07 ago 11
outras técnicas
Terrários, mini jardins em vidro
por Andrea

Mini terrarios

Uma trabalho que chamou nossa atenção quando visitamos a feira de crafts Renegade Brooklyn foram os mini terrários. Eu adorei  o que vi pois simpatizo com terrários há bastante tempo. Para quem mora em apartamento nas grandes cidades pode ser uma maneira bacana de se  ter um verdinho em casa. E como precisam de pouca manutenção servem bem  para o grupo dos ‘sem jeito para lidar com plantas complicadas’ (1 membro).

Estes terrários aí de cima são da Twig  e têm a proposta de criarem paisagens em miniatura. Se vocês olharem com atenção dá para ver os micro personagens andando no meio dos musgos. Ao lado dos terrários da feira havia uma lupa self-service – uma ótima sacada.  Os mini mundos  foram ideia de duas amigas nova iorquinas que além de vender os terrários prontos também ensinam como fazê-los em casa.

Mini terrarios

Estes outros estavam à venda na loja Antropologie e são da The Slug and the Squirrel.  A proposta desta marca é usar combinações de containers de formatos diferentes além de plantas, pedras e troncos nas composições.

Mini terrarios

Esta suadeira nas paredes é normal e surge quando há alguma mudança brusca de temperatura no ambiente. Não é preciso regar os terrários  totalmente vedados  – a água que evapora acaba molhando de volta  as plantas e musgos. Já os terrários parcialmente vedados precisam de pouca água, algo do tipo uma vaporizada de 3 a 4 vezes *ao ano*.

Mini terrarios
Para fechar os recipientes vale usar conchas quebradas, rolhas e até bolinhas de gude de vidro colorido.

Mini terrarios
Nestes aqui usaram louças antigas e até copo virado de cabeça para baixo. Super dá para inventar um novo uso para aquelas xícaras que estão lascadas ou então garimpar louça usada em bazares/brechós.

O bacana é que cada terrário destes é uma peça única e exclusiva. Dá para brincar com o tamanho das louças e potes de vidro e criar combinações bem originais.

Mini terrarios

Será que esta onda de fazer terrários vai chegar logo por aqui ? Ou já chegou?

Se vocês curtiram a ideia e quiserem tentar fazer um em casa aqui tem um PAP legal de terrário costurado em plástico transparente e aqui outro de mini terrários de ímã para dar como (quem diria!)  lembrancinha.

Eu pessoalmente ainda prefiro os terrários montados em recipiente de vidro. Tentei fazer um em 2007 – um dos primeiros projetos que mostrei aqui do Superziper – mas não vingou por minha culpa, acho que reguei demais ou de menos : / . Mas já estou com vontade tentar novamente desta vez algo menor e usando uns vidros charmosinhos que guardei.

E vocês o que acham dos terrários? Já fizeram algum ? Me contem.

03 ago 11
outras técnicasoutros bla bla blasreciclagem
Um chaveiro para seu pai (ou para bike-lovers)
por Claudia

Chaveiro de corrente de bike

A gente continua gostando de tudo que tem a ver com bicicleta – até das partes que ninguém precisa mais. Aliás, reaproveitar coisas usadas é algo que adoramos fazer.

Achei na bancada do meu namorado um pedaço de corrente quebrado de bicicleta que ia pro lixo. Inconformada com o desperdício, aceitei o desafio de pensar em como dar um novo uso à ele. Como assim jogar fora? Alguma coisa ele tinha que virar. Pedi para ele dar uma limpada na graxa antes de eu manusear – dá para fazer isso usando gasolina ou querosene e uma escova de dentes velha (vocês já viram essa que fiz?). Saiu tudo mesmo, mas o cheiro fica por uns dias.

Um pedacinho de corrente seria suficiente para fazer um chaveiro bacana. A corrente é flexível e dá para brincar com ela, fazer formatos e desenhos imaginários. E um chaveiro de corrente fica bem masculino, achei que poderia ser uma boa lembrança para o Dia dos Pais que vem logo aí. Mas não pensem que é só coisa de menino – esse aí da foto já é o meu! E todo bike-lover vai adorar, certeza.

Reciclagem de corrente

Para fazer, é bem simples.

Separei alguns “gomos” da corrente já limpa e deixei as pontas em aberto, sem o pininho que junta os elos. Fechei as partes, uma na outra, passando pelo furinho uma argola simples de chaveiro. Só isso!

Nem todo mundo tem corrente sobrando em casa, mas é o tipo de coisa que você consegue super fácil em uma bicicletaria. Eles costuram jogar fora ou separam para dar para catadores de ferro velho. Mas se você pedir com gentileza e um sorriso, com certeza vão te dar . Peça também para que cortem do tamanho que precisa e deixar o último elo vazio. Dica, limpe a corrente com antecedência suficiente para o cheiro sair antes de dar o presente.

E se você gostar da brincadeira pode até comprar uma ferramenta de corrente, para abrir e fechar os pinos e cortar em tamanhos diferentes. Com isso você monta e desmonta as peças como quiser e pode brincar de inventar, a la professor Pardal.

Depois de fazer uns dez chaveiros iguais para distribuir entre amigos, ainda tenho uns pedaços sobrando em casa. Estou aceitando novas ideias para fazer com correntes de bike. Alguém ?

01 ago 11
outras técnicas
Cenas de uma oficina de Furoshiki
por Andrea

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Sábado participamos de um evento bacanérrimo, um encontro de blogueiras para marcar o lançamento do Intimus Days PH Balanceado.  Foi uma tarde toda voltada para feminilidades, com muito papo, comidinhas deliciosas e aulas super úteis. Teve um  jantar  de 30 minutos preparado em tempo real pela Dadivosa, ótimas dicas de manicure D.I.Y. com a Dani (pra quem faz a unha em casa, tipo eu) e make para dias de TPM com a Claudinha Stocco.

O tema da  nossa oficina foi o nosso queridinho Furoshiki. Ensinamos como se faz o nó quadrado e a bolsa de uma alça, tipo aquela que a cegonha carrega.

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Claudia em ação, mostrando como se dá o nó básico.

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Eu com uma das minha embalagens preferidas, a de garrafa, que vem com alcinha pra segurar.

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Tecidos à postos…

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…todas concentradas para dar o nó. We can do it!

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Algumas das embalagens para se fazer com tecido, sem costura, apenas nós e dobras.

Lembrando que qualquer tecido quadrado pode virar furoshiki. Desde o lenço Hermès (se você é muito chique) até o paninho  comprado na 25 de Março. Eu até  cortei  um lençol infantil em quadrados para transformá-lo em furoshiki. Tem pra todos os gostos e bolsos!

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Especialmente para as meninas que fizeram a oficina e tiveram um branco básico  quando chegaram em casa:

Aqui estão o video do nó quadrado e o da bolsa cegonha. E todos os nossos posts sobre furoshiki.

Super obrigada à Intimus e à Salve_ pelo convite . Queremos bis :)

 

19 jul 11
fashionoutras técnicas
Apresento a vocês a tulma boliviana
por Claudia

Tulma aplicada no xale

Tulma é um enfeite de fios que as bolivianas usavam pendurados nas pontas de suas longas e longas tranças. Vi mocinhas, senhoras e mulheres de todas as idades usando estes pingentes na minha passagem pelo país. Com muita sorte, encontrei para vender em uma loja de souvenir. Não eram lembrancinhas para turista – são acessórios para vestir no dia a dia. E são usados aos pares, conectando uma trança à outra.

Quando comprei, achei que usaria de enfeite em casa ou como pingente para alguma chave. Mas antes de fazer qualquer coisa, quis procurar no internet mais sobre a história deste item que parecia ser tão tradicional. Mas acredite se quiser, há pouquíssima informação porque que no fim as pessoas escrevem sempre sobre as mesmas coisas. Acho que  precisamos de mais gente falando de crafts de outras culturas.

Acabei decidindo aplicar minhas tulmas em uma peça de roupa, achei que alguma conexão com sua função original. E com a chegada do frio, veio essa ideia de costurar um pingente em cada ponta de uma manta de lã. Como comprei dois pares, deu certinho.

Aproveitei também para desconstruir a tulma e entender como foi feita para ensinar por aqui. Devo avisar que foi um aprendizado baseado na observação e inventei minha maneira de fazer. Se gostou e quer aprender, mãos à obra. É um projeto bacana para fazer usando fios, mesmo se você não sabe fazer tricô ou crochê.

Tulma: materiais

Você vai precisar de:
. lã bem fininha, do tipo usada em peças de bebê
. caderninho ou cartolina para enrolar a lã
. pregadores ou clipes de cabelo para separar a lã
. tesoura

Tulma: como fazer

1. Comece enrolando o fio de lã em um caderninho ou pedaço de cartolina. Escolha uma peça da altura que quer para a sua tulma

2. Com essa lãzinha vermelha, eu dei 60 voltas. Ou seja, fiquei com 120 fios. Mas não é uma regra, você vai ter de adaptar dependendo da espessura do fio  que estiver usando

3. Quando terminar as voltas, passe um fio na parte de cima para amarrar todos os fios

4. Solte a “meada” do caderno/cartolina e amarre bem

5. Corte as pontas de baixo, fazendo um pingente

Tulma: passo-a-passo

6. Divida o pingente em 3 partes. Se tiver paciência, conte os fios e divida igualmente. Eu dividi a olho.

7. Você vai fazer um pingente de cada vez, então separe as duas partes que não for usar usando pregadores ou clipes de cabelo

8. Pegue um fio do próprio pingente e faça um “gominho” amarrando bem em volta do chumaço

9. Mantendo a mesma distância, repita e faça mais “gominhos”. No meu pingente, fiz 6.

10. Repita o mesmo nos outros 2 pingentes

11. Para dar acabamento, amarre os três pingentes enrolando um fio em volta dos primeiros “gominhos” de cima

Tulma: finalizacao

12. Para finalizar, apare as pontas com uma tesoura. Deixe os três pingentes com a mesma altura de fios

13. Nesta foto dá para ver a diferença no resultado final, dependendo do tipo de fio utilizado. O preto é o único de lã. O branco e o vermelho foram feitos com fios de algodão e ficaram mais murchos, com menos volume.

Manta com tulma

Apliquei preto no preto, mas com tulmas coloridas e  até em cores fluorescentes deixaria a peça mais chamativa.

Este xale que estou usando é simplesmente um retângulo de tecido de lã com as tulmas costuradas nas quatro pontas. Dá para usar como xale/cachecol ou como mantinha – uma delícia para se enrolar e levar no cinema nesses dias de frio.

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