09 out 14
costura
Dicas para costurar malha
por Andrea

costura_malha_abre

Sempre quis costurar minhas roupas em casa! Mas para isso necessariamente teria que aprender a costurar malhas afinal nem todas as roupas podem ser feitas em tecidos planos. E eu gosto muito de roupas confortáveis, sabe como é…. malha sempre! Decidi que já era hora de acabar com este bloqueio e me jogar de vez no mundo das costuras flexíveis. Mas antes de investir em uma máquina de overloque, queria aprender a costurar malhas minha máquina velha de guerra doméstica tradicional (no meu caso esta aí da foto). Ouvi falar que é possível e resolvi tentar! Chamei a a Marina,  consultora da Singer,  para passar uma tarde comigo desvendando a costura a malha e me dando dicas práticas. São estas que compartilho hoje aqui com vocês.

malhas

1) Escolha a sua malha

O que difere a malha do tecido plano é a elasticidade. Ela estica (pouco ou muito) se puxada para os lados enquanto que os tecidos planos não esticam nada. Se for o seu primeiro projeto, recomendo usar uma malha de espessura média – eu escolhi a Ponto Roma, a malha cinza da foto acima. Lembra aquelas malhas de calça de ginástica que usávamos na escola. Ela nem chega a enrolar nas bordas portanto fica boa sem acabamento. O ponto negativo dela é que é grossa para usar no nosso verão, sendo mais apropriada para peças de Outono Inverno.

Já a malha branca da foto é daquelas bem levinhas, espessura de camiseta. Devido a espessura, ela enrola na pontas e é mais difícil de ser trabalhada pelas novatas.

agulhas

2) Use uma agulha ponta bola

A agulha mais indicada para costurar malhas é a Ponta Bola ou 2045. Não dá para ver na foto pois é um detalhe minúsculo, mas a ponta desta agulha é diferente, mais arredondada. A ponta bola não corta a trama do tecido, apenas escorrega entre os fios da trama, que por ser elástica, logo fecha.

A numeração é universal, de 9 a 18 sendo:

9 e 11 : indicada para malhas finas

14: indicada para malhas médias

16 e 18: indicada para  malhas grossas

As agulhas com ponta bola da Singer têm o cabo dourado. Já as agulhas de ponta universal são inteiramente prateadas e indicadas para tecidos planos, sem elasticidade.

IMG_8842

3) Lembre-se dos pontos mais usados (em qualquer máquina)

Lembre-se que a roupa em malha ela irá esticar ao vestí-la por isso, a importância de usar pontos flexíveis na hora da costura!

Para malhas os pontos mais usados são a costura reta e o zigzag. Se sua máquina tem estes pontos então pode comemorar!

Escolha o zig-zag para unir partes da roupa que serão esticadas e requerem flexibilidade, geralmente para costuras na horizontal. Lembre sempre de testar a tensão e tamanho do ponto. O zig-zaz pode ser regulado em sua altura e largura na maioria das máquinas domésticas. Neste exemplo usei o zig-zag  de 2.0 X 2.5.

Para unir partes do tecido que não serão esticadas (ex: costuras verticais) e fazer pespontos, pode-se usar a costura reta normal mas tome bastante cuidado com a tensão do ponto pois o mesmo poderá estourar ao ser esticado (ouch!).

tensão na malha copy

4) Observe a tensão do ponto

Costurar em malha, especialmente as mais finas, requer uma boa regulagem do ponto antes ir para a costura da peça final. Pegue um retalho do mesmo tecido da peça final e teste o ponto, tanto seu tamanho quanto a tensão. Se o ponto estiver com pouca tensão ele ficará quase solto no verso do tecido. Com muita tesão o tecido ficará franzido. O ponto com tensão ideal não deforma o tecido, não pula pontos,  tem aspecto regular tanto do lado direito como do avesso.

pontos felxiveis

5) Tente a costura reta flexível (disponível em algumas máquinas)

Algumas máquinas mais avançadas possuem a opção de ponto reto flexível. Ele tem um aspecto de ponto reto continuo mas permite que o tecido estique sem estourar a linha. A agulha faz pequenos vai e véns para formar a costura, deixando a mesma com esta aspecto mais grosso que a costura reta normal. Um aspecto negativo deste ponto é que fica grosso por isso dá um certo trabalho para ser desmanchado.

acabamento overloque

6) Use o ponto de Acabamento (disponível em algumas máquinas)

Algumas máquinas possuem este ponto de acabamento que, ao meu ver, tem um efeito bem similar ao overloque! Perfeito para dar acabamento em peças de  malha mais finas que costumam enrolar nas bordas.

sapatilha acabamento em aç copy

Para facilitar o uso do ponto de acabamento existe esta sapatilha de acabamento que dá uma levíssima levantada nas bordas, facilitando na hora fazer o ponto. Dá também para usar a sapatilha de uso geral mas esta é uma facilitadora da vida que me foi apresentada pela Marina. Eu não conhecia e amei!

As malhas grossas como a Ponto Roma não precisam de acabamento nas bordas. Fica a dica para quem está começando.

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7) Não repuxe a malha!

Não faça isso, por mais tentador que seja. Trabalhe com a malha esticada mas sem tensão, como se fosse um tecido plano. Ela tem que esticar no seu corpo e não durante a costura.

Na hora de unir as partes vale alfinetar para deixar tudo no lugar e as malhas não escorregrem na hora de trabalhá-las na máquina. Em áreas mais curvas, use mais alfinetes ou, se preferir, alinhave.

decorativos

8) Estabilize a malha com entretela

Para usar pontos decorativos em malha temos um segredinho! Basta aplicar uma entretenha termocolante do lado avesso da malha. Corte a entretela no tamanho desejado e passe a ferro com o lado brilhante da entretela voltado para o verso do tecido de malha. Fica assim ó :

entretela

Isso criará uma textura mais estável e deixará pontos decorativos mais definidos. Também evitará que a malha fique espremida entre pontos – problema bem comum ao costurar em malhas finas. Já planejei em usar esta técnica para customizar peças de bebê com pespontos decorativos.

E você, já costurou malha na máquina tradicional?  Como foi? Tem dicas bacanas para compartilhar?

O assunto costura em malha dá muito pano para manga então na semana que vem tem mais. Vamos falar sobre como escolher a malha certa para seus projetos e mostrar como usar a agulha de duas pontas, aquela agulha misteriosa! Até :).

 

06 out 14
outras técnicasreciclagem
Porta-coisas de bastidor
por Andrea

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Fotos e projeto por Oliver Thi, da Bonifrati

Olá pessoal! Com o dia das crianças se aproximando os Bonifrati pensaram num projeto DIY bem legal que os pequenos podem fazer juntamente com seus pais. Sem muitas complicações e um encaixe aqui e outro acolá fazemos um porta-coisas que vai deixar a bagunça criativa bem mais organizada. Vamos lá?

Você vai precisar de:
* Folha de cortiça
* Bastidor
* 2 miolos do rolo de papel (1 menor, de papel higiênico e outro maior, de papel toalha)
* Tesoura
* Cola quente

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1. Corte os rolos de papel higiênico em tamanhos diferentes: um maior para o lápis e o menor para o giz de cera.
2. Utilize o bastidor como molde e risque dois círculos na folha de cortiça, recortando em seguida.
3. Recorte também duas tiras de cortiça no comprimento dos rolos, e encape-os, fixando com a cola quente.

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4. Cole um dos círculos na base do bastidor.
5. Coloque os dois rolos sobre o outro círculo, risque sua volta para demarcar o local a ser cortado para encaixar os rolos na base e recorte.

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6. Em seguida fixe os rolos com cola quente . Seu Porta-Coisas de Bastidor está pronto!

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Para encerrar um poeminha:

“Escrevo um recadinho
Trecho de música
Um aviso:
É pra hoje, é pra já!

Quantas coisas acontecendo
As ideias vão se perdendo
Mas eu não deixo nada escapar

É só fixar um papelzinho
No mural e eu to tranquilo

Cadê a caneta?
Não tem problema!
Está no rolinho, a vermelha
Vejo o giz de cera ao lado
Escolho o verde azulado
De criatividade eu me invado
Que vontade de desenhar!”

Outras ideias que os Bonifrati mostraram aqui no Superziper:

– Pipa de papel

– Pipa de tecido, tipo almofada fofinha

– Árvore mural, de rolhas

– Dedoches divertidos

Espero que gostem destas ideias! Um feliz dia das crianças grandes e pequenas.

Beijos Oliver Thi, da Bonifrati 

05 out 14
craft touroutros bla bla blas
Bazar, magazine ou armazém?
por Claudia

Casa Diaz, Lima, Peru

Não importa a classificação: bazar, armazém, magazine, loja de variedades… Vocês decidem ao final das fotos e do texto como a Casa Diaz, em Lima, no Peru, deve ser chamada.

Eu não conhecia e nem esperava passar por um lugar assim. Tudo começou graças à senhorinha simpática aí de baixo. Estava passeando pelas ruas do centro, perto do Congresso, com a máquina na mão, tirando foto de tudo, inclusive uma dela. Daí parei pra ver o que tanto ela olhava. Eram garrafas térmicas, muitas delas. Cheguei um pouco mais perto e achei que aquilo era uma loja de utilidades de cozinha. Mas logo a frente, em um balcão de madeira antigo, vi linhas e lãs. “Opa, preciso ver o que mais tem por aqui”, pensei comigo mesma.

E foi assim que começou minha aventura de 2 horas ou mais pela Casa Diaz, uma loja de variedades, que tem de tudo um pouco, e mais um pouco.

Casa Diaz, Lima, Peru

O slogan diz que são a loja com a maior variedade de produtos do Peru. Depois de conhecer o lugar, não duvido, hehe. Eles são importadores e distribuidores, isso explica a quantidade de coisas inusitadas que encontrei de vários países: China (claro), mas também Japão, França e Brasil.

Os balcões de madeira denunciam a idade, a loja tem mais de 60 anos. É um paraíso vintage. Uma mistura de Adeus, Lênin e Mercearia Paraopeba.

Lá ainda está vigente o esquema venda de balcão. O vendedor fica atrás e você pede o produto. Isso explica duas características marcantes do local: amostra de cada um dos produtos e tudo precificado.

Casa Diaz, Lima, Peru

Mas pra expor tudo, tudo mesmo, as paredes não são suficientes. Muita coisa pendurada, sobreposta, empilhada!

Casa Diaz, Lima, Peru

A fachada engana. O corredor é comprido e tem vários departamentos. No fim da loja, o mostruário sobe as paredes e fica mais alto, chegando até o segundo andar, onde fica o estoque e os clientes não têm acesso.

Casa Diaz, Lima, Peru

O que tem por lá? Mais fácil dizer o que eles não vendem :)

Tem itens de cozinha, brinquedos, plásticos, ferramentas, máquinas, eletrodomésticos, equipamentos industriais, produtos de armarinho. E os preços? De um extremo a outro.

No mesmo cantinho,, expostos lado a lado perto da seção de brinquedos, encontrei cartelas de purpurina por 4 soles (cerca de R$ 3,40) e uma máquina de sorvete por 4.900 soles (cerca de R$ 4.150).

Casa Diaz, Lima, Peru

Falando em preço, todos os produtos estão etiquetados, perfeito. E ainda explicam detalhes, por exemplo, se há diferença para quem compra no atacado ou varejo. Melhor do que lugares sem preço definido e que o dono olha para sua cara, faz uma pausa de 3 segundos, e depois define o preço.

Casa Diaz, Lima, Peru

O motivo deste post estar no Superziper é a seção de armarinho. Fiz uma parada estratégica de 1 hora por lá. Botões, zíperes, fitas, agulhas de costura, tricô e crochê, linhas, carretéis, fita métrica, dedais, alfinetes. Tinha praticamente tudo!

Casa Diaz, Lima, Peru

Foi nesta loja que achei parte dos produtos que vendemos no último bazar Ógente, entre eles a mini máquina de costura e o papel carbono japonês. O que dava para levar na mala veio…

A pipoqueira eu adoraria, masficaria um pouco difícil. E este isqueiro rosa só fotografei. Meu pai tinha um parecido, cinza, nos anos 70, quando fumava. Altas memórias…

Casa Diaz, Lima, Peru

Depois de encerrar as compras nos vários departamentos, é hora de fechar a conta e pagar no caixa único. Quem me atendeu, foi o filho de Don César, o proprietário, que tem mais de 80 anos e continua diariamente envolvido nos negócios, porém agora somente pelo telefone.

Ele me contou um pouco mais sobre a história do negócio, que foi aberto nos anos 50, e batemos um bom papo.

Casa Diaz, Lima, Peru

Pedi para tirar mais algumas fotos, inclusive da “bagunça” do caixa. Minha família já foi comerciante e estar neste ambiente me trouxe muitas lembranças.

Casa Diaz, Lima, Peru

É um lugar que com certeza não está nos guias turísticos do Peru, mas eu recomendo! Principalmente para quem gosta de fuçar e voltar ao passado.

Casa Diaz
Jirón Junin 752, Centro, Lima, Peru
Aberto de segunda à sábado, das 9:30 à 13:30 e das 15:30 a 20:00
Atenção! Eles fecham para horário de almoço
Site: http://casadiazhnos.com/
Email: casadiaz@terra.com.pe
Telefone: 4271155

01 out 14
costurareciclagem
Transformação: casaquinho de veludo
por Claudia

Casaquinho de veludo

Em um passeio por uma feirinha de usados organizada por uma escola nos Estados Unidos – que aqui eles chamam de flea market – comprei um vestido rosa de veludo por uma pechincha.

Bati o olho e vi que tinha potencial para virar outra coisa. Ele não tinha nascido para ser um vestido – apesar de ter certeza de que ele fazia parte do figurino de alguma peça de teatro. Porque como roupa não consegui encaixar ele em nenhuma fase da moda. E nem consigo imaginar alguém usando ele no dia a dia, muito menos em uma festa.

Mas curti a cor e adorei os botõezinhos. O tecido estava bom, inteiro e sem manchas. Apostei na transformação, achei que daria uma peça única.

Pois bem, vejam o antes e o depois.

Casaquinho de veludo

Não é uma transformação radical, mas o fato de ‘perder’ a saia e poder ser usado aberto dá bem mais possibilidades de uso.

Apesar de que nunca iria usá-lo como vestido, precisei de coragem para cortar o veludo com a tesoura. Uma coisa é desmanchar costuras existentes. Outra é passar a tesoura em uma parte intocada do tecido. Sempre me dá um nervoso, medo de me arrepender.

Mas fui em frente. E também precisei abrir uns pedaços já costurados para fazer um melhor acabamento.

Casaquinho de veludo

Com ele aberto ao meio, era hora de decidir o corte da horizontal.

Depois dobrei o tecido para simular a parte de cima sem a saia, para decidir até onde eu iria o babado. Testei a dobra com o vestido apoiado na mesa e também no próprio corpo.

Marquei a linha de corte com um lápis escolar e, de novo, tesoura em ação.

Casaquinho de veludo

Como estou viajando, usei o que eu tinha no meu kit de costura de viagem (esse amarelinho eu comprei na Daiso) e mais algumas comprinhas que fiz na própria feira – linha em um tom de rosa aproximado e um pacotinho de viés de renda.

Casaquinho de veludo

Passei o tecido com ferro para marcar a dobra e, com muita paciência, costurei à mão toda a barra. Usei o viés para evitar que o veludo desfie. Fiz tudo com ponto invisível, uma trabalheira.

Casaquinho de veludo

Mas valeu a pena! Gostei muito do resultado, a ponto de ter me permitido aparecer de corpo inteiro para as fotos, coisa que raramente faço…

Casaquinho de veludo

Fica aí a inspiração. Nem sempre vestidos precisam continuar sendo o que eram originalmente. Se o tecido é bom, porque não repensar?

Casaquinho de veludo

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