi uma embalagem pequena, reparem que o celular não cabe na vertical – ele esbarra na saída do fio. Então inventei um desenho para que o celular se encaixasse na horizontal. Poderia ter ido atrás de uma outra embalagem, mas gostei muito desse amarelão. Um plástico branco-leitoso não era o que eu queria…

Porta-celular Porta-celular

Se já está com o desenho pronto em mente, então é hora de fazer as marcações. Eu usei lápis de cor, mas pode ser aquelas canetas de CD também.

E depois é só cortar com tesoura mesmo. Estilete acho um pouco perigoso porque não tem como apoiar direito para dar firmeza. Além disso, o plástico é escorregadio e com estilete você pode acabar cortando mais do que planejava e depois não tem como consertar.

Porta-celular Porta-celular

Aqui tem um exemplo de como eu cortei o círculo para a tomada e como ficou a lateral de encaixe do celular.

Porta-celular Porta-celular

Ficou assim… Aparentemente tem cara de que vai dar certo. Para ter certeza, só testando na prática, na tomada.

Porta-celular Porta-celular

O carregador precisa entrar até o fim para não cair ou escorregar – ou seja, o plástico precisa ser fino e liso. Na outra foto, um close do fio enrolado em volta do “corpo” do acessório. Adorei isso!

Porta-celular Porta-celular

Alguém ficou com vontade de experimentar? A vantagem desse projeto é o custo zero. Antes de mandar seus plásticos para a reciclagem, tente fazer o seu. Minha dica é inventar em cima do material que você tem. Ao invés de seguir exatamente esse modelo, tente aproveitar o que a sua garrafa tem de bom. Você pode achar um novo desenho bem mais legal!

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