27 jun 14
tricô e crochê
Maxi gola em tricô de braço
por Andrea

tricode braço

Agora que esfriou tá todo mundo louco para tricotar, não é mesmo? Mas, quem nunca pegou na agulha, como faz?? Vou contar uma ótima notícia. Existe o tricô de braço, sem agulha! Sim, você ouviu certo, sem agulhas. Hoje mostraremos como usar esta técnica para fazer uma maxi gola que pode ser um primeiro projeto bem bacana para novatos quem quer aprender os fundamentos do tricô sem ter que encarar agulhas intimidantes e pontudas.

Bracinhos prontos? Aperta o play!

No video, usamos dois fios de Topp da Coats/Cisne juntos. É bem difícil achar um fio grosso nacional para fazer projetos de maxi tricô. Anos atrás ficamos apaixonadas pelo Ponto Alto mas depois de um tempo ele saiu e linha e nunca mais voltou (#todaschora).

Mas eis que surge um novelo no fim do túnel! Andamos pesquisando os fios disponíveis atualmente e achamos o Topp. Ele é uma ótima pedida de fio grosso pois vem em cores legais e toque super macio.  Mesmo assim, reparem que no video usei dois fios de Topp para dar a espessura necessária que eu queria para a gola. O preço é bem amigo, paguei 7,90 cada novelo no Rei do Armarinho.

Sem exageros, em no máximo meia hora dá para fazer uma maxi gola no braço e sair usando. O olha só que projeto versátil. Se preferir um maxi cachecol, é só trabalhar até o comprimento desejado e não unir as duas laterais ;).

As crianças também vão aprender rapidinho esta técnica. Aproveite as férias para ensinar tricô para os pequenos.

23 jun 14
casa craftoutras técnicas
Faça você mesmo: Rótulos personalizados
por Andrea

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Psiu, vou te contar um segredo incrível. Sabe aqueles rótulos adesivos transparentes que têm mil utilidades? Então, dá para fazê-los em casa e on demand, usando o seu próprio desenho ou foto. Etiquetas personalizadas a toque de caixa, para usar não só em potes de vidro mas aonde você quiser.

Tudo começou no final de semana quando fiz um patezinho de cenoura caseiro que faz o maior sucesso na família. Fiz uma quantidade grande de patê para presentear e, como apresentação é tudo e muito mais, caprichei na embalagem – coloquei as porções em potes de vidro e fiz o rótulo usando a técnica que vou mostrar hoje neste post. Imagino os rótulos similares em potes de geléia caseira, açúcar aromatizado, mix de capuccino, biscoitos e  outros mimos que adoramos dar e ganhar. Ideal para você que tem uma produção pequena e quer etiquetas de baixíssimo custo, feitas em casa mas com um visual profissional.

Vou mostrar agora para vocês como fazer os rótulos. E como sei que muita gente vai pedir, dou a receita do patê do final do post ;).

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Tudo o que você precisa é: foto/texto/desenho impresso a laser, fita adesiva transparente larga, tesoura e água. Sim, você leu direito, é só isso.

Atenção: Não funciona com impressos em jato de tinta, só motivos impressos a laser, colorido ou p&b.

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Para começar, imprima numa folha A4 o motivo escolhido. No meu caso queria fazer duas etiquetas, uma para indicar o sabor do patê e outra para a lista de ingredientes. Cole a fita adesiva por cima, prestando atenção para não deixar rugas.

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Aproveite para reforçar a colagem passando o cabo da tesoura por cima do motivo já adesivado com a fita.

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Recorte o motivo. Nesta hora lembre-se que a parte em branco (sem tinta) irá sair e tudo o que restará será a parte impressa, no meu caso, as áreas em preto das letras.

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Mergulhe o rótulo na água e deixe repousar por alguns segundos. A parte onde o papel está colado começará a amolecer. Esfregue com o dedo até retirar toda a parte branca do papel.

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Como em um ‘passe de mágica’ o motivo ficará ‘impresso’ na fita transparente. Não acredita?  Muito fácil para ser verdade? Teste em casa e me conte!

Seque delicadamente com uma toalha e use o rótulo que você mesmo fez!

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A fita adesiva continua um pouco aderente mesmo depois de molhada e seca. Mas depende do quanto você esfregou o papel e da qualidade da fita. Caso queira uma fita bem colante, sugiro passar uma camada de cola em spray no verso.

Para usar os rótulos em vidro, o pouco de cola que fica é suficiente. A etiqueta fica no lugar e é reposicioada facilmente. Perfeito!

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Claro que a técnica da fita transparente personalizada vai muito além dos rótulos de patê. Você pode usar fotos impressas para decorar envelopes, embalagens e até usar em projetos de scrapbooking.

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Usado a técnica, transformei fotos de moldes de chapéus antigos em etiquetas transparentes para decorar envelopes lisos. Aproveitei a largura da fita para criar tiras estampadas.

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E agora, a receita do patê de cenoura. Uma delícia, vegano e sem glúten, aqui em casa é o favorito há décadas. Fica uma delícia no pão, como dip de legumes (alô festa!) a até como molho de massas.

Patê de cenoura

– 3 cenouras médias ou 2 grandes

– 1 pimentão vermelho médio

– 1 cebola pequena

– 1 dente de alho

– orégano e sal a gosto

– 1/4 de xícara de vinagre ( usei de maçã mas pode substituir por outro)

– 1/2 xícara de azeite

Pique os legumes e bata tudo no liqüidificador até virar um creme. Passe para uma panela e cozinhe em fogo baixo por aproximadamente 30 minutos, ou até o creme apurar e ficar com consistência de pasta. Ajuste o sal, acrescente mais azeite e está pronto! Guarde em potes de vidro bem fechados na geladeira.

Pronto para explorar as possibilidades desta técnica da fita adesiva estampada?

Estou curiossíssima para saber que usos você dará para seus rótulos.

20 jun 14
nhac
Pão com requeijão na chapa feito em casa
por Claudia

Pão chapado em casa

Pão com manteiga na chapa no café da manhã sempre foi um clássico das padarias de São Paulo. Faz uns anos, as padarias acrescentaram a opção com requeijão. Mas nos últimos meses surgiu uma coisa nova, o pão com requeijão chapado. A diferença é que no simples o requeijão é colocado depois que o pão sai da chapa. E no chapado o requeijão vai direto na chapa. Resultado: uma casquinha queimada e por baixo o requeijão quente!

Eu descobri por acaso, quando pedi um pão normal na chapa e veio “isso”. Ia devolver, mas resolvi experimentar… e gamei! Já provei em algumas padarias e o resultado sempre é bom.

Conversei com o chapeiro da padaria mais perto daqui e ele comentou que vem fazendo há uns dois ou três meses. O pessoal estava pedindo. Ele não conhecia, fez uns testes e começou a servir, incluindo no cardápio. Mas deu uma reclamada que nesse preparo gasta muito mais requeijão.

O nome – pão com requeijão chapado – ainda não é consenso. Se não entendem quando eu peço um na padoca, explico que é “aquele de ponta cabeça, que fica com uma casquinha”.

Daí que minha amiga Renata Ueda, da Tupã, resolveu fazer em casa e descobriu que dá certo, sim! Vamos às dicas.

Pão chapado em casa

A principal é que uma chapa comum não funciona, mesmo muito quente. Só deu certo quando ela usou uma frigideira com uma boa proteção antiaderente.

Pão chapado em casa

Outra coisa é caprichar no requeijão. E dar uma alisada pra ficar uma camada grossa mas uniforme.

Pão chapado em casa

Deixe a frigideira bem quente antes de colocar o pão francês virado pra baixo. Pode fazer mais de um ao mesmo tempo se couber na sua frigideira. E fique de olho nas borbulhas – elas vão começar a escurecer. Com uma espátula, acompanhe se a casca está se soltando – ela precisa queimar e formar uma película para você tirar o pão sem que ela se desmanche. Melhor deixar mais tempo do que menos. Se sair amolecido, volte para a frigideira e deixe queimar mais.

Pão chapado em casa

Quando estiver do seu gosto, é só tirar, servir e comer quentinho. Vale dizer que o requeijão do meio fica bem quente e queima a língua, hehe.

Pão chapado em casa

Ah… a gente fez só com requeijão. Mas é possível colocar manteiga antes pro miolo ficar mais úmido. Vai de cada um. Agora que está friozinho, dá mais vontade de comer esse pão. Experimente!

17 jun 14
fashiontricô e crochê
Gola de tricô para pedalar no frio
por Claudia

Golona para bike

fotos: Luiz Durante

Consegui começar e terminar este projeto de tricô para este inverno em uma tarde de tricô! Foi a ideia que levei para fazer no encontrinho do dia mundial de tricô que rolou no domingo passado. Eu tinha um cachecolzão que fiz em 2011 em uma de nossas oficinas e não estava usando muito. Como a lã era boa, sem hesitar, desmanchei tudo e fiz um novelão. O que eu tinha em mente era uma golona alta e grossa que eu pudesse usar para pedalar agora no inverno.

O vento castiga no frio e cachecol nem sempre é algo prático porque fica desmanchando. A gola me pareceu algo interessante. Não planejei muito, simplesmente saí fazendo. Mas deixo a receita aqui caso alguém queira repetir.

(parênteses dramático: *infelizmente* essa lã Ponto Alto da Aslan Trends não existe mais. Uma alternativa é a Topp da Cisne, que não é tão grossa, mas pelo menos existe para vender – e em cores lindas!)

Eu fiz a gola bem alta para poder usar de três maneiras:

  • no pescoço normal
  • dobrada ao meio
  • cobrindo as orelhas e o capacete :)

Golona para bike

Vejam a receita:

Golona para bike

Veja que os pontos estão na horizontal, mas ao juntar as pontas do tricô, no pescoço eles ficarão na vertical. Na hora fiquei meio em dúvida se isso ficaria legal, mas depois de pronto eu curti o resultado. A vantagem de tricotar com linha grossa e agulha grandona (essa número 20 é da marca Serend) é que o projeto anda rápido e dá para desfazer sem dó se não estiver ficando legal (afinal, perdeu-se pouco tempo).

Sobre a receita, para as iniciantes, aqui tem dois vídeos que ajudam:

Passo 1: vídeo de como montar pontos na agulha

Passo 2: vídeo ensinando o ponto tricô

Golona para bike

Na finalização, contei com a ajuda de amigas (vantagens de se tricotar com mais pessoas, sempre tem alguém para dar uma mão naquelas horas que a gente trava). A minha xará Cláudia me relembrou como se arremata, ou seja, como se finaliza o tricô para que os pontos não escapem.

Ela também me ajudou a unir as partes, juntando a carreira inicial com a final. Foi preciso usar um fio da própria lã e uma agulha grossa de tapeçaria para fazer a emenda e prender os pontos. No meu caso (tamanho da cabeça e do capacete), 43 carreiras foram suficientes e também foi a quantidade justa que eu tinha de lã… No seu projeto, adapte para mais ou menos se for preciso ou do seu estilo :)

Golona para bike

Como terminei no próprio domingo, no encontro a gola fez o maior sucesso. Mas ainda não estreei minha golona ao vento – depois volto para contar o que achei na prática!

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