15 dez 10
fashionoutras técnicas
2x tingimento
por Claudia

Casaco tingido de azul marinho

Um dos posts que mais bomba por aqui via Google é aquele que escrevemos sobre experiências com tingimento. Até agora são 100 comentários (e continuamos contado) – todo  dia continua chegando gente nova procurando saber mais e querendo tirar dúvidas.

E tingir roupa está na moda. Recentemente as meninas da Oficina de Estilo escreveram um guia bem conpreensivo ensinando como tingir  em casa e o post serve de ótima introdução ao tema para quem quer colocar a mão na massa, ou melhor, na colher de pau ^__^

Os motivos de eu falar novamente sobre o assunto são dois:
. primeiro, queria mostrar como resultou minha experiência de tingimento duplo
. segundo, queria dicas para tingimento em casa em um estlo “mais ecológico”

Então vamos lá… O que aconteceu é que eu tinha uma jaquetinha de veludo bege (foto) que eu não queria doar. Usei ela tanto que a cor ficou até sem graça, bem desgastada. Resultado? Arranjei um corante amarelo e fui em frente. Achei que ficaria bem inusitado e diferente.

Tingindo em amarelo

O problema é que…….. eu não gostei! Até procurei looks no Polyvore com peça nessa cor para ver se eu me animava, mas o amarelo não rolou. Como eu continuava gostando do modelo da jaqueta, insisti mais uma vez no tingimento, mas dessa vez optei por um azul-marinho, uma cor que adoro.

E aqui vocês podem comparar as 3 peças: o antes, o durante e o depois!

Etapas do tingimento

Uma coisa que a gente sempre fala é para tomar cuidado com as costuras. A linha nem sempre é da mesma composição do tecido – ou seja, se você tingir uma peça de algodão com tingidor de algodão, beleza. Mas se a linha usada era sintética, pode acontecer isso que aconteceu com o meu casaco. A cor não “pega” na linha e fica assim diferente. No meu caso, não me incomodou muito porque a linha amarelada deu um aspecto de costura de jeans. Daí que nem troquei os botões, deixei no original mesmo para contrastar.

Detalhe das costuras

Como muita gente passa por aqui – e temos experts em várias as áreas lendo o site – queria aproveitar para fazer um pedido. Sempre me incomoda demais a quantidade de água que precisa ser usada na lavagem após o tingimento. Assim, queria saber quais são as melhores práticas para se adotar quando a gente fizer um tingimento doméstico. Quero continuar tingindo minhas peças em casa, mas queria minimizar o impacto no ambiente. Quem poderia nos ajudar? Acredito que essa minha dúvida deve ser a mesma de outras pessoas. Qualquer ajuda é bem-vinda. Eu estaria feliz se conseguisse pelo menos reduzir a quantidade de água em 30 ou 40% – será que é possível?

Ainda nessa linha, uma outra dica… Tente acumular peças *pequenas* para tingir tudo de uma vez – ao invés de tingir cada peça individualmente. Reparem que eu falei em peças pequenas – dois casacos de uma vez não rolaria, já duas ou três regatinhas pode até ser possível! Vale até juntar com as peças das amigas… E se você não sabe que peça “secundária” tingir, dou uma ideia super legal: meia-calça degradê (foi inspirada no desfile de primavera 2008 do Christian Lacroix, aqui tem uma foto de passarela). Como a meia é finíssima, bastam 5 minutos para a cor pegar!

27 out 10
outras técnicas
Meu segundo bordado em talagarça
por Claudia

Esquilo de talagarça

Lembram que faz um tempinho a gente perguntou quem sabia o que era – e se já tinha feito – talagarça? Pois bem. Depois de milênios sem praticar (desculpem o exagero, mas hoje acordei com a sensação de que minha infância aconteceu há tudo isso mesmo), comprei uma tela de criança e resolvi experimentar este tipo de bordado mais uma vez. Que na verdade só tinha feito uma vez na vida e mesmo assim ficou incompleto – porque de criança eu não tinha paciência para essas coisas.

Mas esse esquilo me animou. Comprei o kit em um armarinho em Paris, numa lojinha muito legal (depois eu pego o nome e coloco aqui – queme stiver pensando em ir para lá vale a pena visitar!). A compra foi totalmente por impulso, afinal eu não *preciso* de uma tela de talagarça com desenho de esquilo. Mas na hora me deu um certo saudosismo, uma vontade de voltar a fazer e também achei raro ver um desenho tão bonitinho nesse tipo de tela. Pensando bem, até que foi uma compra racional – se não eu nem teria três bons argumentos para justificar. Na foto aí de baixo dá para ver o kit aberto – ele vem com tela, fios 100% lã, tudo nas cores e tamanhos certos e também uma agulha de plástico.

Esquilo em talagarça Esquilo em talagarça

Agora o mais genial de tudo foi essa agulha que veio junto com o kit! Primeiro, por ser de plástico e sem ponta afiada – bem adequada ao público-alvo do produto, as crianças. E segundo, pelo jeito que essa agulha funciona… Ela é dobrável: você “aperta” para alargar e facilitar a passagem do fio pelo buraco. Alguém já tinha visto algo parecido? Eu achei sensacional. Estou tomando muito cuidado para não perder e não quebrar.

A lã é do tipo “paratapet” e veio na medida e nas cores certas.

Como funciona a agulha

Agora deixem eu contar o mais engraçado. Comprei esse kit na véspera de voltar de viagem. Arrumando a mala para voltar, tive a ideia de carregar o kit na bolsa porque daí poderia bordar no aeroporto e no avião, para passar o tempo. Como a agulha ainda era de plástico, isso não seria nenhuma fonta de problemas com segurança, controle de bagagem de mão, etc.

Esquilo em talagarça Esquilo em talagarça

Com *muito* tempo de sobra, li as instruções para relembrar como fazer o ponto básico. Depois engatei e saí bordando e bordando, isso entre uma fila e outra e depois dentro do avião. E assim foi indo até que terminei o projeto antes de chegar em casa. Se eu tivesse mais uma tela, com certeza teria devorado também… Recomendo o passatempo!

Esquilo em talagarça Esquilo em talagarça

E ficou *quase* assim! No último minuto desisti fundo branco – achei que estava muito morto. Então desfiz toda a parte do fundo, em SP comprei uma nova lã azul e bordei novamente. Achei que um fundo conttrastante deu muito mais destaque ao esquilo. A moldura veio de um quadrinho pronto que comprei em promoção por 5 reais! Tirei a gravura que veio junto e enquadrei sozinha mesmo.

Esquilo em talagarça

Meu próximo plano nessa técnica é aprender a riscar tela. Já tive várias ideias, só preciso aprender a transpassar de um jeito que funcione bem – além de acertar a pintura na tela. Se eu me der bem, volto aqui para ensinar a vocês! Desejem-me sorte, hehe

24 out 10
outras técnicasreciclagem
PAP: porta-celular de garrafa plástica
por Claudia

Porta-celular

Esse passo-a-passo foi inspirado no porta-celular Drinn que eu vi na Tok & Stok. Vocês já devem ter visto esse tipo de acessório. Há uns 2 anos ele costumava ser popular naqueles sites e blogs que divulgam boas ideias de design e produtos.

Desde então, eu tinha pensado que esse projeto era fácil de adaptar e fazer em casa. Mas acabei me esquecendo dele. Daí recentemente vi no blog Makezine uma versão caseira meio “durona” – ou seja, o acessório era funcional, mas na minha opinião o acabamento deixou a desejar. Eu não colocaria um desses em casa, hehe. Mas me animou para partir para a prática e buscar o meu próprio modelo.

Porta-celular Porta-celular

Os materiais que usei são bem simples e acessíveis: garrafa plástica, lápis ou caneta para marcação e tesoura. Tenha à mão também o seu próprio celular e carregador para usar de referência. De base, eu usei uma garrafinha de cera líquida, mas já vi quem tenha feito com garrafa de água, de xampú e de sabonete líquido.

Porta-celular
Essa etapa é a mais importante: a fase de planejamento. Gaste o tempo que precisar, é aqui que você vai visualizar o resultado final – como você quer que o celular fique apoiado, onde o carregador vai se encaixar e como as duas peças vão conviver. Como escolhi uma embalagem pequena, reparem que o celular não cabe na vertical – ele esbarra na saída do fio. Então inventei um desenho para que o celular se encaixasse na horizontal. Poderia ter ido atrás de uma outra embalagem, mas gostei muito desse amarelão. Um plástico branco-leitoso não era o que eu queria…

Porta-celular Porta-celular

Se já está com o desenho pronto em mente, então é hora de fazer as marcações. Eu usei lápis de cor, mas pode ser aquelas canetas de CD também.

E depois é só cortar com tesoura mesmo. Estilete acho um pouco perigoso porque não tem como apoiar direito para dar firmeza. Além disso, o plástico é escorregadio e com estilete você pode acabar cortando mais do que planejava e depois não tem como consertar.

Porta-celular Porta-celular

Aqui tem um exemplo de como eu cortei o círculo para a tomada e como ficou a lateral de encaixe do celular.

Porta-celular Porta-celular

Ficou assim… Aparentemente tem cara de que vai dar certo. Para ter certeza, só testando na prática, na tomada.

Porta-celular Porta-celular

O carregador precisa entrar até o fim para não cair ou escorregar – ou seja, o plástico precisa ser fino e liso. Na outra foto, um close do fio enrolado em volta do “corpo” do acessório. Adorei isso!

Porta-celular Porta-celular

Alguém ficou com vontade de experimentar? A vantagem desse projeto é o custo zero. Antes de mandar seus plásticos para a reciclagem, tente fazer o seu. Minha dica é inventar em cima do material que você tem. Ao invés de seguir exatamente esse modelo, tente aproveitar o que a sua garrafa tem de bom. Você pode achar um novo desenho bem mais legal!

22 out 10
craft touroutras técnicasoutros bla bla blas
Direto do Japão: Eirakuya
por Claudia

Furoshiki - Japão

A Andrea está em férias no Japão e, mesmo nesses dias de descanso, lembrou-se da gente e adiantou umas fotinhos do que ela já viu por lá em se tratando de crafts.

Para começar, o tradicional furoshiki. Para quem não sabe o que é, recomendo a série especial que fizemos com vários vídeos (e até um craftcast) falando sobre a técnica. Nesta foto aí de cima tem até a florzinha de lenço que ensinamos – só não sei se é aplique ou se todo esse embrulho foi feito com apenas um lenço, tipo técnica avançada. Vamos deixar pra Andrea contar na volta, vai que ela aprendeu coisas novas.

Furoshiki - Japão Furoshiki - Japão

Estas fotos de cima ela tirou na Eirakuya, em Quioto, uma loja especializada em furoshiki e que tem tecidos com estampa exclusiva. Esta marca existe desde 1615 e é famosa no Japão tanto pela tradição como pela qualidade.

Chirimen - Japão Chirimen - Japão

E essas florzinhas de tecido ao lado da bolsinha, alguém reconhece? Me parece que foram feitas com a técnica do kanzashi, que também já ensinamos no Superziper. A diferença aqui é que o tecido usado é o chirimen – aquele tipo japonês, com estampa de kimono. O mesmo tecido que foi usado nas flores, também serviu de matéria prima para a bolsinha vermelha e para essas miniaturas de bichinhos. A Andrea contou que chirimen é o must para crafts!

Enfim, foi só um preview rápido pra dizer que em breve vem mais, aguardem!

 

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