11 set 14
outros bla bla blas
Renovando o estúdio onde gravamos os videos
por Andrea

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Vocês repararam que agora temos um novo cantinho para servir de cenário dos nossos vídeos no Youtube ? Pois é, tivemos que dar um trato no espaço aqui em casa.  Foi um desafio pois trata-se de um quarto bem pequeno e que tem duas funções importantes: servir no dia-a-dia para trabalho e blogagens e também a partir de agora ser usado como cenário de gravação nos nosso conteúdo da TV Superziper.

Desafio lançado, com medidas na mão escolhemos alguns móveis e decoração que coubessem e fossem dar um toque craft ao ambiente, sem poluí-lo demais afinal cada esparrinho é valioso. A primeira coisa foi escolher uma mesa. A cor? De madeira claro, a nossa favorita!  Tinha que ser pequena mas dar conta do recado nos momentos de filmagem. Escolhida a mesa, achamos uma cadeira branca super coringa e uma prateleira básica para servir de apoio para materiais ao fundo e também compor o cenário.

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Nossa escolhas foram mesa e cadeira da linha Apê e uma prateleira da linha Sintonia, todos da Meu Móvel de Madeira que nos apoiou na montagem do novo ambiente

Quando os móveis chegaram deu um certo pânico ao ver as caixas com todas as peças empacotadas e desmontadas! Mas ainda bem que tivemos a ajuda do montador da MMM que, encaixa daqui, parafusa de lá, fez em pouco tempo e com muita eficiência o que eu demoraria horas e horas para fazer. Ele ainda deu várias dicas para montagem e instalação dos móveis como usar uma parafusadeira para acelerar o trabalho de montagem e um nível para colocar a prateleira retinha.

Vem ver como ficou!

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A prateleira amarela serviu de apoio para potes com barbantes e linhas de bordado e alguns carretéis de madeira antigos. É daquelas mais fundas, então cabe bastante coisa.

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A mesa de cor madeira natural ficou legal com o chão antigo de taquinhos, meu xodó. Achei que a cadeira branca além de ser um coringa contrastou de uma maneira legal com a mesa. Eu gosto de cadeiras diferentes da mesa e vocês? Deu para perceber que eu não curto tudo muito combinadinho?

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Minha mesa que nem sempre fica assim arrumadinha. Tem dias que a bagunça criativa toma conta do espaço sem pedir licença. Mas neste dia deixei tudo nos trinques ;).

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E assim estamos de estúdio renovado e funcional, pronto muita craftagens e registros em video.

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Aproveitem para ver o nosso video da ecobag de 20 minutos, onde o novo cenário já está dando as caras.

Obrigada ao Meu Móvel de Madeira que apoiou esta renovação.

 

10 set 14
costura
PRIMEIRAS COSTURICES: Babador com molde
por Andrea

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Hoje é dia de mais um projeto para ‘newbies’ na costura. Pensei bastante sobre o que seria bacana e fácil de ensinar e….. resolvi mostrar como se faz um babador infantil em tecido. Sei que hoje em dia muita gente compra babador já vi babadores de plástico, curvados para não escorrer comida no nenê, coisas super high tech! Mas nada mais confortante um babador de pano, molinho e fofo, feito com carinho para o pequeno usar. Não tem bebê? Tudo bem, um babador de tecido pode ser um presente incrível para o chá de bebê daquela sua amiga querida, já pensou? E babadores são tão gostosos de costurar, dá para ficar brincando e fazer combinações malucas com estampas fofas que normalmente não seriam usada em projetos para ‘adultos’.  Novatas podem aproveitar para praticar a costura a máquina em áreas curvas – alô fundamento costureiro!

Enche a bobina da máquina e vamos lá :).

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Primeiro escolha os tecidos para o seu baby babador – amo esta etapa :D. Pense em temas de menino, menina ou unissex! O legal é aproveitar pedacinhos de tecido estampado que sobraram de outros projetos. Misture cores e estampas a gosto.
Para a frente da peça resolvi fazer algo diferente – um composê usando 2 estampas de tricoline e um pedacinho de fita galão. Mas se for seu primeiro babador e quiser simplificar, use um tecido só. Para o verso, usei flanela de algodão. Um tecido atoalhado também é uma ótima pedida para o verso pois deixa o babador ainda mais absorvente e evita meleca na hora da papinha.

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Como resolvi fazer a frente do babador com 2 tecidos diferentes e um aplique de galão, primeiro costurei o painel frontal. Uni as suas estampas posicionando lado direito com direito e fiz uma costura de 0,5 cm na margem. Abri a costura pelo verso e preguei a o galão usando pespontos bem rentes à margem.

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Baixe, imprima e recorte  o molde do babador aqui. Está em tamanho P para facilitar caber em uma folha A4. Este tamanho é legal para bebês menores, de 6 meses a 1 ano. Se quiser um babador para bebê mais grandinho, acrescente 1,0 cm em todo o contorno ou aumente proporcionalmente na sua impressora (neste caso você irá precisar emendar duas folhas tamanho A4 ou ou usar uma folha A3).

Usando o molde, risque e recorte dois painéis no tecido da frente e na flanela que será o verso. Note que os tecidos cortados devem ficar como ESPELHADOS como na foto acima. Preste atenção na hora de cortar pois na pressa  é super comum cortar os tecidos sem a inversão.

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Posicione os dois painéis lado direito com direito. Alfinete por toda a borda para manter tudo nos trinques na hora de costurar.  Atenção! Não esqueça de deixar um espaço de aproximadamente 4 cm em uma das laterais para que a peça possa ser virada para o lado direito após a costura. Eu marquei este espaço com alfinetes verdes, use esta dica de mudar a cor do alfinete para lembrar onde fica o espaço.

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Ainda com a peça do avesso, passe uma costura reta a máquina a 0.5 cm da borda.

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Nas áreas curvas, a dica é ir bem devagar! Se precisar, tire o pé do pedal e gire a agulha manualmente, girando o tecido suavemente conforme for  costurando em curva. Não esqueça de deixar um espaço aberto de aproximadamente 4,0 cm para virar a peça e de fazer o retrocesso no início e final da costura.

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Vire a peça para  o lado direito através do buraco. Se precisar enfie um lápis ou agulha de tricô por dentro para mudar a virar os cantos. Passe e peça  a ferro abrindo bem as costuras laterais. Aproveite para passar a abertura, demarcando as margens do tecido da parte aberta.

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Chegou a hora do pesponto. Volte para a máquina e usando ponto reto, pesponte todo o contorno externo do babador mantendo a costura bem próximo a margem,deixando em torno de 0,3 cm de distância na mesma. Quando passar o pesponto por cima pelo buraco lateral aproveite para fechá-lo.

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Corte dois pedacinhos de velcro e posicione-os nas extremidades conforme a foto.  Não tem velcro? Pode usar um botão de pressão tamanho pequeno.

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Costure o velcro fazendo um quadrado por todo o contorno. Vá devagar, principalmente na hora de fazer os cantos lembre-se de fazer o último ponto, levantar o calcador e girar o tecido  a 90 graus manualmente até completar todo o quadrado.

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E costura daqui costura dali, o seu babador ficou pronto. Não falei que era fácil e o resultado mega fofo?

Aproveite o embalo e faça vários usando os pedacinhos de tecido que sobraram de outros projetos. Tem presente mais lindo do que um babador feito com todo carinho por você?

 

04 set 14
casa craftreciclagem
DIY: abajur de roupa nova
por Claudia

Renovação: abajur

Estes dias estava lendo a edição número 4 (2007) da revista Make americana, aquela de robôs, engenhocas eletro-eletrônicas e outras coisas geeks do tipo. Logo nas primeiras páginas, havia um ‘Crafter’s Manifesto‘ escrito por uma estudante finlandesa que adorava fazer coisas manuais e também filosofar sobre o assunto. Ela chegou em uma lista de ‘mandamentos’ e um deles chamou minha atenção:

“The things people make they usually want to keep and update. Crafting is not against consumption. It is against throwing things away / As coisas que as pessoas fazem normalmente são mantidas e atualizadas. Fazer crafts não é ser contra o consumo. É ser contra jogar coisas fora”

Nem vou filosofar sobre o assunto, mas na prática foi o que fiz com este abajur que era muito querido, utilizado e quebrou. Resolvi tirar a chave de fenda da caixa de ferramentas e partir para uma renovação. Querem ver?

Esta era a base original, que comprei na Tok & Stok e durou uns bons anos. Mas era de gesso. E um dia caiu e quebrou. O lado positivo de ele ter quebrado dessa forma foi que eu pude ver como era por dentro, super simples, nada do outro mundo. E isso me incentivou a destruir essa base por completo e trocar por uma nova!

Renovação: abajur

Fiz uma cirurgia de abajur. Desmontei tudo para ver se o paciente estava em ordem. Vejam o que encontrei:

Renovação: abajur

1. o soquete estava preso em um tubo metálico. Tudo funcionando aqui, não tinha nada para mexer
2. esta ‘porca’ plástica serve para prender a cúpula, tudo ok também
3. a porca e a aruela delimitam a altura da peça e são rosqueadas na base deste tubo (1), que é como um parafuso gigante e oco
4. a tomada eu já tinha trocado faz um tempo para o novo modelo brasileiro, só precisei desparafusar para soltar o fio
5. chave de fenda: a única ferramenta que usei para desmontar o abajur original
6. interruptor do abajur: consegui soltar, mas o mecanismo para prender o fio não estava muito bom…

Ou seja, com tudo em ordem, só precisava de uma nova base. Usei uma peça de madeira antiga, que era usada em uma tecelagem – ela tinha praticamente mesma altura do abajur! Eu achei isso no bairro do Bom Retiro, jogado em um canto, em uma loja de retalhos de confecções. Comprei dois – um dei pra Andrea, que usou como porta-pulseiras e o meu ficou de enfeite… até esse dia.

Renovação: abajur

Só precisei ajustar um pouco a altura. O bom é que por ser uma peça industrial, já tinha um furo no meio – exatamente como eu precisava para passar a fiação e apoiar o soquete. Serrei a madeira na mão, com uma serrinha, e depois usei o Dremel no acabamento.

Renovação: abajur

Depois foi só montar tudo de novo… Passar o fio, ajustar a porca e a aruela para marcar a altura, e parafusar as partes elétricas. A única coisa a mais que fiz foi substituir o interruptor. Diferentemente do plug da tomada, que prendia o fio com parafusinho (mais seguro), o do interruptor era muito frágil. Achei mais seguro trocar.

Renovação: abajur

Praticamente terminei tudo em meia hora – o mais trabalhoso e demorado foi serrar a madeira. Já estreei a noite para ler meus livros de cabeceira.

Renovação: abajur

A cúpula eu também troquei – usei uma branca básica, comprada em uma das lojas da Rua da Consolação. Já vi tantos PAPs para enfeitar cúpula que talvez eu resolva fazer alguma coisa com ela. Mas por enquanto assim está ótimo, tudo funcionando, tudo iluminado!

01 set 14
craft tour
Peru: Pisac, a cidade do artesanato
por Claudia

Pisac, Peru

Quando estava pesquisando sobre Peru e a região de Cusco, me falaram que eu tinha que conhecer Pisac, uma aldeia da região do Vale Sagrado, conhecida também pela feira de artesanato na praça central. Eu tinha um dia livre antes de começar um roteiro a caminho de Machu Picchu, então aproveitei para ir até lá.

De Cusco é bem fácil de chegar, cerca de 30 min de van ou taxi. A maioria das pessoas vai para ver as ruínas incas, mas o meu foco era a feira :)

Pisac foi construída às margens do rio Vilcanota, entre lindas montanhas – as fotos mostram um pouco. A altitude é um pouco mais baixa do que em Cusco (entre 2.800 e 3.000 metros), então é relativamente mais tranquilo ficar por lá. Se eu soubesse, teria passado os primeiros dias em Pisac para depois subir um pouco mais (dizem que o único jeito de se adaptar a altitude é ir gradativamente).

A cidadezinha é pequena, ruas estreitas e construções típicas – e com um movimento bem mais tranquilo do que Cusco, que parece cidade grande perto dela.

Pisac, Peru

A feira, que acontece às terças, quintas e domingos, tem muitas barracas espalhadas pela praça central. Domingo é o dia com mais expositores e as ruas também recebem os campesinos (camponeses) que trazem suas colheitas da semana. Me falaram também que as barracas mudam de lugar. Conheci um mochileiro que comprou um cinto e depois queria trocar, mas teve que rodar toda a feira até achar o vendedor. Se for assim mesmo, acho mais justo – assim todos têm a oportunidade de expor em um local melhor e ninguém fica pra sempre em um ponto micado.

Pisac, Peru

Tirei bastante fotos para dar uma visão geral do que se pode encontrar por lá. O tradicional do que se entende por “artesanato” peruano, como tecidos, tapetes, panos. Tem muito – em cores lindas, desenhos e estampas de todos os tipos.

Pisac, Peru

Os tecidos são muito usados, até hoje em dia, para carregar coisas nas costas, tipo um furoshiki peruano. Eu comprei um amarelo, bem colorido, pra usar como toalha. Mas é possível também encontrar o tecido na versão repaginada, como nesses tênis! Ficou o máximo!

Pisac, Peru

Muito tricô também. A maioria das peças feitas a mão. Sempre tinha alguém tricotando. E eram pilhas e pilhas para escolher. Os modelos até são parecidos, mas dá para ver que são peças únicas, sempre algum detalhe diferente, sem repetir.

Pisac, Peru

Ah… e os instrumentos musicais também, claro! A flauta ‘quena’ acompanha o manual para aprender a tocar.

Pisac, Peru

Bolsas e sacolas aos montes. Em vários tipos, acabamentos, de lã pura, sintético, misturado com couro…

Pisac, Peru

Coisas para casa e muitas opções para presentear. Jóias em prata e em pedras, trabalhadas. Mineração é a primeira fonte de renda do país, principalmente cobre e prata (o ouro ainda vem muito de mineração ilegal).

Pisac, Peru

Em tecido, bonecos tradicionais de todos os estilo e tamanhos. Queria entender a explicação por traz deles, mas não tive tempo de perguntar.

Pisac, Peru

Ainda falando de tecidos, vi muita coisa tradicional. Estes das quatro fotos abaixo, são peças de família que passam de geração em geração e ficam à venda como se fosse uma penhora. As famílias mais simples entregam seus ‘bens’ aos comerciantes, que levam ao mercado para vender esperando conseguir um bom valor pois sabem que este tipo de manualidade mais antiga tem um valor mais alto no mercado. Se eu pudesse, teria fotografado cada pilha de chapéus, cintas e mantas… Estes produtos familiares eram de uma variedade incrível, peças únicas que contavam histórias (seja pelas cores, pelas tramas e desenhos).

Pisac, Peru

Estes pingentes e pompons também faziam parte deste ‘lote’ e são usados como enfeite de chapéus, tranças e cintos. Reparem que para deixá-los mais enfeitados, eles são bordados com miçangas brancas – vi muito disso.

Pisac, Peru

Ninguém sai de mãos livres, difícil resistir. Tem souvenir de todos os tamanhos, desde porta-moedas (com o logotipo do Peru) e até tapetes enormes. Ou seja, para todo tipo de mala e de turista.

Pisac, Peru

Os peruanos são muito simpáticos. Parei para conversar com estes vendedores, que tinham barracas mais simples e improvisadas. Muito atenciosos e dispostos em contar detalhes para turistas interessados em saber mais. Sobre a a mulher que vendida pigmentos/ tintas farei um post a parte – tenho mais fotos :)

Pisac, Peru

Antes de ir embora da feira, milho! Os coloridos eram apenas para decoração. Mas este gigante com queijo branco eu comi pra matar a fome mesmo… Mais fotos aqui.

Pisac, Peru

De lá, resolvi dar uma passada rápida no mercado municipal da cidade para tomar um suco natural feito na hora e fotografar mais um pouco. Essas sandálias estavam à venda e eram feitas com tiras de pneu, cheguei a ver gente usando. Muito delicado o detalhe da florzinha!

Pisac, Peru

E no caminho paro transporte que me levaria de volta a Cuzco, encontrei um armarinho. A lã que vendiam (parte estava expsta na rua mesmo) era acrílica, mas em cores lindas… Que cidade, o paraíso!

Pisac, Peru

Comentários finais sobre Pisac: vale muito a pena ir!

. Artesanato: quem quiser aproveitar a feira para comprar presentes e lembrancinhas, recomendo levar uma lista (ainda melhor, uma tabelinha) com os nomes das pessoas e o que quer dar para cada uma delas. É muita coisa e é fácil ficar zonzo com tanta opção (foi o meu caso).

. Pagamento: as barracas aceitam apenas dinheiro, soles peruanos ou dólares. Perto da praça tem um caixa eletrônico para quem precisar.

. Transporte: se for apenas passar o dia, saindo de Cuzco tem excursões organizadas por agências. Eu preferi ir sozinha, as vans/ lotações saem da Calle Puputi (informe-se no seu hostel ou hotel como chegar lá). O preço é bem mais em conta. Quando descer em Pisac, informe-se dos horários de volta e local de partida. Taxi também é uma opção, sendo mais vantajoso fazer a ida e volta com o mesmo taxista – sugiro deixar tudo combinado antes.

. Roteiro: Dá para ficar em Pisac algumas horas, uma manhã, um dia inteiro ou vários dias – depende da sua disponibilidade. Em muitos roteiros de agências, Pisac é apenas uma parada rápida no tour pelo Valle Sagrado. Se for por conta própria e puder ficar meio período, você terá que escolher entre a feira e as ruínas. Se puder ficar mais um pouco, um dia inteiro, dá para visitar os dois. E se puder passar a noite e mais uns dias, saiba que Pisac tem um hotel e algumas hospedarias simples. É só pesquisar.

Por mim, eu teria ficado mais, se soubesse que gostaria tanto de lá. Queria conhecer melhor o lugar, ir nas ruínas, subir nas montanhas, ver tudo com calma e poder conversar mais com os comerciantes. Além disso, a altitude é mais amena do que em Cuzco. Pra mim seria o ideal, mas agora só em uma próxima :)

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