26 mai 14
casa crafttricô e crochê
Porta barbante com tampa de crochê
por Andrea

vidro_porta-barbante

Já pensou em reaproveitar embalagens de vidro com formato legal para embelezar sua casa ou o seu ateliê? Nós gostamos tanto de pensar em novos usos para eles que a vida secreta dos potes de vidro já virou tema recorrente aqui no blog. Tantas possibilidades para transformar estas singelos potinhos que acabariam no lixo….

Fique de olho em potes com formato legais que aparecem por aí. Um clássico que já virou cliché, é o pote de geléia Bonne Mamma com sua tampa xadrez. Mas convenhamos, a geléia francesa é cara e já existem outros tão legas quanto e que pesam menos no bolso. Há pouco tempo descobri estas pontinhos de iogurte sem Lactose da Danúbio. Levei, claro, já pensando no que fazer com estas fofuras.

Decidi fazer  porta barbantes para colocar aqueles fios que merecem um lugar especial no ateliê. Ou barbante comum mesmo, para pacote, afinal num display bonito tudo fica mais fofo. O toque craft fica por conta do crochê que cobre as tampinhas e esconde a logomarca. Te mostro como fazer!

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Separe martelo, prego, agulha de crochê e fios coloridos para crochê ou tricô de bebê. Qualquer restinho de lã serve! Lave bem os pote se retire os restos de cola do rótulo. Se não sair com água, uma boa dica é usar removedor.

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Primeiro fure a tampinha com um prego. Ache o o centro da tampa e marque com uma caneta. Apoie a tampa numa base, usei uma cortiça mas um paninho grosso serviria. Perfure de um lado e dê batidas do outro para assentar rebarbas da tampa, se sobrarem.

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Para crochetar a capa da tampinha basta saber fazer ponto baixo e alto! Não há uma receita certa, basta ir corchetando em círculos de acordo com o tamanho da sua tampinha.

Receita, pero no mucho

Comece fazendo 8 correntinhas. Feche formando o círculo central.

Depois com pontos baixos, vá crochetando os círculos  em carreiras ao redor. Vá aumentando o número de pontos baixos a cada carreira de modo a deixar o seu círculo plano. Eu aumentei 1 ponto a cada 2 pontos até a 3 carreira e depois a cada 3 pontos a partir da 4 carreira. Feche sempre cada ferreira com um ponto baixíssimo.

Quando atingir a largura da tampa, faça a borda com pontos altos, diminuindo o número de pontos a cada 3 ou 4 pontos da carreira. Isso fará com que a borda fique menor que o topo da tampa.

tampa final

Como falei não há uma receita precisa para a capa, depende muito to tamanho sua tampa. Fui fazendo, medindo e ajustando conforma necessário. No final fiz uma última carreira de pontos baixos para segurar a borda. Coloque a ‘touquinha’ na tampa.

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Coloque barbante dentro do seu potinho e puxe o fio pelo furo central.

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Agora, quando precisar, é só puxar se servir!

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Espero que goste da ideias comece a enxergar potencial criativo nos potes de vidro ao redor. Não faz crochê? Tudo bem, pinte a tampa com tinta spray ou decupe com tecido. Potes no lixo nunca mais!

22 mai 14
casa craftcostura
Tecido novo para a cadeira de praia
por Claudia

Cadeira com novo tecido

Este já é o terceiro tecido que a minha cadeira de praia antiguinha está “vestindo”. O primeiro era o original de loja. O segundo foi um xadrez vermelho e branco que escolhi porque era mais bonitinho. O motivo da troca agora foi a ação do tempo. Como a cadeira fica ao ar livre, a lona perdeu a cor, mofou e… rasgou! Não tenho foto do “antes”, mas na primeira foto dá para ver o tecido xadrez gasto e rasgado. Tirei ele cadeira para servir de “molde vivo” para o novo tecido. Ou seja, fiz tudo a olho mesmo.

Este modelo de cadeira – conhecida como “preguiçosa” – era praticamente unanimidade nos anos 70 e comecinho dos 80. A gente levava na praia e era assim que tomávamos sol (os pais, porque eu era criança e sentava na areia mesmo com o baldinho). Cadeira de alumínio e plástico só foram popularizar anos e anos depois.

Cadeira com novo tecido

Marquei as distâncias das dobras e das margens só posicionando o tecido antigo sobre o novo. Depois com um lápis de tecido, risquei os cortes. Eu poderia ter alinhavado o tecido ou marcado com alfinetes as dobras. Mas por ser um tecido grosso, tipo lona, e de fácil manipulação, só dobrei a olho duas vezes e levei direto para a máquina de costura. São costuras retas, então mais fácil ainda. Se o tecido for tingido e tiver verso, lembrar que a costura tem que ser feita para o lado de trás. Cadeira com novo tecido

Um cabo de madeira segura o tecido na estrutura da cadeira. Então antes de costurar esta parte, eu achei melhor simular se cabia e passava direitinho pra depois não ter problemas. Na dúvida, bom checar duas vezes. Cadeira com novo tecido

E ficou assim! O tecido ainda combinou com o azul da porta. Cadeira pronta para ser usada novamente! Nada como um tecido novo… Cadeira com novo tecido

Espero que dure mais alguns anos! Apesar de que esta cadeira não é muito comum, resolvei registrar o passo-a-passo e colocar aqui para servir de inspiração. Muitas vezes a gente ouve histórias de leitores que uma ideia levou a outra, ou que um projeto lembrou de outro esquecido. Que assim seja!

19 mai 14
costura
DIY: Quilt super fácil
por Andrea

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Comecei a prestar mais atenção nos quilts há pouco tempo, visitando feiras de patchwork e fazendo uma oficina rápida com a Fá, da Farfalla Gialla, do Modern Quilt Guild. Mas o que são quilts? De onde eles vêm? Como se reproduzem? Quilts são estes trabalhos feitos com retalhos de tecidos coloridos. Podem virar desde cobertores e mantas até painéis decorativos. Munida de informações básicas e empolagação de iniciante me joguei e resolvi fazer um! Separei tecidos e fiz um, dois, três quilts para presentear bebês em poucos meses. Um baby quilt feito com carinho pode ser um ótimo presente para recém nascidos. Foge das mesmice dos presentes comprados no shopping e você pode fazer com as cores e estampas que quiser.

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Os quilt podem ser extremamente complexos ou simples, a gosto do freguês. Resolvi mostrar aqui como fazer um baby quilt de design bem básico, simples de tudo, para quem nunca fez nada parecido se animar e tentar. Nada de blocos geométricos complicados, apenas combinações quadradinhos de tecido de cores bacanas. Um quilt for newbies. E nem será necessário usar máquina de costura top ou pé especial, tudo é feito na máquina de costura simples, com ponto reto.

Não tem segredo, apenas recomendo uma boa dose de atenção e paciência. Um ótimo projeto para exercitar fundamentos básicos da costura.

Então, vamos fazer um baby quilt? You can do it!

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Materiais

Tecidos
A primeira parte é escolha os tecidos! Para um design como este, de ‘escadinha’, você vai precisar 0,5 m de de tricoline de algodão em 9 estampas diferentes, 1, 5 m de manta de algodão (peça por R1 da Ambar) para o recheio e 1, 5 m de flanela de algodão para o verso. É legal investir em bons tecidos pois trata-se de uma peça que será bem usada e lavada várias e várias vezes. Recomendo lavar pelo menos a a flanela antes de usar para evitar encolhimento.

Outros
Além de tecidos você vai precisar de: máquina de costura, um monte de alfinetes de costura e de segurança, ferro de passar, régua, base para corte e cortador circular (ou tesoura).

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Composição
O design é uma parte fundamental do quilt. Não que haja regras mas existem algumas diquinhas que fazem o trabalho ficar mais harmônico. Por exemplo, escolha uma paleta de cores na hora de escolher os tecidos. Pode ser baseada em tons frios ou quentes.

No meu caso queria um quilt  onde as estampas fazem este efeito de ‘escada’. Também queria um quilt bem claro, com azuis, verdes, amarelos e laranjas abertos. Apenas tons cítricos, clarinhos e alegres. Nada de tons escuros ou terrosos. Também usei bastante branco para dar leveza a composição. O uso do branco e áreas em cores sólidas é característico dos quilts modernos. Mais sobre o design e o movimento dos quilts modernos aqui. Outra dica é misturar estampas gráficas com geométricos como os poás, de tamanhos variados. Experimente com combinações que agradam o seu olhar!

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Corte
Hora de cortar os quadradinhos. No meu caso cortei 90 quadradinhos de tamanho 13,0 X 13,0 cm, sendo 10 de cada estampa. Acho bem mais fácil de cortar com base de corte, régua e cortador circular. Se não tiver cortador, é claro que pode cortar com tesoura mesmo.  O resultado com esta quantidade de quadrados é um baby quilt com tamanho final de 1,20 X 1,10 m, aproximadamente, um tamanho ideal para recém nascidos.

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Montagem
Chegou a hora da montagem do topo do seu quilt. Facilite a sua vida ordenando os quadradinhos numa bancada ou no chão mesmo. Vá colocando na seqüência, fileira por fileira. Eu fiz este design de escadinhas, alternando a seqüência de estampas. Por se tratar de um quilt minimalista poderia funcionar bem e dar uma graça a mais.

Para facilitar  o meu trabalho eu empilhei na ordem e numerei as fileiras. Assim você não corre o risco de errar na ordem de emendar quadradinhos. Tire uma foto da seqüência de quadrados com o celular se precisar conferir depois #ficadica.

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Costura
Chegou a hora de juntas os quadradinhos em tiras horizontais. Seguindo a ordem dos tecidos nas fileiras, costure pela lateral deixando uma margem de 3 mm.

Eu sempre uso alfinetes para segurar tudo no lugar mas se você tiver prática pode costurar direto e viver perigosamente. Nos quilts a gente não precisa fazer retrocesso no começo e no final da costura.

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Depois de costurados todos os quadrados na fileira ela deve ficar assim, verso e frente. Aproveite para aparar os restos de linha das costuras agora.

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Costuradas todas as tiras de fileiras, abra as costuras do verso com o ferro de passar. Sim, é super necessário fazer esta parte caso contrário as suas costuras não vão encaixar. Separe as 10 tiras de fileiras horizontais.

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Agora é hora de juntas as tiras horizontais umas nas outras, deixando novamente uma margem de 3 mm da borda. Alfinetar é o segredo para deixar tudo no lugar. Alfinete pelo verso, bem no meio das junções, conforme a foto e coloque mais alguns alfinetes no meio para segurar as tiras de duas em duas. Dá um trabalho alfinetar? Sim, mas faz parte! Pelo menos deixa tudo certinho no lugar na hora de você passar a costura a máquina. Comece juntando de duas em duas tiras, até completar a metade superior e a metade inferio do topo. Ao final junte os dois pedaços que sobraram pelo centro. Seu topo está pronto!

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Com o ferro de passar abra todas as costuras, passando pelo lado avesso.

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Montagem do sanduíche

Agora uma etapa muito importante! No chão ou em uma bancada estique os tecidos  faça um sanduíche de tecidos nesta ordem: flanela, manta e topo.

Estique bem todos eles, para não ficar nenhuma dobra ou ruga. Prenda as três camadas juntas usando alfinetes de segurança grandes alternando os quadrados.  Isso evitará que os tecidos ‘andem’ quando forem manipulados.

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 Acabamento 
Apare as laterais deixando uma margem e manta e flanela de 0,5  cm da borda do topo. Faça o acabamento lateral pregando uma tira de viés a máquina. Não fotografei o corte do tecido de viés a 45 graus mas se quiserem posso fazer um próximo post mostrando, ok?

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Ao final, para segurar todas as camadas no lugar, vamos dar nozinhos. Por que escolhi esta técnica para o primeiro quilt? Porque o matelassê a máquina nem sempre é fácil para iniciantes. Existe o risco da máquina não aguentar a grossura do quilt, a costura não ‘bater’, o tecido enrugar… Mil coisas! Então para o primeiro quilt sair lindo e sem stress a minha dica é arrematar dando pequenos nós com fio de algodão de boa qualidade e de cor contrastante (usei um fio para bordado satchiko mas qualquer fio de algodão grosso serviria).
Passe o fio com ajuda de uma agulha no canto dos quadrados e dê um nozinho duplo. Isso vai fazer com que as três camadas de tecido não fiquem saindo do lugar. Esta técnica dos nozinhos era muito usado nos quilts japoneses antigos, que eram feitos totalmente a mão!

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Alterne nozinhos nos cantos dos quadrados do quilt, conforme a foto, um sim e um não. Corte o excesso do fio deixando aproximadamente 1,0 cm de sobra. Fazer o degradé de escadinha é apenas uma opção. Também dá para fazer usando com retalhos que tiver em casa e criar um design diferente, com quadrados diferentes, ao seu gosto.

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O resultado final é este. Um cobertor divertido com verso de flanela quentinha!

Espero que se anime a fazer. Não vou negar que é um projeto que requer uma certa paciência mas se pegar o embalo dos quadradinhos dá super para terminar o trabalho em um final de semana.

Quem se arrisca a fazer um primeiro quilt?

 

15 mai 14
outros bla bla blas
E o Bazar Ógente do Dia das Mães foi assim
por Andrea

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Na última sexta e sábado participamos de mais uma edição do super querido Bazar Ógente! Que privilégio poder passar dois dias rodeadas de gente talentosa e trabalhos lindos, de encher os olhos. Montamos nosso armarinho vintage itinerante, cheio de achados antigos, daqueles tempos que não voltam mais. Vem ver como foi!

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Deste vez a nossa seleção estava bem caprichada, com garimpos brasileiros e até gringos. Não faltaram botões coloridos, passamanarias e até tecidinhos vintage que esgotaram rapidíssimo. Não sobrou quase nada para contar história…

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Obrigada a todas as leitoras amigas que passaram por nossa mesa nestes dois dias! Ficamos muito felizes com as visitas e esperamos que os garimpos estejam rendendo bons crafts.

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Nossa mini máquina Regina marcou presença!

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Foram dois dias super agitados, no ótimo sentido! Conseguimos registrar algumas fotos entre uma sardinha e outra da nossa mesa.

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Aventais das nossas vizinhas queridas da Flo di Pá!

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Manufatura de tapetes da Lu Cotinha, direto de São Loureço- MG.

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Bolsas e bolsinhas da dupla  Tofu Studio.

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Muitas fofuras em tecido da Ana Sinhana.

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Sempre tem gente nova estreando e surpreendendo no bazar. Na mesa da Baths achamos esta referência ao Superziper para dar o mote da linha de produtos para banho Craft. Claro que adoramos a homenagem!

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Cores e amores da A Sacoleira.

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Cumbuca Chic, outra nova marca que conhecemos há pouco tempo e viramos fãs.

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Lancheiras térmicas da Tupã, outra vizinha de mesa que sempre nos ajuda a seguras as pontas!

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Bolsas com perfume de outrora da Modos de Mocinha.

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Sapatinhos para os pequenos, do Ateliê da Nanda.

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Mimos infantis da Jojo, para muitas aventuras.

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Coisinhas miúdas e irresistíveis da A Craft.

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Sempre tem uma pausa para café com bolito dos nossos amigos do Cupcake Ito.

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E teve também a estréia da revista Make, da nossa parceira Rita Paiva.  E muito muito mais que na correria não conseguimos registrar. Mas fica esta amostra para dar um gostinho do que foram estes dois dias delícia.

Também fizemos pela primeira vez uma oficina de estamparia DIY que foi incrível. Em breve mostraremos as fotos por aqui!

E assim foi mais uma edição do Bazar mais craft da cidade… Já na espera do próximo.

Mais fotos do Bazar Ógente lá no nosso Flickr.

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