19 mar. 14
casa craft
Casinha de madeira versão 2014
por Andrea

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Você lembra destas casinhas de madeira? Quem foi criança nos anos 80 com certeza teve uma! Eu tive e lembro muito bem da minha. Era um condomínio aberto, cheio de bichos feitos com bola de gude e miniaturas de perfumes do Boticário, todos itens ‘must have’ entre a garotada da época.

Infelizmente a minha primeira casinha de madeira se perdeu com as mudanças, mas ficou na memória. Foi então na há algumas semanas ao visitar uma loja de coisas velhas vintage dei de cara com esta belezinha direto do túnel do tempo. Sem pensar muito arrematei por um precinho super amigo e é claro, já pensando em uma reforma no melhor estilo DIY.

Seria digno trazer a boa e velha casinha de madeira para o ano 2014? Ou certas coisas devem ficar preservados no passado e permanecer apenas na memória? Está lançado o desafio.

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A minha casinha estava bem detonada e suja. É feita com ripas de madeira mesmo e não mdf como algumas casinhas atuais que existem para comprar.

Registrei como fiz a pintura pois achei que seria útil para quem quiser saber como dar um up em qualquer pequeno objeto de madeira crua como caixinhas, bandejas e outros. Sou do time que acha que sempre dá para dar uma vida nova a coisas velhinhas desde que tenham uma boa qualidade.

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Usei poucos materiais, a maioria tinha em casa, exceto as tintas para artesanato que comprei por R$ 3,00 cada pote.  Ah, estas que usei são foscas. Decidi que minha casa seria branca e amarela :). Dei uma boa limpada com pano úmido e deixei secar bem antes de partir para a reforma.

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No caso de madeira a preparação é tudo #fundamento. Comecei lixando bem a casa, prestando atenção para retirar todas as rebarbas e partes ásperas. Se a peça estiver muito detonada ou tiver tinta antiga, comece com uma lixa mais grossa e depois passe a fina por cima para dar um bom acabamento.

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Lixei com carinho as pontas onde a madeira estiva mais áspera. Ao terminar, limpei com uma pano seco para tirar todo o pó.

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Coloquei a tinta num pires e com o rolinha, passei a primeira demão de tinta. O rolinho é sem dúvida a melhor que o pincel neste caso pois cobre melhor e não deixa riscos na madeira. Recomendo investir em um!

Como podem ver a primeira demão não cobriu muito bem, tive que passar uma segunda demão bem grossa para conseguir deixar a madeira realmente branca. Se precisar passar três vezes, se joga!

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No caso de um objeto cheio de cantos como a casinha é imprescindível usar um pincel chato para conseguir cobrir com tinta os cantinhos que o rolinha não alcança. Deu um trabalho razoável pois como podem ver, a casinha é super compartimentada.

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Por último, com a base branca já bem seca, parti para a pintura da fachada amarela – a parte mais legal :). Com o mesmo pincel que usei para os cantinhos passei duas camadas de tinta amarela  por toda a frente da casa.

Ufa, e a vontade de colocar na parede já ? Mas é importante esperara secar bem…. Paciência…. Ommmmmm.

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Coloquei na parede do meu home office/ craft room e já arrumei alguns moradores para a casinha de madeira versão 2014. No lugar dos bichinhos de bola de gude, miniaturas de costura e outros badulaques que vou ajuntando por aí.

Agora tenho uma casinha de madeira… De novo! Um pouco de boa nostalgia não faz mal a ninguém ;).

 

17 mar. 14
blogueira convidada
Plano B de bonito
por Andrea

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Por Marcela Catunda, blogueira convidada.

Oi :D

Meu nome é Marcela, tenho 46 anos e não passo um só dia sem dar um pontinho. Abertura só para iniciadas.
Quem me dera poder deixar meus afazeres tão inencontráveis quanto um ponto invisível. Ai, quem me dera. E eu costuraria com alegria os afazeres do dia a dia. Costuraria a máquina cheia de roupa pra lavar, bordaria o aspirador de pó sugando faminto os pelos dos meus gatos, crochetaria uma salada para o almoço, tricotaria um pudim de leite para nossa sobremesa e depois feltraria patinhos de borracha para os malditos banheiros. Vida perfeita!
Mas dentro da imperfeição de todo dia, existe também o trabalho de fora de casa e é preciso encará-lo com coragem e toda dose possível de felicidade. Essa é a única hora que eu consigo dividir bem minhas vontades e sentir igual alegria em ambas: escrever e costurar. Por determinação o escrever foi uma estrada trilhada no passado e por sorte o costurar é um caminho mais do presente. Das minhas estradas uma é ofício e a outra é sonho. É plano B de bonito! Eu quero.

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Enquanto isso, vou fazendo umas coisinhas sem muita pretensão, mas com muito, muito, muito carinho e todo o capricho que eu puder colocar. Sou muito “detalhes”. Eu queria até fazer uma citação ao Rei, mas depois daquele comercial daquela marca de carne, sei lá, brochei.

Ai, os finais de semana! Domingo, como eu te amo! Nesses dias eu me dou uns tempos e dentro deles eu vou pra net. Na maior parte das das vezes escondo meu cartão de crédito, em outras eu vou com ele aos sites dos sonhos onde é possível comprar qualquer felicidade, pelo menos naquele instante. E como tudo na vida são instantes, ou uma coleção deles, me jogo no www a procura de tecidos, rendas, fitas, botões, papéis, linhas e o que mais possa deixar ainda mais lindas as coisas que eu quero fazer. Tudo bem pouco, simples e de preferencia pequeno. Sou meio yard. Meio metro. Meia dúzia. Nada de mais. Sou de tudo bem pouco pra ter um monte de tudo. Será que deu pra entender?

Daí ontem eu vi um vaso num blog gringo feito com lata pintada. Coisa mais linda. Mas a última vez que eu pintei alguma coisa foi no dia dos pais de 1974. E daí mais adiante em outro blog encontrei um porta velas feito de vidro de palmito com fitas adesivas coloridas. Aí eu abri meu armário e fiz uma mistura dos dois. Só com a inspiração. O que é possível a gente fazer com um pouquinho de inspiração, né?!

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Meu nome é Marcela, tenho 46 anos, não passo um só dia sem dar um pontinho e sonhar com o que eu quero fazer amanhã.

Texto e fotos de Marcela Catunda, blogueira convidada.

14 mar. 14
piramos nisso
Piramos nisso: os lápis de Federico Uribe
por Claudia

Federico Uribe

Vi essa escultura feita com lápis amarelos na sala de espera de uma agência de publicidade aqui em São Paulo e, literalmente, pirei. Conversei com a recepcionista e perguntei se poderia ver de perto e, também, fotografar.

Esta é a obra completa e em contexto:

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Mas o mais legal é reparar no zoom, na montagem, no trabalho dele:

Federico Uribe

O artista é Federico Uribe, a recepcionista me contou.

Mais tarde o Google me levou ao site dele e descobri que ele nasceu na Colômbia, tem 52 anos, mora em Miami e, apesar de ter começado como artista pintando, foi usando materiais inusitados e composições com objetos do dia-a-dia que acabou ficando mais conhecido.

Tem tantas coisas legais que achei legal mostrar aqui para vocês.

Ainda com lápis, ele também fez uma série de esculturas, o castor e a zebra ficaram bem interessantes.

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Tem uma outra série feita com fios e cabos…

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…e outra de arte feita com cadarço!

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E até com alfinetes de segurança.

Federico Uribe

Mas a minha favorita mesmo foram os jardins feitos com torneiras, mangueiras e afins:

Federico Uribe

Demais!

Federico Uribe

Mais uma foto porque não resisti…

Federico Uribe

Para quem quiser conhecer e saber mais, o site é www.federicouribe.com

Federico Uribe

11 mar. 14
craft tour
O paraíso dos tecidinhos de algodão
por Andrea

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Uma das lojas mais famosas entre as crafters que trabalham com tecido é a Fernando Maluhy, no centro de São Paulo e merece um post só para ela no nosso Guia da 25.

A especialidade da F. Maluhy são os tecidinhos de algodão tricoline estampado. Para pirar a mente de quem faz enxoval de bebê, patchwork, acessórios, decoração e crafts em geral. Para roupas nem tanto já que o forte deles é o tricoline, aquele tecido de algodão mais encorpadinho. Além do tricoline também têm sarja, flanela, piquet, tudo de algodão e com estampas bem legais! Muita gente vem de longe para comprar tecidos por lá. Vamos conhecer?

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Apesar de estar localizada na região da 25, a loja não é muito óbvia pois não têm placa na rua. Ela fica no Edifício  XXV de Março – R Cavalheiro Basilio Jafet, 38 – 9 andar.

E atenção para o horário de funcionamento diferente. Eles abrem das 7h30 as 17h de segunda a sexta apenas!  Da primeira vez que tentei ir a loja fui no sábado e dei com a cara na porta. Lembrem disso ao programar sua visita.

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O atendimento é por senha. Pegue a sua e espere para ser atendida enquanto circula pela loja. Ou pode ficar sentada nos banquinhos aguardando a sua vez. Quando for chamada, o vendedor fica a sua disposição por quanto tempo for necessário retirando os rolos e rolos de tecido amontoados nas estantes e cortando tudo pra você. Os vendedores são bem solícitos e pacientes, gosto bastante do atendimento de lá!  

Eu tenho um timming para ir a Fernando Maluhy que sempre dá certo. Quando vou para a 25 é a primeiro loja que visito. Chego cedo (lá pelas 8h), pego uma senha e vou direto escolher os tecidinhos. Geralmente tem umas 3 a 4 pessoas na minha frente  e uma espera de uns 10/15 minutos, o tempo certinho para escolher o que quero levar. Depois das 10h a fila de atendimento costuma ser bem maior. Fica a dica!

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Este é o panorama da loja logo na entrada. Imagine um lugar onde você vai estar rodeada de tecidos de algodão de estampas fofas por todos os lados! O paraíso? Quase…

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Os tecidos ficam organizados assim, por motivos e não por cores. Tem a pilha dos xadrezes, dos florais miúdos, dos florais graúdos, do animal prints, dos poás…Ah tem a pilha dos importados também, dos Natalinos, geométricos e outras.

Existe uma certa ordem de organização dos tecidos por estampas mas mesmo assim acho a disposição meio confusa. Na minha primeira visita fiquei bem perdida depois de 5 minutos não lembrava onde estava o quê, tirei até fotos para lembrar depois. Já na segunda já me senti bem mais confiante para localizar as estampas que queria.

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Como podem ver eles têm muitas estampas. Se você é tecido maníaca cuidado para não hiperventilar! A variedade de estampas, principalmente as básicas e qualidade dos tricolines é ótima para o padrão nacional. Da última vez que estive lá, por incrível que pareça, estava procurando uma estampa de baleia e fiquei na mão. Mas acabei levando os tricolines da última foto à direita, incluindo uma flanela floral miúda linda e super macia!

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Atenção, para sua segurança não mexa nos rolos de tecido empilhados. Se um deles cair sobre a sua cabeça não vai ser nada agradável mas os vendedores sempre vêm te socorrer.  Tenho alguma experiência nisso.

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Eles trabalham com tecidos de linha, exclusivos e também alguns importados. Atualmente (Mar 2014) metro do tricoline estampado sai por R$ 15,30 e o liso R$ 13,30. As estampas de coleções exclusivas como as da foto acima saem por R$ 16,30. Ao contrário das outras lojas, eles cortam os tecidos a partir de 0,5 metro! Fazem venda no atacado também para compras acima de 200m, nestes tamanhos o valor é melhor ainda.

Não resisti e levei alguns cortes destas estampas da Bia Cardeal  com perfume vintage para usar em um quilt de bebê. Sempre que vou lá vejo outras clientes olhando as composições de tecidos que faço. Realmente não é fácil compor com as estampas  na hora a não ser que você saia de casa sabendo exatamente a estampa que quer levar,  o que na maioria das vezes não é o caso.

Vejo muita gente tirando até foto das minhas composições para referência. Fiquei pensando que podiam oferecer um serviço de composê de tecidos para ajudarem as clientes. Uma mãozinha seria bem vinda!

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Se você está começando no mundo das costurinhas, principalmente do patchwork, vale super a pena conhecer a Fernando Maluhy.

O preço não é dos mais baratos mas super vale pela variedade e qualidade do tecidos. Certeza que pelo menos meio metrinho de alguma estampa você vai acabar levando.

Anote a dica para visitar da próxima vez que for à 25 :)

Fernando Maluhy
Rua Cavalheiro Basílio Jafet, n° 38 – ATACADO 8° andar – VAREJO 9° andar – São Paulo – SP – Fone: (11) 3325-2015

Funcionamento: Seg a Sex das 7h30 às 17h

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