02 mar 07
tricô e crochê
DIY: Sushi de crochê
por Andrea

Quem freqüenta restaurantes japoneses, já reparou que os mais tradicionais colocam bandejas de sushi de resina plástica na vitrine para mostar o menu. Foi pensando nestes displays que resolvi bolar os meus próprios sushis “fake”, mas ao invés de resina usei a minha matéria prima preferida: lã.

Pra quem já tem um pouco de experiência no crochê é muito fácil – é modelar em ponto baixo. Pra quem nunca pegou numa agulha de crochê, recomendo dar uma treinada antes, fazendo muita correntinha, ponto alto e baixo antes de partir para o bolinho de arroz de lã.

Esta é a receita do NIGUIRISUSHI DE CAMARÃO
(niguiri= bolinho de arroz, sushi = arroz temperado estilo japonês)

Vai dar um sushi em tamanho real, de aproximadamente 6 cm, mas isso pode variar conforme o tipo de lã e tensão do seu ponto.

 
Voce vai precisar de :
– Sobras de lã rosa e branca – usei lã acrílica, tipo Família
– Agulha de crochê de 2,5 mm
– Enchimento de fibra de silicone
– Linha de bordado rosa
– Agulha de bordado


Faça em duas partes separadas, primeiro o oniguiri e depois o camarão.

Bolinho de arroz- Oniguiri
Faça uma correntinha de 12 pontos. Este é o centro do bolinho, você vai trabalhar em círculos ao redor dele. Nas próximas carreiras você irá fazer pb ao redor da correntinha no formato de um bolinho de arroz – veja a foto.
Carreira 1 – pb em todas os 12 pontos da corretinha , totalizando 24 pb.
Carreira 2 – continue fazendo um pb em cada um dos pb da carreira anterior dos dois lados e de maneira circular.
Carreira 3 – idem carreira 2
Carreira 4 – continue fazendo um pb em cada um dos pb da carreira anterior mas desta vez acrescente 1 pb em cada uma das extremidades do bolinho. Voce já fez metade do bolinho ele deve ter um formato meio de “canoa” neste ponto. Carreira 5 – agora você vai começar a diminuir para fazer a parte superior do bolinho se fechar. Continue fazendo um pb em cada um dos pb da carreira anterior mas desta vez diminua 1 pb em cada uma das extremidadas e em cada uma das laterais.
Carreira 6 – idem a carreira 5
Carreira 7 – faça uma diminuição apos cada pb para quase fechar o bolinho.

Insira um pouco de enchimento de fibra pelo orifício e feche usado pb (use quanto forem necessários para fechar).

 

Camarão
Faça 14 correntinhas. Será a espinha dorsal do camarão e você irá crochetar em círculos em volta dela.
Lateral 1 – Pulando os 2 primeiras correntes, faça 2 pb nas próximas 2 correntes. Continue fazendo 12 pa em cada uma das próximas 12 correntinhas até chegar a outra extremidade. Você já fez um lado do camarão.
Lateral 2 – Faça 2 pb nas 2 primeiras correntinhas. fazendo 12 pa em cada uma das próximas 12 correntinhas até chegar a extremidade oposta, a que você havia começado
Rabo – Faça 4 correntinhas para ser o centro da cauda. Pulando a primeira correntinha insira a agulha na segunda correntinha e faça um pb.Faça outro pb na próxima corrente – voce fez um lado do rabo. Faça mais 4 correntinhas e repita o mesmo procedimento para fazer o outro lado do rabo.
Costure o camarão discretamente no topo da bola de arroz com linha fina e agulha de costura. Se quiser faça uma bordado decorativo com linha rosa no topo do camarão, vide foto.


 

pb = ponto baixo

pa= ponto alto

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Também no Superziper: O segredo do decote com mangas raglã é matemático. Clique aqui para conhecer a proporção exata que deve ser usada. E mais… confira um índice com tudo que já publicamos.

01 mar 07
craft tour
Eu quero ser a Cath Kidston
por Claudia

Cath Kidston (Chiswick)
Descobri aqui em Londres tem uma loja chamada Cath Kidson. É o máximo!

Quando estive aqui faz muito tempo, a Andrea me recomendou um passeio por uma Rua famosa pelas lojas, a Marylebone High Street.  Foi quando logo de cara achei  uma loja da Cath Kidston e pirei com tudo que tinha lá dentro. A linha vai de roupas de adulto e infantil, acessórios, enfeites, louças e até tecido por metro – mas TUDO com as estampas mais lindas e fofas do mundo. Estampas que eu adoraria ter criado e mandado produzir em escala, hehe, por isso que eu queria ser a tal da Cath.

Os temas são flores, bolinhas, listras, xadrezes, morangos. Tudo o que mais gosto. Tudo na loja desde a fachada é azul piscina e vermelho, cor do logotipo.

Esses dias, andando por Chiswick, um bairro aqui pertinho de onde moro, achei mais uma filial da Cath. Estava com a câmera e tirei esta foto da fachada. Mas não dá para ver o melhor, a loja por dentro. Mas sempre vale a pena conferir o que eles têm no site oficial.

Só tem um pequeno problema. Para os padrões brasileiros, os preços são bem salgados. Por exemplo, o metro do tecido tipo sarja estampada custa £18 (arredondando bem alto dá uns 80 reais). Naveguem  por conta e risco!  Se não der para levar nada serve como uma ótima inspiração, afinal ver coisas linda é sempre bom :).

01 mar 07
costura
Era uma vez uma luva de forno
por Claudia

Eu gosto muito da minha luva de cozinha que uso para tirar coisas do forno. Comprei em São Paulo, nada de especial: uma loja comum, não era presente, nada marcante. Mas eu gosto que ela é xadrezinha verde e tem umas maçãs estampadas. Distraída que sou, uma vez deixei ela perto do fogão e queimou um pedaço, deixando uma mancha preta e um pedaço da espuma à mostra.

Um dia desses eu resolvi embelezar a minha luva. Eu usei:

1) Pedacinhos de feltro nas cores vermelho, branco e verde

2) Linha e agulha

3) Miçangas pra enfeitar.

Aproveitando o tema da estampa, fiz uma maçã de feltro pra cobrir meu desastre. Eu fiz a maçã em 2 camadas de feltro: a parte vermelha e a branca. Eu não fiz molde, recortei na raça mesmo. Uma coisa que ajuda muito é usar alfinetes para segurar o aplique no lugar.

Para costurar, usei uma linha prateada dupla. Eu prefiro usar linha de crochê, mas no meio da bagunça a única coisa que achei foi a linha, então foi com ela mesma. Pra enfeitar, fiz dois caroços com miçangas de palito.

09 fev 07
nhacoutros bla bla blas
Let’s Bento!
por Andrea

Bento (pronuncia-se bem-tô, o to é a sílaba mais forte, o contrário do nome personagem da Turma da Mônica) é uma palavra japonesa que significa “comida para viagem”, similar à nossa “marmita”.
Mas reparem que o bom bento tem algo que a marmita não tem.

Eu, como descendente de japoneses, convivo desde criança com a idéia do bento. No entando, o que me acostumei a ver em casa até a pouco tempo atrás era uma forma “roots” de bento. Algo sem frescura, o equivalente oriental a uma marmita caprichada de arroz e feijão.

Mas, descobri há pouco tempo através da Internet (sempre ela) que vem surgindo uma febre do bento lá fora entre os jovens ocidentais.

Hoje tem gente fazendo bento muito (coloque ênfase neste *muito*) caprichado e colorido. Isso porque hoje existe uma indústria de acessórios próprios para incrementar o bento (todos importados do Japão) que vai desde as fundamentais bento boxes decoradas até mini molheiras para shoyu, palitos, toalhinhas de mão, sacolinhas porta bento box e até (pasmem !) moldes para ovo cozido, os meus preferidos.


Eu gosto muito da idéia de preparar a sua própria bento box para o almoço no trabalho. A acho louvável que as crianças levem uma bento box preparada em casa ao invés se empanturrarem com lanches industrializados ou de cantina. Fazer o seu próprio bento é valorizar o preparo dos alimento e adquirir consciência sobre o que se come pois as refeições são geralmente bastante balanceadas e as porções são apenas suficientes. Deixo bem claro que fazer bento não é uma tarefa para preguiçosos – exige planejamento e disposição. Mas nada que a prática não ajude. E boa uma panela de arroz elétrica também !


O ato de fazer um bom bento é um ritual a ser cultivado no dia-a-dia, com criatividade e paciência.

Vou falar mais sobre bento aqui no Superziper. Embreve uma entrevista exclusiva com uma expert em bento e uma receita surpresa deliciosa.
Sayonara!
(Todas as fotos que ilustram esta matéria: Yurippe Masuda)