02 jul 14
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Mania de mexer nas coisas
por Claudia

Desconstruindo as compras

Ok, vou admitir que tenho mania de mexer nas coisas. Não estou falando de pessoas que mexem nas obras dos museus (bem, isso eu também faço) ou que vêem com as mãos (é, me define). Mas de gente como eu que tem aquela coceira para modificar os originais, mexer no sentido de mudar.

Essa foto é de um lenço/echarpe que comprei há dois dias. Adorei a estampa, pirei com as florzinhas e com as cores fluorescentes. Mas tinha um porém, não gostei dos enfeites que costuraram nas bordas, esses grelôs coloridos – se fosse tudo em uma cor só, tudo laranja, ok, mas esse ‘degradê’ de vermelho para laranja para azul marinho não ornou!

Mas isso não era um problema, era uma solução. Já bati o olho nele pensando em um jeito de ‘consertar’. Simples, só descosturar. Peguei o lenço para ver melhor como estavam as costuras, se daria para mexer nisso sem ter de refazer o acabamento.

Deu certinho, desconstruí o negócio todo em uma noite, sentada no sofá com a ajuda do descosturador. Estão aí todos separados: o lenço, do grelô, da etiqueta (sempre arranco!) e das linhas. E o resultado: agora sim um lenço perfeito!

Decidi escrever sobre esta mania porque não é a primeira vez e nem será a última. Até meus amigos reparam que eu tenho esse olhar da desconstrução. Lembrei de um colar que comprei e virou quatro. Levei pensando no potencial que o original teria ao ser desmontado. Ah sim: e ainda tem os botões que sempre troco, as roupas e sapatos que tinjo, a barra que faço para ajustar o tamanho da calça…

E os exemplos continuam. O engraçado é que ao escrever sobre isso percebo que já é quase um traço de comportamento. Faço isso até em restaurantes. Me vejo conversando com garçons coisas do tipo: “dá para tirar o pepino e colocar croutons no lugar?” ou “olha, posso pedir o este peixe aqui, mas com os acompanhamentos daquele outro?” . Tem uns que riem, outros dizem que vão tentar, mas se não pode, tudo bem, eu entendo. Só descobri que isso era uma particularidade minha quando morei em Londres. Meu amigo fez cara feia ao presenciar uma dessas negociações e disse que não acreditava no que eu estava fazendo. Ele disse brincando que eu corria o risco de ser expulsa e levar uma bronca – menus são como são e não devem ser mudados.

Enfim… Com as roupas e acessórios eu continuo assim, pensando em ajustar aqui, mexer um pouco ali, tirar o bolso, fazer uma pence, colocar uns brilhos e costurar uns apliques, haha.

Só ainda não entendi se isso é criatividade em excesso ou chatice minha!

01 jul 14
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Estamparia carimbeira pintando no pedaço
por Andrea

convite_oficina_estamparia2escuro

Curtimos tanto a tarde de estamparia que demos no Ógente que resolvemos repetir a dose! Desta vez levaremos uma versão 2.o da oficina super carimbeira para o Ateliers, o mesmo local querido onde fizemos nosso último encontrinho de tricô.

Todos os materiais inclusos, basta levar um avental, para não correr o risco de carimbar a roupa.

Para saber mais informações e valores escreva para super_ziper@yahoo.com.br.

Vem que vai ser demais!

 

27 jun 14
tricô e crochê
Maxi gola em tricô de braço
por Andrea

tricode braço

Agora que esfriou tá todo mundo louco para tricotar, não é mesmo? Mas, quem nunca pegou na agulha, como faz?? Vou contar uma ótima notícia. Existe o tricô de braço, sem agulha! Sim, você ouviu certo, sem agulhas. Hoje mostraremos como usar esta técnica para fazer uma maxi gola que pode ser um primeiro projeto bem bacana para novatos quem quer aprender os fundamentos do tricô sem ter que encarar agulhas intimidantes e pontudas.

Bracinhos prontos? Aperta o play!

No video, usamos dois fios de Topp da Coats/Cisne juntos. É bem difícil achar um fio grosso nacional para fazer projetos de maxi tricô. Anos atrás ficamos apaixonadas pelo Ponto Alto mas depois de um tempo ele saiu e linha e nunca mais voltou (#todaschora).

Mas eis que surge um novelo no fim do túnel! Andamos pesquisando os fios disponíveis atualmente e achamos o Topp. Ele é uma ótima pedida de fio grosso pois vem em cores legais e toque super macio.  Mesmo assim, reparem que no video usei dois fios de Topp para dar a espessura necessária que eu queria para a gola. O preço é bem amigo, paguei 7,90 cada novelo no Rei do Armarinho.

Sem exageros, em no máximo meia hora dá para fazer uma maxi gola no braço e sair usando. O olha só que projeto versátil. Se preferir um maxi cachecol, é só trabalhar até o comprimento desejado e não unir as duas laterais ;).

As crianças também vão aprender rapidinho esta técnica. Aproveite as férias para ensinar tricô para os pequenos.

23 jun 14
casa craftoutras técnicas
Faça você mesmo: Rótulos personalizados
por Andrea

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Psiu, vou te contar um segredo incrível. Sabe aqueles rótulos adesivos transparentes que têm mil utilidades? Então, dá para fazê-los em casa e on demand, usando o seu próprio desenho ou foto. Etiquetas personalizadas a toque de caixa, para usar não só em potes de vidro mas aonde você quiser.

Tudo começou no final de semana quando fiz um patezinho de cenoura caseiro que faz o maior sucesso na família. Fiz uma quantidade grande de patê para presentear e, como apresentação é tudo e muito mais, caprichei na embalagem – coloquei as porções em potes de vidro e fiz o rótulo usando a técnica que vou mostrar hoje neste post. Imagino os rótulos similares em potes de geléia caseira, açúcar aromatizado, mix de capuccino, biscoitos e  outros mimos que adoramos dar e ganhar. Ideal para você que tem uma produção pequena e quer etiquetas de baixíssimo custo, feitas em casa mas com um visual profissional.

Vou mostrar agora para vocês como fazer os rótulos. E como sei que muita gente vai pedir, dou a receita do patê do final do post ;).

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Tudo o que você precisa é: foto/texto/desenho impresso a laser, fita adesiva transparente larga, tesoura e água. Sim, você leu direito, é só isso.

Atenção: Não funciona com impressos em jato de tinta, só motivos impressos a laser, colorido ou p&b.

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Para começar, imprima numa folha A4 o motivo escolhido. No meu caso queria fazer duas etiquetas, uma para indicar o sabor do patê e outra para a lista de ingredientes. Cole a fita adesiva por cima, prestando atenção para não deixar rugas.

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Aproveite para reforçar a colagem passando o cabo da tesoura por cima do motivo já adesivado com a fita.

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Recorte o motivo. Nesta hora lembre-se que a parte em branco (sem tinta) irá sair e tudo o que restará será a parte impressa, no meu caso, as áreas em preto das letras.

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Mergulhe o rótulo na água e deixe repousar por alguns segundos. A parte onde o papel está colado começará a amolecer. Esfregue com o dedo até retirar toda a parte branca do papel.

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Como em um ‘passe de mágica’ o motivo ficará ‘impresso’ na fita transparente. Não acredita?  Muito fácil para ser verdade? Teste em casa e me conte!

Seque delicadamente com uma toalha e use o rótulo que você mesmo fez!

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A fita adesiva continua um pouco aderente mesmo depois de molhada e seca. Mas depende do quanto você esfregou o papel e da qualidade da fita. Caso queira uma fita bem colante, sugiro passar uma camada de cola em spray no verso.

Para usar os rótulos em vidro, o pouco de cola que fica é suficiente. A etiqueta fica no lugar e é reposicioada facilmente. Perfeito!

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Claro que a técnica da fita transparente personalizada vai muito além dos rótulos de patê. Você pode usar fotos impressas para decorar envelopes, embalagens e até usar em projetos de scrapbooking.

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Usado a técnica, transformei fotos de moldes de chapéus antigos em etiquetas transparentes para decorar envelopes lisos. Aproveitei a largura da fita para criar tiras estampadas.

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E agora, a receita do patê de cenoura. Uma delícia, vegano e sem glúten, aqui em casa é o favorito há décadas. Fica uma delícia no pão, como dip de legumes (alô festa!) a até como molho de massas.

Patê de cenoura

– 3 cenouras médias ou 2 grandes

– 1 pimentão vermelho médio

– 1 cebola pequena

– 1 dente de alho

– orégano e sal a gosto

– 1/4 de xícara de vinagre ( usei de maçã mas pode substituir por outro)

– 1/2 xícara de azeite

Pique os legumes e bata tudo no liqüidificador até virar um creme. Passe para uma panela e cozinhe em fogo baixo por aproximadamente 30 minutos, ou até o creme apurar e ficar com consistência de pasta. Ajuste o sal, acrescente mais azeite e está pronto! Guarde em potes de vidro bem fechados na geladeira.

Pronto para explorar as possibilidades desta técnica da fita adesiva estampada?

Estou curiossíssima para saber que usos você dará para seus rótulos.

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