16 maio 16
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Seis DIY para consumo mais consciente
por Andrea

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De uns tempos prá cá tenho prestado mais atenção na quantidade absurda de lixo que produzimos aqui em casa. Talvez com a chegada de um bebê os resíduos tenham realmente se multiplicado…. Haja fralda, frasquinhos plásticos e saquinhos para descartar tudo isso! Que temos que reciclar as embalagens já soa meio cliché, queria começar a fazer algo mais. Então, comecei a acompanhar alguns blogs como o Um Ano sem lixo e o Clean  e prestar mais atenção na minha rotina. Estou tentando usar menos embalagens descartáveis e fazer alguns produtos de beleza naturais, dentro do possível, é claro. Compartilho com vocês algumas ideias práticas de projetos DIY para um consumo mais consciente. São algumas receitinhas originais do Superziper, que fizemos e publicamos aqui no blog há anos atrás. Olhando pra trás me dei conta que já fizemos desde cosméticos naturais até embalagens ecológicas, todas testadas e aprovadas! Vamos a alguma delas:

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1. Saco de tule reutilizável

A ideia aqui é substituir aqueles saquinhos plásticos fininhos que usamos para pesar frutas e vegetais  no supermercado por saquinhos de tule grosso, que você mesmo costura e pode utilizar inúmeras vezes. Uma ideia que a Cláudia viu lá fora e que achamos que vale a pena divulgar por aqui.

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2. Desodorante natural

Muita gente indica usar apenas  bicarbonato puro nas axilas para evitar odores de transpiracão. Eu preferi testar este creminho que além de evitar mal cheio também hidrata. Fiz esta receita há anos atrás e amei o resultado. Aqui em São Paulo você encontra todos os ingredientes facilmente no Centro. Como recipiente, nada de plástico, aproveite para reutilizar potinhos de vidro na hora de guardar seu desodorante homemade.

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3. Creme dental

Fiz este creme dental há pouco tempo e já aprovei. Basta misturar 03 colheres de sopa de óleo de coco com 01 colher de sopa de  bicarbonato de sódio. Se quiser um gostinho refrescante, coloque também uma colher de chá de óleo essencial de hortelã. Fiz sem o hortelã e, no começo, achei estranho, salgado, mas depois me acostumei. Minha escova é de plástico mas existe a escova de bambu, ecológica. Alguém já usou?

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4. Hidratante labial

Este lip balm é uma delícia e serve também como um ótimo hidratante de cutículas. Usei óleo essencial de Litsea Cubeba, que lembra muito a verbena, mas dá para usar qualquer outro cheirinho que você gostar. A receita rende bastante então sugiro fazer de uma vez e dar de presente para as amigas.

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5. Furoshiki- embalagens de tecido

Há anos somos fãs destes embrulhinhos de tecido. A ideia é antiga e veio do Japão. As amarrações são super versáteis, com um tecido quadrado, um nó aqui e outro acolá dá para fazer tanto ecobags como embalagens reaproveitáveis para presentes. Tudo lindo e sem ter que usar papel ou plástico. É por estas e outras que nós amamos tecidos.

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6. Limpador multiuso

Esta receita veio da colaboradora Alê, que nos introduziu ao uso de ingredientes naturais na limpeza da casa. O bom e velho vinagre branco, super baratinho e é o grande herói da limpeza e faz as vezes até de amaciante de roupas (use no enxague no lugar do industrializado). O bicarbonato de sódio também é um produto curinga da limpeza natural. Uma boa idéia é tentar comprar o bicarbonato a granel nos empórios e armazenar em potes de vidro e assim reduzir o volume de embalagens a serem descartadas.

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Minha casa está longe de ser um exemplo de lixo zero. E ainda por cima nós temos um bebê! Apesar de ter simpatia pela ideia de fraldas de pano mal dou conta de lavar as roupas normais, por isso não me aventurei nesta empreitada. Seguimos usando montes e montes de fraldas descartáveis.
Mas já nos adaptamos a fazer pequenas coisas no dia a dia para gerar menos impacto ambiental. No quesito roupas, fiz uma organização e reduzi o volume, no melhor estilo Mari Kondo. Como tenho uma máquina de costura pedindo para ser usada, vou fazer mais peças para mim e reformar outras que não uso mais. Moramos no Centro, andamos quase sempre a pé, compramos do comércio local sempre que possível, consumindo menos e mais conscientemente. A água aqui em casa é filtrada, sem garrafas plásticas. Hummmm, por enquanto estamos assim, caminhando a passos de bebê mas tentando!

E você, o que anda fazendo para reduzir o seu lixo? Me conta :).

06 maio 16
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Organizando tecidos com Marie Kondo
por Andrea

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Finalmente, voltei. Como podem perceber, estou conseguindo aparecer por aqui bem menos que gostaria. Depois do nascimento da minha filha, a rotina aqui em casa mudou bastante e sobra bem pouco tempo para postagens. Claro que continuo fazendo meus crafts mas tento priorizar projetos simples que não me tomem tanto tempo. A prioridade atualmente é cuidar da filhota que já está quase andando, naquela fase de mexer em tudo com uma atração especial para coisas cortantes e pontiagudas – e corre para esconder as tesouras e tomar cuidado para não esquecer alfinetes e coisas pequenas caídas no chão. Uma casa craft à prova de bebês daria assunto para um próximo post, hehehe.

Mas mesmo com o tempo escasso, ideias não faltam. Mas precisava, antes de tudo colocar ordem na casa – quem tem bebê sabe o caos que impera no primeiro ano. Um das resoluções que fiz este ano foi organizar minha casa de acordo com o método  Mari Kondo –  uma guru da arrumação japonesa, obcecada por organização desde que era adolescente. Lançou um livro que virou best seller mundial – A Magia da Arrumação. Logo que foi lançado não liguei muito, achei que poderia ser apenas mais um modismo, depois dei uma chance e adorei. É um leitura simples, objetiva com dicas práticas ótimas. No entanto colocar todos os ensinamentos em prática, é um desafio. Segundo Konmari o ambiente da casa influencia diretamente na sua mente e pensamentos. Portanto, para ter boas ideias e deixar fluir as energias é preciso morar em um ambiente organizado. Até ai todo mundo concorda, certo? Mas segundo Konmari devemos ser radicais na aplicação do método, para a organização realmente funcionar e ser duradoura.

Eu virei discípula de Konmari e apliquei o método na minha casa toda, inclusive no meu ateliê que, depois que minha filha nasceu ficou renegado a um canto da minha sala. Deixei meu estoque de tecidos por último porque queria registrar aqui para mostrar para vocês como fiz a organização.

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Este era o estado de uma das minhas caixas de tecidos antes da arrumação. Eram duas, ambas cheias. Não preciso nem dizer que era difícil achar alguma coisa por aqui. Muitas vezes comprei tecido que já tinha por pura falta de organização – eu não sabia o que eu possuía.

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O método que usei os tecidos são uma adaptação das dicas sobre como arrumar camisetas. Obviamente não havia dicas especificas para quem tem ateliê em casa. Enumerei o que fiz em 10 passos:

1. Coloquei uma roupa legal. O momento da arrumação é um rito, deve ser especial, nada de arrumar sua casa de pijama.

2. Arrumei tudo de uma vez, sem parcelar. Joguei todos os tecidos numa mesa ou no chão mesmo, para conseguir visualizar tudo o que tinha.

3. Descartei primeiro! Isso é super importante. Não adianta simplesmente organizar, o segredo é diminuir o volume de coisas que você tem. Ela diz que você deve segurar cada uma das peças, olhar bem para ela e se ela não traz alegria deve ir embora. Fiz uma pilha de tecidos que não queria mais guardar. Doei, troquei, vendi, fiz escambo, passei para a frente tudo o que não me trazia alegria. Reduzi meu estoque a metade #yesyoucan.

4. Reduzi duas caixas  de tecido para penas uma. Não compre mais caixas e recipientes especiais. Isso é um desculpa para acumular mais coisas. Use que já tem em casa. 5. Com os cortes maiores fiz rolinhos bem compactos como estes da foto.

6. Coloquei os rolinhos na vertical, assim ocupam menos espaço e consigo visualizar tudo que tenho.

7. Os cortes menores, que não consegui enrolar, dobrei guardei em uma pilha e fechei em um saco transparente, tipo zip.

8. Feltros também enrolei e coloquei em uma caixa separada.

9. Guardei todos os tecidos em um lugar só. Não deixe as caixas com tecidos em vários lugares pela casa. 

10. Se você tem muitos tecidos pode criar um sistema de arrumação por cor, tipo, tamanho. No meu caso, não sobraram tantos então fui colocando sem seguir nenhuma ordem apenas lembrando de deixar tudo visível.

 

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Os rolinhos de tecido ficam assim. Vão ficar meio amassados sim mas você terá de passar de qualquer jeito antes de usar, certo?

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Tchan, tchan, tchan, tchan! Método aplicado, no final só sobrou esta caixa e a pilha de tecidinhos da foto de abertura deste post. #todascomemora

Minha caixa de tecidos ficam num armário de fácil acesso. A caixa transparente ajuda a identificar rapidamente o que há dentro dela. Segundo Konmari tudo deve ter o seu lugar certo e para lá deve voltar após ser usado.

Vamos ver se este método será duradouro aqui em casa – estou esperançosa que sim. Outra coisa muito importante para manter a organização é comprar mais eficientemente, somente aquilo que vai usar MESMO. Sei que para muita panólatra assumida como eu isso é bem difícil pois amamos garimpar tecidinhos novos. Mas fica o desafio de tentar fazer escolhas mais conscientes nos crafts também, porque não?

E vocês, como organizam seus tecidos? Já conheciam o médodo Mari Kondo de organização da casa? Usam algum outro método? Me contem o que já tentaram.

08 abr 16
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Lições de uma aula de cerâmica
por Claudia

Pássaro de cerâmica

No mês de março, me inscrevi para fazer um curso de cerâmica com a Miru Brugmann, uma artista plástica argentina que agora mora no Rio e faz lindos vasinhos. Eu acompanho o Instagram dela e vi que estaria em SP para dar um workshop na loja Collector 55, em Pinheiros. Rapidinho me inscrevi, garanti minha vaga e no dia marcado lá fui eu.

Esta era uma técnica que eu nunca tinha experimentado de ponta a ponta. O mais próximo que cheguei foi a massa cerâmica fria DAS (que tem para vender na Kalunga!).

Em quatro dias, ela ensinaria o básico da chamada cerâmica industrial. Introdução, modelagem, pintura e técnicas de decoração. Pela ausência de um forno para queima no local, esta etapa foi feita posteriormente.

O objetivo deste texto não é ensinar como faz, repassar a técnica ou explicar os termos técnicos. Quero contar um pouco desta primeira experiência, minhas impressões e o que eu faria de diferente em uma próxima ocasião.

1. Ideias – assim que me inscrevi, comecei a pensar em ideias do que eu faria, mas não levei muito a fundo. Fiz uns rascunhos no papel e só. Talvez porque ter achado que na primeira aula teríamos um tempo reservado para pensar em projetos. Mas foi literalmente “mão na massa”. Meu rascunho me salvou!

Ideias para o curso de cerâmica

2. Referências – minha amiga de classe levou no celular vários prints de Instagram e Pinterest de referências de formas, pinturas, formatos… Foi super útil pra mim na hora de pintar e decorar. Por ser uma técnica que eu não dominava e um curso com tempo limitado, valeu a pena dar uma olhada no que funciona nesta plataforma. Não para copiar ipsis literis, mas para abrir a cabeça e dar caminhos.

3. Utilidade – cerâmica é legal porque depois de queimada fica durável e impermeável, servindo para várias coisas. Pode ser prato, vaso, copo, pote… Eu tinha pensado em fazer vasinhos para suculentas, que ficariam para mim e outros para presentear. Mas no fim, algumas peças ficaram tão pequenas que vão servir apenas de enfeite, tipo esse passarinho da primeira foto. Valeria uma programação melhor aqui, por exemplo, um pote grande + um copo de chá + um vasinho médio para suculentas + um cachepô para pendurar, etc

4. Iguais ou diferentes – essa é uma boa pergunta que não tenho resposta. O que vale mais a pena em um curso curto: dentro de um tema único, fazer muitas peças OU fazer uma peça de cada dentro de vários temas? Eu experimentei um pouco de cada, fiz três cogumelos, dois vasos, um passarinho, um carretel… Talvez em uma próxima vez  eu faça 6 copos iguais, para treinar a modelagem, e brincar de diferenciá-los através da pintura.

Peças de cerâmica feitas à mão

5. É brincadeira – tem que relaxar, não é escola, não tem prova e nem julgamento. É uma brincadeira, leve, que não precisa ser séria. E os erros podem ser acertos! Este é um pensamento que acredito. Colocar esforço em uma peça para chegar no fim e descobrir que deu errado acontece. Mas não destrua. Olhe com outros olhos e veja se não pode virar alguma outra coisa! Eu me apego…

6. Aprender a hora de parar – a modelagem não é muito diferente do que fazíamos na escola ao brincar com argila, fazendo cinzeiros e cobrinhas. Uma bola vai sendo modelada até virar um copo. Dá para ir mexendo até afinar, encompridar, crescer. Mas qual a hora de parar? Um bom exercício de imaginação e de olhar. Na etapa da pintura mais ainda. Bolinhas? Ok. Mas quantas? E mais listras, xadrez, rabiscos. Quanto fazer e quando parar?

7. Viva o professor – apesar de ser uma descoberta e um exercício individual, o professor está lá! No caso deste curso, professora :-) Lembrar de tirar dúvidas, fazer perguntas, pedir referências e aproveitar da experiência de erros e acertos. Também dicas do caderninho de endereços: onde comprar materiais, melhores preços… E favoritos: artistas, links, youtube, etc

8. E viva as colegas também! – curso é uma experiência social, tem que aproveitar. Para aprender sozinha e em casa, tem o Youtube. Em classe, trocar ideias, trocar contatos, trocar experiências e bater muito papo!

Curso Miru Brugmann em SP, na Collector 55

Os cursos de cerâmica andam pipocando por aí. Minha teoria é que juntou a onda de faça-você-mesmo com a paixão por suculentas e o negócio explodiu.

No Facebook, Instagram e outras redes sociais o pessoal costuma anunciar eventos de curta duração para quem quer experimentar a técnica. Como aluna, eu recomendo.

Aproveitem o post e usem o espaço dos comentários para dividir dicas de cursos, professores e lojas de materiais.

 

05 abr 16
outras técnicas
DIY: Porta talheres para festa
por Andrea

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Repararam que a onda das festinhas DIY ganhou força total ? Em tempos de crise e pouca grana, todo mundo está se virando e fazendo as próprias festas o que é ótimo para o bolso e também para exercitar a criatividade craft. Eu mesma, que me vi às voltas com as comemorações para o primeiro aniversário da minha filha, abracei a causa! Com bastante planejamento e antecedência consegui fazer eu mesma a grande  maioria das decorações. Comecei em janeiro e ia fazendo aos pouquinhos até que tudo estivesse pronto no final de Março. Os balões de lanterna de papel já mostrei aqui como ficaram.

Hoje vou mostrar algo super simples mas de efeito uau  para usar na mesa. Um porta talheres de lata de alumínio forrada. Hoje se encontra muitas latas diferentes no mercado que já vêm pintadas mas eu escolhi uma lata de leite condensado Moça que é lisa e vem apenas com rótulo de papel e tampa abre fácil –  não deixa rebarbas na hora de abrir. O conteúdo foi para a panela de brigadeiros (yummm) e as latas viraram porta-talheres de festa. Aproveitamento total de materiais, trabalhamos!

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Separe materiais: latas de alumínio lisas, papel decorado ( usei este wax paper, uma espécie de papel encerado colorido, que comprei na Daiso), estilete, cola em bastão e washi tape para dar um acabamento (opcional). Não tem wax paper?  No stress. Substitua por qualquer outro papel decorado ou até contact. 

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Como fazer ? Super simples. Corte o papel em um tamanho para envolver toda a lata com um rótulo.

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Cole as laterais com cola bastão e se quiser finalize com washi tape.

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Em minutos uma lata que iria para o lixo se transformou em um porta-talheres super divertido e na paleta de cores da sua festa – no meu caso amarelo, azul e rosa! Dá para colocar guardanapos, canudos ou o que você quiser.

Gostou da ideia? está planejando alguma festa DIY ainda este ano? Conte-me seus planos :)

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