01 fev 14
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Guia da 25 de Março: Outras lojas de tecido
por Andrea

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Por Ju Padilha, blogueira convidada.

Sou aquele tipo de pessoa fiel aos lugares que me atendem bem, volto sempre! E em se tratando de 25 de março, que vou na maioria das vezes com o tempo contado, vou rapidinho onde sei que encontro o que preciso e pronto. Necessidades resolvidas, hora de voltar para a casa.
Mas as vezes é bom gastar um tempo e dar um giro por lojas novas, desbravar o mar de portinhas e ver se há lugares interessantes e alternativos, foi exatamente o que fiz, umas semanas atrás, no entanto a busca tinha um objetivo: tecidos.

Queria encontrar lugares alternativos à Fernando Maluhy, a primeira que vem a nossa cabeça quando falamos de tecido e 25 de Março mas que não abre aos sábados e fica completamente lotada nos outros dias.

Olhos atentos também são fundamentais, geralmente as lojas de armarinhos e tecidos costumam ser entulhadas de coisas, é preciso vasculhar prateleiras, olhar os cantinhos e dar a sorte de encontrar materiais diferentes, inusitados e às vezes com preços melhores.  Para isso, apenas uma solução: muito fôlego, garrafinha de água na bolsa e disposição para entrar em lugares, as vezes não muito convidativos mas com possibilidades legais!

Quero compartilhar alguns endereços que encontrei na região. Os requisitos são: estampas legais, preço honesto, vender metragens menores , abrir aos sábados que não seja lotado! Vamos lá, são três lojas:

ceval

1) Comercial Ceval
Fica no mesmo prédio do Fernando Maluhy, só que no sexto andar. É uma portinha apertada, mas que abre para o fundo. Não se assuste, a loja é um pouco escura, mas tem muitas opções de tecidos, que ficam em estantes bem fáceis de serem visualizados. Também têm diversos materiais de patchwork como cortadores, bases de corte e réguas, todos com preços legais. Os tecidos são vendidos à partir de 30 cm e os preços são à partir de R$ 12,90 o metro.
Rua Cavalheiro Basílio Jafet, n 38, 6* andar, sala 604

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2) Jafe
Esta é uma uma loja à moda antiga, com vendedores mais velhos e que gostam de negociar. Difícil  sair de lá sem comprar algo! Os preços não são dos melhores, mas como disse, os vendedores estão abertos à negociações. O que me chamou a atenção foi a variedade de tipos de tecidos. Eles têm sim os queridos algodões estampados para patchwork à partir de R$ 14,50/m, mas têm também jutas coloridas sem serem sintéticas, pelúcias, feltros, veludos, cetins, tergais, mantas e muitas opções. Tudo vendido à partir de 1 metro. Para quem procura variedade de tecidos e tem pouco tempo para perambular, esta loja é ótima opção para comprar tudo em um lugar só!
Rua Cavalheiro Basílio Jafet, n 166/167, esquina com a rua Barão de Duprat

niazi

3) Niazi Chohfi – Desenhos Exclusivos
Não confunda esta loja do grupo Niazi com as lojas grandes da mesma marca que você encontra na Rua 25 de Março. Esta é uma porta pequena, mas só com as estampas exclusivas para patchwork. O atendimento é super agilizado, talvez por não ser uma loja muito conhecida (?!). Achei que fácil de ser atendida, mesmo aos sábados! Os tecidos ficam em displays fáceis de serem vistos e para quem gosta de combinar estampas, já está tudo juntinho! Vendem tecidos à partir de 50 cm a R$12,50/m.
Rua Jorge Azem, n 35

Estas são as minhas 3 dicas. Certeza que se você também tirar umas horinhas para dar um passeio ‘desbravador’ também vai encontrar um monte de novos endereços! O próprio prédio onde fica o Maluhy e o Comercial Ceval, na R Cavalheiro Basílio Jafet, tem muitos lojas a serem vasculhadas, além dos tecidos, muita coisa para artesanatos em gerais, especialmente MDF. Vvale super a pena, subir até o nono andar e ir descendo de escada!

Ainda falando de 25, vale a pena ler este post para saber quais as lojas que abrem no Domingo. Sempre útil em caso de alguma emergência.

Nosso Centro é assim, tem de tudo, os lugares óbvios e muita coisa a ser descoberta! Boa sorte em sua busca e quando encontrar algo bacana, não esqueça de compartilhar conosco.

Texto e fotos por Ju Padilha / Facebook do Atelie Ju Padilha / Blog Ju Padilha

27 jan 14
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Gancho para fechar botão
por Claudia

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Saiu a resposta da pergunta-adivinha que soltamos na sexta-feira. Este centenário objeto de metal, com cerca de 10 cm de comprimento, é um gancho usado para fechar botões. Ebaaa, temos leitores afiadíssimos, muita gente acertou – tanto aqui nos comentários do blog como na fanpage do Facebook!

Na foto acima dá para ver que na época que estava na moda, haviam vários modelos e acabamentos, desde peças em prata até ganchos com cabo trabalhado em marfim.

Ele principalmente era usado para fechar botões de peças em couro, como botas e sapatos, ou peças de vestuário justas e em tecidos duros e rígidos, como espartilhos e até vestidos de noiva. Hoje em dia, por exemplo, seria perfeito para fechar o botão de uma calça jeans apertada!

Aqui vocês podem ver a peça em ação:


Este GIF animado foi feito por mim, em cima de trecho do filme Blancanieves (2012). Aliás, foi assim que conheci este acessório. O filme é a versão espanhola do conto dos sete anões na Espanha de 1910. Antonio Villalta, um famoso toureiro, é o pai da Branca de Neve. A história começa mostrando uma grande tourada em Sevilha e, na preparação para entrar na arena, os bastidores são mostrados em detalhes. O gancho para botões é usado pelo assistente que ajuda-o a se vestir com a típica roupa usada pelos toureiros.

Blancanieves

O filme é mudo e gravado em preto e branco. Sou daquela que não gosta de contar muita coisa para não tirar a surpresa. Mas esta cena não pude resistir (não se preocupem, não é spoiler) – a avó da menina costurando o vestido da primeira comunhão. Elas estão no pátio de uma casa espanhola, fresquinho, com plantas, fazendo a prova da roupa e os acertos na bainha da roupa nova.

Blancanieves

Como a menina não pára quieta, a avó espeta o dedo na agulha. Mereceu mais um GIF animado!

Quando aparecerem produtos de armarinho de usos pouco conhecidos, voltamos aqui com mais adivinhas!

24 jan 14
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Desafio: adivinhe o que é!
por Claudia

Adivinhe!

Esta ferramenta tem mais de 100 anos, mas em toda minha vida nunca tinha visto e nem sabia que existia algo assim. Foi assistindo a um filme de 2012, filmado em preto e branco, que tomei conhecimento. E o mais incrível é que esta ferramenta se usa com um item de armarinho que eu adoro…

E aí, querer brincar de adivinhar o que é?

Vocês têm o fim de semana para pesquisar, porque na segunda-feira a gente volta para contar e mostrar como funciona.

Mãos ao Google :)

22 jan 14
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Visita à Casa das Franjas
por Andrea

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Por Ju Padilha, blogueira convidada.

Quem gosta de artesanato e do mundo handmande, adora pesquisar e descobrir materiais variados. Somos loucas por tecidos, fitas diversas, linhas, papéis, canetas, lápis e por aí vai. Enchemos nossos armários, prateleiras e gavetas com estes tesouros que a gente vai juntando e guardando, porque nunca sabe quando serão necessários!

Bom, eu sou exatamente assim e uma coisa que gosto muito de fazer é passear por armarinhos e lojas de ferramentas a procura de ‘tesouros’. Bater os olhos e se deixar encantar por um material, mesmo que na hora a gente não saiba o que fazer com ele. Como não podia deixar de ser, amo andar pela região da 25 de Março aqui em São Paulo.
No ano passado, estava na região à procura de garrafinhas de vidro para compor a decoração do aniversário de 1 aninho de meu filho. Encontrei um prédio que tinha muitas lojas de lembrancinhas, subi até o último andar e fui descendo, vasculhando cada uma das lojas. Foi aí que, meio sem querer, encontrei uma loja que fez meus olhos brilharem, a Casa das Franjas. 

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A loja tem aquele ar de coisa antiga, aquele charme de uma época em que as coisas pareciam ter alma, um tempo próprio! Seu Ivan (acho que era esse o nome dele), o dono da Casa das Franjas foi funcionário por 40 anos de uma fábrica de franjas e, em 98, conseguiu comprar seu ponto na 25 de Março, dando continuidade ao negócio, que sofre uma séria concorrência chinesa, segundo ele! Dona Bernadete, simpatia pura, foi sua primeira funcionária e continua por lá, não só atendendo, mas também fazendo as franjas que vendem na loja! Sim, tudo feito de forma artesanal, franja por franja.

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Achei a loja inusitada, aqueles ornamentos tão tradicionais e que em tempos modernos não são mais tão usados assim… ou são? Eu pelo menos não me lembro de conhecer casas com cortinas que usem as franjas, à não ser nas cortinas dos teatros! Sei que voltaram a moda em tamanho menor, para uso em brincos e colares.

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Não sei exatamente o que me encantou mais na loja. Não sei se foram aquele mundo de franjas e pingentes penduradas, as cores incríveis dos fios com que elas são feitas, ou as estantes entulhadas. Sabe aquela vontade de sair mexendo em tudo?  Pois é.

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Mas o que de fato me fez suspirar, foram as possibilidades de uso destes materiais, como usá-los em outros contextos. Me senti instigada e trouxe dois pacotinhos de pingentes tipo tassel, que viraram protótipos de colares para a minha marca! Eles estão super na moda e são tendência em 2014 , sabiam? E você faria o que, com estas franjas e tassels?

Se se interessou em visitar anota o endereço:

Casa Das Franjas
http://www.casadasfranjas.com.br
Rua Cavalheiro Basílio Jafet, 127, 3* andar, loja 33, São Paulo-SP

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Acredito muito em estar atenta a encontrar materiais que chamem a atenção e gere vontade de experimentar… O experimentalismo é uma ótima forma de dar novos caminhos ao trabalho que se faz e nos dá a chance de inovar criativamente! E você, o que descobriu de novo nos últimos tempos?

Texto e fotos por Ju PadilhaFacebook do Atelie Ju Padilha / Blog Ju Padilha

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