26 out 11
costura
Perdendo o medo da máquina: Ziper invisível
por Andrea

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Hoje vamos mostrar como pregar um ziper invisível.  Mais um daqueles mitos que assombram as costureiras novatas. Certeza que depois deste post vocês vão soltar um ‘mas é só isso???’.

Mais uma vez contaremos com as dicas da Pat Casan, do Rainhas da Costura –  vai lá marcar uma aula com ela para aprender a costurar ao vivo e a cores.

ziper invisível

Você vai precisar de um pé calcador  especial para ziper invisível, como este da foto acima. A maioria das máquinas novas vêm com ele no kit mas é possivel comprá-lo avulso em lojas especializadas. Para trocá-lo, é só soltar o parafuso.

ziper invisível

Preparação é sempre fundamental. Posicione  todo o comprimento do zíper bem próximo à borda do tecido. Se for iniciante vale até alinhavar.

ziper invisível
Dobre a ponta do ziper invisível em mais ou menos 1,5 cm.  Você vai reparara que ele é bem mais flexível que o ziper comum.

ziper invisível

Agora posicione o ziper do tecido no verso do tecido, com a ponta dobrada, bem próxima à margem.

ziper invisível

Vendo pelo lado direito ele deve ficar assim, bem rente ao tecido. Vire do avesso de novo e  chegou a hora de  colocar o super pé de ziper em ação.

Clica no video abaixo para ver direitinho como é feita a aplicação. A ideia é passar a costura  reta pelo lado avesso, com o pé calcador deslizando bem rente à lombada dos dentes do ziper.

ziper invisível
Estas fotos mostram como deve ficar o visual na parte da frente e de trás do tecido após a aplicação. Se ficou assim, sua missão  foi cumprida com sucesso.Pode comemorar  e até agradecer à Nossa Senhora da Tesourinha da Garça!

Se chegou agora por aqui e  quer saber como se prega o ziper normal, dá uma olhada neste  tutorial antigo. Ele ainda pode ajudar.

19 out 11
outras técnicas
DIY carteira de silver tape (parte 3)
por Andrea

carteira silver tape (parte III)

Ufa, sem mais demora vamos à parte final do PAP da carteira Para quem chegou agora ou perdeu aqui estão as partes I e parte II.  Por último, vamos atacar o bolso grande, da direita. É um bolso único, com um tamanho bacana para guardar documentos e cartões maiores.

Primeiro, para moldar o bolso, corte 4 tiras, tomando como base a largura de um cartão. Corte duas tiras um pouco maiores e duas da mesma largura do cartão, como mostra a foto acima.

carteira silver tape (parte III)
Cole as laterais das duas tiras maiores uma na outra, formando um retângulo maior que altura da carteira. Depois cole as tiras menores por cima do retângulo, uma em cima e a outra embaixo.

Dobre a lateral  direita do retângulo central e cole ambas tiras menores por cima. Vai ficar um buraco mesmo. Vire e cole na parte da carteira direita, como mostra a última foto acima.

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Em seguida, corte mais duas tiras um pouco mais largas que a largura bolso e cole-as por cima da parte branca do bolso. As pontas das tiras, tanto da direita como da esquerda, devem envolver a lateral da carteira (direita) e do bolso (esquerda) para dar o acabamento e eliminar toda a superficie branca colante.

carteira silver tape (parte III)

A carteira já está praticamente pronta, mas é sempre bom dar uma reforçada final e caprichar no acabamento. Cortei mais algumas tiras finas de tape e colei na parte inferior e nas aberturas para garantir a durabilidade.

carteira silver tape (parte III)

O resultado final da carteira básica é este. Adapte e faça mais ou menos bolsos, de acordo com o que você costuma de carregar.

carteira silver tape (parte III)

Como toque final, fica legal colocar a sua marca ou alguma mensagem personalizada para quem vai ganhar a carteira. Usar um rotulador para escrever “Superziper” foi uma ideia que tive na hora.

carteira silver tape (parte III)

Tá aí o resultado final. Não vou mentir, eu só consegui chegar nisso depois de estragar muita fita e fazer umas cinco carteiras meio tortinhas. E vocês ? Se conseguirem fazer  ou tiverem alguma dica para aprimorar a modelagem sou toda ouvidos.

E vou aproveitar o finalzinho deste post para mostrar uma coisa muito incrível que ganhei ontem de uma leitora, a Pituca:

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Tudo começou quando ela, leitora assídua do Superziper, viu o meu primeiro post sobre a carteira e reparou que eu personalizei a carteira com uma etiqueta feita naqueles rotuladores DYMO, usando um modelo de pressão. Ela em seguida me enviou um email super simpático, oferecendo uma ‘caixa’ que estava na família dela há muitos anos e sem uso. Espiem só o conteúdo da caixa:

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Fiquei muito surpresa ao abrir a caixa e ver fitas nas cores laranja, marrom e até dourada (!), cores que não existem pra vender aqui no Brasil.Devem ter uns trinta anos e pertenceram a uma tia crafter, que já faleceu.  E supresa, as fitinhas ainda colam!

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Também ganhei um etiquetador DYMO vintage, que está com a ponta quebrada, mas claro que vou dar um jeito de consertar. Reparem só como o design mudou ao longo dos anos. O bege é o antigo e o cinza o modelo atual que comprei na Kalunga recentemente.

Muito obrigada Pituca, farei um bom uso criativo do material.

 

16 out 11
costura
Perdendo o medo da máquina: Passando a linha
por Andrea

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Ufa, demorou um pouco mas vamos retormar os posts do especial de costura básica, o Perdendo o Medo da Máquina. Tantos crafts a fazer e tão pouco tempo, né ?

Desta vez vamos mostrar uma dica fundamental que deveria, na verdade, ter sido uma das primeiras pois vem antes de tudo no aprendizado da costureira novata: como passar a linha na máquina, incluindo o enchimento da bobina.

Quem explica em video é a Pat Casan, do Rainhas da Costura. Vamos lá ?

Vocês vão reparar que o retrós de linha nem aparece no video porque a Pat prefere colocá-lo num suporte de parede  (cada costureira com suas manias), mas ele deveria estar encaixado no pino da parte superior da máquina.

Não sigam este video ao pé da letra mas tomem apenas como uma referência. Isso porque que uma coisinha ou outra pode variar de máquina para máquina mas em geral o processo é similar para todas as manuais.

Vou recapitular os post que já fizemos para o especial:

  1. Perdendo o Medo da Máquina: Como franzir
  2. Perdendo o Medo da Máquina: Como pregar lastex
  3. Perdendo o medo da máquina:  Como pregar viés
  4. Perdendo o medo da máquina: Como ajustar a tensão do ponto

Os próximos videos que já estão na fila serão sobre como desmanchar uma costura e como pregar o temido ziper invisível. Aguardem só um pouquinho que desta vez não vão demorar tanto :).

13 out 11
outras técnicasreciclagem
Criatividade com garrafa PET
por Andrea

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(Por Pat Toyama, da Flô di Pá, blogueira convidada.)

Kohii é um café na Liberdade que já virou meu xodó. Bem localizado – pertinho do metrô – espaçoso, cardápio variado e ótimo atendimento. O slogan “café e cultura na medida certa” faz jus ao lugar. Além de comidinhas, o café tem espaço destinado à venda de crafts, organiza exposições e está promovendo algumas oficinas criativas como este workshop de PET da professora Miriam Utsumi. Eu participei  da última e vou contar como foi.

professora

Miriam era professora e fez cursos nas áreas de cerâmica, cestaria, tapeçaria, argila e outros crafts. Quando se aposentou começou a brincar com a garrafa pet – aquelas de refri e água mineral. Foi adaptando as técnicas que sabia ao material plástico. Seu marido,Takashi Utsumi, típico professor pardal, adaptou ferramentas odontológicas para uso nas pets e até desenvolveu ferramentas específicas que ajudam na produção  dos crafts com o material, como o “filetador”.

Inicialmente feito para facilitar a vida dos catadores de sucata, o “filetador” permite cortar de forma rápida e eficiente a garrafa em tiras. É uma ferramente incrível e ao mesmo tempo bem simples. Desde 2002 ele vem aperfeiçoando os modelos. Atualmente, com este apetrecho, é possível obter tiras de 2 cm a 4 mm de largura. As mais finas, são verdadeiros fios e possibilitam o uso para costura do plástico.

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Na oficina, a Miriam apresentou as ferramentas e deixou todo mundo testar o filetador. Ela falou também sobre a variedade de formas e cores das garrafas, que hoje está bem limitada ao verde e ao transparente. Com uma lixa fina, ensinou a dar uma aparência fosca ao plástico.

Na oficina, proposta era fazer um anjinho, já pensando nas festas de final de ano.
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Cada participante ganhou  um mini-kit contendo: molde impecável do anjinho (feito com embalagens reaproveitadas), pedaços de PET na medida exata e fios de pet para a costura. Fiquei impressionada como nada é desperdiçado. O casal criativo explora ao máximo o uso da garrafa. Até o carretel de linha pet é feito com sobras da garrafa, um luxo!

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Começamos o nosso anjinho riscando as partes. Apesar de parecer simples, aplicamos técnicas de corte, furo e costura em plástico. Alicates de uso odontológico se mostraram mais eficazes do que ferramentas específicas para craft. A montagem requer algumas dicas e algum treino. Algumas cabeças pularam do corpo, asinhas ficaram tortas, corpinhos não fechavam, mas no final, com a interferência das mãos mágicas da Miriam, tudo deu certo.

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Uma hora cravada e todos os anjinhos estavam prontos. O meu ficou com a asa torta, mas assumi como um charme.

E como ainda tem tempo até o natal vou treinando. Pretendo usar os anjos para decorar áreas externas e jardim, já que o plástico é super resistente às intempéries.

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No final, entre anjinhhos e estrelas fechamos a aula com um delicioso chá da tarde e conversinhas sobre a possibilidade de uso do material.

As oficinas acontecem as sextas-feiras. Liga lá ( Kohii Rua da Glória, 326 – fone 11 3203-0624 –  Liberdade São Paulo – SP)  para se informar sobre as próximas.

E até o dia 15 de outubro dá para conferir a exposição com peças incríveis como a Torre Eiffel, bolsas e cestaria em PET. Tudo, absolutamente TUDO feito em pet.

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