16 jun 16
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Superziper visitou o Google Campus SP
por Claudia


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Nesta quarta-feira, a Andrea e eu começamos o dia de uma forma diferente. Assistimos uma palestra da Jacqueline Fuller, Diretora do Google.Org no recém-inaugurado Google Campus de São Paulo. É o primeiro da América Latina. Esta iniciativa já existe em vários outros países e a chegada do campus em São paulo é algo a se comemorar muito!

O Google  já possui um escritório principal aqui em São Paulo, mas este novo espaço é especial e aberto a todos! Pertinho da Avenida Paulista (estação Brigadeiro, linha verde do metrô) é voltado para  a comunidade de empreendedores e startups.

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Pelo que explicaram, basicamente o Google Campus oferecerá as seguintes possibilidades:

  1. Ser um espaço para eventos e palestras;
  2. Ser um espaço de convivência, trabalho e café com wifi livre;
  3. Ter programas e espaço para startups selecionadas através de processo seletivo;
  4. Oferecer espaço “emprestado” para eventos de empreendedorismo.

As duas primeiras são abertas ao público em geral e sem custo. Aliás este foi o nosso programa do dia, queríamos conhecer o local, entender a proposta e conhecer ao vivo a Jacqueline, que tem uma trajetória de vida e carreira inspiradora – tipo ela já participou até de uma reunião petit comitê com o presidente Obama (a íntegra da conversa, em inglês, está aqui).

As duas últimas são bem interessantes e requerem um pouco mais de planejamento e vontade de ir atrás de oportunidades.

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Este nosso passeio teve um lado de diversão, mas também faz parte da nossa pesquisa exploratória de novos caminhos para o Superziper. Como vocês sabem o blog está no caminho de completar 10 anos de vida. E este marco nos leva a pensar que caminho queremos seguir daqui pra frente, a buscar novos desafios e a analisar cenários – pensem como o craft mudou desde 2007! Mas isso ainda fica para um próximo post – prometemos compartilhar todas as novidades com vocês.

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Voltando ao assunto principal do post, o Google Campus… O que gostamos? O ambiente é bem moderninho e funcional, está bem localizado, deve atrair um público interessante e parece que vai oferecer várias “atrações” para a comunidade que estiver a fim de explorar, se desenvolver e aprender sobre novos negócios e startups.

Curtimos muito o fato de ter um bicicletário na entrada (perfeito pra quem vem de bike pelas ciclovias!), uma ala de amamentação para mães e filhos, vários ambientes coletivos com sofás e cadeiras descoladas e confortáveis, uma café bem bacana e com várias opções e a famosa sala do silêncio (cheia de vacas amarelas e panelas!) para trabalhar e meditar sem ser incomodado. O staff também foi super receptivo, nos sentimos verdadeiramente acolhidas e bem-vindas ao Campus.

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A Andrea levou junto a filhinha de um ano e conseguiu acesso a todas as salas com o carrinho de bebê.  Aliás, ela foi a primeira bebê a visitar o Campus são Paulo, não é o máximo? Em tempo, o prédio do campus é 100% acessível para locomoção e uso de cadeirantes.

Pretendemos voltar com certeza!

Se você faz parte deste universo ou quer fazer, vale a visita.

PS: para frequentar e visitar o espaço, é preciso fazer um cadastro no site como membro. Na primeira vez no local, você receberá um crachá que dará acesso permanente para as próximas visitas!

Google Campus SP
Rua Coronel Oscar Porto, 70 – Paraíso – São Paulo
Segunda a Sexta, das 9h às 19h

11 jun 16
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Retorno à infância
por Claudia

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Sabe aquelas histórias de meninos que nunca tiveram um Ferrorama da Estrela, daí um dia viraram adultos, trabalharam, juntaram dinheiro, compram um antigo na caixa no Mercado Livre e se emocionam ao abrir? Guardadas as proporções, essa foi a minha sensação ao comprar na semana passada esta mini máquina de costura movida à corda da Glasslite.

Esta linha de brinquedos foi sucesso no comecinho dos anos 80. Naquela época, eu ia estudar depois da escola na casa de uma amiga. Depois do almoço, tinha um tempinho para brincar. Ela tinha um mini telefone desta coleção. Ficava guardado nessa redoma transparente porque era muito delicado para nossas mãozinhas. Eu não podia dar corda, só olhar enquanto ela me mostrava. E eu ficava sonhando com esse brinquedo diferente.

Nem todo mundo tinha tudo. Alguns amigos tinham uns jogos, outros tinham diferentes, bonecas também. E a gente se juntava para brincar misturando tudo. Ir na casa da Adriana era sinônimo de jogar o Jogo da Operação. Vir na minha casa era a hora de brincar com o Boca Rica. Na da Paula, tinham um brinquedo do Mickey que o tio viajante trouxe da Disney. Não precisávamos ter, bastava conviver, dividir. Ou olhar. Ou sonhar. Como fazíamos com o folheto dos brinquedos Estrela, como um catálogo de tudo o que tinham. Já era divertido ficar imaginando como seria brincar com aquilo.

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Esta maquininha de costura foi comprada na Trekos e Trokos, uma loja de antiguidades na Vila Ré, zona leste de São Paulo, graças à dica do irmão de uma amiga, a Pati, que passou por lá e sentiu que era uma dica quente!

E realmente foi.

Apesar de curtir e dar valor a coisas antigas, não sou uma compradora tradicional – e muito menos assídua – de antiguidades. Assim, fui preparada. Primeiro, coloquei mentalmente um valor de quanto estaria disposta a pagar. E segundo, dei uma pesquisada no Mercado Livre pra dar uma olhada em outras opções.

Felizmente, tudo estava dentro do planejado. Até mais, eu diria. Ao vivo, vi que o mecanismo da corda funcionava, que a etiqueta estava preservada, tudo muito bonitinho!

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Então… negócio feito! Levei a  maquininha pra casa.

Seguindo meus hábitos da minha infância, onde tudo era dividido, resolvi fotografar em detalhes e contar esta história para vocês.

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PS: nestes últimos meses, conheci alguns brechós/lojas interessantes em SP. Deixo os nomes dos lugares, afinal são boas opções para quem curte presentes diferentes – e ainda fica a dica para o Dia dos Namorados!

  1. Trekos e Trokos, loja de antiguidades perto da Penha onde comprei a máquina do Kit-Kasinha da Glasslite – tinha mais uma como a minha e também outros objetos desta coleção
  2. Brechó Itinerante, fica perto do shopping Frei Caneca. Conheci as meninas do Coletivo Cabeças e fiz um tour pela casa, vale a visita, é bem diferente! O estoque do brechó (roupas, acessórios, objetos) tem preços justos!
  3. Boutique Vintage Brechó e Bar, este é praticamente em frente ao Sesc Belenzinho. Tem vários achados e a visita vale também pelo bar
16 maio 16
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Seis DIY para consumo mais consciente
por Andrea

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De uns tempos prá cá tenho prestado mais atenção na quantidade absurda de lixo que produzimos aqui em casa. Talvez com a chegada de um bebê os resíduos tenham realmente se multiplicado…. Haja fralda, frasquinhos plásticos e saquinhos para descartar tudo isso! Que temos que reciclar as embalagens já soa meio cliché, queria começar a fazer algo mais. Então, comecei a acompanhar alguns blogs como o Um Ano sem lixo e o Clean  e prestar mais atenção na minha rotina. Estou tentando usar menos embalagens descartáveis e fazer alguns produtos de beleza naturais, dentro do possível, é claro. Compartilho com vocês algumas ideias práticas de projetos DIY para um consumo mais consciente. São algumas receitinhas originais do Superziper, que fizemos e publicamos aqui no blog há anos atrás. Olhando pra trás me dei conta que já fizemos desde cosméticos naturais até embalagens ecológicas, todas testadas e aprovadas! Vamos a alguma delas:

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1. Saco de tule reutilizável

A ideia aqui é substituir aqueles saquinhos plásticos fininhos que usamos para pesar frutas e vegetais  no supermercado por saquinhos de tule grosso, que você mesmo costura e pode utilizar inúmeras vezes. Uma ideia que a Cláudia viu lá fora e que achamos que vale a pena divulgar por aqui.

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2. Desodorante natural

Muita gente indica usar apenas  bicarbonato puro nas axilas para evitar odores de transpiracão. Eu preferi testar este creminho que além de evitar mal cheio também hidrata. Fiz esta receita há anos atrás e amei o resultado. Aqui em São Paulo você encontra todos os ingredientes facilmente no Centro. Como recipiente, nada de plástico, aproveite para reutilizar potinhos de vidro na hora de guardar seu desodorante homemade.

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3. Creme dental

Fiz este creme dental há pouco tempo e já aprovei. Basta misturar 03 colheres de sopa de óleo de coco com 01 colher de sopa de  bicarbonato de sódio. Se quiser um gostinho refrescante, coloque também uma colher de chá de óleo essencial de hortelã. Fiz sem o hortelã e, no começo, achei estranho, salgado, mas depois me acostumei. Minha escova é de plástico mas existe a escova de bambu, ecológica. Alguém já usou?

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4. Hidratante labial

Este lip balm é uma delícia e serve também como um ótimo hidratante de cutículas. Usei óleo essencial de Litsea Cubeba, que lembra muito a verbena, mas dá para usar qualquer outro cheirinho que você gostar. A receita rende bastante então sugiro fazer de uma vez e dar de presente para as amigas.

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5. Furoshiki- embalagens de tecido

Há anos somos fãs destes embrulhinhos de tecido. A ideia é antiga e veio do Japão. As amarrações são super versáteis, com um tecido quadrado, um nó aqui e outro acolá dá para fazer tanto ecobags como embalagens reaproveitáveis para presentes. Tudo lindo e sem ter que usar papel ou plástico. É por estas e outras que nós amamos tecidos.

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6. Limpador multiuso

Esta receita veio da colaboradora Alê, que nos introduziu ao uso de ingredientes naturais na limpeza da casa. O bom e velho vinagre branco, super baratinho e é o grande herói da limpeza e faz as vezes até de amaciante de roupas (use no enxague no lugar do industrializado). O bicarbonato de sódio também é um produto curinga da limpeza natural. Uma boa idéia é tentar comprar o bicarbonato a granel nos empórios e armazenar em potes de vidro e assim reduzir o volume de embalagens a serem descartadas.

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Minha casa está longe de ser um exemplo de lixo zero. E ainda por cima nós temos um bebê! Apesar de ter simpatia pela ideia de fraldas de pano mal dou conta de lavar as roupas normais, por isso não me aventurei nesta empreitada. Seguimos usando montes e montes de fraldas descartáveis.
Mas já nos adaptamos a fazer pequenas coisas no dia a dia para gerar menos impacto ambiental. No quesito roupas, fiz uma organização e reduzi o volume, no melhor estilo Mari Kondo. Como tenho uma máquina de costura pedindo para ser usada, vou fazer mais peças para mim e reformar outras que não uso mais. Moramos no Centro, andamos quase sempre a pé, compramos do comércio local sempre que possível, consumindo menos e mais conscientemente. A água aqui em casa é filtrada, sem garrafas plásticas. Hummmm, por enquanto estamos assim, caminhando a passos de bebê mas tentando!

E você, o que anda fazendo para reduzir o seu lixo? Me conta :).

06 maio 16
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Organizando tecidos com Marie Kondo
por Andrea

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Finalmente, voltei. Como podem perceber, estou conseguindo aparecer por aqui bem menos que gostaria. Depois do nascimento da minha filha, a rotina aqui em casa mudou bastante e sobra bem pouco tempo para postagens. Claro que continuo fazendo meus crafts mas tento priorizar projetos simples que não me tomem tanto tempo. A prioridade atualmente é cuidar da filhota que já está quase andando, naquela fase de mexer em tudo com uma atração especial para coisas cortantes e pontiagudas – e corre para esconder as tesouras e tomar cuidado para não esquecer alfinetes e coisas pequenas caídas no chão. Uma casa craft à prova de bebês daria assunto para um próximo post, hehehe.

Mas mesmo com o tempo escasso, ideias não faltam. Mas precisava, antes de tudo colocar ordem na casa – quem tem bebê sabe o caos que impera no primeiro ano. Um das resoluções que fiz este ano foi organizar minha casa de acordo com o método  Mari Kondo –  uma guru da arrumação japonesa, obcecada por organização desde que era adolescente. Lançou um livro que virou best seller mundial – A Magia da Arrumação. Logo que foi lançado não liguei muito, achei que poderia ser apenas mais um modismo, depois dei uma chance e adorei. É um leitura simples, objetiva com dicas práticas ótimas. No entanto colocar todos os ensinamentos em prática, é um desafio. Segundo Konmari o ambiente da casa influencia diretamente na sua mente e pensamentos. Portanto, para ter boas ideias e deixar fluir as energias é preciso morar em um ambiente organizado. Até ai todo mundo concorda, certo? Mas segundo Konmari devemos ser radicais na aplicação do método, para a organização realmente funcionar e ser duradoura.

Eu virei discípula de Konmari e apliquei o método na minha casa toda, inclusive no meu ateliê que, depois que minha filha nasceu ficou renegado a um canto da minha sala. Deixei meu estoque de tecidos por último porque queria registrar aqui para mostrar para vocês como fiz a organização.

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Este era o estado de uma das minhas caixas de tecidos antes da arrumação. Eram duas, ambas cheias. Não preciso nem dizer que era difícil achar alguma coisa por aqui. Muitas vezes comprei tecido que já tinha por pura falta de organização – eu não sabia o que eu possuía.

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O método que usei os tecidos são uma adaptação das dicas sobre como arrumar camisetas. Obviamente não havia dicas especificas para quem tem ateliê em casa. Enumerei o que fiz em 10 passos:

1. Coloquei uma roupa legal. O momento da arrumação é um rito, deve ser especial, nada de arrumar sua casa de pijama.

2. Arrumei tudo de uma vez, sem parcelar. Joguei todos os tecidos numa mesa ou no chão mesmo, para conseguir visualizar tudo o que tinha.

3. Descartei primeiro! Isso é super importante. Não adianta simplesmente organizar, o segredo é diminuir o volume de coisas que você tem. Ela diz que você deve segurar cada uma das peças, olhar bem para ela e se ela não traz alegria deve ir embora. Fiz uma pilha de tecidos que não queria mais guardar. Doei, troquei, vendi, fiz escambo, passei para a frente tudo o que não me trazia alegria. Reduzi meu estoque a metade #yesyoucan.

4. Reduzi duas caixas  de tecido para penas uma. Não compre mais caixas e recipientes especiais. Isso é um desculpa para acumular mais coisas. Use que já tem em casa. 5. Com os cortes maiores fiz rolinhos bem compactos como estes da foto.

6. Coloquei os rolinhos na vertical, assim ocupam menos espaço e consigo visualizar tudo que tenho.

7. Os cortes menores, que não consegui enrolar, dobrei guardei em uma pilha e fechei em um saco transparente, tipo zip.

8. Feltros também enrolei e coloquei em uma caixa separada.

9. Guardei todos os tecidos em um lugar só. Não deixe as caixas com tecidos em vários lugares pela casa. 

10. Se você tem muitos tecidos pode criar um sistema de arrumação por cor, tipo, tamanho. No meu caso, não sobraram tantos então fui colocando sem seguir nenhuma ordem apenas lembrando de deixar tudo visível.

 

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Os rolinhos de tecido ficam assim. Vão ficar meio amassados sim mas você terá de passar de qualquer jeito antes de usar, certo?

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Tchan, tchan, tchan, tchan! Método aplicado, no final só sobrou esta caixa e a pilha de tecidinhos da foto de abertura deste post. #todascomemora

Minha caixa de tecidos ficam num armário de fácil acesso. A caixa transparente ajuda a identificar rapidamente o que há dentro dela. Segundo Konmari tudo deve ter o seu lugar certo e para lá deve voltar após ser usado.

Vamos ver se este método será duradouro aqui em casa – estou esperançosa que sim. Outra coisa muito importante para manter a organização é comprar mais eficientemente, somente aquilo que vai usar MESMO. Sei que para muita panólatra assumida como eu isso é bem difícil pois amamos garimpar tecidinhos novos. Mas fica o desafio de tentar fazer escolhas mais conscientes nos crafts também, porque não?

E vocês, como organizam seus tecidos? Já conheciam o médodo Mari Kondo de organização da casa? Usam algum outro método? Me contem o que já tentaram.

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