18 maio 13
casa craftoutras técnicas
Quero uma lousa na cozinha, o retorno
por Claudia

Lousa de contact na cozinha

Uma das coisas que eu mais gostava na minha casa antiga era a lousa que eu tinha pintado na porta da cozinha. Faz tempo isso, gente, 2009! Na época eu até escrevi sobre isso aqui. Mudei de casa e cada casa é uma casa, tem coisas melhores, piores. Então esqueci do fato que minha nova casa não tinha lousa.

Pausa e corta para a preparação do bazar Ógente 7.

A Andrea e eu tínhamos bolado um caderninho feito com papel mega antigo. A gente conseguiu as folhas em um estoque de papelaria, encadernou com espiral e deixamos a capa transparente. Mas faltava alguma coisa. Daí inventamos de colocar um pedaço de contact preto pra dar um tchans. E sobrou contact. Aquele rolinho preto ficou largado em um canto da casa até que… Eu tive essa ideia de colar na porta do armário da cozinha e fazer uma nova lousa!

A gente já tinha testado a lousa de contact no quarto de costura que montamos na Casa da Mega, no ano passado. Fez o maior sucesso, porque todo mundo perguntava pra gente como tínhamos feito, se dava certo, se funcionava. E, sim! Funciona bem.

Olha só como fiz na porta do armário da cozinha de casa:

Lousa de contact na cozinha

Bem, nem tudo é perfeito. Faltava meio centímetro para bater a largura do contact com a largura da porta. Reparem que eu fiz umas emendas fininhas nas laterais e em cima para compensar isso.

Mas pior foi o corte ao redor do puxador. Eu medi o retângulo colocando o contact por cima da porta e tateando onde ele estava. Fiz a marcação e cortei. Mas na hora de aplicar, vi que havia uma folga que deixava aparecer a fórmica bege! A solução foi a mesma, contornei o puxador com tirinhas de contact!

Lousa de contact na cozinha

Olhando de perto até que dá para ver as emendas. Mas nada que giz colorido não resolva. Garanto que ninguém vai reparar nisso se você fizer desenhos legais ou encher a lousa de recados :-).

Lousa de contact na cozinha

Aqui tem um antes e um depois da porta do armário. Fiquei bem satisfeita. O contact preto fosco é um material super barato e bem mais simples de usar que tinta fosca.

A lição é que não vale a pena passar vontade. Não precisa ter uma parede inteira ou uma porta a disposição para pintar (ou colar) uma lousa – vale criar a sua em qualquer cantinho!

15 maio 13
casa craftreciclagem
Era uma vez uma cadeira abandonada
por Claudia

Cadeira verde

Um dia cruzei com o meu vizinho, dono de uma lavanderia do bairro. Era a hora certa! Ele ia jogar fora uma cadeira velha de escritório, de madeira, bem antiguinha. Ela já tinha sido amarela um dia, estava descascando, com uns pedaços rachados…. nada que não pudesse ser contornado. Então me ofereci para levá-la para casa. Ele topou claro, ela estava indo para o lixo mesmo!

O projeto todo acabou virando um DIY sobre como pintar uma cadeira antiga com spray, em casa mesmo, gastando bem pouco.  O que vale para uma cadeira poderia valer para uma mesinha, uma baqueta. Gosto muito ver potencial decorativo nas coisas que iriam para o lixo e renová-las, investindo bem pouco.

A preparação

Bom, a cadeira estava um pouco detonada então antes de pintar precisei dar um tapinha básico na estrutura. Parafusei as partes que estavam bambas, coloquei pregos onde faltava, limpei bem todas as superfícies, passei um spray anti-insetos (vai que, né?) e parti para a revitalização.

Cadeira verde

Comecei lixando bem toda a tinta antiga da cadeira. Para melhor fixação da tinta spray, só fazendo isso mesmo. Dá um trabalho, mas vale a pena. Depois, precisa limpar com um pano seco antes de começar a pintura.

Usei tinta em spray que comprei na Galeria do Rock, na rua 24 de março. Lá tem uma ou duas lojas para grafiteiros que vendem tinta em spray em praticamente todas as cores – o preço é bem honesto, cerca de R$ 10,00! Escolhi esse verde antiguinho, achei que combinaria.

A Pintura 

Escolha um lugar bem ventilado para passar o spray. E forre tudo com jornal – desde as laterais até o chão. A tinta do spray se espalha e suja tudo mesmo. Quanto mais jornal, menos problemas depois.

Siga as instruções da embalagem para a pintura. Pra mim foi bem tranquilo, deu para fazer duas boas camadas.

Cadeira verde

A primeira camada sempre é mais fina e superficial, a ideia é dar uma ligeira cobertura. Se você exagerar na tinta, há o risco de escorrer e deixar marcas. A segunda camada vem para cobrir as imperfeições e uniformizar.

Se puder, use luvas – ou coloque um saco plástico nas mãos na hora de usar o spray. Sempre escorre um pouco e a tinta gruda.

Cadeira verde

Toques finais

Ah, os toque finais :) Sempre dá para colocar uma graça a mais, certo? Achei na papelaria perto de casa um estoque mega antigo de decalques. Quem se lembra? Na década de 80, quando estudei o primário, isso era o máximo da modernidade. As ilustrações dos cadernos de estudos sociais eram assim: bandeiras, mapas e Pedro Álvares Cabral sempre existiram em decalques – figuras que, molhadas na água, colavam no papel. Minha mãe também usava decalques de rosas e outros temas mais frufrus para enfeitar os potes de vidro da cozinha. A Cromocart – fábrica brasileira que fazia os decalques – faliu, mas encontrei essas cartelas e deu para me divertir.

Colei o meu decalque do gatinho escritor de cartas no encosto da cadeira. Depois sequei com um papel toalha para remover a umidade. Surpresa! Não é que depois de 30 anos o negócio ainda funciona?

Cadeira verde

Apesar de não ter uma foto “de corpo inteiro” do ANTES, dá para ter uma noção da foto do DEPOIS como ela ficou arrumadinha e pronta para novas aventuras. Quem diria, né?  Uma cadeira abandonada na rua ganhou uma nova vida e ares vintage:).

O que acharam? Alguém já fez algo parecido? Quero saber mais histórias de móveis abandonados que ganharam nova vida.

13 maio 13
outros bla bla blasreciclagem
Pendrive para amantes de vinho
por Claudia

Pendrive & vinho

Fui apresentada a este pendrive feito em casa no jantar na casa de uma amiga. O marido dela adora vinhos (aliás, os dois!) e tem um pé no faça-você-mesmo. Basicamente, ele juntou A+B: reaproveitou um pendrive que ganhou de brinde num destes eventos corporativos com a rolha de um vinho favorito. Ele me explicou que com um alicate desmontou o pendrive original, jogando o plástico de proteção fora. A rolha ele “cavou” com uma faquinha. E depois colou uma peça na outra com Superbonder mesmo. Achei que é uma ótima pedida para o Dia dos Namorados.

Também vou fazer o meu, mas usando uma mini-furadeira. Depois que o Dremel voltou do conserto, ninguém mais me segura!

11 maio 13
outras técnicas
Coração de mãe
por Claudia

Coração de mãe

Vi na internet este coração trançado e achei que dava um bom complemento para o presente de Dia das Mães. Só tinha a foto no Flickr, mas não o tutorial e nem as medidas. Mas como no original ele era feito com feltro, cada metade de uma cor, foi fácil descobrir sozinha como fazer. E deu certo! Mas ao invés de deixar aqui um molde, prefiro ensinar como cheguei ao final, assim cada um pode buscar seu próprio modelo, mais adequado ao tamanho, material e finalidade que pretende dar a ele (ao coração!).

(UPDATE: tentando achar o link original do Flickr para colocar aqui no post, descobri que esta técnica do coração é tradicional nos países escandinavos para enfeites de árvore ou cestinhas de presente. Você encontrará milhões de referências no Google Images buscando por danish woven hearts)

Comecei cortando em papel. Você precisará de papel, lápis, régua e tesoura.

Coração de mãe

. Corte dois retângulos de tamanhos iguais e dobre ao meio.

. Encaixe um no outro formando um L.

. Desenhe um meio círculo em cada um deles, na parte de fora da intersecção. Você pode fazer de olho, com compasso ou com algum objeto redondo para facilitar a marcação. Depois corte com a tesoura.

. Marque com o lápis 3 linhas compridas, que dividirão o retângulo em 4 tiras.

. Corte as tiras desde a dobra do papel até passar um pouco da intersecção do L. Você precisará dessa “folga” para ajudar no trançado. Quanto mais grosso for o tecido ou o material, maior precisará ser a folga.

Coração de mãe

. Com isso pronto, você pode começar a trançar:

. A primeira tira vai alternando: por trás, pela frente, por trás, pela frente. Esta última fica presa passando pelo meio.

. A segunda tira inverte a sequência: pela frente, por trás, pela frente, por trás. Esta última também trava passando pelo meio.

. O mesmo se repete com a terceira e quarta etapas.

. A foto deve ajudar, mas só fazendo várias vezes até pegar a manha. Eu fiz com papel justamente para errar a vontade e me sentir confortável para fazer com o tecido. Aqui eu achei um bom esquema visual

Coração de mãe

. Desfiz o coração de papel e usei as metades como molde. Escolhi um tecido rosa metalizado para a versão final.

. Passei as medidas do molde e recortei no tamanho certo.

Coração de mãe

Pensei em usar de enfeite para o presente, mas não resisti e (pra variar) acabei transformando o pingente em chaveiro – já tenho uma coleção deles! Só aqui no blog acho que já foram uns 3 posts ;-)

Enfim, simples e rápido de fazer, é um bom mimo para quem não tem nada pronto para amanhã. Mãos à obra!

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