11 fev 14
piramos nisso
Piramos nisso: arte com botões de Lisa Kokin
por Claudia

Lisa Kokin

Lisa Kokin, de San Francisco, é uma artista plástica que faz de tudo um pouco. Mas me apaixonei mesmo pela série que ela criou com botões lá no início dos anos 2000. Ela criou retratos de família em tamanho gigante, usando milhares de botões presos e tensionados entre si com fios de nylon e arame. A foto acima é da obra “Moment” (2004).

Lisa Kokin

Esta aqui, e as fotos dos detalhes a seguir, são de “Nineteen-Sixty” (2005).

Autoproclamada botonóloga*, apaixonada e colecionadora de botões, escolheu cuidadosamente as peças que compõe esta série. Ela conta que os botões sempre estiveram presentes aqui e ali em suas composições, mas foi nesta série que eles ganharam o papel de destaque e foram usados como matéria prima principal.

No seu site – que vale a pena conhecer porque tem outros trabalhos diferentes – ela explica que a série de botões surgiu no período de introspecção que ela viveu após o falecimento do pai. Ele trabalhava como tapeceiro e na infância Lisa se lembra de ficar brincando na loja com os materiais.

Lisa Kokin

Neste detalhe do rosto dá para ver bem os detalhes, notar a preocupação e cuidado na escolha dos botões e peças, seja obviamente nas cores, mas também nos formatos e texturas.

Gosto que ela descreve isso como “low-tech pixilated composition” :) Identificação total!

Lisa Kokin

No detalhe das pernas dá para ter uma noção do trabalho de composição e proporção das peças. O fio de pérolas aparece nas duas fotos, comparem!

Lisa Kokin

Tive a sorte de ver estas duas obras ao vivo em uma exposição de botões em Paris. Fiquei muito tempo observando estes detalhes, principalmente deste “retrato” composto por mais peças além de botões. Me apaixonei pelos carretéis antigos, a árvore verde estilizada que vinha naquelas das cidades de bloquinhos de madeira, os lápis de cor já apontados até a metade, os dadinhos e peças de jogos de tabuleiro. Ela usou até um disquinho amarelo de plástico. É muito amor!

Identificação total. Aliás, inclusive com o termo botonóloga que ela inventou. Engraçado que recentemente no Instagram a gente postou uma foto de uma caixa cheia de botões e alguém perguntou se existia a palavra “botonólatra”. O que eu acho? Valem as duas… A primeira (com sufixo -logo), vira nome de profissão. Já a segunda (terminando com -latra), vale para todos os adoradores!

05 fev 14
outras técnicasreciclagem
Um carretel para seu fone de ouvido
por Claudia

Fone de ouvido sem bagunça

Adorei essa ideia para organizar os fios dos fones de ouvido! Não foi invenção minha, vi um produto à venda da Fred & Friends, e fui buscar meu carretel para fazer a minha versão! Afinal, costureiras e crafters sempre têm um dando sopa…

Fone de ouvido sem bagunça

A única adaptação que fiz foi usar meu Dremel para fazer um corte em diagonal no plástico, seguindo a mesma lógica que existe para prender a ponta da linha. Para quem não tem uma mini-furadeira em casa, recomendo usar uma serrinha ou aquecer uma chave-de-fenda para derreter o plástico no lugar certo, com a pressão certa. Eu fui bem cuidadosa pra não exagerar na dose e perder o carretel. A cada avanço, eu testava com o fone. Não pode deixar muito apertado também para não estragar o fio!

Fone de ouvido sem bagunça

Por último, como tinha perdido a etiqueta original do carretel, colei um enfeite de papel numa cor próxima da linha. Tentei também com washi tape, tem que experimentar mesmo e ver o que funciona melhor.

Fone de ouvido sem bagunça

E ta-dá, só isso… Meu fone já foi pra bolsa, todo arrumadinho!

01 fev 14
blogueira convidadacraft tour
Guia da 25 de Março: Outras lojas de tecido
por Andrea

loja-Jafe-OK

Por Ju Padilha, blogueira convidada.

Sou aquele tipo de pessoa fiel aos lugares que me atendem bem, volto sempre! E em se tratando de 25 de março, que vou na maioria das vezes com o tempo contado, vou rapidinho onde sei que encontro o que preciso e pronto. Necessidades resolvidas, hora de voltar para a casa.
Mas as vezes é bom gastar um tempo e dar um giro por lojas novas, desbravar o mar de portinhas e ver se há lugares interessantes e alternativos, foi exatamente o que fiz, umas semanas atrás, no entanto a busca tinha um objetivo: tecidos.

Queria encontrar lugares alternativos à Fernando Maluhy, a primeira que vem a nossa cabeça quando falamos de tecido e 25 de Março mas que não abre aos sábados e fica completamente lotada nos outros dias.

Olhos atentos também são fundamentais, geralmente as lojas de armarinhos e tecidos costumam ser entulhadas de coisas, é preciso vasculhar prateleiras, olhar os cantinhos e dar a sorte de encontrar materiais diferentes, inusitados e às vezes com preços melhores.  Para isso, apenas uma solução: muito fôlego, garrafinha de água na bolsa e disposição para entrar em lugares, as vezes não muito convidativos mas com possibilidades legais!

Quero compartilhar alguns endereços que encontrei na região. Os requisitos são: estampas legais, preço honesto, vender metragens menores , abrir aos sábados que não seja lotado! Vamos lá, são três lojas:

ceval

1) Comercial Ceval
Fica no mesmo prédio do Fernando Maluhy, só que no sexto andar. É uma portinha apertada, mas que abre para o fundo. Não se assuste, a loja é um pouco escura, mas tem muitas opções de tecidos, que ficam em estantes bem fáceis de serem visualizados. Também têm diversos materiais de patchwork como cortadores, bases de corte e réguas, todos com preços legais. Os tecidos são vendidos à partir de 30 cm e os preços são à partir de R$ 12,90 o metro.
Rua Cavalheiro Basílio Jafet, n 38, 6* andar, sala 604

jafe

2) Jafe
Esta é uma uma loja à moda antiga, com vendedores mais velhos e que gostam de negociar. Difícil  sair de lá sem comprar algo! Os preços não são dos melhores, mas como disse, os vendedores estão abertos à negociações. O que me chamou a atenção foi a variedade de tipos de tecidos. Eles têm sim os queridos algodões estampados para patchwork à partir de R$ 14,50/m, mas têm também jutas coloridas sem serem sintéticas, pelúcias, feltros, veludos, cetins, tergais, mantas e muitas opções. Tudo vendido à partir de 1 metro. Para quem procura variedade de tecidos e tem pouco tempo para perambular, esta loja é ótima opção para comprar tudo em um lugar só!
Rua Cavalheiro Basílio Jafet, n 166/167, esquina com a rua Barão de Duprat

niazi

3) Niazi Chohfi – Desenhos Exclusivos
Não confunda esta loja do grupo Niazi com as lojas grandes da mesma marca que você encontra na Rua 25 de Março. Esta é uma porta pequena, mas só com as estampas exclusivas para patchwork. O atendimento é super agilizado, talvez por não ser uma loja muito conhecida (?!). Achei que fácil de ser atendida, mesmo aos sábados! Os tecidos ficam em displays fáceis de serem vistos e para quem gosta de combinar estampas, já está tudo juntinho! Vendem tecidos à partir de 50 cm a R$12,50/m.
Rua Jorge Azem, n 35

Estas são as minhas 3 dicas. Certeza que se você também tirar umas horinhas para dar um passeio ‘desbravador’ também vai encontrar um monte de novos endereços! O próprio prédio onde fica o Maluhy e o Comercial Ceval, na R Cavalheiro Basílio Jafet, tem muitos lojas a serem vasculhadas, além dos tecidos, muita coisa para artesanatos em gerais, especialmente MDF. Vvale super a pena, subir até o nono andar e ir descendo de escada!

Ainda falando de 25, vale a pena ler este post para saber quais as lojas que abrem no Domingo. Sempre útil em caso de alguma emergência.

Nosso Centro é assim, tem de tudo, os lugares óbvios e muita coisa a ser descoberta! Boa sorte em sua busca e quando encontrar algo bacana, não esqueça de compartilhar conosco.

Texto e fotos por Ju Padilha / Facebook do Atelie Ju Padilha / Blog Ju Padilha

27 jan 14
outros bla bla blas
Gancho para fechar botão
por Claudia

Blancanieves

Saiu a resposta da pergunta-adivinha que soltamos na sexta-feira. Este centenário objeto de metal, com cerca de 10 cm de comprimento, é um gancho usado para fechar botões. Ebaaa, temos leitores afiadíssimos, muita gente acertou – tanto aqui nos comentários do blog como na fanpage do Facebook!

Na foto acima dá para ver que na época que estava na moda, haviam vários modelos e acabamentos, desde peças em prata até ganchos com cabo trabalhado em marfim.

Ele principalmente era usado para fechar botões de peças em couro, como botas e sapatos, ou peças de vestuário justas e em tecidos duros e rígidos, como espartilhos e até vestidos de noiva. Hoje em dia, por exemplo, seria perfeito para fechar o botão de uma calça jeans apertada!

Aqui vocês podem ver a peça em ação:


Este GIF animado foi feito por mim, em cima de trecho do filme Blancanieves (2012). Aliás, foi assim que conheci este acessório. O filme é a versão espanhola do conto dos sete anões na Espanha de 1910. Antonio Villalta, um famoso toureiro, é o pai da Branca de Neve. A história começa mostrando uma grande tourada em Sevilha e, na preparação para entrar na arena, os bastidores são mostrados em detalhes. O gancho para botões é usado pelo assistente que ajuda-o a se vestir com a típica roupa usada pelos toureiros.

Blancanieves

O filme é mudo e gravado em preto e branco. Sou daquela que não gosta de contar muita coisa para não tirar a surpresa. Mas esta cena não pude resistir (não se preocupem, não é spoiler) – a avó da menina costurando o vestido da primeira comunhão. Elas estão no pátio de uma casa espanhola, fresquinho, com plantas, fazendo a prova da roupa e os acertos na bainha da roupa nova.

Blancanieves

Como a menina não pára quieta, a avó espeta o dedo na agulha. Mereceu mais um GIF animado!

Quando aparecerem produtos de armarinho de usos pouco conhecidos, voltamos aqui com mais adivinhas!

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